quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Charlie Hebdo: o terror contra o humor...

Um dia trágico para a liberdade. Terroristas invadem a redação da revista Charlie Hebdo, em Paris, e metralham jornalistas e chargistas. Doze pessoas foram mortas e outras 20 ficaram feridas no ataque. Os assassinos saíram gritando "Allahu Akbar" (Deus é grande). É o fanatismo religioso como indutor de tragédias e derramamento de sangue e como crescente ameaça, a mais devastadora, à civilização. O humor foi a vítima de hoje, mas o objetivo da ofensiva em curso é claramente a intimidação sem fronteiras e sem limites.
Charlie Hebdo foi criada em 1969. Os tempos eram de rescaldo das manifestações de Maio de 1968. Inicialmente, a revista foi batizada de Hara-Kiri Hebdo. Em 1970, quando morreu De Gaulle, o grande vilão da repressão aos estudantes, os editores brincaram com a notícia. Poucos dias antes um incêndio em uma discoteca resultara em 146 mortos, o Hara-Kiri adotou a fórmula de jornal popular para ironizar o tratamento da mídia ao cobrir os dois acontecimentos e mancheteou: "Baile Trágico em Colombey: um morto". Foi o suficiente para o Ministério do Interior proibir a circulação da HK. Os editores então rebatizaram a revista de Charlie Hebdo, uma homenagem irônica ao falecido. O nome pegou e a publicação sobreviveu até 1981, quando saiu das bancas com problemas de circulação. Voltaria ainda mais crítica em 1992. Seus alvos preferenciais sempre foram a extrema direita, o radicalismo, seja político, islâmico, judaico ou cristão, as instituições financeiras, banqueiros, comportamentos, o moralismo em geral. A grande polêmica estourou em 2006 quando a Charlie Hebdo veiculou na primeira página cartoons de Maomé, que haviam sido publicados pelo jornal dinamarquês Jyllands Posten.  A revista, cuja tiragem média era de 100 mil, vendeu, naquela ocasião, mais de 300 mil exemplares. Desde então, entrou na mira dos terroristas islâmicos. Em 2011, um bomba destruiu a redação.
Paulette, de Wolinski, morto no
 atentado ao Charlie Hebdo.

Entre os mortos na ação terrorista desta trágica manhã em Paris, estão quatro cartunistas: o editor Stephane Charbonnier, o "Charb"; Jean Cabut, o "Cabu"; Tignous; e Georges Wolinski. Este, era considerado um dos mitos da contracultura com seu trabalho marcado por política e erotismo. Uma das suas personagens mais famosas, Paulette, foi musa dos quadrinhos do começo dos anos 70. Wolinski, 80 anos, que também atuou no Libération e, em 1968, fundou a revista L'Enragé, sobreviveu às pressões conservadoras, mas, sinal dos tempos, não teve chances diante do terror religioso.
Atualização - Roberto Muggiati, autor de livros e artigos que analisam a contracultura nas décadas 1960/1970, envia algumas observações que merecem registro. "O Charlie - herdeiro do Hara Kiri - adotou o nome porque publicava a tira do Charlie Brown, o Peanuts, nosso Minduim. O nome derivou de uma revista mensal de quadrinho chamada Charles Mensuel, editada por Bernier e Delfiel de Ton, em 1968 (ambos participaram da primeira equipe do Hara-Kiro Hebdo); e, também, claro, era uma gozação em cima do De Gaulle. Um detalhe que a imprensa omitiu e é óbvio para jornalistas. Você jamais encontraria a redação completa a não ser na hora da reunião de pauta, que era o que acontecia ontem ás onze horas. Em outros dias, os cartunistas trabalhavam em casa, quem sabe mandavam suas colaborações por e-mail. Não se tratava de um jornal diário, de redação presente para cada fechamento. Os assassinos tinham informação de dentro, talvez um contínuo amargurado, ou uma faxineira islâmica, quem sabe? O jornal hebdomadário saía às quartas. Chegaram ao local certo na hora certa, sabiam direitinho o que estavam fazendo. No Brasil, um repórter de TV comparou: é como se morressem o Jaguar, o Ziraldo, o Millor e o Henfil... Eu lembro: já o Leon Eliachar (jornalista de humor, frasista, trabalhou na Manchete, Última Hora, autor de livros como "O Homem ao Cubo" e "O Homem ao Quadrado"), nascido no Cairo, morreu assassinado a tiros". 

O número 1

A edição que irritou o governo francês, que a considerou ofensiva a De Gaulle. O então Hara-Kiri foi fechado e voltou como Charlie Hebdo


O Papa Francisco, em visita ao Rio, não escapou da gozação "pronto para atrair clientes".

Desastre de avião virou piada para criticar  abstenção em eleições


Jesus revelou suas "mágicas" ao Charlie Hebdo.

Submissão da França ao sinal verde de  Obama também foi criticada
Um milhão de rabinos em troca da Palestina...
...profetas na mira dos chargistas ("100 chicotadas se você não morrer de rir")

Michael Jackson, enfim branco, sem esquecer o detalhe da mão na pélvis...

Casamento gay é "brega" segundo Charlie Hebdo

Final feliz..

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

"Pedal inteligente": startup francesa faz bicicleta 'conversar' com o ciclista

"Pedal inteligente" transmite....

...informações direto para o celular do ciclista. Reprodução Mashable.
por Omelete
Deu no Mashable. "Smart" virou uma espécie de palavra mágica da década. Smartphone, smartwatch, smartglasses... Um empresa startup francesa, a Connected Cycle,  lança o "pedal inteligente". Sensores nos pedais da bicicleta gravam e informam toda a performance do ciclista, como rota, localização, velocidade, calorias queimadas etc, e através de um aplicativo repassa os dados para o celular. A dispositivo também funciona como alarme anti-roubo já que avisa ao usuário se a bicicleta está sendo manuseada ou movimentada na sua ausência. É a tecnologia chegando à "magrela".

É sério? Felipe Massa diz à revista Autosport que Valteri Bottas aprendeu muito com ele... E a Williams terá Susie Wolff nos testes da pré-temporada. Cuidado com a Loba, Massa

Susie Wolff na capa da AutomoBelle, revista de automóveis dedicada às mulheres. 

A piloto de testes de Williams em foto para a revista Men's Health. Reprodução
por Omelete
Em entrevista à revista Autosport, o piloto Felipe Massa afirma que ensinou muita coisa ao seu companheiro de equipe, o jovem Valteri Bottas. "Acredito que ele cresceu muito comigo esse ano, observando muita coisa e aprendendo". Então, tá. Bottas, que estreou na F1 em 2013, ficou em quarto lugar na temporada de 2014, com 186 pontos;o brasileiro em sétimo, com 134. Botas foi mais regular, subiu mais vezes no pódio, foi mais ousado e agressivo. Viu Felipe mais pelo retrovisor do que enxergou o aerofólio do brasileiro. Embora Bottas tenha sido assediado por outras equipes, permanece na Williams para a temporada 2015. Felipe vai poder "ensinar" mais 'segredos' da F1 ao finlandês. Mas a Williams tem outra novidade: a escocesa Susie Wolff, piloto de testes da escuderia, que passou 2014 trabalhando nos simuladores e ajudando a desenvolver o carro, vai ganhar uma chance de ir para a pista. Foi escalada para participar dos testes da pré-temporada em Jerez, na Espanha. Serão 12 dias de preparação, a partir de 26 de fevereiro. No mínimo, a Williams a quer com regra trés em caso de algum imprevisto com a dupla titular, Bottas e Massa. Até aí, tudo bem. E se a piloto, de 32 anos, que há muito quer uma chance na F1, mostrar velocidade nos treinos? Vai pegar mal para quem comer poeira em Jerez. Até hoje, apenas cinco mulheres participaram de GP da principal categoria: a italiana Teresa di Felipis, nos anos 50; a também italiana Leila Lombardi, nos anos 70, a única a pontuar em um sexto lugar; já a inglesa Divina Gallica, a sul-africana Desiree Wilson e a italiana Giovanna Amati (esta em 1992, a última mulher a tentar a F1) correram em treinos classificatórios mas não conseguiram entrar no grid.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Haja praia... Ipanema sem espaço para doce balanço

Foto Tomaz Silva-Agência.Brasil
por BQVManchete
Com a temperatura no Rio batendo os 40° - e sensação térmica, segundo os meteorologistas, próxima dos 50° - as praias estão lotadas. A foto de Tomaz Silva dá uma ideia de como fica a Praia de Ipanema, congestionada de barracas. Se voltasse dos verões dos Anos 60, nem se pudesse ou quisesse, a Garota de Ipanema encontraria espaço, hoje, para seu doce balanço.

Motosserra está derrubando 300 árvores do Aterro do Flamengo. Alô, Ministério Público !

Foto: Reprodução de matéria publicada no Globo de hoje. 
por BQVManchete (comentário do blog)
Recentemente, uns e outros jogaram um "balão de ensaio" na mídia sobre a privatização do Aterro do Flamengo, um patrimônio dos cariocas frequentemente ameaçado. Não é de hoje. Quando do início do aterro, nos anos 50, um jornal carioca queria que fosse liberada a construção de prédios no local. Felizmente, a campanha de grilagem não vingou. Mas o jornal não desistiu. No fim dos anos 60, a Praia de Copacabana começou a ser ampliada, com a Av. Atlântica ganhando duas pistas e, sob o pretexto de baixar os custos, foi sugerido que se permitisse a construção de uma segunda muralha de prédios à margem da nova pista. Prevaleceu o bom senso e a picaretagem não foi adiante. Não faz muito tempo, os concessionários de um restaurante no Aterro chegaram a encomendar um projeto de uma casa de show para ser construída ao lado. Aparentemente, a ideia idiota foi arquivada mas é bom ficar de olho. Agora, surge a denúncia de que os concessionários da Maria da Glória vão passar a motosserra em 300 árvores do Aterro. O projeto teria sido aprovado pelos órgãos "competentes". Discute-se há alguns meses a adaptação da Marina para receber a Olimpíada. Dizem que tudo foi "discutido" com a sociedade. Mas os moradores dos arredores e os usuários do Parque jamais ouviram falar nesse desmatamento de 300 árvores. Há até um sujeito que diz que "as árvores a serem cortadas não afetam espécies do projeto paisagístico original". E daí?" Árvore é árvore. E tudo isso para construir estacionamentos destinado a atrair ainda mais público para mafuás de shows e pajelanças marqueteiras. Isso acontece em apenas uma parte do Aterro. Agora imagine o que aconteceria, ou acontecerá, quanto todo o Aterro for privatizado, como uns e outros começam a defender? O pretexto, agora, é a "boa causa", a Olimpíada, mas a consequência é a deturpação da finalidade de uma das mais belas e queridas áreas de lazer do cariocas. No caso, parece que não adianta mais se queixar às autoridades. Segundo a matéria, as árvores do Aterro já estão sendo Marina - um previa construções até no espelho d'água da Baía, - foram barrados pela Justiça, mas esse segue navegando com todas as velas enfunadas. Esse será um dos "legados olímpicos" que o Rio vai receber. Um "presente" para os 450 anos da Cidade Maravilhosa. Alô, Ministério Público.

domingo, 4 de janeiro de 2015

PANAIR: há 50 anos, a ditadura civil-militar abateu, em manobra criminosa, a maior empresa aérea brasileira.


Reprodução
Anúncio publicado na Manchete Esportiva, 1958
Anúncio publicado na revista Manchete



por Gonça
O fato não ganhou muito destaque entre as graves conclusões da Comissão da Verdade. Na primeira semana de dezembro passado, entre os relatórios produzidos pela instituição que apurou violações de direitos humanos praticadas durante a ditadura civil-militar,  o Volume II trata da consequências sofridas por determinadas empresas que foram prejudicadas pelos golpistas. A justificativa das perseguições era "política" (algumas corporações teriam ligação com o governo destituído, alegavam as autoridades), mas os objetivos reais era financeiros e de favorecimento suspeito de concorrentes.
Há 50 anos, mais precisamente no dia 10 de fevereiro de 1965, uma dessas empresas, a Panair do Brasil, foi literalmente ao chão. Segundo a Comissão da Verdade apurou, a empresa foi criminosamente declarada "falida", sem que houvesse qualquer razão administrativa ou operacional para a ato. Autoridades, funcionários da União e o SNI (Serviço Nacional de Informações), criado meses antes, empreenderam uma ofensiva contra a empresa, beneficiando a concorrente escolhida, a Varig. Para os militares, os sócios da Panair, Mario Walace Simosen e Celso da Rocha Miranda, tinham "notórias" ligações com o governo anterior. Com um simples decreto, o ditador Castelo Branco cassou as linhas da companhia - que tinha a maior malha aérea nacional e internacional entre as empresas brasileiras - transferindo-as para a Varig e a Cruzeiro. Em seguida, a ditadura pressionou para que a Justiça referendasse a fraude e decretasse a falência da Panair. Segundo o jornalista  Daniel Leb Sasaki, autor do livro "Pouso Forçado", a aérea não tinha títulos protestados, ações de fornecedores ou funcionários, nem dívidas com a União maiores que as concorrentes. Empréstimos então em curso somavam valores bem menores do que seus ativos e a Panair era, então, a segunda maior empresa privada do Brasil. Foi tamanha a perseguição empreendida pelos militares e tão fortemente suspeita que, em 1969, a ditadura providenciou outro decreto, feito sob medida e sob efeito retroativo, que impedia que empresas aéreas retomassem suas atividades "após processos de falência". Essa lei só foi aplicada contra a Panair, Mas companhia aérea é apenas o caso mais notório de ação comercial da ditadura. Em todo o Brasil, muitas empresas foram coagidas, concorrências foram orquestradas, contrato distribuídos, verbas transferidas e privilégios negociados, sempre sobre a justificativa "política", quando, na verdade, velados interesses econômicos e pessoais estavam na raiz das medidas. O rótulo de "subversivo" era a senha preferencial para as negociatas da época. E a Panair caiu nessa turbulência.
O lendário Constellation, hoje no Museu da TAM, em São Carlos (SP). Reprodução Facebook

No Santos Dumont. Reprodução

Dramático desfecho à parte, a Panair é o símbolo de uma época. Em janeiro de 1965, um mês antes de ser abatida, voava com aviões de última geração como DC-8 e Caravelle, além do DC-7 e dos equipamentos mais antigos com Constellation, Catalina e DC3. A malha internacional incluia entre outras rotas Paris, Frankfurt, Milão, Roma, Londres, Madrid e Lisboa, Buenos Aires, Montevidéu e Santiago do Chile. Obrigada a aterrissar, virou história

O livro de Daniel Sasaki e...
...o documentário de Marco Altberg reconstituem a história da Panair

VEJA NO YOU TUBE. CLIQUE AQUI


Depois das selfies, as belfies...

por Omelete
A constatação veio dos universitários, ou melhor, de especialistas em comportamento: nos últimos anos, cresce a tendência entre jovens americanos de passar a valorizar a estética da bunda. Antes, só tinham olhos e mãos para peitos, que eles chamam de "segunda base", em alusão ao baseball. Beyoncé, Rhianna, Jennifer Lopez, Nicki Minaj e Iggy Azaleia, entre outras caantoras, ajudaram a impulsionar a mudança a que as meninas aderiram. E essa, digamos, alternância de ponto de vista, está se espalhando: virou  moda a irreverência de noivas e madrinhas em festas de casamento. Uma variação das fotos selfies, agora são as belfies ( de "butt" ou "booty", bunda em inglês) que invadem a rede social. Tio Sam, finalmente, rendeu-se.
Noivas e madrinhas...

... esquentam o...

... álbum de casamento. 

E as meninas se rendem...
... ao irresistível desejo de...


...compartilhar o patromônio.

sábado, 3 de janeiro de 2015

O buraco é mais em cima... Apagão no Sol?

"Buraco" no Sol no primeiro dia do ano Foto NASA
A Nasa flagrou um fenômeno solar neste começo de 2015. Simplesmente, um "buraco" no Sol. Segundo os técnicos da agência espacial americana, trata-se de uma "corona", processo que acontece às vezes na camada externa do Sol, quando o campo magnético se afasta da superfície. Partículas - explicam - se deslocam e ficam mais escuras, com efeito visual semelhante a um "buraco". Ainda bem. Só faltava agora apagão do Sol.


Direita americana não come criancinhas, aparentemente, mas ensina a pisar no cachorro... Lições de Sarah Palin, do Partido Republicano


Reproduzido do Huffington Post. Link AQUI
por Omelete
Deu no Huffington Post mas o comentário que se segue é deste escriba mal remunerado do blog. Sarah Palin é uma espécie de musa da direita nos Estados Unidos. Já foi candidata a vice-presidente, em 2008, mas os eleitores preferiram deixá-la em casa, no Alasca. Ela, contudo, mantém suas pretensões políticas. O filho da 'elementa' tentava alcançar a pia e subiu no cachorro. Ok, pode ser coisa de criança. Mas a mãe sem noção achou engraçadinho e postou a cena ilustrando seus votos de bom 2015 e usando a sacanagem feita com o cachorro como exemplo de superação de obstáculos. Em poucas horas, o post da Palin foi bombardeado com quase 20 mil "palavras de carinho".

O ano começa com uma cena ridícula: Naomi Campbell correndo atrás de um paparazzo na Bahia...



Foto: Reproduzida do EGO. Leia a matéria no EGO, clique AQUI

por Omelete (comentário do blog)
A quarentona modelo ou ex-modelo Naomi Campbell pegou um mico "felomenal" na Bahia. A celeb correu atrás de um fotógrafo, assessorada por um coadjuvante prestativo. A dupla não conseguiu pegar o profissional. Ficou a cena ridícula para a modelo que, aliás, é a rainha das encrencas: já foi presa por agredir uma amiga que usava um vestido igual ao dela; por ameaçar a psicóloga com quem se tratava; foi expulsa de um loja, em Londres, por gritar com funcionárias;  foi condenada por agredir com um celular uma empregada que não encontrava sua calça; agrediu policiais descontrolada porque teve malas extraviadas... Uma ficha maior do que os 150 metros sem barreiras que percorreu na tentativa de pegar o paparazzo.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Taiana Camargo, ex-namorada do doleiro preferido pelos políticos e empresários, mostra suas provas

por Omelete
O Brasil aguarda com ansiedade o momento em que os depoimentos colhidos na operação Lava Jato deixem de ser vazamentos para se transformar em revelações oficiais. Enquanto isso, revelam-se outras sinuosidades, como a da musa da Lava Jato, Taiana Camargo.
Provavelmente só em fevereiro a Justiça vai pedir a abertura de inquéritos e oferecer denúncias sobre os políticos envolvidos. O ventilador será ligado no modo turbo, segundo rumores. Por exemplo: o lobista Fernando Baiano afirmou pouco antes do Natal que começou a fazer negócios ilícitos com a Petrobras em 2000, durante o governo de FHC. Há também rumores de que um grupo de comunicação tem digitais em algumas operações na Petrobras. Fortes emoções virão depois do Carnaval. Por enquanto, só Taiana, namorada do doleiro Alberto Yousseff, outro que bateu um bolão jogando por muito tempo nas hostes da atual oposição, exibe suas provas.


Racismo é crime, certo? Mas o Brasil parece levar na brincadeira...

Apesar dos crimes que se repetem e ganham força, não há um só racista preso. Alguns foram ligeiramente detidos e logo liberados. A maioria dos delegados de polícia, segundo entidades que lutam contra o preconceito, faz o B.O como injúria, desclassificando o crime racismo e abrindo caminho para a impunidade. Muitos juízes relevam ou impõem, quando impõem, penas, digamos, divertidas, de "serviços à comunidade" ou fornecimento de cestas de alimentos, algo que o valha.
Com a impunidade, o racismo ganha espaço inclusive na mídia, como foi o caso, agora, do jornal Zero Hora, de Porto Alegre. 


Deu no Portal Imprensa




Do colunista do Zero Hora, Paulo Sant'Ana, que elogia a ausência de pessoas negras no balneário de Punta del Este:

"Finalmente, é incrível, mas não há sequer um negro em Punta del Este. A 150 quilômetros de Punta, em Montevidéu, há milhares de negros. Mas em Punta nenhum empregado, nenhuma empregada doméstica negra, nem camareiras de hotel. Foi feita em Punta uma segregação racial pacífica e não violenta. Há mais negros na Dinamarca e na Noruega do que em Punta del Este. Ou melhor, não há sequer um só negro ou uma só negra em Punta".
LEIA MAIS NO PORTAL IMPRENSA, CLIQUE AQUI

2015 promete...

por Omelete
* Henrique Alves, o presidente da Câmara, deve andar muito assustado. Quase desabou ao ouvir a primeira salva de tiro dos canhões que saudaram a posse da presidente Dilma Rousseff. Seria até bom um especialista em leitura labial decifrar o que ele falou... acho que não foi um elogio.
Reprodução You Tube
Veja o vídeo da tremedeira de Henrique Alves. Clique AQUI

* A oposição não compareceu á posse. Sem surpresas. Muitos preferiam, como declararam em manifestações, que o novo presidente saísse de um quartel.
* Os aplausos protocolares ao discurso de Dilma no Congresso foram quase inaudíveis quando ela anunciou que ainda no primeiro semestre enviará projeto agravando crimes de corrupção de servidores públicos, criando mecanismo para agilizar na Justiça os processos de pessoas com foro privilegiado e tornando crime grave o "caixa 2". Esse último item, então, não bombou. É ver para crer se será aprovado. As chances de governistas e oposicionistas se unirem para derrubá-lo são vastas.

Dilma veste a faixa. Marcela Temer aplaude. Foto Roberto Stuckert Filho/PR
* Marcela Temer, a bela mulher do vice-presidente Michel Temer, dessa vez tentou o que é quase impossível: passar despercebida. Nem ao parlatório, a contrário da posse em 2011, ela foi. Apareceu rapidamente na rampa e, na maior parte do tempo, quando o cerimonial permitia, ficou afastada do marido.
* Dilma não abriu mão de duas coisas: subir a rampa, o que seria dispensável já que assumia o segundo mandato, e colocar ela mesma a faixa. Esse último gesto tem o simbolismo de mostrar que essa última e disputada eleição foi vitória sua e já não pode ser chamada de "poste" como por ocasião da campanha de 2010.
* Militantes do PT ocupavam a Esplanada. Comemoraram a vitória. Mas esperam que Dilma e Levy não mexam nos direitos conquistados e nas políticas sociais, nem no emprego. E que o governo não dê um "passo atrás", cumprindo o que Dilma disse no discurso. Podem voltar à Esplanada e às ruas, se preciso.
* O PSDB, com a posse de Geraldo Alkmin, assume o sexto mandato à frente do governo do estado de São Paulo. É recorde nacional. Nenhum partido, nem o do Sarney, no Maranhão, ficou tanto tempo no comando de um administração estadual. O detalhe é que Alkmin estava, desde 2010, esnobado e escanteado pelo partido. Ganhou força para 2018.

* Mas Alkmin vai enfrentar um forte disputa interna com Aécio Neves, desde já o candidato da mídia, da direita, das grandes corporações, do mercado, o que dá no mesmo. Aécio também sumiu das cerimônias de posse. Não foi prestigiar Alkmin e nem qualquer outro governador eleito do PSDB, embora seja presidente do partido. Também não iria a Belo Horizonte, onde foi derrotado, assim como ao Planalto, onde os eleitores não o quiseram. O candidato derrotado também se destacou nessa reta final de 2014 por ter convocado uma manifestação em São Paulo e ele mesmo não ter comparecido. Teria ido a um balneário em Floripa. Mas se Aécio não apareceu, o Globo foi buscá-lo: ele passou o fim do ano em Cláudio, na fazenda da família, com amigos. A matéria não fala se a comitiva usou o aeroporto público construído em terras que foram adquiridas da família Neves, e do qual, segundo denúncias da Folha, a família tinha a chave. O Globo diz que Aécio chama a fazenda de "Palácio de Versalhes", o apelido pode ser justificado mas a história não ajuda. Versalhes, nos arredores de Paris, é hoje uma fabulosa atração turística, mas foi terreiro da monarquia absoluta numa trama política que não acabou bem. Basta ler um pouco.
* Já a revista Época se empolgou, saiu do chão como dizem os baianos, e em um balanço de personalidades, um dos seus colunistas definiu Aécio como "Estadista", título que ainda não colou nem no Obama, cabe à História confirmar. Ou, talvez, seja "estadista" no sentido de estadual, vá lá... Calma, colunista, menos, em vez de tomar tanto café com pão de queijo na redação, toma uns chás de folha de maracujá de manhã e de erva cidreira à tarde.
* Aliás, em discurso, Alkmin mandou recados à ala mais à direita do PSDB: pediu reforma política e disse que "São Paulo não vai virar as costas ao Brasil", como pedem muitos radicais tucanos ou agregados.
No Palácio do Planalto, livro constitucional aguardava a assinatura de Dilma. Foto Rafa B/PR
* Gostando-se ou não, e apesar do ministério sofrível, tem que respeitar. Este é o livrinho constitucional que Dilma, eleita pela maioria democrática dos brasileiros, assinou. O mesmo livrinho que democraticamente os eleitores não quiseram que Aécio assinasse. É democracia, é diferente. É a Presidência. Não é a produção de um evento, com cercadinho vip, onde entra quem o vip quer. Nem uma festinha só para convidados. Nem uma ilha privê onde só desembarca quem tem helicóptero. Nem apenas os bem vestidos e que sabem andar (por incrível que pareça, repercute na rede uma das criticas feitas à Dilma, ontem, de que ela não sabe se vestir, nem sabe andar. Imagine se o Brasil, no futuro, tiver um presidente cadeirante?). Vai ser detonado nas "análises" da posse.
* O novo ministro do Esporte, o pastor George Hilton, do PRB, foi vaiado. É um dos mais criticados entre o criticado, com razão, na maioria dos indicados, ministério armado por Dilma é pelos partidos aliados. Por ele desconhecer a área, o que se diz é que todos os assuntos ligados à Olimpíada, especialmente, passarão para a Casa Civil, no Planalto.
Dilma e Mujica. Foto Roberto Stuckert Filho/PR

Dioma e Joe Biden. Foto Roberto Stukert Filho/PR
* Dilma em dois momentos: no encontro de ex-guerrilheiros, a presidente e o Mujica, ex-tupamaro e ex-presidente do Uruguai; e com o vice norte-americano, Joe Biden, que a convidou a visitar os Estados Unidos, retomando compromisso que Dilma havia cancelado após o denúncia de que a espionagem americana vasculhava governo, empresas e cidadãos brasileiros. .
* A notícia não ganhou destaque, mas a produção industrial brasileira melhorou em dezembro, segundo bancos privados. Aumentaram as encomendas do exterior. Efeito da valorização do dólar. E de uma pequena trégua na badalação do terrorismo financeiro na mídia, o que marcou a campanha eleitoral. Importadores de produtos brasileiros já deviam estar pensando que o país estava em chamas e definitivamente falido.
* Aliás, a produção de cerveja cresceu 4,3% em 2014. Uma geladinha bem que poderia melhorar o humor dos colunistas da direita abstêmia e absorta.
* O Flamengo terá um jogador cujo passe pertence a um fundo financeiro sediado em paraíso fiscal... Um torcedor do Flu não resiste à piada e pergunta no boteco se a camisa desse jogador estará sempre lavada? Um torcedor do urubu, à mesa, não entendeu a piada. Culpa dos chopes...
* Esqueçam cigarros, conservantes, poluição, agrotóxicos, hormônios nos alimentos, raios solares etc. Pesquisadores beberam demais no fim do ano e divulgaram que o câncer é causado por "má sorte". Ou seja, em vez de ir ao médico, melhor procurar os "barbadinhos". Dizem que a indústria de cigarros fez um brinde aos tais pesquisadores ingleses.
* Pode ser um efeito da nova lei que multa quem joga lixo nas ruas do Rio. O fato é que em Copacabana, na noite de 31, cariocas e visitantes deixaram na areia menos 31 toneladas de lixo em relação ao emporcalhamento cívico de 2013/2014. Boa notícia.
* Marta Suplicy acusou o novo ministro da Cultura de "desmandos", quando passou pela pasta. A pergunta: por que não denunciou logo ao assumir? O que se tornou público na gestão Suplicy, como se sabe, foi a concessão de verbas da Lei Rouanet a um costureiro, que seria filho de uma socialite supostamente amiga de Marta, para financiar um desfile de moda em Paris em nome da divulgação da moda brasileira. Dizia-se que, a partir daquela promoção, não se falaria em outra coisa em Paris e Milão. Não se sabe o que aconteceu com o esforço turbinado pela Rouanet. Aparentemente, nada.
* Virou janeiro, enxurrada de aumentos, tarifas, impostos, passagens de ônibus, matrículas etc. Dilma, de um lado, governadores e prefeitos aliados ou da oposição, todos com a caneta na mão. e, do outro lado, os contribuintes ensanduichados pelos sacos de "maldades" dos dirigentes, de todos os partidos, que assume cargos executivos.
* Austeridade é a palavra em voga na mídia. Ok. Os eleitores esperam que sejam cortados altos salários executivos, legislativos e judiciários, orçamentos bilionários do Senado, da Câmara, das Assembléias e Câmaras de Vereadores, dieta nas verbas publicitárias bilionárias que abastecem grandes veículos, melhor negociação e abatimento de preços nas compras bilionárias de livros didáticos junto a corporações e grupos de comunicação; operação de caça aos sonegadores; fiscalização de operações financeiras; criação de comitês da sociedade para fiscalização de verbas para grandes obras; cobrança das dívidas de empresários e ruralistas em operações do Banco do Brasil, BNDES, Caixa Econômica., por aí vai. Melhor tirar dinheiro dessas fontes do que cortar direitos dos trabalhadores. Taí uma campanha que a mídia podia assumir...