domingo, 13 de setembro de 2026

O Corvo de Poe: “Sempre mais!” • Por Roberto Muggiati

 

Edgar Alan Poe. Reprodução Facebook



Impressionante a persistência de Edgar Allan Poe e de seu pássaro fatídico em nosso imaginário. Volta e meia, a troco de nada, aí vêm eles se imiscuindo no nosso cotidiano. Há poucas semanas, revi um favorito dos anos 60, Três histórias de Poe, filmadas por Vadim, Malle e Fellini. Eu estava escrevendo uma resenha da biografia de Mário Magalhães sobre Carlos Lacerda e lembrei que Samuel Wainer cravou no mercurial político o apelido O Corvo do Lavradio, com direito a uma cruel caricatura de Lan. Mais: o chefe da guarda pessoal de Getúlio – responsável pelo atentado da Rua Tonelero, que levaria o Presidente ao suicídio – o Anjo Negro, Gregório Fortunato, um afrodescendente gaúcho, ostentava o improvável sobrenome do personagem do conto de Poe O barril de Amontilado, no qual era morto e emparedado numa adega. (E ainda: Fortunato em italiano quer dizer “afortunado”...)



Deu na TV: a NFL, a National Football League norte-americana – a liga esportiva mais rica do planeta – vai programar este ano partidas fora dos Estados Unidos, em Londres, Madri, Melbourne, México, Munique, Paris e Rio de Janeiro. O Maracanã – devidamente adaptado, com as riscas de jardas, o grande gol sem redes em forma de H e a bola oval –  receberá no dia 27 de setembro o duelo entre os Dallas Cowboys e os Baltimore Ravens. Assim que ouvi Ravens (Corvos), pensei logo em Poe, que nasceu e morreu em Baltimore (1809-1849). Acertei: o nome do time foi escolhido por votação popular em homenagem a Poe e tem até um mascote vivo, o corvo Poe, devidamente paramentado nos jogos em casa (não dará o ar de sua graça no Rio, em obediência aos direitos animais, não o  deixam  se estressar em viagens.)


Entre 1949 e 2009, um estranho ritual ocorreu em Baltimore: nas primeiras horas da madrugada de 19 de janeiro, aniversário de nascimento de Poe, uma figura vestida de preto, usando um chapéu de abas largas e um cachecol branco para ocultar o rosto depositava  sobre o túmulo do escritor uma garrafa de conhaque e três rosas vermelhas.

Holden Caulfied diz no Apanhador: “O que realmente me deixa louco é um livro que, quando você termina de ler, a gente fica desejando que o autor fosse um grande amigo seu e que você pudesse telefonar para ele toda vez que dessa vontade”. É exatamente assim que sinto em relação a Poe desde que comecei a ler seus contos na adolescência.

 E os corvos? Interessei-me por esses pássaros desde que informações sobre sua inteligência começaram a extrapolar de revistas cientificas para a grande imprensa. Aqui um resumo do que aprendi:

“Os corvos possuem uma inteligência equiparada à de primatas superiores e crianças de até sete anos, destacando-se pelo uso avançado de ferramentas: conseguem usar gravetos para caçar larvas, dobrar arames em formato de gancho para puxar recipientes e até utilizar múltiplos instrumentos em sequência. Entendem conceitos de causa e efeito, como jogar pedras em recipientes com água para elevar o nível do líquido e alcançar comida. Memorizam rostos humanos por anos, distinguindo pessoas amigáveis daquelas que representam ameaças, além de alertar o bando sobre o perigo. Possuem noções numéricas: estudos da Universidade de Tübingen mostram que eles conseguem compreender conceitos abstratos de quantidade e ‘contar’ até quatro. Seus cérebros são densos e possuem uma grande concentração de neurônios na parte frontal, área ligada ao planejamento e à tomada de decisões, rompendo a ideia de que cérebros pequenos não podem realizar tarefas complexas. A inteligência dos corvos vai muito além da sobrevivência: dotados de uma curiosidade natural, eles pegam atrevidamente o equipamento dos cientistas que os estudam. ”

E o O Corvo de Poe? Com seu ominoso refrão (“Nunca mais! Nunca mais!”) é um dos poemas mais populares do mundo. Os maiores atores já o recitaram e gravaram. Machado de Assis o amava e traduziu já em 1883, Emilio de Menezes em 1917. No Brasil, até em formato de cordel foi traduzido por José Lira. Fernando Pessoa também o verteu para o português em 1924, ouça aqui na voz do músico paulista Carlos Fernando.

OCorvo - Edgar Allan Poe - Tradução: Fernando Pessoa - YouTube

 

 

O cinema costumava mostrar o Brasil como refúgio de bandidos internacionais. Hoje, na real, Estados Unidos é a terra prometida dos fugitivos

Estados Unidos: a terra prometida dos fugitivos brasileiros. Imagem criada por IA (ChatGpt)
segundo instruções do blog Panis cum ovum.

por José Esmeraldo Gonçalves

Houve época de um curioso lugar comum no cinema. Foragidos da justiça invariavelmente se refugiavam no Brasil. Bandidos da vida real, como o assaltante do trem pagador inglês Ronaldo Bigs e o mafioso Tommaso Buscetta deram uma força à criatividade do roteiristas. Na ausência de um desfecho mais original, criou-se o chavão: os protagonistas de roubos milionários no exterior vinham sempre para os trópicos, tal qual aqueles dois,  para usufruir do produto do assalto  

No imaginário de Hollywood e dos estúdios europeus, o destino dos ladrões bem-sucedidos era quase sempre o Rio de Janeiro. Hoje, não mais  Agora, os meliantes se mandam para os Estados Unidos  Na verdade, com Trump, ganham até proteção. Há anos o Brasil pede a extradição de um marginal que montou um "refinaria" cenográfica com o objetivo de lavar dinheiro e sonegar impostos. Permanece livre na Flórida. A investigação do suposto destino final de verbas de algumas emendas parlamentares  e dos muitos milhões de dólares que Daniel Vorcaro entregou ao pedinte Flávio Bolsonaro é dificultada pelas burocracia estadunidense. É difícil apurar se a grana foi parar no bolso de brasileiros homiziados  nos EUA . A PF pediu documentos à produção americana do filme Black Horse e recebeu uma negativa. Tais registros financeiros só serão entregues se a justiça estadunidense ordenar. O que é improvável. 

Por enquanto, então, os nossos bandidos estão sob proteção, tranquilos, confiantes e com a máquina de lavar dinheiro devidamente lubrificada. Se Trump ganhar lá e Flávio Bolsonaro vencer aqui é capaz de Black Horse ganhar até o Oscar.

sábado, 12 de setembro de 2026

A festa das "suíças" reuniu 120 belas mulheres que não sabiam que eram "suborno vivo". Se as fontes privilegiadas da jornalista Malu Gaspar fossem acionadas provavelmente revelariam que Vorcaro era o mais assediado nos salões da boate paulistana. Carentes de testosterona, muitas das autoridades presentes estavam mais interessadas no "amigão de vida"

Segundo a revista Piauí, Daniel Vorcaro recebia os ilustres convidados
 da "Festa das suíças" fantasiado de Drácula. Se lessem Bram Stoker, as autoridades saberiam que a noite não acabaria bem: o príncipe da Transilvânia que inspirou o personagem gostava de empalar pessoas. O escândalo posterior mostrou que o anfitrião e seus convivas acabaram mesmo empalados, pelo menos moralmente.    

por José Esmeraldo Gonçalves

Onde você estava na noite de 31 de outubro de 2023? Era uma terça-feira, o segundo dia da semana de trabalho para os brasileiros honestos. Provavelmente você chegava em casa, no começo da noite, cansado, abraçava filhos e esposa. Um ou outro encontrava amigos para um chope no boteco. Chope, diga-se, pago com dinheiro privado, o seu. Pois naquele momento, em São Paulo, um grupo de 20 canalhas da política estava em uma festança - esta financiada por dinheiro público sacado dos cofres da Previdência - na qual 120 garotas, muitas delas "novinhas" importadas como commodities, cumpriam a penosa missão profissional de servir à pançuda elite brasileira. As jovens provavelmente eram as únicas pessoas decentes no escurinho da boate Madame Underground Club, em São Paulo. Daniel Vorcaro, o ex-magnata do Banco Master, promovia um reunião de suruborno, um tipo de festa que misturava suruba com suborno. Na verdade, mais suborno do que suruba. Muitos daqueles elementos convidados já haviam perdido cabelos e testosterona. O dinheiro e a boca-livre fornecidos por Vorcaro provavelmente eram mais fonte de excitação do que as belas meninas. Ainda mais tratando-se da escala 120/20. Na boate, que também atende pelo nome de Madame Satã, a libido era movida a dólar, não por curvas femininas. Sou capaz de apostar que o banqueiro era a "alma" da festa, não as garotas. Foi o cachê mais fácil já visto pela "suíças". "Obrigado, excelências", elas teriam dito se falassem português. 

Segundo a Piauí (a propósito, não deixem de ler a matéria da revista sobre a noite Vorcaro'in Sampa), o banqueiro estava fantasiado de Drácula. O Brasil gostaria de ver essa foto: as mais ilustres figuras da República rodeando o príncipe Vlad, o empalador. Faz sentido.

O neoliberalismo selvagem do Globo










O grupo Globo odeia historicamente quaisquer dispositivos da legislação trabalhista desde que beneficiem o trabalhador. O Globo foi  contra a instituição do salário mínimo e publicou editoriais contra o instrumento que proporcionava um mínimo de regulação do mercado onde o trabalho escravo era informalmente tolerado. 

O Globo foi visceralmente contra o 13° salário. Sufocar o direito de greve foi outra bandeira do neoliberalismo selvagem propagado pelo grupo, que também fez reportagens sobre uma suposta iniciativa do governo para acabar com a multa de 40% a favor dos trabalhadores nos casos de demissões sem justa causa. Era uma mistura de fake news com adesão a um lobby empresarial para que isso acontecesse.  O Globo luta ferozmente por uma reforma ou sucessivas reformas da Previdência que invariavelmente vão contra a proteção dos trabalhadores. Mais do que afetar os trabalhadores, a campanha permanente do Globo combate iniciativas que contribuam para melhorar a distribuição de renda um fator intimamente ligado ao desenvolvimento e progresso das nação. No mais. O Globo apoia também historicamente golpes de Estado que facilitem a aprovação de pautas dificultem a vida do trabalhador e dos aposentados.

A mais recente investida é a favor da derrubada a PEC da escala 6x1. Em recente editorial o jornal praticamente implora que o Senado enterre o projeto que moderniza o regime horário semanal dos trabalhadores e equipara o Brasil aos países desenvolvidos. 

terça-feira, 8 de setembro de 2026

Como dizem a bíblia e a Folha de hoje, é dando que se recebe.

 


The Beatles: há 60 anos, a última turnê

 



A People lança edição especial sobre a última turnê dos Beatles  Aconteceu em 1966, há 60 anos. Nas páginas da revista, um completo álbum de fotos e fatos da trajetória da banda.  Nem uma referência no Rock'Rio Rio? 

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Mídia - quando a tecnologia vicia

 A inteligência artificial contamina os textos jornalísticos. É inevitável. O uso indiscriminado da IA agora ocupa também o lugar de narradores. Observem . 

Antes, quando havia necessidade de um locutor complementar informações nas pautas do repórter em campo, usava-se um profissional no estúdio.  

Pois a Globo, principalmente, começa  a trocar o humano pelo artificial. O sujeito cibernético é esquisito. Tem entonação e ritmo irritantes, e faz pausas anormais. São tão ruins que, se fosse um humano, seria imediatamente demitido como foram agora os altos executivos que pisaram na bola ao entregar a Copa do Mundo de bandeja para a Live Mood, dona da Cazé TV. (Ed Sá )

sábado, 5 de setembro de 2026

Na capa da Carta Capital: o banco do "Tim Tones" está a perigo


 

A mídia corporativa é uma máquina da triturar o jornalismo e o que restou de reputação de alguns dos seus próprios jornalistas. Não que eles se preocupem com isso. Tanto que "ex-combatentes" da Lava Jato estão de volta ao front agora na missão de blindar e eleger Flávio Bolsonaro. O Moro da vez é André Mendonça



Imagem exclusiva formulada por IA a partir de instruções do blog Panis cum ovum.

por José Esmeraldo Gonçalves
 

A Globo e os principais veículos da mídia corporativa mantêm o que já se pode chamar de tradição maligna. A cada eleição trituram as reputações dos seus próprios jornalistas. Em 1989 a edição encomendada do debate entre Collor e Lula jogou no abismo, abraçados, diretores e editores do programa político.

Geralmente, enquanto acontece, a manipulação engana o país. Só depois do jogo sujo efetivar consequências danosas para a democracia os fatos são revelados. 

Em 1982, o jornal O Globo foi parceiro de uma apuração paralela de votos em um esquema que se tornou conhecido como Caso Proconsult. Moreira Franco, então concorrente a governador, seria o beneficiado. O objetivo era impedir a eleição  de Brizola. A Rádio JB desmoralizou o golpe e Brizola foi eleito. 

Em 2018, a turma que surfava na Lava Jato e divulgava as pautas canalhas de Sergio Moro e seus assessores ganhou até prêmios de "reportagem". Um grupo de jornalistas chegou a posar sorridentes e orgulhosos como os arautos da mentira conveniente. O tempo mostrou que não eram reportagens. Eram simulacros que nasciam entre paredes dos banheiros não higienizados de Curitiba frequentados pela força tarefa e  jornalistas de estimação da tropa de Sergio Moro. 

Recentemente, a Globo News queimou a imagem de uma das suas jornalistas no grotesco episódio do powerpoint mentiroso. Ela ainda tenta se recuperar.

O modelo golpista parece reeditado, agora, às vésperas das eleições. Dessa vez, os banheiros estão em Brasília. O mau cheiro é o mesmo. Uma operação nebulosa que usou o Estadão como prancha atinge alvos selecionados e poupa outros.

 Irregularidades e possíveis crimes precisam ser rigorosamente apurados, mas a apuração em si não deve ser criminosa como foi a Lava Jato. Moro interferiu nas eleições de 2018. 

Mendonça é o novo Moro?  

Alguns jornalistas eternizados como zumbis da Lava Jato  não receberam estaca no peito nem banhos de alho e por isso revivem nas sombras da ofensiva midiática do novo golpe. Estão agitados e excitados.  

Conexões estabelecidas com fontes estadunidenses de espionagem usadas na época da Lava Jato podem ter sido  reativadas por uma tecla F5 agora reconfigurada por ordem de Donald Trump. O oligarca da Casa Branca não nega o quanto é estratégica para ele a vitória da extrema direita no Brasil.

Portanto, observem os movimentos dos jornalões, acompanhem editoriais e "vazamentos" . Vejam os passos trôpegos dos zumbis. Pode estar em cartaz a versão atualizada e remixada de um filme conhecido. 



Na capa e no site da Fórum: o que está em jogo


                               Leia na 


   

sábado, 15 de agosto de 2026

O candidato a aspone de Trump

Reprodução de meme de
Flávio Bolosonaro. Instagram

por OV.Pochê

O plano de governo de Flávio Bolsonaro está pronto. Se ele cumprir um centésimo do que promete alcançará um recorde de trabalho ao longo da vida. Em sete anos no Senado, o candidado à presidência pelo PL teve um projeto de lei aprovado pelo Congresso, que mudou as regras sobre o Programa Nacional do Microcrédito, mesmo assim, o texto recebeu vetos presidenciais ainda está sob análise. No total, ele conseguiu redigir 57 PLs desde 2019, a maioria ainda não se efetivou. Entre as propostas que foram aprovadas no plenário do Senado, mas estão paradas na Câmara, uma permite a formação de cadeias e associações de empresas de rádio difusão; outra beneficia a ABBR (Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação) com parte da renda da loteria esportiva. O plano de campanha divulgado é ambicioso se comparado com sua performance como legislador. E esse é o plano público. O outro, o envergonhado, o escondido, pode ser de lascar. Trata-se de um pacote de governo de governo imposto pelo oligarca Donald Trump e sua gangue. Caso o Brasil resolva eleger o pateta Flávio Bolsonaro, teremos um "presidente" tutelado a receber recados e apostilas, como um aluno obtém do seu mentor. Não é difícil antecipar as características secretas de um governo inspirado na agressiva extrema direita dos Estados Unidos representado por um conhecido núcleo de aloprados supremacistas brancos, proud boys, fascistas, racistas e red pills da constelação trumpista. Na política externa do Itamaraty, nada de ligações com China, Rússia, desconfianças nas aproximações com a União Europeia,  Canadá e México, ajuda à economia claudicante da Argentina governada por um por um bufão. Na área dos "costumes", risco de possível adesão à proposta de um deputado do PL sobre racismo deixar de ser crime. No plano econômico, o "presidente" abrirá as pernas, como em um grand écart,  aos pleitos comerciais dos Estados Unidos - e são muitos e bilionários. Não estará longe o dia em que cederá ao deslumbramento e, vai ver, fará um convênio com Disneyworld para receber crianças brasileiras que conhecerão a cultura americana. Quem sabe emitirá chuvas de decretos que até poderão fazer do 4 de Julho um feriado nacional no Brasil, com o Estado Laico e tornarão o poderoso neopentecostalismo a religião nacional.O STF passará a ter 15 ministros obreiros? Todos os processos que envolvem bolsonaristas serão anulados e queimados em praça pública. Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro acenderão a Pira Dos Heróis. 

Nem tudo é imaginação, o golpe que poderá fazer isso possível está em curso. Sabe-se que uma das estratégias eleitorais do bolsonarismo é criar conflitos constantes com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com o Superior Tribunal Federal (STF. Inscrição falsa de Flávio do partido Missão dá essa pista. Casos como o do suposto jornalista maranhense que usava fontes criminosas para atacar o ministro Flávio Dino, são exemplos da linha de montagem que fabri;cará a série de rixas que visam desmoralizar as instituições democráticas e, principalmente, roubar a credibilidade do voto. Basta observar o "estilo milícia"  da campanha da extrema  direita.          

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Sua Excelência na boquinha da garrafa

 

O juiz sedento. Reprodução You Tube

O juiz Milton Salles, de Minas Gerais, resolveu unir o agradável ao necessário no seu julgamento. Algo como temperar a jurisprudência com um vinho de boa safra. Data vênia cabeça feita Salles usou em seguida um maçarico para acender um cigarro. O juiz pega pesado, seu isqueiro é punk. O bom senso sugere que antes de trabalhar Sua Excelência se submeta sempre à instância  de um  bafômetro . Para efeito de remessa aos arquivos jurídicos: Dr Salles culpou o ministro Alexandre de Morais pelo seu impulso irresitivel de entornar o que provavelmente é  um vinho bão. Sabe-se lá o que o álcool lhe desperta. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Na capa da Carta Capital: eleições correm risco de não ter VAR

 

O poderoso juiz parça do bolsonarismo.

Elon Musk é o maior poluidor do Espaço.

Ferro-velho de Musk na Lua. 

por Ed Sá

Elon Musk é um porcalhão tecnológico. Os milhares de satélites da Star link têm vida limitada e despencam dia céus todos os dias. Seus foguetes costumam falhar e carcaças podem cair em qualquer lugar. Há poucos dias, uma delas caiu na Lua e abriu uma imensa cratera. A geringonça entrou no campo de atração gravitacional do satélite e se espatifou no solo lunar. 

Há lixos vianda vindo do ferro velho de Musk. A rede de satélites da Star link e SoaceX oferecem riscos para outras naves. Especialmente aquelas equipamentos "bêbados" que vagam em órbita antes de serem destruídos quando entram na atmosfera terrestre 

 Lua e Marte apresentam áreas que recebem sucatas ,restos de veículos e dejetos orgânicos. Vários homens que pousaram e andaram na Lua já morreram mas deixaram sacos de cocô perfeitamente conservados pelo ambiente  local. Daqui a séculos, um turista que vagar em cartões postais lunares poderá pisar em monumentos de históricos merda preservados talvez até como patrimônio da humanidade. Poetas, lembrem-se disso quando contemplarem a Lua. 

sexta-feira, 31 de julho de 2026

Os irmãos metralha querem sequestrar o futebol mundial

 

A revista L'Equipe estampou na capa a dupla que pretende sequestrar o futebol mundial. Na chamada principal algo como "Onde eles vão parar?"

Ao se render a Donald Trump e assumir um papel de extrema subserviência durante a Copa do Mundo, Infantino, presidente da FIFA, sabia o que fazia e guardava segredo de uma jogada financeira que só revelou um dia antes da grande final. 

Simplesmente, pretende colocar à venda a própria FIFA. A ideia é transformar a instituição que comanda o futebol mundial em empresa e  negociar ações de propriedade em um obscuro balcão de negócios. Detalhe importante: um dos interessados na negociada seria o irmão do genro de Trump, o mais novo amigo íntimo de Infantino. Ao revelar a tramóia, o chefão da FIFA ganhou uma adversária poderosa. Nada menos do que a UEFA. Com o peso de quem reúne 55 seleções que estão entre as mais importantes do mundo, a instituição europeia botou as armas na mesa. Declarou que se a ideia de vender a FIFA for adiante, a UEFA 
 européias boicotará a Copa do Mundo de 2030 e o próximo Campeonato Mundial de Clubes, ambos torneios promovidos por Infantino. A Concacaf, que representa os países das Américas do Norte, Central e Caribe, deu sinais de que vai apoiar o eventual boicote. A Conmebol, que agrega as seleções da América do Sul ainda não se manifestou, assim como África, Ásia e Oceania. Resta saber se Infantino e Trump, este que sempre está por trás dos negócios da família vão pagar para ver. 

Enquanto a Copa acontecia, Infantino e o clã Trump planejavam um golpe no futebol. O Corriere Della Será divulga o boicote por parte da UEFA caso o roubo de futebol mundial se concretize.
Atualização  em 02/8/2026 - Diante da forte reação da UEFA,  principalmente, o presidente da FIFA recuou da armação, na verdade o golpe de intenções obscuras, que pretendia dar no futebol mundial. Infantino não tem mais condições de permanecer no cargo. Foi vergonhosa a tentativa traiçoeira de assaltar o futebol em conluio com o clã do oligarca Donald Trump. Ele manteve o plano em segredo até revelá-lo na frente de quem lhe interessava: Trump e gangue. Se Infantino não cair agora vai tentar de novo. E terá apoio dos países da África e Ásia e talvez da CBF e da Conmebol, que até agora não se manifestaram. Ao contrário da pequena Concacaf, que tomou posição ao lado da UEFA. 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

domingo, 26 de julho de 2026

Na capa da Fórum: a privataria de Tarcísio vira cinzas

 


Em São Paulo, o caos embarcou no metrô. O povo sofre, mas o trem da alegria já passou nos leilões. 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

FIFA abre investigação sobre a violência dos jogadores argentinos ao fim da vitória da Espanha e as agressões racistas da torcida nas arquibancadas e nas ruas do Estados Unidos durante a Copa. A única e justa sentença que a FIFA pode dar aos preconceituosos é proibir o país de disputar a Copa de Mundo de 2030

Torcedor argentino que se acha o ser humano mais perfeito da face da terra faz gestos racistas na arquibancada. Curiosamente, entre tantos lugares , ele escolheu ficar bem próximo à razão uniformizada do seu descontrole emocional. Freud explica?;
Foto Ishowspee/You Tube/Reprodução

por José Esmeraldo Gonçalves

Argentinos "festejaram" nas arquibancadas e nas ruas de várias cidades a escalada do racismo em gestos, gritos de guerra, agressões, violência e canções ofensivas. Houve brigas em Nova York, Rio, Búzios e Camboriú. A Copa do Mundo mostrou nos estádios que as medidas da FIFA são insuficientes ao ponto de um árbitro ignorar um gesto protocolar de um integrante da comissão técnica do Egito exatamente para denunciar episódio de intolerância. Desde sempre a Argentina é uma espécie de campo livre para o racismo. O país praticou uma política odiosa de extermínio da população de negros e praticou segregação de indígenas em regiões remotas. Mesmo assim e  miscigenação resistiu e é visível, principalmente fora de Buenos Aires, até em torcedores racistas. Em Mendonza, por exemplo, a apuração genética indica 46,80% de ancestralidade europeia, 31,60% indígena e 21,50% africana. Estatísticas de DNA da linhagem materna colhidas em 2004, apontaram, que 56% da população total da Argentina possui DNA ameríndio. O percentual de negros é de pouco menos de 5% em virtude do brutal assassinato em massa de pessoas de origem africana.   

Ao contrário do Brasil, exemplo para o mundo, a violência racial na Argentina, tanto verbal quanto física, não é criminalizada. Os seus torcedores consideram natural propagar o exemplo degradante do preconceito levado às ultimas consequências. 

Nas transmissões oficiais das partidas geradas pela FIFA as imagens de racismo foram cortadas. Assim como só a partir de gravações independentes captadas por espectadores circulam agora as imagens da barbárie argentina contra jogadores espanhóis ao fim do jogo. Alguns atletas mais tresloucados pareciam bandidos tentando linchar oponentes. Isso sem contar a violência durante a partida, caso do Paredes que tentou quebrar o espanhol Cucurella. A propósito, as atitudes de Paredes justificariam sua escolha para exame antidoping. Pelo que foi divulgado, houve exames em jogadores da Tunísia e verificação surpresa na seleção brasileira em pelo menos um atleta sorteado, sem registro de ocorrência. Não há informações oficiais sobre testes em jogadores argentinos ou de outras equipes. 

Não havia razão para a vice-campeã agredir a Espanha campeã. Só se o motivo foi a própria frustração após a seleção de Messi amarelar em campo no tempo regulamentar e na prorrogação.  

Os ataques racistas deixam claro que o futebol precisa de controles mais rígidos sobre a intolerância. Na América do Sul, a Comenbol tem que se mexer. Não cabem mais apenas "campanhas educativas".

 Pressionada e provavelmente envergonhada, a FIFA abriu uma investigação sobre as agressões racistas. Uma punição possível seria a exclusão de torcedores argentinos da Copa de 2030. Ou até cancelar a Argentina como uma das sedes sul-americanas de uma partida da Copa de 2030. Como se sabe, Espanha, Marrocos e PortugaL sediarão o mundial. Em comemoração aos 100 anos da Copa do Mundo da FIFA, Uruguai, que foi seleção campeã e sede do primeiro torneio em 1930 e a Argentina como vice- campeã na mesma edição terão uma partida cada um. O Paraguai, sede da Conmebol, concorreu a receber o próximo mundial, mas foi derrotado, terá um jogo como prêmio de consolação. 

Agora, imaginem o tamanho da encrenca: se a  FIFA e os respectivos governos não criarem leis, como Brasil já fez, para vencer a intolerância e levarem definitivamente a sério o combate ao racismo no futebol, o Cone Sul, por ocasião desses jogos, vai virar um imenso octógono de UFC.  

Em 1996, o jornal Olé usou apelido racista para ofender o Brasil e a Nigéria que disputavam vaga no torneio de futebol olímpico: um dos dois seria o adversário da Argentina. 

Se nos Estados Unidos adotaram comportamento aloprado, imaginem quando o palco de luta for em casa. Não basta a atuação da FIFA. A mídia esportiva  precisa se engajar na luta permanente contra o racismo. Os jogadores também. Se nem todos agem como marginais da "supremacia branca", não se ouviram vozes de jogadores criticando torcedores racistas. Messi, idolatrado pelos compatriotas, não usa sua influência nem mesmo para dizer que não concorda com o comportamento dos seus torcedores. Há casos de jornalistas portenhos que relativizam episódios de racismo. Alguns veículos até normalizam o racismo. Caso absurdo do tabloide Olé, que pertence ao grupo Clarín, o maior conglomerado de mídia do país. Em 1996, o jornal estampou na primeira página a palavra "macaco", principal slogan ofensivo usado pelos do argentinos racistas. Naquele momento, Brasil e Nigéria disputavam o direito de enfrentar a Argentina nas finais do torneio de futebol olímpico. O ataque do jornal racista foi inútil. A medalha de ouro foi conquistada pela Nigéria ao vencer o Argentina por 3x2. Quanto ao Brasil, derrotou Portugal por 5x0 e ganhou o bronze.       

 Atualização em 25/7/2026 - Petição pública internacional já  ultrapassa 24 milhões de assinaturas exigindo a exclusão da Argentina da Copa de 2030. A FIFA informa que a questão está sob análise e a petição e a indignação da opinião pública serão levadas em conta. 

segunda-feira, 20 de julho de 2026

Na capa da Veja: a emenda e a encomenda



A falta de transparência da Câmara dos Deputados tem muitas camadas  A,maioria das Suas (deles) excelências pode ser ineficientes para legislar mas são criativos para o crime. Ė preciso admiti: chegaram ao limite da genialidade picareta ao criar as tais emendas. Muito mais do que a multiplicação dos pães de Jesus, a bancada evangélica obrou a multiplica o das emendas  É um tal de emenda Pix, emenda de bancada, emenda da mãe,  do sogro, da vizinha etc, emenda pro filme de Bolsonaro, emenda  pra igreja do pastor parça... os corruptos foram muito além e criaram uma coisa inacreditável. Na sequência da emenda secreta, inventaram o operador fantasma, o laranja que nem deputado é, mas tem poderes para distribuir dinheiro público sem nome e digitais.