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segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Pela primeira vez a Lua é incluída pela WMF em lista de patrimônios mundiais em risco

Neil Armstrong já morreu, mas ele e outros astronautas
deixaram 96 sacos resíduos orgânicos na Lua. Foto NASA 

por José Esmeraldo Gonçalves 

A Lua acaba de ser incluída na lista de patrimônios mundiais ameaçados. A organização WMF (Fundo Mundial de Monumentos justifica a medida ao constatar que o satélite natural da Terra - tanto o meio ambiente local quanto os sítios históricos - está em risco. A pegada de Neil Armstrong, por exemplo, é uma dessas marcas memoriais de valor cultural. A sucata que sobrou dos módulos lunares, além de veículos dos astronautas (os pequenos "jipes"), robôs e sondas está espalhada na superfície lunar. Tudo junto soma mais de 180 toneladas, segundo a NASA admite. É lixo espacial, sim, mas tem significado histórico. A WMF teme que a retomada das missões tripuladas anunciadas por empresas privadas norte-americanas e países como China e Índia comprometa o acervo da exploração lunar. Estima-se que equipamentos e objetos largados na superfície lunar alcancem cifras de milhões de dólares. Empresários como Elon Musk demonstram interesse nesse "tesouro". E não se pode ignorar a perspectiva de que, em alguns anos, o turismo espacial se consolide. Turistas costumam arrecadar lembrancinhas por onde passam. Devem ser alertados que em meio a colecionáveis há na Lua um item inusitado da época das missões tripuladas: a Apollo deixou lá 96 sacos com conteúdo orgânico. Isso mesmo, ao lado da famosa placa fixada pelos astronautas ("Por toda a humanidade, nós viemos em paz"), os terráqueos presentearam possíveis visitantes extraterrestres com cocô e urina. 

A iniciativa da WMF tem um objetivo em paralelo à questão ambiental. O predator Elon Musk, que já enviou ao espaço um carro Tesla, pode ter planos inacreditáveis. Por exemplo, levar à Lua um estátua de Hitler, do qual é um admirador, construir um condomínio para trilionários no Mar da Tranquilidade ou, quem sabe, implantar uma usina nuclear para iluminar a face oculta da Lua. Não duvide, Musk já sequestrou até as estrelas. Experimente olhar para cima em uma noite clara, sem nuvens. Um belo céu estrelado? Não exatamente. Aquelas fileiras de luzes que parecem "constelações" ainda não nomeadas por astrônomos são os milhares de satélites estacionários da Starlink em uma altitude de até 500 km. Além de poluir o visual estelar, a "constelação" de Musk tem outro problema. Periodicamente, os técnicos do magnata têm que derrubar satélites queimados, quase sempre danificados pela radiação solar. Diz a Starlink que essas quedas são "controladas". Mas se até os foguetes da empresa explodem no ar... vai saber.  

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

China divulga agora fotos inéditas da Lua feitas em 2013 pelo jipe-robô Yutu. São as primeiras imagens lunares em HD

O robô Yutu explora a Lua. Foto Chinese Academy of Sciences

A trilha do Yuyu na superfície lunar. Foto Chinese Academy of Sciences

O jipe lunar chinês em ação. Foto Chinese Academy of Sciences

A nave Chang'e 3 fotografada por uma das duas câmeras panorâmicas do jipe-robô Yutu.
Foto Chinese Academy os Sciences
Em dezembro de 2013, a China enviou à Lua a sonda Chang'e 3 e o robô Yutu. Mas só agora a China National Space Administration liberou fotos coloridas, em alta definição, feitas durante a missão. Depois da URSS e dos Estados Unidos, a China foi o terceiro país a chegar à Lua. O Yutu transmitiu imagens até o ano passado. Coincidentemente, há exatos 50 anos, em janeiro de 1966, a Lunik 9 tornava-se a primeira nave a pousar na Lua, de onde enviou fotos consideradas impressionantes para a época apesar da resolução precária. E em 1976, há 40 anos, a Lunik 24 foi ao satélite da Terra, escavou o solo e voltou com 170 quilos de amostras. Foi a última missão lunar até que os chineses enviassem a Chang'e 3. O lançamento da Chang'e 4 está previso para 2018. Com um detalhe: a nave será a primeira a pousar no lado oculto da Lua. Enquanto o atual foco da NASA é Marte, os chineses se concentram na exploração lunar e planejam o envio de nave tripulada nos próximos anos.
A superfície lunar fotografada pela Lunik 9, lançada pela União Soviética.
Foi a primeira nave a pousar na Lua, em janeiro de 1966.

ATUALIZAÇÃO - A Rússia considera usar a  Lua como plataforma para as pesquisas tecnológicas e ensaios dos novos modelos de equipamentos espaciais, além de planejar a instalação do primeiro laboratório extraterrestre em solo. Segundo anúncio do governo, uma base lunar será construída até 2030.