domingo, 27 de setembro de 2026

Querem "cancelar": a Padroeira?


Foto CNBB

Evangélicos extremistas interpretam com fanatismo a conhecida e agressiva posição de certos pastores contra imagens  católicas. São frequentes as invasões de igrejas que resultam na destruição de símbolos religiosos, altares, objetos litúrgicos e esculturas de santos.
Esse tipo de intolerância não deveria ser estimulado por lideres religiosos, mas é. Há alguns anos um político evangélico ligado à bancada idem apresentou um projeto de lei  para retirar de Nossa Senhora de Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto existe, não é  fake news  O Estado Laico está tão infiltrado por símbolos religiosos que a iniciativa do deputado só seria legítima se retirasse  qualquer menção a religiões, crucifixos em ambientes dos poderes executivo, legislativo e do judiciário. São afrontas à laicidade expressa na Constituição. Assim como a expressão "Deus seja Louvado" gravada nas notas de Real a mando de José Sarney. 
O tal projeto que destitui Aparecida foi arquivado, o que não impede  de experimentar uma ressurreição a qualquer momento. As denominações evangélicas  pretendem a supremacia e para isso trabalham a  presença maciça na política. Com  o passar do tempo certamente chegarão lá Quem sabe implantarão a "religião de Estado" e o dízimo descontado na fonte. 

Nos últimos dias, considerações religiosas ganharam as redes sociais. Saiba que está em jogo nesta eleição está muito acima da liberdade de crer, de não crer, de aderir a qualquer religião, de ser ateu, de ser indiferente a qualquer fé. Está em jogo a Democracia. Está em jogo a liberdade. Vote certo e a extrema direita fascista não passará. 



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