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| Não está confirmado que a versão em português da segunda temporada será"Cavalo Paraguaio". Aparentemente é fake news. |
por José Esmeraldo Gonçalves
O filme Dark Horse não estreou ainda (chegará às telas em setembro como peça de campanha do candidato bolsonarista), mas a segunda temporada já está agitando a internet. Se a primeira é a exaltação do inominável, a parte 2 tem conotação policialesca e focaliza o drama do pré-candidato a presidente mais subserviente da história do Brasil. A primeira cena mostra Flávio Bolsonaro à beira de um colapso emocional implorando dinheiro a Daniel Vorcaro, o trambiqueiro do Banco Master. Flávio só falta dizer uma frase que os cariocas costumam ouvir de pedintes nos ônibus: "me ajuda aí, irmão, eu podia estar assaltando, roubando, mas estou aqui me humilhando, pedindo um dinheiro, uns trocados pra comer um croquete". Segundo mensagens em poder da PF, Flávio chora mágoas, alega momentos difíceis e implora um dinheiro graúdo para concluir o filme Dark Horse. É um filho ajudando um pai, justificou ele quando o áudio vergonhoso veio a público. A "ajuda" ao esmoler presidenciável teria somado mais de150 milhões de reais. A marca que fica desse episódio é forte: trata-se de uma cena que pode ganhar o Oscar de pior subserviência já registrada em quem pretende ser presidente. Flávio nem foi eleito mas já é um "pato manco", termo que classifica políticos irrelevantes, sem poder decisório, que capengam em fim de mandato. Em sua defesa impossível Flávio alega que tratou de uma transação de "dinheiro privado, dinheiro privado", repetiu. Não é dinheiro privado. Não há registro confiável de que Vorcaro tenha sequer um centavo de dinheiro privado. Todo o esquema criminoso do Banco Master, segundo as investigações, visou enganar investidores e, o mais sórdido, roubou fundos de aposentados, lavou dinheiro burlando o fisco e manipulou instituições públicas, privadas e autoridades corruptas. Bolsonaristas dizem que o filme sobre a vida de Bolsonaro não recebeu verba pública. A ver. Segundo o G1, o STF está há um mês procurando Mário Frias, produtor executivo do Dark Horse, para explicar emenda parlamentar dirigida a ONG suspeita de ligação com o filme.

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