por Niko Bolontrin.
Os Estados Unidos chamam de football uma modalidade em que jogadores usam as mãos. E chama o verdadeiro futebol de soccer. Pois na preferência dos estadunidenses o soccer vem atrás do futebol americano, do beisebol, do basquete e do hóquei sobre gelo. Não é surpresa, portanto, que a mídia local dedique tão pouco espaço à Copa do Mundo da FIFA. Na semana passada saiu alguma coisa, mas era sobre os shows de abertura que acontecerão no México, Canadá e no próprio terreiro do Tio Sam. Com o torneio de aproximando, a Time fez uma capa com o jogador Christian Pusilic, da seleção americana. As seções esportivas do New York Times e do Washington Post até aqui deram pouquíssima coisa e geralmente sobre fatos correlatos (venda de ingressos abaixo do esperado, Trump se queixando dos preços das entradas, problemas com vistos, Irã na Copa etc) mas não diretamente às seleções. Já a mídia hispânica, que é forte nos Estados Unidos acompanha a expectativa e cobre a Copa, visita os estádios, faz avaliação técnica das seleções e destaca os craques e alerta para o calor esperado durante os jogos. A FIFA e a MLS, a liga de soccer, esperavam mais. De qualquer forma, é possível que a partir da próxima semana, a mídia americana "descubra" a Copa.
Além disso, hoteleiro estão decepcionados com o baixo índice de reservas e a Anistia Internaciol teme que o futebol da se torne palco de repressão contra imigrantes. A propósito, há poucas semanas, a delegação do Irã desistiu de participar do Congresso da FIFA alegando humilhações sofridas ao desembarcar no Canadá apesar de estar com vistos concedidos.


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