| Lee Miller fotografada por George Hoyningen em 1932. Reprodução Pinterest |
No Museu de Arte Moderna de Paris está em exibição uma mostra de fotografia excepcional. São 248 imagens do acervo de Lee Miller (1907-1977). modelo, fotógrafa de moda e artista surrealista que se consagrou como uma das primeiras correspondentes de guerra. Suas imagens capturadas durante a Segunda Guerra Mundial, especialmente após a queda de Berlim são históricas.
A trajetória artística de Lee Miller é, em si, uma reconstrução pessoal após vencer um terrível trauma que carregou durante parte da vida. Ela foi violada por um parente quando tinha apenas 7 anos. Quando se fala em superação pessoal, a resposta está na vida intensa da bela Lee Miller, musa do surrealismo, amante de Man Ray, sensação em Paris dos anos 1930. Uma marca da ousadia de Miller. Em 1945, ao chegar em Munique no pós-guerra, ela driblou a segurança, mostrou a residência de Adolf Hitler e posou nua na banheira do führer. Foi seu troféu de guerra.
Se você não está na capital francesa nesta primavera, há três caminhos para conhecer a fotógrafa Lee Miller e seu trabalho. O filme "Lee Miller", de 2014, com Kate Winslet (disponível no streaming da Apple e no You Tube); uma visita ao site da fotojornalista. (http://www.leemiller.co.uk/app/WebObjects/LeeMillerShop.woa/wo/32.0.7.3.21.1.0.3.4.1.1); uma matéria sobre a fotógrafa publicada no Panis em 2017) (https://paniscumovum.blogspot.com/search?q=Lee+Miller)

