por Ed Sá
Recentemente, vereadores do Balneário Camboriú, proibiram a prática de naturismo na Praia do Pinho. A notícia remete ao trabalho de Tarlis Batista, o repórter da antiga Manchete que ajudou a divulgar o nudismo e legalizar a prática em pelo menos duas praias: a citada Pinho, em Santa Catarina e a Praia de Tambaba, próxima da João Pessoa, na Paraíba. Nos anos 1980, Tarlis fez uma série de matérias sobre o assunto. Emplacou sucessivas capas da antiga Manchete e da Fatos & Fotos. Mais do que divulgar a prática nascente, ele impulsionou um fenômeno comportamental. Até então, nudismo no Brasil era associado à vedete Luz del Fuego que ficava pelada na Ilha do Sol, na Baía de Guanabara. O local era discreto, mas a imprensa da época publicava matérias sensacionalistas sobre a vedete. Luz del Fuego chegou a ser presa. O naturismo não se tornou prática coletiva. Coube a Tarlis e suas reportagens divulgar o naturismo sem preconceito. Amplamente ilustradas suas matérias estimularam o naturismo praticado timidamente e apenas por pequenos grupo. Os vereadores catarinenses geraram polêmica, entidades naturistas recorreram à justiça e conseguiram liminar que, por enquanto, cancela o decreto legislativo. A essa altura, o falecido Tarlis Batista certamente já estaria se deslocando para a Praia do Pinho em busca de mais uma capa solidária ao naturismo.
