quarta-feira, 8 de julho de 2026

Brasil vai virar franquia dos Estados Unidos?

por Flávio Sépia

Alguém precisa dizer a Flávio Bolsonaro que ele não é candidato a subpresidente dos Estados Unidos nem a dama de companhia de Donald Trump. O programa de governo que ele deixa escapar em palanques é voltado para os problemas dos Estados Unidos: acabar com o Pix, ressarcir cartões de crédito de bandeiras americanas por supostos prejuízos causados pelo Brasil, liberar terras raras para os gringos. Não será surpresa se, em breve,  Flávio anunciar seu "ministério" para assuntos da Flórida, enviar verba da Lei Rouanet para projetos culturais em Mar-a-Lago, tirar impostos de lingerie brasileira para compras de Melania Trump, decretar sigilo da 250 anos sobre as contas bancárias do mano Eduardo Bolsonaro, cortar verbas do programa Minha Casa, Minha Vida para, em troca, financiar Trump Towers em Santa Catarina, reservar financiamento para o resort que Trump pretende criar na Palestina e, por fim, obter green card para trabalhar mais à vontade quando for despachar nos Estados Unidos. 

Na vida real, Flávio talvez gostasse, se eleito, de abrir as fronteiras do Brasil para milícias do oligarca da Casa Branca atacar organizações criminosas no Brasil. Nesse ponto, pode haver obstáculos para isso. Um dos grandes parças de Flávio, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União Brasil), foi preso em flagrante pela Polícia Federal por porte ilegal de arma de uso restrito, após um fuzil ser encontrado em seu carro. A prisão é por conta da sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e organização criminosa por meio de postos de combustíveis. A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), é a primeira suplente na chapa de Márcio Canella.



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