![]() |
| A polícia esperando torcedores da Copa nos Estados Unidos. Divulgação ICE |
por Niko Bolontrin
Enquanto a Itália realiza a Olimpíada de Inverno 2026 em clima de paz, o próximo grande evento esportivo mundial, a Copa do Mundo de Futebol, está cercado de incertezas.
Como se sabe, a FIFA planejou para este ano um torneio sediado por três países: Canadá, México e Estados Unidos. A entidade não esperava que o último país se tornasse o pé quebrado do tripé. Estados Unidos mergulhado no regime Trump oferece o caos no fim do túnel.
As delegações dos países participantes e os milhares de torcedores esperados temem a repressão aos imigrantes que não livra a cara de estrangeiros. Se cidadãos estadunidenses são assassinados pelo ICE, a Gestapo do oligarca da Casa Branca, imaginem o temor das pessoas julgadas e condenadas pelas características étnicas.
Os meganhas do ICE prendem qualquer um sem mandados ou flagrantes. Há casos de documentados que são enviados para campos de concentração simplesmente porque os policiais decidem não acreditar na legitimidade de passaportes, carteiras de motorista ou de seguro social. Isso basta para provar a vulnerabilidade dos torcedores.
,,Há um movimento crescente por parte de países da África e da Ásia que pregam um boicote à Copa. Mesmo potências do futebol como a Alemanha cogitam aderir ao protesto. Durante a Copa, os direitos individuais de grande parcela da população e dos visitantes podem se precarizados. A ameaça já se concretiza na demora ou negação de vistos.
As autoridades alertam que ingressos, passagens e reservas em hotéis não garantem necessariamente a entrada nos Estados Unidos. Quer dizer, o torcedor só terá garantia de assistir a um jogo se entrar pelo México e Canadá. Se a FIFA tiver um surto de bom senso, deverá transferir para esses dois países um maior número de partidas.
Na verdade, apesar da grande dificuldade logística, a FIFA deveria sediar a Copa apenas ,,no México, que já recebeu o torneio em 1970 e 1986 e tem infraestrutura esportiva, e no Canadá. Mas coragem não corre nas veias do presidente da FIFA, Giovanni Infantino. Ele até concedeu até Trump um vergonhoso " prêmio da paz".
