
Jornalismo, mídia social, TV, atualidades, opinião, humor, variedades, publicidade, fotografia, cultura e memórias da imprensa. ANO XVII. E, desde junho de 2009, um espaço coletivo para opiniões diversas e expansão on line do livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou", com casos e fotos dos bastidores das redações. Opiniões veiculadas e assinadas são de responsabilidade dos seus autores. Este blog não veicula material jornalístico gerado por inteligência artificial.
domingo, 6 de maio de 2012
Em 1985, o repórter Luiz Carlos Sarmento revelou na Fatos a “metodologia” da ditadura: injeções de arsênico, corpos lançados em fornos, “queima de arquivo”... Tudo o que o ex-delegado Cláudio Guerra confirma agora no seu livro “Memórias de Uma Guerra Suja”
por José Esmeraldo Gonçalves
Um agente da ditadura, o ex-delegado do Dops Claudio Guerra, acaba de lançar o livro “Memórias de uma Guerra Suja” (Topbooks). Em depoimento aos jornalistas Marcelo Netto e Rogério Medeiros, Guerra, hoje com 71 anos, conta que pelo menos dez opositores do regime militar foram executados e tiveram seus corpos incinerados no forno de uma usina de açúcar no Estado do Rio. Entre outras revelações, garante que o delegado Sérgio Fleury, uma espécie de “muso” dos generais da ditadura, foi assassinado, assim como o jornalista Alexandre Von Baumgarten, como queima de arquivo, a mando dos militares. Guerra joga alguma luz nos porões da ditadura e também na memória de quem conviveu com o repórter Luiz Carlos Sarmento, que morreu em 2005, aos 55 anos.
Em 1985, trabalhei com o Sarmento na Fatos, revista dirigida por Carlos Heitor Cony. A Fatos era um projeto ousado. Tentava dar à Bloch, naquele ano em que se instalava a Nova República, uma moderna publicação de informação, crítica e análise. Algo que não combinava com a “cultura” da casa. Problemas políticos, editoriais e um visível boicote interno abateram a revista em plena decolagem. Foi um cometa jornalístico que durou apenas um ano e meio, como revela o livro “Aconteceu na Manchete – as histórias que ninguém contou”. Mas deixou algumas marcas. Uma delas, a atuação do repórter Luiz Carlos Sarmento, que cobriu o Caso Baumgarten. O jornalista Alexandre Von Baumgarten, que era um colaborador do regime, foi encontrado morto na Praia da Macumba, no Rio, alguns dias depois de ter saído para uma pescaria. Baumgarten chegou a dirigir a revista O Cruzeiro em uma fase de “parceria” com a ditadura, um projeto editorial destinado a “melhorar a imagem do governo”. Para isso, recebeu verbas gordas direto do cofre da viúva federal. A investigação da morte do jornalista se arrastava a cargo do delegado Ivan Vasques. No início, a polícia até localizou e ouviu testemunhas que apontaram para uma linha de investigação que conduzia ao SNI. A reportagem de Sarmento informava que “depois de um início promissor, sob a direção do delegado Ivan Vasques, as diligências começam a esbarrar num labirinto de pistas e suspeitos. O certo é que três pessoas foram mortas por agentes ligados ao sistema de informação e repressão”. O título da reportagem era: “Baumgarten: Entre Verdades e Mentiras, o Caso Ameaça Dar em Nada”. Se a polícia não avançava, entrou em cena Sarmento, que propôs a Cony partir para sua própria investigação. Dizia que tinha boas fontes que o levariam a novos fatos. Cony topou e Sarmento foi a campo. Como trabalharia em várias frentes e teria pouco mais de uma semana para entregar a matéria, dividiu a tarefa com os repórteres Carlos Augusto Pinto, Maria Alice Mariano e Carter Anderson, o fotógrafo Roberto Amorim e os ilustradores Haroldo Zaluar e Paulo Melo.
Os fornos crematórios da ditadura
Coube a ele, Sarmento, percorrer o “roteiro da morte”, onde levantou a “metodologia” da repressão. A mesma que o ex-delegado do Dops, Claudio Guerra, confirma no “Memórias de Uma Guerra Suja”, que fala em corpos incinerados em fornos industriais. Guerra cita uma usina de açúcar. Sarmento descobriu – e Roberto Amorim fotografou – uma fábrica de processamento de farinha de peixe na foz no Rio Suruí, nos fundos da Baía de Guanabara. Ali havia fornos que transformavam peixes em farelo. Os donos das instalações eram militares da reserva. O “marketing” da morte nos anos de chumbo incluiu injeções mortais de morfina e arsênico, atentados que simulavam acidentes etc. A Fatos publicou tudo isso em junho de 1985. Foram dez páginas de fotos e textos que um agitado Sarmento batucou na madrugada do fechamento na velha Remington que tremia a cada ponto e vírgula. O repórter só parava de teclar para morder um pão francês com ovo frito, o hoje mítico sanduíche de pão com ovo, iguaria servida nos fechamentos que inspirou o nome deste blog. A reportagem repercutiu, principalmente entre colegas de outras redações, mas não se pode dizer que foi bem recebida em bolsões de direita na própria Bloch. Ao contrário, a Fatos cavava ali mais um palmo da sua cova. Mas a nossa “popularidade” interna despencou na mesma proporção em que cresceu a nossa admiração pelo saudoso Luiz Carlos Sarmento.
Caso Baumgarten: Código 12, a sigla fatal
Como editor-executivo da Fatos, eu recebia de Luiz Carlos Sarmento relatos diários sobre o andamento da matéria que ele apurava em junho de 1985. A empolgação do repórter contagiava a equipe. Na reta final, com a matéria quase pronta, Cony me pediu que fizesse um complemento sobre a atuação do SNI naqueles primeiros meses da Nova República. Para “contextualizar”, como se diz hoje. Consegui alguns contatos - uma dessas fontes foi passada pelo próprio Sarmento – para reconstituir uma operação em curso, na época. Revelava-se que pouco depois da eleição de Tancredo Neves, agentes do SNI passaram a cruzar o país com o objetivo de recolher documentos arquivados nas assessorias de Segurança e Informação e nos Dops. Eram comandos de “queima de arquivo”. Literal e simbolicamente. Havia pistas a apagar e pessoas a tirar do caminho, eram antigos colaboradores que, por um motivo ou outro, se tornaram “inconvenientes”. Era a hora, por exemplo, de passar borracha ou chumbo sobre traços da Operação Código 12, a famosa aliança entre a Dina chilena, o SNI e serviços argentinos e uruguaios que implantou o terror no Cone Sul em meados dos anos 70. A repressão pretendia afastar até mesmo suspeitas ou indícios correntes de que as mortes de JK, Jango, Lacerda estariam ligadas ao atentado que vitimou o chileno Orlando Letelier. Noutras circunstâncias, suspeitava-se que o Código 12 teria sido aplicado contra a figurinista Zuzu Angel e o delegado Sergio Fleury. Foi essa onda que fez marola nos anos 70, voltou a rolar a partir de 1982, ano da bomba do Riocentro, e se intensificou em janeiro de 1985, que levou o corpo de Baumgarten a uma praia deserta. Se o livro ”Memórias de uma Guerra Suja” traz detalhes que referendam o modus operandi da ditadura, a Fatos, graças a Sarmento, saiu na frente. Vinte e sete anos na frente. Foi o que Carlos Heitor Cony me lembrou em telefonema, ontem. Por isso, o registro neste blog. No mínimo, fica a nossa homenagem a um grande repórter: Luiz Carlos Sarmento, o caçador de notícias.
terça-feira, 15 de novembro de 2022
Desmemória da escória
Imagem ilustrativa |
Em junho de 1985 Carlos Heitor Cony, então diretor da revista Fatos, me pediu para fazer um box para uma matéria do repórter Luiz Carlos Sarmento sobre o rumoroso Caso Baumgarten. Cony recebera informações sobre uma operação do SNI destinada a apagar determinados arquivos e registros nos órgãos de segurança. A tarefa era gigantesca. Havia anotações que a ditadura considerava "comprometedoras" não apenas no SNI, mas nas Assessorias de Segurança e Informação dos ministérios, nos Dops estaduais e nos terríveis "centros de segurança" das Forças Armadas. Através de um contato que o próprio Cony me passou, além de um nome indicado por Sarmento, obtive a confirmação de que a limpeza dos porões estava em curso desde que a Nova República se anunciara.
Em 2012, Cony me lembrou em telefonema que um livro recém-lançado, "Memórias de um Guerra Suja", do ex-delegado do DOPS Claudio Guerra, confirmava a reportagem de Sarmento, 25 anos depois. Fiz então um registro no blog. (https://paniscumovum.blogspot.com/search?q=Claudio+Guerra)
Nos últimos dias, lembrei-me dessa operação de queima de arquivos ao ler no Metrópoles, em matéria do jornalista Rodrigo Rangel, que o Palácio do Planalto havia formatado todos os seus computadores. "Formatar", no caso, igual a apagar inteiramente os conteúdos das máquinas. O processo exclui o sistema operacional dos computadores, o que significa que deverá ser reinstalado do "zero". Não restando nem backup. O Planalto, cuja credibilidade também é zero, afirmou que um "vírus" havia atacado a rede de dados da Presidência.
Em 1985, um militar definiu a operação 'abafa' dos remanescentes da ditadura, em 1985, como "frenética".
Imagino como deve estar vertiginosa nas sombras do Planalto a "higienização" do governo Bolsonaro, uma espécie de "solução final" para mensagens, vídeos, documentos, recadinhos, gravações, anotações de conversa de fim de tarde, boletos, memórias de celulares, sites pesquisados, históricos, Google Maps, agendas e registros não republicanos acumulados nos últimos quatro anos. Por enquanto, não há informação se, como o seu mentor Donald Trump, Bolsonaro levará pilhas de documentos secretos para o seu condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.
domingo, 7 de abril de 2013
Ex-empregados da extinta Bloch Editores discutem em assembléia as novas etapas da árdua luta pelos seus legítimos direitos
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Jileno Dias e José Carlos Jesus na condução dos trabalhos da assembléia dos ex- funcionários da extinta Bloch Editores |
Além de discutir os próximos passos do grupo em defesa dos seus direitos, a referida assembleia informou aos colegas presentes que um recurso impetrado contra o comprador do Arquivo Fotógráfico da extinta Bloch chegou às mãos do Promotor Público para deliberação.
Já a fixação da data do leilão das valiosas obras de Arte que pertenceram à extinta Bloch (Museu Manchete), segundo foi informado aos ex-funcionários, continua dependendo da decisão da Ministra Isabel Galotti, do STJ. Diante da situação dramática vivida por muitos colegas, e suas famílias, a Ceebe apela para que a Ministra Galotti manifeste seu voto para que os valores advindos da venda de mais este bem pertencente aos ex-empregados ajude na quitação justa dos seus legítimos direitos.
José Carlos Jesus pediu a ajuda de todos os ex-funcionários na divulgação de um item importantíssimo: ainda restam 562 pagamentos de parte da correção monetária sobre valores recebidos que ainda não foram resgatados pelos interessados. "Devemos ressaltar" - alertou o presidente da Ceebe - "que tais pagamentos estão à disposição desde julho de 2012. Por determinação do Presidente do Tribunal de Justiça, os ex-empregados que ainda não foram receber esses valores só poderão retirá-los a partir de agora na agência do Banco do Brasil situada no 2º andar do Fórum e não mais na agência do BB da Av. Graça Aranha. Para que os interessados recebam seus direitos deverão ir, antes, ao Cartório da Quinta Vara Empresarial munidos da Carteira de Identidade, CPF, e o número do processo para fins de agendamento sem o qual não poderão receber a correção monetária"
Segue a relação dos colegas e espólios que ainda não compareceram ao BB:
Abenezio Cabral, Ademir da Silva Machado,Ademir Inácio Martins, Adenil Martins, Adrelino Cunha, Aerton Fernandes, Agostinho Lourenço Billo, Ailton Doria Silva, Ailton Lopes Dias, Airton Pimentel, Alberto Lopes de Souza, Alberto Rodolpho Bohrer Neto, Alcimar de Oliveira Moretti, Alessandra Jordão de Oliveira, Alessandro Eudoxio dos Santos, Alex Costa Vieira, Alex Sandro Gomes de Freitas (Esp. Lucia Maria Freitas), Alexander Paiva de Souza, Alexandre Carnevalle de Souza, Alexandre Marques Barbosa, Alexandre Pereira Lopes, Alexandre Oliveira de Souza, Alice Fernances e Outros, Almir Henrique da Silva, Almir Henrique da Silva, Almiro Magalhães Muniz, Aloísio Medeiros do Nascimento, Álvaro Justo de Castilho, Álvaro Nogueira dos Santos Ferraz, Amanda Martins de Souza Pinheiro, Amaro Francisco de Macedo, Amaro Morena, Amaro Ribeiro dos Santos Filho, Amauri Rodrigues Neves, Amilton Ribeiro Lorena, Ana Maria Barbosa Fernandes, Ana Maria da Silva Inácio, Ana Paula Siqueira Alves, Ana Valeria Carvalho Mariano, Anderson Bilo Santana, Anderson da Silva Ricardo, Anderson de Mattos Siqueira, Anderson Donato Vianna Pimenta, André Fernando Gonçalves Zettermann, André Luis de Souza Silva,
quarta-feira, 19 de julho de 2023
Flanando na chuva • Por Roberto Muggiati
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London Albert Bridge depois da chuva. Foto Roberto Muggiati |
Ponte Vecchio, Florença/Reprodução Instagram |
Gostaria de contribuir aqui com uma variante sobre o tema que pratiquei em meus dias de Paris, Londres e adjacências: o contrassenso de flanar na chuva. E não o fazia por excentricidade, mas por mera necessidade. Nos três anos que morei em Londres, conheci muito pouco do Reino Unido, apenas um Natal em Bath, uma ida a Stratford para uma nova encenação de uma peça de Shakespeare e uma escapada dominical ao País de Gales. Britânico de raiz, eu passava as férias no “Continente”. E como tinha férias! Solteiro descompromissado, muitas vezes emendava um dia normal de trabalho no Serviço Brasileiro da BBC com a transmissão noturna ao vivo. Isso me rendia “comps”, compensações que eu ia somando para gozar duas ou até três férias por ano. A Itália era um dos destinos favoritos e foi assim que me encontrei no verão de 1963 em Florença, no momento em que jornais do mundo inteiro noticiavam a devastação do meu estado natal, o Paraná, por um dos maiores incêndios florestais da história. Hospedado no centro monumental de Firenze, eu já estava no meu terceiro dia sem poder sair por causa de um a chuva persistente. Alguém me avisara “Florença é o penico do mundo” – mas não dei ouvidos. Só faltava pedir à dona da pensione que me ensinasse a fazer crochê, mas meu lado rebelde se insurgiu. Vesti minha valente capa impermeável Burberry e saí na chuva. Vocês não podem imaginar a sensação de liberdade, tendo Florença só para mim, despida das hordas turistas. Pude observar detalhadamente a placa no chão da Piazza dela Signoria, QVI FU IMPICCATO ED ARSO FRA GIROLAMO SAVONAROLA, “aqui foi enforcado e incinerado Girolamo Savonarola”, evocando o frade rebelde executado em 1498. Ou atravessar o rio Arno pela Ponte Vecchio. Ou simplesmente vagar pelas ruas de pedras seculares. Numa de minhas andanças noturnas ouvi música de piano emanando da igreja do Santo Spirito, era o concertista chileno Claudio Arrau numa apresentação gratuita, interpretando a Sonata Les Adieux de Beethoven.
Sonata No. 26 in E-flat Major “Les Adieux”, Op. 81a: II. Abwesenheit (Andante espressivo) - YouTube
Clique AQUI
Em Londres continuei a saudável prática – propícia a resfriados ou a uma eventual pneumonia – no meu “quadrilátero sobre o Tâmisa”: a extensão do Embankment na margem norte e a do Battersea Park na margem sul do rio, ladeadas pelas pontes Albert e Chelsea, quatro quilômetros de percurso. Uma vez me aventurei um pouco mais longe para o sul, até Clapham Common, onde ficava o prédio de Graham Greene destruído por uma bomba na Segunda Guerra. Ele localizou ali a casa da amada em The End of the Affair /Fim de caso (1951). No romance, meu favorito de GG, a heroína morre de uma infecção pulmonar agravada por ter caminhado na chuva em Clapham Common.
Hoje vejo flanar na chuva como uma atividade sem futuro. A temperatura amena que ela requer foi violentada pelo aquecimento global. Há violência nas ruas, balas perdidas prontamente achadas.
E os humanos passaram a preferir capas de chuva berrantes de PVC.
Impermeáveis da Burberry se tornaram exclusividade do pet elegante...
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Vencedores do Prêmio Jabuti. Quer ver?
Prêmio Jabuti. Vencedores e relação das obras premiadas
Processo auditado por:
Adaptação
1º Lugar - Título: Romeu e Julieta – Autor(a): Walcyr Carrasco – Editora: Editora Moderna
2º Lugar - Título: A Ilha do Tesouro – Autor(a): Rodrigo Machado – Editora: FTD Educação
3º Lugar - Título: Samba de uma noite de Verão – Autor(a): Renato Forin Jr. – Editora: KAN Editora
Arquitetura, Urbanismo, Artes e Fotografia
1º Lugar - Título: A Modernidade Impressa: Artistas Ilustradores da Livraria do Globo - Porto Alegre – Autor(a): Paula Ramos – Editora: Editora da UFRGS
2º Lugar - Título: Millôr: obra gráfica – Autor(a): Cássio Loredano, Julia Kovensky e Paulo Roberto Pires – Editora: IMS
3º Lugar - Título: Lentes da Memória: A descoberta da fotografia de Alberto de Sampaio (1888-1930) – Autor(a): Adriana Martins Pereira – Editora: Bazar do Tempo
Biografia
1º Lugar - Título: Caio Prado Júnior: Uma biografia política – Autor(a): Luiz Bernardo Pericás – Editora: Boitempo
2º Lugar - Título: Xica da Silva: a Cinderela Negra – Autor(a): Ana Miranda – Editora: Record
3º Lugar - Título: Enquanto Houver Champanhe, Há Esperança: Uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral – Autor(a): Joaquim Ferreira dos Santos – Editora: Intrínseca
Capa
1º Lugar - Título: História da Teoria da Arquitetura – Capista: Casa Rex / Gustavo Piqueira – Editora: Editora da Universidade de São Paulo
2º Lugar - Título: Millôr: obra gráfica – Capista: Celso Longo e Daniel Trench – Editora: IMS
3º Lugar - Título: Diário de Francisco Brennand: O Nome do Livro e o Nome do Outro – Capista: Flavio Flock – Editora: Inquietude Brennand Fortes Produções Culturais
Ciências da Natureza, Meio Ambiente e Matemática
1º Lugar - Título: A espiral da morte – Autor(a): Claudio Angelo – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar - Título: A simples beleza do inesperado – Autor(a): Marcelo Gleiser – Editora: Record
3º Lugar - Título: Os cientistas da minha formação – Autor(a): Mario Novello – Editora: Editora Livraria da Física
Ciências da Saúde
1º Lugar - Título: Zika: do Sertão nordestino à ameaça global – Autor(a): Debora Diniz – Editora: Civilização Brasileira
2º Lugar - Título: Medicina Cardiovascular - Reduzindo o impacto das doenças – Autor(a): Roberto Kalil Filho, Valentin Fuster e Cícero Piva de Albuquerque – Editora: Atheneu
3º Lugar - Título: Neurofisiologia básica para profissionais da área de saúde – Autor(a): Márcia Radanovic, Eliane Mayumi Kato-narita – Editora: Atheneu
Ciências Humanas
1º Lugar - Título: A Nervura do Real II – Autor(a): Marilena Chaui – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar - Título: A radiografia do golpe: entenda como e por que você foi enganado – Autor(a): Jessé Souza – Editora: Leya
3º Lugar - Título: A Tentação Fascista no Brasil: Imaginário de Dirigentes e Militantes Integralistas – Autor(a): Hélgio Trindade – Editora: Editora da UFRGS
Comunicação
1º Lugar - Título: Manual de Editoração e Estilo – Autor(a): Plinio Martins Filho – Editora: Editora da Unicamp
2º Lugar - Título: Bota o retrato do velho outra vez: a campanha presidencial de 1950 na imprensa do Rio de Janeiro – Autor(a): Luís Ricardo Araujo da Costa – Editora: Paco Editorial
3º Lugar - Título: Todos os Monstros da Terra. Bestiários do Cinema e da Literatura – Autor(a): Adriano Messias – Editora: EDUC - Editora da PUC-SP / FAPESP
Contos e Crônicas
1º Lugar - Título: Sul – Autor(a): Veronica Stigger – Editora: Editora 34
2º Lugar - Título: Se for pra chorar que seja de alegria – Autor(a): Ignácio de Loyola Brandão – Editora: Global
3º Lugar - Título: Caixa Rubem Braga - Crônicas – Autor(a): Rubem Braga (autor), André Seffrin, Bernardo Buarque de Hollanda, Carlos Didier (organização) – Editora: Autêntica
Didático e Paradidático
1º Lugar - Título: África e Brasil História e Cultura – Autor(a): Eduardo D'Amorim – Editora: FTD Educação
2º Lugar - Título: Com os pés na África – Autor(a): Sérgio Túlio Caldas – Editora: Editora Moderna
3º Lugar - Título: Terra de Cabinha: Pequeno inventário da vida de meninos e meninas do Sertão – Autor(a): Gabriela Romeu – Editora: Editora Peirópolis
Direito
1º Lugar - Título: Comentários ao Código de Processo Civil - Coleção Completa 17 Volumes – Autor(a): Diretor: Luiz Guilherme Marinoni, Coords.: Sérgio Cruz Arenhart e Daniel Mitidiero – Editora: Revista dos Tribunais
2º Lugar - Título: A "tradução" de Lombroso na Obra de Nina Rodrigues: O racismo como base estruturante da Criminologia Brasileira – Autor(a): Luciano Góes – Editora: Revan
3º Lugar - Título: Os Direitos da Mulher e da Cidadã por Olímpia de Gouges – Autor(a): Dalmo de Abreu Dallari – Editora: Saraiva
Economia, Administração, Negócios, Turismo, Hotelaria e Lazer
1º Lugar - Título: Finanças Públicas – Autor(a): Felipe Salto e Mansueto Almeida – Editora: Editora Record
2º Lugar - Título: A crise fiscal e monetária Brasileira – Autor(a): Edmar Bacha – Editora: Civilização Brasileira
3º Lugar - Título: Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial – Autor(a): Pedro Jaime – Editora: Editora da Universidade de São Paulo
Educação e Pedagogia
1º Lugar - Título: Alfabetização: A questão dos métodos – Autor(a): Magda Soares – Editora: Editora Contexto
2º Lugar - Título: A Instrução Pública nas Vozes dos Portadores de Futuros (Brasil - Séculos XIX e XX) – Autor(a): Carlos Monarcha – Editora: EDUFU
3º Lugar - Título: Currículos Integrados no Ensino Médio e na Educação Profissional: Desafios, Experiências e Propostas – Autor(a): Francisco de Moraes e José Antonio Küller – Editora: Editora Senac São Paulo
Engenharias, Tecnologias e Informática
1º Lugar - Título: Nanotecnologia Experimental – Autor(a): Henrique Eisi Toma, Delmárcio Gomes da Silva e Ulisses Condomitti – Editora: Editora Blucher
2º Lugar - Título: Acústica de Salas - Projeto e Modelagem – Autor(a): Eric Brandão – Editora: Editora Blucher
3º Lugar - Título: Introdução à Engenharia de Produção — Conceitos e Casos Práticos – Autor(a): Orlando Roque da Silva e Délvio Venanzi – Editora: LTC
Gastronomia
1º Lugar - Título: Enciclopédia dos Alimentos Yanomami (Sanöma): Cogumelos. – Autor(a): Moreno Saraiva Martins – Editora: Instituto Socioambiental
2º Lugar - Título: Todas as Sextas – Autor(a): Paola Carosella – Editora: Editora Melhoramentos
3º Lugar - Título: Mari Hirata Sensei Por Haydée Belda – Autor(a): Haydée Belda – Editora: Bei Editora
Histórias em Quadrinhos
1º Lugar - Título: Castanha do Pará – Autor(a): Gidalti Oliveira Moura Júnior – Editora: Publicação Independente
2º Lugar - Título: Hinário Nacional – Autor(a): Marcello Quintanilha – Editora: Veneta
3º Lugar - Título: Quadrinhos dos Anos 10 – Autor(a): André Dahmer – Editora: Companhia das Letras
Ilustração
1º Lugar - Título: Knispel: Retrospectiva 1950-2015 – Ilustrador(a): Gershon Knispel – Editora: Editora Maayanot
2º Lugar - Título: Outras Meninas – Ilustrador(a): Manu Cunhas – Editora: Independente
3º Lugar - Título: Rio Sketchbook – Ilustrador(a): Eduardo Bajzek – Editora: Marte Cultura e Educação
Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil
1º Lugar - Título: Adélia – Ilustrador(a): Jean-Claude Alphen – Editora: Editora Pulo do Gato
2º Lugar - Título: Teleco, o Coelhinho – Ilustrador(a): Odilon Moraes – Editora: Editora Positivo
3º Lugar - Título: Nuno e as Coisas Incríveis – Ilustrador(a): Andre Neves – Editora: Jujuba Editora
Infantil
1º Lugar - Título: Drufs – Autor(a): Eva Furnari – Editora: Editora Moderna
2º Lugar - Título: Se Eu Fosse... Um bicho, uma planta ou até um objeto, minha vida seria muito diferente. – Autor(a): Luisa Massarani – Editora: Publifolha Editora: Selo Publifolhinha
3º Lugar - Título: A Boca da Noite – Autor(a): Cristino Wapichana – Editora: Zit Editora (Meneghetti's Gráfica e Editora)
Infantil Digital
1º Lugar - Título: Kidsbook Itaú Criança – Autor(a): Marcelo Rubens Paiva e Alexandre Rampazo, Luis Fernando Verissimo e Willian Santiago, Fernanda Takai e Ina Carolina, Adriana Carranca e Brunna Mancuso, Antonio Prata e Caio Bucaretchi – Editora: Agência Africa
2º Lugar - Título: Nautilus - Baseado na Obra Original de Jules Verne: Vinte Mil Léguas Submarinas – Autor(a): Maurício Boff e Fernando Tangi (ilustrador) – Editora: Storymax
3º Lugar - Título: Quanto Bumbum! – Autor(a): Isabel Malzoni (texto) e Cecilia Esteves (arte) – Editora: Editora Caixote/Webcore
Juvenil
1º Lugar - Título: Dentro de Mim Ninguém Entra – Autor(a): José Castello – Editora: Berlendis & Vertechia
2º Lugar - Título: Vozes Ancestrais – Autor(a): Daniel Munduruku – Editora: FTD Educação
3º Lugar - Título: O Caderno da Avó Clara – Autor(a): Susana Ventura – Editora: SESI-SP Editora
Livro Brasileiro Publicado no Exterior
1º Lugar - Título: A Cup Of Rage – Autor(a): Raduan Nassar – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: Penguin Random House Uk
2º Lugar - Título: Enigmas of Spring – Autor(a): João Almino – Editora: Dalkey Archive Press – Editora Internacional: Dalkey Archive Press
3º Lugar - Título: Mijn Duitse Broer – Autor(a): Chico Buarque – Editora: Penguin Random House Uk – Editora Internacional: De Bezige Bij
Poesia
1º Lugar - Título: Quase Todas as Noites – Autor(a): Simone Brantes – Editora: 7letras
2º Lugar - Título: A Palavra Algo – Autor(a): Luci Collin – Editora: Iluminuras
3º Lugar - Título: Identidade – Autor(a): Daniel Francoy – Editora: Urutau
Projeto Gráfico
1º Lugar - Título: Estórias da rua que foi balsa: Trilhas e Intuições na Educação Popular em Saúde – Responsável pelo projeto gráfico: Patrícia Rezende e Valquíria Rabelo – Editora: Guayabo Edições
2º Lugar - Título: História da Teoria da Arquitetura – Responsável pelo projeto gráfico: Casa Rex / Gustavo Piqueira – Editora: Editora da Universidade de São Paulo
3º Lugar - Título: Aniki Bóbó – Responsável pelo projeto gráfico: Beatriz Lamego – Editora: Verso Brasil Editora
Psicologia, Psicanálise e Comportamento
1º Lugar - Título: A Clínica Psicanalítica em Face da Dimensão Sociopolítica do Sofrimento – Autor(a): Miriam Debieux Rosa – Editora: Editora Escuta
2º Lugar - Título: O Adolescente e a Internet: Laços e Embaraços no Mundo Virtual – Autor(a): Cláudia Prioste – Editora: Editora da Universidade de São Paulo / FAPESP
3º Lugar - Título: De que Cor Será Sentir? : Método Psicanalítico na Psicose – Autor(a): Marina de Oliveira Costa – Editora: Manole Editora
Reportagem e Documentário
1º Lugar - Título: Petrobras: Uma história de Orgulho e Vergonha – Autor(a): Roberta Paduan – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar - Título: Nazistas entre nós: A trajetória dos oficiais de Hitler depois da guerra – Autor(a): Marcos Guterman – Editora: Editora Contexto
3º Lugar - Título: O Livro dos Bichos – Autor(a): Roberto Kaz – Editora: Companhia das Letras
Romance
1º Lugar - Título: Machado – Autor(a): Silviano Santiago – Editora: Companhia das Letras
2º Lugar - Título: A Tradutora – Autor(a): Cristovão Tezza – Editora: Record
3º Lugar - Título: Outros Cantos – Autor(a): Maria Valéria Rezende – Editora: Companhia das Letras
Teoria/Crítica Literária, Dicionários e Gramáticas
1º Lugar - Título: Machado de Assis e o Cânone Ocidental: Itinerários de Leitura – Autor(a): Sonia Netto Salomão – Editora: EDUERJ
2º Lugar - Título: O Mundo Sitiado: A Poesia Brasileira e a Segunda Guerra Mundial – Autor(a): Murilo Marcondes de Moura – Editora: Editora 34
3º Lugar - Título: De Volta ao Fim: O "Fim das Vanguardas" Como Questão da Poesia Contemporânea – Autor(a): Marcos Siscar – Editora: 7letras
Tradução
1º Lugar - Título: Conversações com Goethe nos Últimos Anos de Sua Vida: 1823-1832 – Tradutor(a): Mário Luiz Frungillo – Editora: Unesp
2º Lugar - Título: Romeu e Julieta – Tradutor(a): José Francisco Botelho – Editora: Companhia das Letras
3º Lugar - Título: Ouça a Canção do Vento / Pinball, 1973 – Tradutor(a): Rita Kohl – Editora: Companhia das Letras
Fonte: site oficial do Prêmio Jabuti