sexta-feira, 7 de setembro de 2012

O MOMENTO DA JUSTIÇA


O primeiro de agosto de 2000 foi um dia trágico para os 2.500 funcionários da Bloch Editores (empresa de comunicação que tinha como nave-mãe a revista Manchete). Com a decretação de falência da empresa, eles ficaram de repente privados de trabalho e diante da ameaça literal de se virem no olho da rua com suas famílias, que somavam 10.000  pessoas. Só depois de quatro anos, refeitos do choque, os ex-funcionários, sob a liderança de José Carlos Jesus, com o apoio de um punhado de bravos, começaram a tomar pé e estabelecer um diálogo com a Massa Falida e com os setores da justiça vinculados à falência de Bloch Editores. Uma grata surpresa foi a simpatia e solidariedade que os ex-empregados receberam da Juíza da 5ª Vara Empresarial, dra. Maria da Penha Nobre Mauro, do representante do Ministério Público, dr. Luiz Roldão de Freitas, e da síndica da Massa Falida, dra. LucianaTrindade Pessoa da Silva. Particularmente importante foi a atuação da juíza da 5ª Vara Empresarial, não só agilizando o processo, mas imprimindo a ele uma sensibilidade humanista rara na chamada "máquina da Justiça."  Chefiando uma das varas mais movimentadas do Fórum — com o inestimável apoio de seu assistente, dr. Cláudio José Silos Soares —, a dra. Maria da Penha soluciona sem demora alguns dos processos mais complicados do Rio de Janeiro. Na terça-feira, 4 de setembro, ela recebeu em seu gabinete uma comissão de ex-funcionários da Bloch, que a homenageou por sua atuação com a entrega de uma placa comemorativa. Entre outros, estiveram presentes Murilo Melo Filho, José Carlos Jesus, José Alan Leo Caruso, Roberto Muggiati,  Jileno Dias, Arminda de Oliveira Faria, Zilda Ferreira, Genilda Tuppini, e o presidente do Sindicato dos Gráficos do Rio de Janeiro, Jurandi Calixto Gomes. Na ocasião, a juíza, emocionada, revelou o segredo do seu sucesso: "Por trás dessa montanha de papeis eu vejo apenas o ser humano. Poderosos ou pobres, cada um deles é uma pessoa, um indivíduo sedento de justiça."

Globo lança mais uma televisão a cabo em Portugal

por Eli Halfoun

A Rede Globo não brinca em serviço e amplia seu domínio também no exterior. Em parceria com a Zon, maior operadora de televisão a cabo em Portugal, lança no próximo mês mais uma emissora portuguesa, brasileira com certeza. Será um canal dedicado ao público feminino e promete exibir inclusive novelas inéditas, além de séries e programas exibidos por aqui pela GNT. Queiramos ou não é a televisão brasileira conquistando o mundo a partir da Europa. (Eli Halfoun)

Dez universidades públicas estão entre as melhores do Brasil

por Eli Halfoun

Embora o ensino público brasileiro ainda seja bastante questionado porque deixa muito a desejar, as universidades públicas federais estão bem na fita em termos de boa avaliação. Recente ranking feito pelo jornal "Folha de São Paulo" em parceria com o Datafolha coloca 10 universidades federais entre as melhores do país. São por ordem: Universidade de São Paulo(SP), Universidade de Minas Gerais (MG), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Unicamp (SP), Unesp (SP), UFPR (PR), UnB (DF), UFSC (SC), UFPE (PE). O problema é que para chegar até a Universidade é preciso passar antes  por outras escolas públicas que sempre deixam muito a desejar.  (Eli Halfoun)

Segredos técnicos de Kubrick serão revelados no Brasil

por Eli Halfoun

Cinéfilos de carteirinha terão a oportunidade de conhecer todo o equipamento técnico utilizado pelo diretor Stanley Kubrick em seus filmes mais famosos. Em outubro chega ao Brasil (mais precisamente ao Museu da Imagem e do Som de São Paulo) a exposição sobre o cineasta. A mostra já passou pela Holanda (Amsterdã), Frankfurt, Berlim, Paris e é claro Estados Unidos. Entre outras coisas, estão lá as câmeras que Kubrick utilizou em filmes como "Laranja Mecânica" (1971), "Uma Odisséia no Espaço" (1968), e "De Olhos Bem Fechados" (1998), entre outros. Uma aula de cinema para entender melhor o trabalho de um dos mais respeitados diretores do mundo. (Eli Halfoun)

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Capas...

A cantora Lana del Rey, apontada como a mulher do ano, na capa da GQ. E Emma Thompson na capa da Glamour.

Fagundes não quer saber de computador: “Sou um “analfabyte”

por Eli Halfoun
Não são todos os que já deixaram encantar e dominar pela internet, suas facilidades e redes sociais. O ator Antonio Fagundes, por exemplo, não tem e não quer computador: prefere continuar sendo um "analfabyte", como ele mesmo se define. Em recente entrevista para a repórter Bianca Ramoneda, Fagundes revelou que acha que a internet mudou o modo de ler: "as pessoas não lêem mais da esquerda para a direita, mas de cima para baixo". Fagundes também não é um admirador do telefone celular e conta que "outro dia, uma pessoa abriu um laptop na platéia do teatro e ficou digitando com aquele foco de luz em cima dela". Computador e celular realmente só são úteis quando usados com bom senso e educação. Exagero não. (Eli Halfoun)

Bin Laden pode ter Spielberg como diretor no cinema

por Eli Halfoun
A versão cinematográfica da caçada a Bin Laden, um dos maiores terroristas do novo século, poderá ter a participação de cineasta Steven Spielberg como produtor ou diretor. O cineasta negocia o longa-metragem com roteiro baseado no livro "No Easy Day: The Firsthand Account Of The Mission That Killed Osama Bin Laden". O livro é um relato feito por Matt Bissonnette, militar americano que participou da caçada ao terrorista no Paquistão. Monstros como Bin Laden devem ser uma espécie em extinção. (Eli Halfoun)

Globo já questiona o “Encontro” de Fátima Bernardes

por Eli Halfoun
Desde que estreou o seu "Encontro" nas manhãs da Globo, Fátima Bernardes tem sofrido marcação cerrada da mídia, até porque se prometeu muito e dela se esperava muito. Nada aconteceu: o programa não apresenta nada de novo, é ruim e tem sido uma decepção na audiência. Mesmo os que na Globo acreditavam que era só uma questão de tempo estão perdendo a paciência. Resultado: nos bastidores da emissora, o comentário mais frequente é o de que a direção da emissora já estaria questionando se o alto investimento no programa faz sentido e se justifica. Em televisão isso significa que o "Encontro" já subiu no telhado e pode despencar breve da programação. Outra cobrança comum ao "Encontro" é o da dificuldade que Fátima Bernardes tem encontrado para improvisar, o que é atribuído aos muitos anos de utilização do telepronter (apenas ler o que rola no aparelho) no "Jornal Nacional, do qual provavelmente Fátima já deve ter estar arrependida de ter saído, embora tenha condições de dar a volta por cima e remarcar o "Encontro". Talvez a solução seja marcar "Encontro" apenas uma vez por semana e não para um desgastante encontro diário. (Eli Halfoun)

“Avenida Brasil” entra para a história como a novela da Carminha

por Eli Halfoun
Na vasta e elogiada história das novelas brasileiras, sem dúvida as melhores do mundo, já tivemos excelentes interpretações tanto masculinas quanto femininas, e personagens bastante discutidos. Em "Avenida Brasil", as registra-se um novo fenômeno: a novela é um sucesso (como, aliás, foram todas as outras do horário, sempre mantendo a média regular de audiência), mas deixou de ser uma novela de vários personagens para ser a novela da Carminha. O público só se interessa por Carminha, ou seja, o que aprontará? Qual será a próxima loucura e maldade? Como se livrará de ser desmascarada? E por aí vai. É claro que o interesse em torno de Carminha está diretamente ligado ao excelente trabalho de Adriana Esteves vivendo o melhor momento de sua carreira – uma carreira repleta de bons trabalhos. João Emanuel Carneiro, o autor, percebeu o interesse em torno de Carminha e passou a escrever a novela praticamente para ela, o que tem lógica porque, afinal, é isso o que o telespectador quer e na televisão é o telespectador quem manda principalmente em uma obra aberta como são as novelas.

A impressão que se tem é que Carminha-Adriana engoliu todo o elenco: os atores passaram a ser coadjuvantes de luxo para as tramas de Carminha, com exceção de Nina (Débora Falabella) que é presença mais do que necessária porque é ela quem planta as loucuras e maldades que Carminha comete com capricho. Evidente que todo o elenco é importante, mas quando no futuro se falar em "Avenida Brasil" o folhetim será, não tenho dúvidas, lembrado e citado como "a novela da Carminha". Nenhuma outra novela conseguiu isso, mesmo quando fizeram desfilar personagens como a Viúva Porcina de Regina Duarte, a Gabriela de Sonia Braga e tantas outras. Nenhuma foi tão intensa quanto a Carminha – a vilã que virou mocinha no aplauso do público que até já torce por ela. (Eli Halfoun)

FHC, Clinton e Blair são recordistas em pagamento de cachês para palestras

por Eli Halfoun
Embora seja o mais comentado (e criticado por isso) Lula não é o único ex-presidente que recebe milionários cachês para fazer ou apenas participar de palestras aqui e no exterior. O também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso recebe polpudos pagamentos por palestras e há dias bateu o recorde de pagamento: US$220 mil para fazer palestra sobre economia, meio ambiente, rumos do Brasil, Estados Unidos e China e recuperação da Europa. A palestra reuniu perto de 500 pessoas na Casa Fasano, em São Paulo. FHC não foi o único a receber o cachê milionário pago também para Bill Clinton e Tony Blair. Foi FHC que, aliás, sugeriu muito antes da realização das palestras, que os três palestrantes recebessem exatamente o mesmo valor de cachê, que acabou sendo um recorde coletivo de cerca de R$ 1,3 milhão. Lula promete reagir. (Eli Halfoun)

O país dos doutores: doutor Rubens, doutor Sócrates”...

por Nelio Barbosa Horta             
Houve uma época em que o time do Flamengo tinha um jogador fantástico, exímio driblador, grande cobrador de faltas, chamado Rubens, que parecia "passear" em campo. Os mais velhos devem se lembrar deste ataque: Joel, Rubens, Indio, Dida e Babá. A torcida do Flamengo, chamava-o  carinhosamente de "Dr. Rubens", tal a habilidade e a capacidade incríveis que ele tinha de conduzir a bola, que parecia estar "colada" nos seus pés. Mais recentemente, a torcida do Corínthians e do Brasil, chamou  Sócrates de  "Doutor", não só pelas suas qualidades técnicas como por exercer a profissão de médico. Mas são casos pontuais que foram usados para homenagear a grande competência destes atletas.  Num Programa Rural, de domingo, uma repórter chamou um técnico agrícola de "Doutor". Ele deve ter sentido o maior orgulho pelo tratamento, mas nem todo profissional pode ser chamado de "Doutor".
A designação "doutor" no meio acadêmico e a sua respectiva titulação são oficialmente reservadas apenas a pessoas que concluíram com sucesso um programa de doutorado (também chamado "doutoramento"), o que normalmente requer no mínimo seis anos de estudo integral, após o primeiro diploma de graduação, incluindo dois anos para a obtenção do grau de mestre. A estrutura dos cursos de doutorado no Brasil assemelha-se mais ao modelo norte-americano do que ao europeu. Em geral, se exige que o candidato ao doutorado acumule um número mínimo de créditos acadêmicos obtidos por aprovação em disciplinas de pós-graduação não contabilizadas previamente em um programa de mestrado. Aprovação em dois exames de proficiência em língua estrangeira, respectivamente em inglês e em um segundo idioma, e aprovação em um exame de qualificação de doutorado são também exigidas de todos os candidatos antes da defesa final da tese.
A exemplo do que ocorre nos Estados Unidos, o exame final de tese no Brasil é realizado normalmente em sessão pública e consiste de uma apresentação da tese pelo candidato em forma de seminário seguida de arguição do candidato por uma banca de cinco membros incluindo o orientador de tese e pelo menos dois membros externos à universidade à qual a tese foi apresentada. Como ocorre em outros países, exige-se no Brasil que a tese de doutorado contenha uma contribuição original que amplie, estenda ou revise significativamente o conhecimento atual existente na área.
Seguindo a prática alemã, os graus acadêmicos de doutor no Brasil recebem diferentes designações dependendo de suas respectivas áreas de especialidade, por exemplo: Doutor em Engenharia, Doutor em Medicina, Doutor em Direito, Doutor em Economia, etc. O título genérico de Doutor em Ciências é usado entretanto para designar os doutorados obtidos nas diversas ciências naturais (física, química, biologia, etc.) e, mais raramente, em algumas universidades, também para doutorados em engenharia.
No Brasil, somente têm validade nacional os doutorados obtidos em cursos recomendados pela Capes. Títulos obtidos no exterior precisam ser reconhecidos por programas recomendados pela Capes, conforme o art. 48 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. Devemos evitar usá-lo indiscriminadamente. Como regra geral, empregue-o apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham tal grau por terem concluído curso universitário de doutorado. É costume designar por doutor os bacharéis, especialmente os bacharéis em Direito e em Medicina. Nos demais casos, o tratamento senhor confere a desejada formalidade às comunicações. (Nelio Barbosa Horta). 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Primeira Crítica: O Flamengo merece respeito

Reprodução
por Nelio Barbosa Horta
Ser goleado não é nada - afinal, ganhar ou perder faz parte do esporte e no futebol não é diferente - se compararmos com o desinteresse e a falta de respeito com que o time do Flamengo vem expondo a sua gloriosa camisa rubro-negra. O Inter deu um passeio, e só não ganhou de oito,devido ao preciosismo dos  seus jogadores. O time gaúcho não é nenhum bicho-papão, mas é bem armado taticamente,marca por pressão no meio de campo, facilitado pelo bisonho meio de campo do Flamengo. Dá pena ver o Vagner Love se matando, correndo o tempo todo, tentando armar alguma jogada, o Flamengo de hoje não tem nenhum meio de campo de qualidade e como não tem ninguém para lançá-lo, (saudades do Ronaldinho) recebe todas as bolas de costas para o gol, e, acaba desarmado.  Quem já jogou bola sabe que o meio de campo é fundamental e decisivo no resultado da partida. São dois,  três ou quatro jogadores que  têm que ter um "imã" que atrai todas as bolas, uma barreira que combate  e bloqueia quando não têm a bola, que  precisam ter um grande preparo físico para se agigantarem no combate ao adversário. 
Um time como o do Flamengo, que já teve Andrade, Adílio,  Júnior e  Carpeggiani, nos bons tempos, ter que contar com Ibson (péssimo, o pior em campo. Não acerta um passe, não ganha uma dividida, não constrói nada), Luiz Antônio, fraquíssimo, Thomás e Botinelli  que perdem todas as divididas. Devem ter "costas quentes", um bom motivo para entrar em campo, porque  não jogam naaaada! O Mateus (que me desculpe o Bebeto) TAMBÉM É MUITO FRAQUINHO. Na defesa, onde já pontificaram Rondinelli,  Mozer, Aldair e Juan, para não falarmos de Domingos da Guia, estão todos batendo cabeça. Ramon que é um bom jogador, ontem estava irreconhecível. Outro que precisa pedir licença e sair é o Negueba, não faz nada de produtivo,  faltam neurônios, não sabe o que fazer  com a bola, nem precisa ser marcado, sozinho ele se marca ou chuta para a lateral. O Liedson, que é artilheiro,  só entra em campo aos 40 do segundo tempo, e não pode fazer nada...
Alguma coisa tem que ser feita, o Dorival é um bom técnico mas precisa de material humano.  Acho que o Flamengo como plantel limitado que tem, deveria ser escalado com 4 no meio de campo, 4 na defesa e 2 no ataque, Vagner e Liedson. Thomás e Mateus devem retornar à base, treinar muuuuuito para poder voltar ao time principal. A CAMISA DO FLAMENGO PRECISA SER RESPEITADA! (Nelio Barbosa Horta)

Regina Duarte: uma história de amor. Um amor definitivo

por Eli Halfoun

Regina Duarte completa e comemora 50 anos de carreira e continua sendo a mais popular atriz do país. Em sua biografia repleta de sucessos em novelas e alguns no teatro, o capítulo mais importante é, sem dúvida, o que faz de Regina a personalidade mais acarinhada em todos os segmentos artísticos, inclusive entre seus companheiros de profissão. É impressionante como Regina conquistou além do aplauso artístico, um intenso amor de seu público, de todo o público. Não há uma única pessoa que não tenha por Regina carinho especial mesmo os que às vezes não gostam de determinado trabalho, o que também é muito difícil.

Regina Duarte faz parte hoje da família de todas as famílias brasileiras. É como se fosse a nossa tia, madrinha, irmã ou nora mais querida. É isso: mais do que admirada profissionalmente Regina é a querida de todos e na história da televisão ninguém tanto amor e a unanimidade irrestrita. A vida profissional de Regina Duarte jamais será escrita apenas através de seu trabalho e dos personagens que ela fez completos e inesquecíveis. A história pessoal e artística de Regina é um conto de amor - um amor intenso e que por isso mesmo se mantém inteiro e imbatível após cinqüenta de uma relação que continua intensa. Só os grandes amores resistem sólidos durante tanto tempo. Regina Duarte superou todos os seus personagens e mais do que qualquer um conquistou ela própria o aplauso maior do público. De todo público. Regina Duarte não é, aos 50 anos de careira, apenas uma história artística. É um capítulo importantíssimo na história da televisão. Regina Duarte é uma história de amor. Um amor definitivo. (Eli Halfoun)

sábado, 1 de setembro de 2012

Já na Inglaterra...

Foto: Reprodução Portal da Imprensa
por JJcomunic
Há um debate em curso no Brasil, e isso é saudável - sobre a liberdade de expressão. Perfeito. Quem se opõe a essa conquista democrátrica? Mas é preciso diferenciar jornalismo de empresas jornalísticas. Essas são organizações comerciais que devem se submeter a normas, por exemplo, que deveriam impedir a formação de monopólios e cartéis. A mídia, no Brasil, pertence a famílias. Em cada capital, um clã domina TV, jornal e rádio que veiculam o já famoso "pensamento único". Faltam no Brasil veículos sindicais, estudantis, classistas, publicações ambientais independentes, grandes jornais de partidos políticos, como na Itália, por exemplo. Enfim, meios de expressão da sociedade e não de grupos empresariais. Ao permitir a formação de sistemas proprietários de meios cruzados (um mesmo dono para jornal, revista,TV, portais, rádio, em uma mesma cidade ou estado) a legislação, na maioria das vezes imposta por parlamentares que são donos ou sócios de grandes conglomerados de comunicação, impede a subsistência de veículos de menor porte. Só que, aqui, qualquer tentativa de oxigenar o setor e quebrar o monopólio de opinião - que tem forte influência eleitoral, por exemplo - é logo classificada de "ataque" à liberdade de expressão. Na Inglaterra, jornalistas foram presos por usar meios ilícitos para apurar reportagens, em alguns casos, usaram informações obtidas por escutas ilegais. Já imaginou uma caso semelhante aqui nos trópicos? Seria visto como um "ataque" à liberdade de expressão. Eu, hein? Uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa.