Anitta abre a turnê Ensaios por Portugal e é destaque na imprensa local. (Revista Entrerios, julho). A cantora acaba de lançar um novo álbum: Equilibrium.
quarta-feira, 29 de julho de 2026
domingo, 26 de julho de 2026
quinta-feira, 23 de julho de 2026
FIFA abre investigação sobre a violência dos jogadores argentinos ao fim da vitória da Espanha e as agressões racistas da torcida nas arquibancadas e nas ruas do Estados Unidos durante a Copa. A única e justa sentença que a FIFA pode dar aos preconceituosos é proibir o país de disputar a Copa de Mundo de 2030
por José Esmeraldo Gonçalves
Argentinos "festejaram" nas arquibancadas e nas ruas de várias cidades a escalada do racismo em gestos, gritos de guerra, agressões, violência e canções ofensivas. Houve brigas em Nova York, Rio, Búzios e Camboriú. A Copa do Mundo mostrou nos estádios que as medidas da FIFA são insuficientes ao ponto de um árbitro ignorar um gesto protocolar de um integrante da comissão técnica do Egito exatamente para denunciar episódio de intolerância. Desde sempre a Argentina é uma espécie de campo livre para o racismo. O país praticou uma política odiosa de extermínio da população de negros e praticou segregação de indígenas em regiões remotas. Mesmo assim e miscigenação resistiu e é visível, principalmente fora de Buenos Aires, até em torcedores racistas. Em Mendonza, por exemplo, a apuração genética indica 46,80% de ancestralidade europeia, 31,60% indígena e 21,50% africana. Estatísticas de DNA da linhagem materna colhidas em 2004, apontaram, que 56% da população total da Argentina possui DNA ameríndio. O percentual de negros é de pouco menos de 5% em virtude do brutal assassinato em massa de pessoas de origem africana.
Ao contrário do Brasil, exemplo para o mundo, a violência racial na Argentina, tanto verbal quanto física, não é criminalizada. Os seus torcedores consideram natural propagar o exemplo degradante do preconceito levado às ultimas consequências.
Nas transmissões oficiais das partidas geradas pela FIFA as imagens de racismo foram cortadas. Assim como só a partir de gravações independentes captadas por espectadores circulam agora as imagens da barbárie argentina contra jogadores espanhóis ao fim do jogo. Alguns atletas mais tresloucados pareciam bandidos tentando linchar oponentes. Isso sem contar a violência durante a partida, caso do Paredes que tentou quebrar o espanhol Cucurella. A propósito, as atitudes de Paredes justificariam sua escolha para exame antidoping. Pelo que foi divulgado, houve exames em jogadores da Tunísia e verificação surpresa na seleção brasileira em pelo menos um atleta sorteado, sem registro de ocorrência. Não há informações oficiais sobre testes em jogadores argentinos ou de outras equipes.
Não havia razão para a vice-campeã agredir a Espanha campeã. Só se o motivo foi a própria frustração após a seleção de Messi amarelar em campo no tempo regulamentar e na prorrogação.
Os ataques racistas deixam claro que o futebol precisa de controles mais rígidos sobre a intolerância. Na América do Sul, a Comenbol tem que se mexer. Não cabem mais apenas "campanhas educativas".
Pressionada e provavelmente envergonhada, a FIFA abriu uma investigação sobre as agressões racistas. Uma punição possível seria a exclusão de torcedores argentinos da Copa de 2030. Ou até cancelar a Argentina como uma das sedes sul-americanas de uma partida da Copa de 2030. Como se sabe, Espanha, Marrocos e PortugaL sediarão o mundial. Em comemoração aos 100 anos da Copa do Mundo da FIFA, Uruguai, que foi seleção campeã e sede do primeiro torneio em 1930 e a Argentina como vice- campeã na mesma edição terão uma partida cada um. O Paraguai, sede da Conmebol, concorreu a receber o próximo mundial, mas foi derrotado, terá um jogo como prêmio de consolação.
Agora, imaginem o tamanho da encrenca: se a FIFA e os respectivos governos não criarem leis, como Brasil já fez, para vencer a intolerância e levarem definitivamente a sério o combate ao racismo no futebol, o Cone Sul, por ocasião desses jogos, vai virar um imenso octógono de UFC.
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| Em 1996, o jornal Olé usou apelido racista para ofender o Brasil e a Nigéria que disputavam vaga no torneio de futebol olímpico: um dos dois seria o adversário da Argentina. |
Se nos Estados Unidos adotaram comportamento aloprado, imaginem quando o palco de luta for em casa. Não basta a atuação da FIFA. A mídia esportiva precisa se engajar na luta permanente contra o racismo. Os jogadores também. Se nem todos agem como marginais da "supremacia branca", não se ouviram vozes de jogadores criticando torcedores racistas. Messi, idolatrado pelos compatriotas, não usa sua influência nem mesmo para dizer que não concorda com o comportamento dos seus torcedores. Há casos de jornalistas portenhos que relativizam episódios de racismo. Alguns veículos até normalizam o racismo. Caso absurdo do tabloide Olé, que pertence ao grupo Clarín, o maior conglomerado de mídia do país. Em 1996, o jornal estampou na primeira página a palavra "macaco", principal slogan ofensivo usado pelos do argentinos racistas. Naquele momento, Brasil e Nigéria disputavam o direito de enfrentar a Argentina nas finais do torneio de futebol olímpico. O ataque do jornal racista foi inútil. A medalha de ouro foi conquistada pela Nigéria ao vencer o Argentina por 3x2. Quanto ao Brasil, derrotou Portugal por 5x0 e ganhou o bronze.
Atualização em 25/7/2026 - Petição pública internacional já ultrapassa 24 milhões de assinaturas exigindo a exclusão da Argentina da Copa de 2030. A FIFA informa que a questão está sob análise e a petição e a indignação da opinião pública serão levadas em conta.
segunda-feira, 20 de julho de 2026
Na capa da Veja: a emenda e a encomenda
sábado, 18 de julho de 2026
Memória da Redação: Na revista Fatos, a capa da copa de 1986
Neste 2026, o clima lembra 1986. Pelo menos tratando-se de seleção brasileira. |Apesar de Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, Edinho, Branco e outros craques, a maioria jogando em times brasileiros, fracassou no México. A nossa seleção foi elogiada pelo jogo "mágico" segundo muito críticos,, mas caiu nas quartas de final. Após empate no tempo regulamentar, foi vencida pela França nos pênaltis. A decpção da torcida foi, com certeza, maior do que a ressaca do fiasco na Copa dos Estados Unidos, México e Canadá. Em 1986, ao desembarcar no Galeão, Telê deve ter visto a capa da Fatos. Acredito que hoje, em um Brasil que descalou a violência, uma sugestão dessas seria politicamente incorreta.
sexta-feira, 10 de julho de 2026
Algo há - O que rolou na Copa e, principalmente, na "cozinha"
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| A falta violenta do Messi, não punida. Foto: Reprodução FIFA/Epandy |
por José Esmeraldo Gonçalves
A bola todo mundo viu. E o que aconteceu de extraordinário acima e fora da grama? Carlos Heitor Cony, com quem dividi redações - uma delas a da revista Fatos, de informação e análise - costumava usar a expressão "algo há" diante de uma pauta ainda obscura. Também dizem que "algo há" é a senha dos filósofos para abrir a caixa de reflexões. No nosso caso, era apenas uma pergunta jornalística inicial que, às vezes, dava mesmo em "algo", às vezes dava em nada.
Coberturas de Copas do Mundo por grandes veículos comerciais são quase sempre festivas. O evento é o que importa, a paixão, também. Só quando a derrota do Brasil se configurou, entendemos que "algo houve". O trabalho dos repórteres, editores e comentaristas é hoje muito influenciado pela linguagem leve das redes sociais descontraídas e cômicas, a informação recebe tratamento até teatral com repórteres interpretando, muitas vezes, jovens personagens "doidinhos", com irreverência forçada. Faz parte. Os chefões da TV tradicional tentaram convencer os comentaristas mais antigos ou os ex-jogadores analistas a vestir o figurino "moderno". Felizmente vários deles resistiram. O Maestro Júnior, o comentarista mais preciso e lúcido, resistiu à new wave que a Rede Globo tentou impor ao emular a concorrente CazéTV. Fez bem.
Infelizmente, a alguns acontecimentos em torno da Copa não cabia humor. Donald Trump, por exemplo, mostrou que não tinha limites. Em alguns momentos deixava a cadeira apocalíptica de "Dr. Fantástico", de onde incendeia o mundo, para agir como um árbitro. Se alguém pensava que o oligarca da Casa Branca mantinha o foco de trabalho no Irã, Venezuela, Cuba, Brasil, China, Rússia, Europa, tarifas e sanções, estava enganado. Trump surpreendeu ao ligar para o presidente da Fifa, o submisso Gianni Infantino, para pedir o cancelamento do cartão vermelho aplicado a Folarin Balogun. Durante o jogo da ridícula seleção dos Estados Unidos, o árbitro brasileiro Raphael Claus expulsou o atacante estadunidense. Infantino atendeu prontamente ao pedido de Trump (na verdade foi uma ordem). O presidente da Fifa, sendo quem é, não quis um confronto. A jogada que provocou a expulsão ocorreu durante o jogo dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. O atacante norte-americano Folarin Balogun havia sido expulso após dar um pisão na panturrilha do zagueiro Tarik Muharemovic. Após revisão do VAR, Claus concluiu que foi falta grave, impedindo Tarik de prosseguir a jogada. Trump com toda sua arrogância e "conhecimento" de arbitragem, mandou anular o cartão e a suspensão, para que Balogun pudesse jogar a partida seguinte. O golpe não funcionou porque a fraca seleção dos Estados Unidos foi abatida da Copa ao sofrer goleada da Bélgica. A decisão da Fifa foi o maior escândalo de arbitragem na atual Copa. Trump, na verdade, não entende nada de futebol. A implicância dele, no momento em que tem o Brasil no alvo, como já declarou, foi com o brasileiro Raphael Claus.
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| O jogo do suborno |
Autoridade de um país interferir em uma Copa não é fato inédito. Em 1978, a ditadura argentina botou os coturnos na Copa; Em 1970, a ditadura brasileira mandava na seleção brasileira. Os generais demitiram João Saldanha e controlaram através de terceiros a nomeação de Zagalo e Claudio Coutinho, muitos outros militares assumiram cargos na equipe. No período em que assassinatos de opositores do governo militar "manchava" imagem da ditadura, os controladores da comunicação na ditadura viam na seleção um instrumento para neutralizar as denúncias de torturas em massa nos quartéis. A Argentina, em 1978, também se preparou para usar a Copa como vitrine positiva do país. E, para isso, foi ao extremo. A conspiração futebolística envolveu o Brasil, no caso, como vítima. Os dois países tinham um jogo decisivo pela frente. Inicialmente estava previsto que as partidas seriam disputadas no mesmo horário. Contudo, o jogo Brasil x Polônia foi marcado para a tarde; o da Argentina, contra o Peru, à noite. A seleção brasileira ganhou de 3x1. Com isso, por questões de saldo de gols, os hermanos precisavam ganhar pelo menos por 4x1. A Argentina entrou em campo já sabendo que precisava vencer por tal placar. Ganhou por 6x0 e cravou a classificação. Mais adiante foi campeã do mundo.
A imprensa não era livre na América Latina dominada por ditaduras cruéis. Havia suspeitas de manipulação da Copa de 1978, mas não foram apuradas na época. Anos depois, o jornalista investigativo Ricardo Gotta lançou o livro "Fuimos campeones: la dictadura, el mundial 78 y el mistério del 6 a 0 a Peru". E o sociólogo Juan José Sebreli escreveu "La Era Del Fútbol". A verdade, enfim, foi revelada. Donald Trump, portanto, não inovou. O primeiro americano a interferir em uma partida de futebol foi Henry Kissinger. Horas antes do fatídico jogo Argentina 6x0 Peru, ele e o ditador Videla foram ao vestiário do Peru. Uma visita de "cortesia", mas os jogadores entenderam o significado. Longe dali, outra ditadura havia preparado o terreno do suborno. O então integrante da Junta Militar do Peru, o general Francisco Morales Bermúdez, era aliado das demais ditaduras da América do Sul, criadas e manobradas pelo Departamento de Estado. Kissinger deixara o cargo de Secretário de Estado em 1977 e assumira a presidência do conselho de uma obscura entidade, a North American Soccer League (NASL). Com esse crachá, o americano circulava nos bastidores de Copa ao lado de Videla. Estima-se que a delegação do Peru recebeu carregamentos de trigo além de "grãos" verdes de dólares. Houve suspeitas em cima, principalmente, do goleiro do Peru, Queiroga, um argentino naturalizado peruano. Toda a história foi apagada durante décadas, mas graças a Gorra e Sebrelli não ficou esquecida.
Nesta Copa 2026, há digitais na CBF de pelo menos uma pessoa com ligações políticas. Trata-se de Francisco Mendes, filho do ministro do STF Gilmar Mendes. Segundo a colunista do UOL Thais Bilenky, Francisco é o cartola mais poderoso da CBF. É vice-presidente da Federação Matogrossense de Futebol, tem direito a voto na assembleia da CBF e é o único brasileiro membro do comitê disciplinar da FIFA. O colunista Lauro Jardim, do Globo, revelou que Francisco Mendes teria dito a diversos interlocutores durante o Gilmarpalooza, como é ironicamente apelidado o evento jurídico tradicionalmente promovido por Gilmar Mendes, em Lisboa, a frase nem um pouco enigmática: "Quem convocou Neymar fui eu". Com a derrota para a Noruega e o vexame da escalação de Neymar no bota-fora da seleção de uma Copa para esquecer, é provável que o Mendes "junior" não queira o seu nome associado ao desastre de Nova York/Nova Jersey. Algo houve.
Na capa da Carta Capital:
A Carta Capital destaca os três personagens infelizes da Copa do Mundo. O autoritarismo de Trump chega ao futebol; o papel decorativo de Infantino. Neymar entrou em campo, mas não como jogador de futebol. O que se viu foi apenas um patético influencer produzindo conteúdo de baixa qualidade.
quarta-feira, 8 de julho de 2026
Brasil vai virar franquia dos Estados Unidos?
por Flávio Sépia
Alguém precisa dizer a Flávio Bolsonaro que ele não é candidato a subpresidente dos Estados Unidos nem a dama de companhia de Donald Trump. O programa de governo que ele deixa escapar em palanques é voltado para os problemas dos Estados Unidos: acabar com o Pix, ressarcir cartões de crédito de bandeiras americanas por supostos prejuízos causados pelo Brasil, liberar terras raras para os gringos. Não será surpresa se, em breve, Flávio anunciar seu "ministério" para assuntos da Flórida, enviar verba da Lei Rouanet para projetos culturais em Mar-a-Lago, tirar impostos de lingerie brasileira para compras de Melania Trump, decretar sigilo da 250 anos sobre as contas bancárias do mano Eduardo Bolsonaro, cortar verbas do programa Minha Casa, Minha Vida para, em troca, financiar Trump Towers em Santa Catarina, reservar financiamento para o resort que Trump pretende criar na Palestina e, por fim, obter green card para trabalhar mais à vontade quando for despachar nos Estados Unidos.
Na vida real, Flávio talvez gostasse, se eleito, de abrir as fronteiras do Brasil para milícias do oligarca da Casa Branca atacar organizações criminosas no Brasil. Nesse ponto, pode haver obstáculos para isso. Um dos grandes parças de Flávio, o ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado, Márcio Canella (União Brasil), foi preso em flagrante pela Polícia Federal por porte ilegal de arma de uso restrito, após um fuzil ser encontrado em seu carro. A prisão é por conta da sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e organização criminosa por meio de postos de combustíveis. A ex-vereadora Rogéria Bolsonaro, mãe do senador Flávio Bolsonaro (PL), é a primeira suplente na chapa de Márcio Canella.
domingo, 5 de julho de 2026
Memórias da redação: a foto histórica que uniu futebol e música
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| Foto reproduzida do Facebook de Chico Cardoso, publicadaem Manchete Sétimo Céu |
por Clara S. Britto
São muitos os canais do Facebook que mostram cenas de memórias da Manchete. Geralmente recordando imagens. Com alguma frequência, o Panis Cum Ovum visita tais canais e reproduz fatos e fotos marcantes. Os administradores desses canais prestam um serviço aos seus seguidores e ajudam a difundir momentos jornalísticos das publicações da Bloch Editores e especialmente da Manchete. O que, de resto, é também um dos objetivos deste blog que é útil a muitos pesquisadores e Escolas de Comunicação. No ar deste junho de 2009, o Panis acumula 171352 postagens, vistas por 2. 994.410 visitantes. Nasceu inspirado pela coletânea Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou (Desiderata), livro esgotado mas ainda disponível em sites especializados, e segue firme e forte. Há poucos dias, o canal "Eu amo Elis Regina", de Chico Cardoso, resgatou uma foto publicada em Manchete e Sétimo Céu, às vésperas da Copa do Mundo de 1970. O objetivo das revistas era formar uma seleção dos nomes mais populares daquela época. Os vencedores vestiram amarelo e posaram como um time de campeões: Elis Regina, Eliana Pitman, Claudette Soares, Agnaldo Timóteo, Jairzinho, João Dias e Zagalo. A referência à Copa deu sorte. E quanto aos craques do futebol? Foram tricampeões, no México, poucas semanas depois. Zagalo, treinador da seleção, Jairzinho e cantores e cantoras fizeram a pose histórica que levantou o astral da seleção.
sábado, 4 de julho de 2026
Na capa da Carta Capital: a Copa das Bets
Comentário do blog. "São impressionantes os números da epidemia das Bets na economia do Brasil. Reportagem de capa da Carta Capital dessa semana, assinada pelo jornalista Mauricio Thuswohl, revela a influência da Copa do Mundo na atração de novos apostadores. Para citar apenas um dos dados levantados pela revista, e que impactam a economia do Brasil,143 bilhões de reais foram retirados do varejo entre 2023 e 2025, quantia que abala empregos e engorda lavanderias" .
sexta-feira, 3 de julho de 2026
Leilão da antiga sede da Manchete em São Paulo está em curso. A pergunta que não quer calar: pra onde vai o superPìx arrecadado?
por José Carlos Jesus
Recentemente, a partir de uma informação da jornalista Heloisa Tolipan, o blog Panis Cum Ovum publicou datas e condições do leilão da antiga sede da Bloch Editores e da TV Manchete na Rua Ida Kolb, bairro Casa Verde, em São Paulo. Por acordo formal a receita do leilão, entre outras obrigações legais, reverteria em partes iguais para a Massa Falida da Bloch Editores, com sede no Rio de Janeiro (RJ), e para a Massa Falida de TV Manchete sediada em São Paulo (SP).
A publicação da notícia do leilão neste blog jornalístico, no dia 26/5/2026, levou ex-funcionários a pedirem informações à chefia da MFBloch. A admnistração negou repetidamente que houvesse data marcada para o referido leilão. Situação inusitada. Geralmente as massas falidas têm interesse na divulgação de leilões. Quanto mais gente aparecer para dar lances, melhor. Faltou transparência à Massa Falida da Bloch Editores pois os autos registram petição da falida no edital de18/6/26. Eles sabiam, claro. Registre-se que o blog sustentou a informação de fonte sólida. Pois bem: o Panis cum ovum tinha razão, assim como a fonte primária de Heloisa Tolipan, jornalista de longa e respeitada carreira. O leilão eletrônico da valiosa sede das empresas Bloch e TV Manchete em SP já estava marcado e ainda está em curso. Caso não tenha ocorrido lance válido deverá se encerrar em 28/7/2026 às 15h30. O leilão estipula proposta mínima R$9. 637.500,00; Avaliação R$96.374.000,00 atualizada em março de 2026.
O edital do leilão eletrônico foi finalmente publicado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e afixado na forma da lei no devido local público. Para obter informações sobre o resultado do referido leilão faça cadastro no endereço www.faroonline.com.br
Mais informações poderão ser obtidas no email sp3falencias@tjsp.jus.br
A suposta divisão dos valores obtidos no leilão entre Bloch Editores e TVManchete, por acordo entre as duas massas falidas segundo circulou há tempos em documentos oficiais, não é citada no edital do leilão que estabelece apenas a TV Manchete. Teria sido um acordo à parte e válido pós-leilão? Um ponto a esclarecer. O edital também cita dívida de hipotecas, de IPTU, e dívidas bancárias a quitar com o saldo do leilão.
Os ex-funcionários das empresas falidas esperam que seja respeitada a prioridade de pagamentos do direitos trabalhistas no rateio do valor arrecadado. Os funcionários da Bloch Editores pedem aos colegas de São Paulo que acompanhem de perto o desfecho desse leilão que interessa a todos os credores trabalhistas. Se possível, enviem informações para José Carlos Jesus, presidente da Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE).
domingo, 28 de junho de 2026
É importante. Leia este texto do Cesar Benjamin nem que seja na pausa para hidratação. É sobre a conspiração da Seita Bolsonaro contra você
Do Facebook de Cesar Benjamim. Todos deveríamos ter este texto É tempo de Copa do Mundo. Estamos todos envolvidos. OK, dá para ler durante uma pausa para hidratação (José Esmeraldo Gonçalves)
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por Cesar Benjamin
"Continuam as especulações sobre causas e consequências de um vídeo que Michele Bolsonaro gravou contra Flávio Bolsonaro. Discute-se agora por que Jair Bolsonaro continua calado.
Não nego a possível relevância dessa desavença para os próximos passos da política brasileira. Mas a única coisa realmente relevante que ainda precisaremos tentar entender, agora ou no futuro, é como e por que uma família de lúmpens assumiu durante tantos anos uma posição de centralidade na vida brasileira.
Nessa família não há nenhum vestígio de alguma virtude: decência, inteligência, altruísmo, honestidade e outras coisas assim, tão fora de moda.
Ninguém ali jamais disse uma só frase relevante. Ninguém trabalha nem trabalhou. Ninguém escreveu nem leu um só livro. Ninguém teve uma boa ideia.
O patriarca tentou ser militar. Foi barrado, ainda como tenente, porque fazia segurança de garimpo ilegal, organizava grupos de apostas nos quartéis e planejou um atentado à adutora do Guandu para exigir mais dinheiro. Passou a viver da política, sem fazer nada, e nela colocou toda a família, até se proclamar, 28 anos depois, um símbolo da antipolítica. Nesse meio-tempo, conviveu intimamente com milicianos e assassinos de aluguel.
Repito: ninguém ali jamais fez nada. Não pregou um prego na parede, não plantou um pé de alface, não deu uma aula, não escreveu um artigo, não dirigiu um táxi. Mas eles passaram a dominar a política e o imaginário brasileiro há uns bons dez anos. Tudo o que fazem deixa o país em transe.
Eis um mistério maior do que o último segredo de Fátima. E uma evidência de que o nosso sistema político, que torna possível essa aberração, não tem pé nem cabeça. Não estamos longe de ter uma garota de programa na Presidência da República.
Vocês chamam isso de democracia."
sábado, 27 de junho de 2026
Já fez sua fezinha hoje na "CazéBet"?
Você deve estar lendo em canais da internet dezenas de especulações sobre "forças malignas", leia-se Globo, como a "poderosa agente" que atua para destruir a CazéTV. Vários canais apontam Cazé como o David vítima do Golias. Nem a Globo é a vilã capaz de manipular tudo, nem a Cazé, leia-se LiveMode, é uma noiva virgem.
É verdade que vários meios de comunicação veiculam propaganda das bets.
Mas há uma diferença importante entre veicular anúncios formais ou participar da operação do jogo. E é a segunda característica que a CazéTV assume ao oferecer à sua audiência jovem os números de odds. O leitor sabe o que são as odds? Dê um Google e verá que são as probabilidades de uma aposta acontecer. Teoricamente especialista a serviço das bets levantam estatísticas, escalações, eventuais titulares contundidos, cartões vermelhos e amarelos que impactam o rendimento de determinado time e outras variáveis. Quem gera as odds sobre as quais os apostadores encaminham seu suado dinheirinho? As próprias bets. Então é isso: ao veicular odds, CazéTV deixa de ser apenas meio de comunicação e se traveste em certa medida de "CazéBet" . Entendeu?
Memória da redação. Maria Lúcia Rangel entrevistou Gilberto Gil no exílio. Foi em Londres, 1971. Manchete publicou. A propósito, Gil comemorou ontem seus 84 anos
Em 1971, Maria Lúcia Rangel entrevistou Gilberto Gil, no exílio, em Londres, para a Manchete. A propósito do aniversário do compositor e cantor, ocorrido ontem, a jornalista publicou em sua página no Facebook uma reprodução da matéria. O colaborador Nilton Muniz de Oliveira enviou uma reprodução para este blog que reúne memórias jornalísticas da revista.
Abaixo um link para a publicação original.
https://www.facebook.com/share/p/1DGfr5Pkbo/
sexta-feira, 26 de junho de 2026
Kubrick e a Copa • Por Roberto Muggiati
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| Cruyff não ganhou a Copa de 1974, mas conquistou o título de craque eterno. Na foto do jogo final, ele vence a blitz da Alemanha e sofre a falta que levou ao golde Neeskens. Foto FIFA |
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| Stanley Kubrick filma a cena forte do estupro em Laranja Mecânica.Reprodução |
Revendo (e redescobrindo) nestes dias os filmes de Stanley Kubrick, lembrei como as obras de arte muitas vezes deixam sua marca indelével em episódios da história. Um exemplo notável é o apelido dado à seleção holandesa da Copa de 1974, Laranja Mecânica, em alusão ao filme de Stanley Kubrick, de 1971, baseado no romance de Anthony Burgess.
Na Copa da Alemanha, os holandeses de Cruyff e Neeskens surgiram do nada, com suas camisetas alaranjadas e seu futebol desconcertante, para eliminar o Brasil e disputar a final com os donos da casa. Fizeram 1x0 no primeiro minuto, de pênalti, mas a Alemanha virou em 2x1. Na Copa seguinte, os holandeses perderam a final na prorrogação para os donos da casa, a Argentina. E na de 2014, bateram o Brasil por 3x0 na disputa pelo terceiro lugar. E a Holanda segue firme na Copa atual, já goleou até a Suécia por 5x1.
Voltando à Laranja Mecânica do Kubrick , eu assisti ao filme nos primeiros dias de exibição em dezembro de 1971 em Nova York. O escritor que tem a mulher estuprada e fica paraplégico ao sofrer as botinadas dos meliantes, Patrick Magee, eu já tinha visto ao vivo em 1964 na estreia no palco, em Londres, de Marat/Sade, ao lado da estreante Glenda Jackson.
Já no Brasil, a Laranja chegou podre. Foi proibida por cerca de seis a sete anos. A censura oficial do regime alegou que a obra continha cenas excessivas de violência explícita, sexo e comportamento subversivo que ameaçavam a “moral e os bons costumes”. Liberada finalmente por pressão da sociedade, foi exibida com cortes e tarjas pretas, efetuados com precisão cirúrgica pelo ‘Gauleiter’ da Censura, o general Bandeira. Assisti a uma das primeiras sessões, nos anos 1980, no lendário Cine Paissandu, sala cheia, a plateia às gargalhadas acompanhando a dança frenética das tangas pretas que saltitavam na tela para cobrir as genitálias expostas. Acrobacias que nem os atletas da Laranja seriam capazes de executar...
quinta-feira, 25 de junho de 2026
A TV e as bets batem bola na cobertura da Copa do Mundo. E o jogo é bruto.
por José Esmeraldo Gonçalbes
A CazéTV está no centro de polêmicas. Uma é a divulgação em massa de jogos de azar, as famigeradas bets indutoras de endividamento e da falência pessoal de milhares de brasileiros. Outra é a avaliação por parte da FIFA da possibilidade de negar ao canal a compra de direitos televisivos da Copa do Mundo de Futebol de 2030 com sede em Portugal, Espanha e Marrocos.
A entidade considera problemático o fato de a LiveMode, proprietária da Cazé TV, ser ao mesmo tempo compradora, revendedora e exibidora dos direitos televisivos do torneio. Segundo publicou o portal Notícias na TV, a FIFA vê conflitos de interesses no modelo de negócios da LiveMode. Além disso, a Live Mode compartilharia investidores com a FFU (Futebol Forte União) uma das associações que reúne os principais clubes do futebol brasileiro. Tudo indica, no caso, que a FIFA vai jogar no contra ataque quando sentar à mesa de negociação dos direitos de transmissão do próximo Mundial de futebol masculino.
Outro problema para a CazéTV é a enorme divulgação das bets de apostas na forma de merchandising ao longo da cobertura da Copa. A audiência do canal atrai muitos jovens e frases do tipo "jogue com moderação" não são suficientes para afastar esse público sensível da jogatina desvairada. A sociedade civil já se organiza para combater as bets, campanha que não será fácil. As empresas que administram tal jogo de azar atuam com poderoso lobby junto ao Congresso e são grandes anunciantes da mídia em geral e dos canais de TV e patrocinadoras master de campeonatos e de clubes de futebol. Celebridades como Neymar e Galvão Bueno, além de dezenas de influencers fazem propaganda da jogatina. Do outro lado, um grupo de artistas está em campanha contra as bets e os danos que causam à sociedade especialmente nas faixas de baixa renda. A Polícia Federal teria identificado que algumas empresas que exploram o jogo chegariam a pagar uma espécie de bônus pelo lucro em cima de perdedores que os influenciadores atraem com seu prestígio. Indagado sobre a sua associação com as bets, Cazé limitou-se a uma resposta cínica: "é do modelo de negócios".
De fato, é um "modelo de negócios" sombrio que atrai gigantes da comunicação como o grupo Globo que é sócio da MGM em uma operadora de apostas.
Desde 2023, uma lei federal regulamenta a atuação das empresas de apostas on line. O lobby das bets influenciou o teor da lei e o documento acabou deixando brechas para a operação de apostas ilegais. Durante as coberturas jornalísticas da Copa em curso a publicidade da jogatina é intensa. E tem irregularidades. O Código de Defesa do Consumidor determina que a propaganda de um produto que só fala das qualidades e não relata o risco é abusiva.
É precisamente o que a TV faz o dia inteiro.
sábado, 20 de junho de 2026
Mídia: onde acaba o humor e começa a noticia
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| Márcio Canuto: o repórter que foi pioneiro em levar humor à notícia. Foto: Memória TV Globo |
por José Esmeraldo Gonçalves
Uma breve análise sobre a atuação da mídia na Copa do Mundo expõe um fenômeno interessante, não exatamente positivo. Não é segredo que nos últimos 15 anos a internet promoveu um facelifting radical no jornalismo.
As redes sociais definem as mudanças nem sempre para melhor. Milhões de canais no YouTube, no Instagram, X, Telegram e Tik Tok, para citar os principais, conquistaram audiências que superam em muito os meios tradicionais. A cobertura da Copa mostra, agora, que a nova era impõe novos tons e ritmos na linguagem jornalística. O meio é a mensagem, lembrem- se de McLuhan, o guru visionário que virou moda nos anos 1970.
As redes sociais democratizaram a comunicação, mas é alto o preço a pagar. Fake news, golpes, ofensas, radicalismo antidemocrático, novelinhas banais para atrair cliques, influencers a serviço do crime, invasão de privacidade, roubo de dados etc. Por falar em linguagem, o lead está desaparecendo dos textos das redes. O mecanismo criado nos anos 50, na imprensa estadunidense, também conhecido como "pirâmide invertida", com o mais importante da matéria entregue logo nas primeiras linhas, parece obsoleto na internet. Agora, para prender o leitor conectado por mais tempo - e isso vale engajamento e monetização - a "pirâmide" volta à posição tal qual os faraós criaram. Nos sites e portais a matéria só revela o mais importante da notícia no pé do texto.Se lead agoniza, o new jornalism que privilegiou textos mais literários a partir dos anos 1960, renasce na net como farsa. Há sites especializados em contar histórias romanceadas, mas em geral à base de enredos piegas, sensacionalistas e terrivelmente cafonas e bregas.
A influência das redes sociais chegou com força à cobertura jornalística da Copa do Mundo e passou a exigir dos repórteres criatividade humorística quase semelhante às performances dos recordistas de acessos nos canais digitais, daí a frequência de pautas engraçadinhas.
É justo lembrar que o repórter Márcio Canuto, da Globo, fazia esse estilo muito antes da informatização da mídia. Era único no ramo jornalismo/humor. Agora essa fusão é quase padrão. A diferença em relação ao Canuto é que os (as) repórteres vão além e até se fantasiam e pintam o rosto eventualmente para cumprir o toque de humor na notícia. Alguns levam jeito para a coisa, como o jornalista Alex Escobar, outros parecem deslocados no personagem. A dúvida é saber se as escolas de comunicação vão incluir a disciplina comédia no currículo ou se os futuros repórteres farão estágio no circo do Marcos Frota, com todo respeito.
segunda-feira, 15 de junho de 2026
Memória da redação - "Em outros tempos de Copa do Mundo , entrevistei Leônidas da Silva , o Pelé dos Anos 30/40" - Por Gilberto Ungaretti
O repórter Gilberto Ungaretti, que trabalhou na redação da Manchete em São Paulo, enviou ao blog uma relíquia em texto e imagens dos bastidores da redação da revista.
"No alto, a reprodução da minha matéria publicada em distante ano de Copa do Mundo", explicou.
Na sequência ele acrescentou uma curiosidade e uma explicação às novas gerações de jornalistas.
* O cabeçalho da remessa da reportagem da sucursal de São Paulo para a sede da revista no Rio, via Fax (sigla do latim para fac-simile). Era a antiga tecnologia de transmissão de documentos impressos e imagens por linhas telefônicas.
*A segunda imagem é de uma lauda da Manchete. Mostra o texto original como seguia para a redação, também via fax, em um formulário chamado lauda. Os números e linhas da lauda serviam de instruções para os diagramadores analógicos. Os campos para anotações eram preenchidos pelos designers, incluindo recomendações para o pessoal da composição e montagem de páginas da Manchete. A informatização das redações eliminou esse modo jurássico de fazer revistas e jornais impressos. E carregou para o limbo do mercado de trabalho milhares de empregos correspondentes. Anos antes da falência, a Bloch Editores se informatizou. Alguns dos antigos diagramadores e arte-finalistas se adaptaram às novas tecnologias. Outros, contudo, quando a editora fechou as portas, perderam não apenas os empregos: as funções analógicas também desapareceram.
A bola fora dos bolsojornalistas e a seleção que não precisa de torcida contrária para perder
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| Foto Raphael Ribeiro/CBF/Divulgação |
por Ed Sá
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Vai começar a Copa. O mundo espera que a bola role redonda sem o ICE entrar em campo
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| O ICE quer bater um bolão... nas cabeças dos torcedores. Foto Reprodução Instagram |
Como sinalizado ao longo dos últimos meses, a máquina de repressão de Donald Trump atua contra imigrantes durante a Copa do Mundo. Pessoas de porte de vistos, ingressos e hospedagem podem ser impedidas de entrar no país. Até um árbitro da FIFA foi devolvido à Somália sem explicação. A seleção do Irã fará três partidas nos EUA no regime de entra, joga e volta para Tijuana, no México onde está hospedada. Uma repórter negra da Globo foi revistada e obrigada a levantar o cabelo comprido estilo black enquanto colegas brancas passaram normalmente pela imigração. São esperados atrasos para acesso do público aos estádios em função das barreiras do ICE, a terrível "Gestapo" de Trump que caça indocumentados nas ruas e podem abordar qualquer um. Agências recomendam aos turistas que portem passaportes, comprovantes de hospedagem em hotéis ou residências, com telefones para contato.
Quando a FIFA aprovou a sede tripla Estados Unidos, Canadá e México não esperava o governo de Trump que rigorosamente não respeita acordos nem contratos internacionais. Resultado: do ponto de vista de ingressos e movimento hoteleiro, o evento está com resultados abaixo do esperado. O público de futebol nos EUA, o soccer como eles chamam, é majoritariamente não branco. O medo de conflitos e o modo de repressão do ICE é um dos fatores da menor procura por ingressos aliada ao alto preço dos deslocamentos e das entradas. A considerar também que o futebol não é esporte nacional nos Estados Unidos e muito menos no Canadá.
Aviso aos visitantes, a Olimpíada de 2028 acontecerá no Estados Unidos, em Los Angeles. De novo sob o governo Trump. O aloprado só deixará a Casa Branca em janeiro de 2029. Isso se não conseguir mudar a Constituição para permitir um terceiro mandato, mesmo que esteja então mais perturbado do que nunca.


























