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domingo, 10 de maio de 2026

BRASIL na Copa: a crise vai viajar

Reprodução Instagram 


por José Esmeraldo Gonçalves 

Ainda há dúvida se Carlo Ancelotti vai convocar Neymar, mas uma coisa é certa: em qualquer hipótese, a crise em torno do jogador já está com passaporte carimbado para acompanhar a seleção brasileira.

Se Neymar viajar vai levar seu comportamento o polêmico exibido nos últimos meses.  Destempero, um certo desprezo pelos companheiros, no caso os demais jogadores do Santos a quem reclama e contra quem gesticula dentro do campo, atritos com árbitros e com torcedores, o episódio de agressão a Robinho Jr., as noites no poker quando ainda em recuperação, a escolha dos jogos em que prefere atuar. No Santos, os pretextos variaram da recusa em jogar no gramado artificial a evitar viagens longas e um suposto "controle de carga". Além disso, no Brasileirão e na Sul-Americana mostrou uma tendência: a de preferir jogar contra adversários fracos e medianos e evitar os clássicos com pesos-pesados. Se Lancelotti levar Neymar, vai lhe dar o direito de escolher a partida que prefere jogar? Vai advertí-lo para não tomar tantos cartões amarelos em função de reclamações? São detalhes não tão pequenos deles dois. Se Neymar for convocado vai se integrar à delegação ou vai preferir se deslocar no Dassault Falcon 900LX particular? E, por fim, Neymar vai conviver com todos ou formará panelinha com Casemiro e Raphinha, seus principais cabos eleitorais da campanha "convoca já" fortemente impulsionada nas redes sociais. 

Se Neymar não for convocado, mesmo assim estará onipresente. Até antevejo, diante de qualquer falha o argumento dos parças jornalistas: "esse gol Neymar faria": "essa cobrança de falta era pro Neymar"; "Neymar sim deixaria o ataque na cara do gol".

P.S. É uma vergonha e prova incontestável de mau-caratismo certos jornalistas parças e jogadores da panela engajados na campanha " Neymar na Copa já", extremamente dedicados, aliás, criarem versões sem apresentarem fatos, fontes ou contextos de alegada rejeição no "vestiário". É uma covardia no momento em que Endrick pode ser convocado e, mesmo que não seja, decide seu futuro nesta próxima janela, se fica no Lyon, volta para o Real ou se será negociado para um clube inglês. É uma puxada de tapete indecorosa.