
Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
A tele-indústria da fé
Produtores, cineastas, jornalistas, através de associações ou por meio de iniciativas individuais, tentaram ganhar espaço nas TVs abertas para produções independentes nas áreas de entretenimento e de conteúdo jornalístico. Significaria diversidade cultural, emprego, mais opções para o telespectador. A guerra parece perdida. Pelo menos, na TV aberta. Nos canais pagos ainda há chances. A Folha publica os números de ocupação das TVs por programas religiosos que são a ponta de uma poderosa industria da fé. Depois da ocupação do dial das rádios, a TV é o alvo. Os percentuais impressionam. São quase 140 horas de pregação religiosa, ou pseudo-religiosa, por semana. Por enquanto, escapam o SBT, que resiste a entrar no carnê da pregação, e, de certa forma, a Globo, que transmite apenas, e gratuitamente, a Santa Missa, em 50 minutos. Duas emissoras, a Band e a RedeTV venderam até seus horários nobres. A RedeTV, levanta a Folha, tem hoje 27% de suas programação comercializada com pastores. A Record é um caso à parte já que pertence plenamente a um igreja e há casos notórios em que submete à religião até mesmo seus programas jornalísticos. Na prática, os milhões aplicados na compra de horários são um "investimento" que retorna com as metas crescentes de arrecadação de dízimos. Há interesses eleitorais também, já que alguns "âncoras" religiosos são ou pretendem ser vereadores ou deputados e atuam como dirigentes de partidos políticos.
Ainda segundo a Folha, a venda de horários só é considerada legal a a partir de nebulosas interpretações jurídicas da legislação vigente.
Para os proprietários das redes - que ao reivindicar as concessões públicas apresentaram projetos que englobavam cultura, entretenimento, educação, jornalismo etc - a situação é cômoda: repassam o sinal que lhes foi concedido e que ninguém lhes cobra e vão brindar nas boates da moda e nas revistas de celebridades o champanhe do faturamento que entra fácil, fácil.
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Você acredita em duendes? Saci-Pererê? Fim do mundo em 2012? Certos colunistas de economia?
Mulheres ricas só no dinheiro. O resto é pura pobreza
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"Mulheres Ricas, da Band: Valdirene Marchiori, Débora Rodrigues e Narciza, em pé; e Lydia Sayeg e Brunete Fracarolli (sentadas). Foto: Band/Divulgação |
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Foto Band/Divulgação |
Não basta ter dinheiro. É preciso saber utilizá-lo sem exageros consumistas e principalmente sem exibicionismo fútil e desnecessário. Pois foi esse desperdício de dinheiro e um lamentável equívoco de comportamento o que nos mostrou “Mulheres Ricas”, o novo programa da Band. O que se viu no programa, que felizmente só ficará no ar durante as férias do CQC, foram mulheres ricas que parecem viver distantes da nova realidade feminina mundial. É decepcionante perceber que apesar de todas as conquistas femininas ainda existem muitas mulheres (homens também) que fazem questão de aparecer e marcar presença pior em um mundinho que não existe. Talvez o cotidiano delas não seja exatamente o que fizeram questão de mostrar na televisão certamente criando personagens orientados e manipulados pela direção do programa. A intenção do programa é mesmo a de mostrar o, digamos, lado absurdo de riquezas conquistadas por herança ou casamentos e raramente por trabalhos. Com uma ou duas exceções (uma delas Narciza Tamborideguy que pelo menos é autêntica e natural) as mulheres ricas que desfilaram no programa não mostraram absolutamente nada de interessante nem no comportamento de vida, nem em charme, postura ou elegância. Muito menos em inteligência.
Pensando bem, o que se poderia esperar do grupo reunido pelo programa? A arquiteta e decoradora Brunete é respeitada profissionalmente em São Paulo, mas no programa não mostrou exatamente o motivo de tanto respeito profissional. Pelo contrário: o que se viu foi uma mulher que gostaria mesmo de ser a boneca Barbie que carrega nas mãos. Val (Valdirene) Malchiori deixou claro que ficou afetada pela necessidade de aparecer futilmente. Ela garante que breve estará nas páginas da Playboy, o que a revista não confirma. “Mulheres Ricas” deu para a Rede Bandeirantes uma audiência (em torno de 5.0) que a emissora considera boa. As participantes do programa mostraram claramente que, como diz o título, são “Mulheres ricas” por conta do dinheiro. De resto se comportaram com uma pobreza que, nesses tempos femininos de conquistas, é muito pior do que não ter dinheiro para gastar e viver em vão. (Eli Halfoun)
Brigitte Bardot reina outra vez com um novo e revelador livro
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A capa do novo livro sobre Brigitte Bardot |
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A atriz no filme "E Deus Criou a Mulher", quando popularizou o biquini. Foto:Divulgação |
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Brigitte, aos 17 anos, no filme Le "Trou Normand" |
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No cartaz do filme que marcou sduas estréia no cinema. |
Brigitte Bardot já inspirou muitas crônicas, reportagens, estudos e livros, Agora, aos 78 anos, e atuando como ativista em defesa dos animais, a mais famosa musa do cinema francês é protagonista de mais uma obra literária. BB é o tema da jornalista francesa Dominique Lelièvre no livro "Brigitte Bardot, plein la vue" (Flammarion), ou "Brigitte Bardot para Encher os Olhos". A autora revisita a vida da atriz e destaca os motivos de sua voluntária fuga do mundo das celebridades reconhecendo que “Bardot é uma rainha. Pode-se abandoná-la, mas nunca destroná-la”. Descoberta pelo diretor Roger Vadim com quem depois viria a se casar, BB estreou no cinema aos 17 anos (em 1952) com o filme “Le Trou Normand”. Sua carreira foi marcada por uma presença ao mesmo tempo singela e sensual e, entre outras coisas, ela ajudou a popularizar o biquíni, peça que usou em seus filmes com uma sensual elegância que nenhuma outra atriz conseguiu repetir. BB também foi uma espécie de pioneira do markerting pessoal e mostrou esse seu outro talento quando esteve no Brasil, em janeiro de 1964 acompanhada de Bob Zaguri. Desde seu desembarque no então aeroporto do Galeão ela brincou de esconde-esconde com a imprensa e assim ganhou todos os dias as primeiras páginas dos jornais.
Escalado pelo jornal Ultima Hora (sem dúvida a maior escola prática do jornalismo brasileiro) permaneci de plantão vários dias na portaria do edifício da Avenida Atlântica no qual se hospedou. Aprecia raramente na janela para alegria dos muitos repórteres que ali ficam todo o tempo. Depois persegui BB até Búzios (onde acabou ganhando uma estátua por popularizar e valorizar mundialmente o até então desconhecido local que era apenas uma pobre aldeia de pescadores). A brincadeira de esconde-esconde terminou quando ela deu sua primeira entrevista coletiva. Daí em diante perdeu a graça continuar seguindo BB: ela virou figurinha fácil e pouco interessante a ponto de em uma noite no restaurante La Fiorentina alguém anunciou que ela estava chegando para jantar. Cansado de tanto persegui-la minha reação foi gritar para os companheiros: “Pessoal vamos embora porque lá vem aquela chata”. Durante toda sua vida e carreira Brigitte Bardot provocou todo o tipo de reação. Foi por isso que se transformou na rainha que como diz o livro jamais será destronada. (Eli Halfoun)
“Fina Estampa”: Íris revela que não é tia de Tereza Cristina
Mesmo sem confirmar qualquer das especulações levantadas nos bastidores, Aguinaldo Silva começa a desfazer a partir dos próximos capítulos um dos grandes mistérios da novela “Fina Estampa”: o segredo que tanto assusta e atormenta Tereza Cristina (Christiane Torloni). O segredo não será totalmente revelado mas deixará uma quase certeza de que Tereza Cristina não é exatamente o que mostra. Tia Íris (Eva Wilma) revelará apenas que sua irmã não é a verdadeira mãe de Tereza Cristina e não perderá a oportunidade de falar mal da irmã chamando-a de canalha e outros adjetivos nada carinhosos. De qualquer maneira, o público ficará sabendo logo que o segredo de Tereza Cristina não é, como se supõe, nenhum crime. Grave mesmo é o seu caráter duvidoso. (Eli Halfoun)
Futebol invade outra vez a área da televisão
"Bem, amigos", como diria o Galvão Bueno: o futebol se prepara para novamente entrar em campo na televisão. No próximo dia 25, a Globo invade a área com o início das transmissões de jogos da Taça Libertadores. De saída, mostra ao vivo, e só para o Rio Grande do Sul, a partida entre Internacional e Once Caldas. Enquanto os gaúchos ficam com o Colorado, o restante do Brasil assistirá ao jogo entre o Flamengo e Real Potosi. Nada de tão emocionante assim, mas já dá para matar a saudade da bola. A Globo não decidiu ainda se os paulistas também assistirão ao jogo do Flamengo. Talvez São Paulo fique com um filme. Assim os corintianos não precisarão sofrer vendo o Flamengo da maior torcida do Brasil. (Eli Halfoun)
FHC dá novas (e desnecessárias) alfinetadas com “Cachaça”
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O livro "Cachaça" tem prefácio de FHC... |
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...que faz oportuna campanha para regulamentação do consumo da maconha, como a Trip registrou em capa. |
“Não carrego a fama de cachaceiro que noutros grudam. No máximo tomei uma ou outra dose, junto com a Ruth". Essa é uma das desnecessárias alfinetadas que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso incluiu no prefácio que escreveu para o livro “Cachaça” de Araquém Alcântara e Manoel Beato. Se não conhece cachaça, FHC não é o nome ideal para prefaciar um livro que conta a história daquela que é considerada a única bebida alcoólica autenticamente brasileira (conta a lenda que foi descoberta quando os escravos deixavam pingar em baldes no engenho o restinho da cana moída que fermentava e ficava alcoólica sendo utilizada nas festas organizadas por escravos). O livro também passa pelos costumes introduzidos através da cachaça, ou seja, tem tudo sobre a nossa caninha a ainda é a mais consumida do país. Um livro pra ler sóbrio. (Eli Halfoun)
Globo já tem novelas para exibir até 2013
As novelas ainda são o carro-chefe da programação da Globo e, portanto, a garantia maior da liderança de audiência. Por isso mesmo, a emissora não brinca em serviço com o assunto. Já tem programadas novelas até 2013: “Fina Estampa” termina em abril e dará lugar para “Avenida Brasil” de João Emanuel Carneiro. Depois, ou seja, em outubro será a vez da nova novela de Glória Perez. Todas já estão em fase de produção e até sendo negociadas para o exterior. Nesse aspecto não se pode negar que a Globo é muito organizada. Nas outras emissoras ninguém sabe nem o que irá ao no dia seguinte. (Eli Haloun)
Trancoso, dengoso
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Ronaldo, recuperado da dengue, postou esta foto no seu microblog. Reprodução |
O mosquito da dengue é "democrático". Ataca sem discriminação. Reduto de milionários, Trancoso, como grande parte da Bahia, está infestada de aedes. Foi lá que o ex-jogador Ronaldo passou o réveillon. mas dizem que já está vendendo a casa que comprou na região. Com cara de desolado, ele postou a foto acima no twitter. Mas já avisou que está bem e que já deixou o hospital. "Maldito mosquito. Bom dia pra vc q começou o ano com Dengue", escreveu.
Reage, Rio
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Kate e Pippa lideram pesquisa de ícones da moda na Inglaterra
O casamento de Kate Middleton com o príncipe William acabou rendendo outros reinados e não só para ela: a também bonita irmã Pippa tem colhido os digamos frutos como cunhada. Kate e Pippa agora são referências de beleza e elegância. Kate (29 anos) e Pippa (28 anos) lideram a lista inglesa em pesquisa realizada recentemente para saber quais são os ícones da moda no país. A pesquisa foi encomendada por uma rede de farmácias e o resultado colocou Kate em primeiro lugar e Pippa em segundo. Entre as mais indicadas também estão a cantora Cheryl Cole (terceiro lugar), a apresentadora de televisão Holly Willoughby, as cantoras Beyoncé e Katy Perry, a atriz Ema Watson e ex-cantora e modelo Victoria Beckman. Como a pesquisa foi encomendada por uma rede de farmácias não se pode negar que tidas as indicadas fazem muito bem para a saúde. (Eli Halfoun)
Sarney promete sair da cena política em 2018. Haja paciência para esperar
A melhor notícia do ano está sendo dada pelo senador José Sarney: vai demorar um bom tempo, mas ele garante que em 2018, quando encerrar seu atual mandato deixará definitivamente (pelo menos oficialmente) a carreira política. Não momento, o senador conclui o texto de sua biografia que está nos últimos 20 anos ns base do devagar e sempre como, aliás, ele sempre foi. Se a aposentadoria política ainda levará tempo a leitura do livro nem tanto: a editora LeYa quer lançar as “Memórias de Sarney” no segundo semestre desse ano. O senador garante que o livro contará tudo sobre sua vida desde a infância. Quando pelo que se pode imaginar já escondia algumas coisas. (Eli Halfoun)
Michel Teló pega e agarra o sucesso para não largar tão cedo
A qualidade musical parece não estar sendo muito importante para confirmar e aumentar o sucesso do cantor e músico Michel Teló, especialmente com “Ai se Eu Te Pego”. Teló que também é sucesso no exterior conquistou a atenção da revista Forbes que embora o considere “um produto da internet” reconhece os importantes e recentes números de sua carreira: faturou R$ 18 milhões só com os 220 shows que fez no ano passado e teve 94 milhões de visualizações no YouTube que como se sabe costuma ser terra de ninguém em termos de bom gosto. Musical ou não. (Eli Halfoun)
Preocupação do senador Pedro Simon é a de todos os eleitores
“Jucá, Sarney, Renan e Jader no Senado... meu Deus!” – a declaração é do respeitado senador Pedro Simon que com ela faz questão de deixar clara sua preocupação com o destino do país no Senado. Se o senador Pedro Simon está preocupado não dá nem para dimensionar a preocupação dos eleitores. (Eli Halfoun)
Rio ganha filial de badalada boate de Nova York
Como ocorre em São Paulo, o Rio também ganhará esse ano (provavelmente em junho) uma filial da sofisticada casa noturna Kiss&Fly, que é a favorita dos ricos de Nova York. A filial paulista, que só funciona às sextas e sábados, fica no prédio da antiga Daslu. No Rio, a idéia é montar a boate na Barra da Tijuca. Será duro (e perigoso) beber e voltar dirigindo. Se bem que existem muitos motéis por perto para passar a noite. (Eli Halfoun)
Tripudiou...
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Reprodução Portal Imprensa |
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Decíframe ou ...
Cony na Folha: relembrando as previsões anuais da revista Manchete e revelando que o famoso "bruxo" Allan Richard Way nunca existiu
A crônica de Carlos Heitor Cony, hoje, na página 2 da Folha, fala sobre as previsões anuais que a Manchete publicava na última edição do ano. "Não levando a sério o jornalismo e a literatura, mas praticando os dois ofícios por sobrevivência pessoal, durante alguns anos fazia as previsões na revista Manchete, atribuindo-as a um tal de Allan Richard Way, que morava nos subúrbios de Londres, numa casa estilo Tudor, tinha a honra de ser o único vidente cego da história. Enchia seis páginas (com fotos dos personagens citados) e entre os palpites que dava, sempre acertava alguns. Previ a eleição do cardeal Albino Luciani, patriarca de Veneza, na sucessão de Paulo 6º", escreve Cony na Folha.
Jennifer Lopez é a maior atração do carnaval baiano
Os inesquecíveis verões da Manchete
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Televisão paga quer 35 milhões de assinantes, mas para isso precisa melhorar e parar de enganar o público
Não há dúvidas de que a parte tecnológica é fundamental, assim como não existem dúvidas para a necessidade da TV paga oferecer ao público mais e melhor conteúdo.
O que se tem visto até agora podemos chamar sem exagero de um engodo: as emissoras de televisão por assinatura cobram caro (muito caro) e não oferecem qualidade de serviços e muito menos de programação: serviços deixam sempre a desejar e a programação se repete limitando-se na maioria das vezes a reprisar filmes que o público não aguenta mais. Isso sem falar nos constantes aborrecimentos com cobranças indevidas, ou seja, não acordadas no contrato de prestação de serviços. Pode-se até dizer que diante do atual número de assinantes a televisão paga brasileira é um grande fracasso, já que a previsão inicial era de que conquistasse rapidamente o dobro de assinantes que conseguiu até agora. Portanto, fica claro que é fundamental que a desejada e prometida expansão só acontecerá se as emissoras oferecerem melhor conteúdo de programação, de serviços jornalísticos (especialmente os relacionados a saúde e educação) e mais, muito mais jornalismo informativo e de opinião. Além de maior disponibilidade de acesso via internet. Se isso não acontecer a televisão paga brasileira será bem menos tentadora do que a televisão convencional que é ruim na maioria das vezes, mas pelo menos é de graça e não engana ninguém como costuma fazer a televisão paga. (Eli Halfoun)