segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Um prêmio é pouco. Todas as escolas são campeãs

por Eli Halfoun
Depois de ter passado 20 anos cobrindo o desfile das escolas de samba como repórter ou editor confesso que hoje prefiro acompanhar o maravilhoso espetáculo pela televisão, ainda mais agora que a tecnologia os nos oferece imagens quase cinematográficas. É verdade que não me surpreendo tanto assim com o que a escolas apresentam porque sei que o luxo e a criatividade estarão presentes e em todas as escolas no imenso e popular palco do Sambódromo. O que ainda me surpreende é saber que “meia dúzia” de jurados, que evidentemente podem cometer injustiças, apontará uma campeã, ou seja, julgará um intenso trabalho realizado durante o ano inteiro.
A competição é importante e incentivadora também nesse tipo de campeonato do samba, mas será que é justa com as escolas? Para mim, depois de tantos anos de experiência, não importa muito que escola será declarada vencedora ou campeã: na minha visão todas são vencedoras e campeãs. Por isso mesmo acredito que o mais justo seria premiar todas, se bem que de certa forma isso já acontece no aplauso e entusiasmo do público. É injusto decretar que uma escola foi mais perfeita do que a outra nesse ou naquele quesito. No bolo final todas desfilam perfeitas e merecem ter seus trabalhos reconhecidos e premiados, até porque um acidente de percurso (são muitos os que acontecem na chamada hora H). Não se pode deixar jogado no asfalto, como se lixo fosse, um trabalho entusiasmado, às vezes heróico, perfeccionista, mas sempre perfeito realizado durante os trezentos e sessenta e cinco dias do ano. Sei que o julgamento de “meia dúzia” de jurados bem intencionados jamais deixará de ser parte integrante do espetáculo, mas sei também que qualquer que seja o resultado todas as escolas são e serão campeãs e exemplares. O título de campeã concedido para uma única escola é apenas uma maneira de premiar todas. De declarar que todas são e sempre serão vencedoras. (Eli Halfoun)

E as divas do Carnaval da Manchete? Quem não lembra...

O blog Trash 80's relembra as divas das capas das edições da Manchete de Carnaval. Clique AQUI

Capa do Carnaval de 1985. Luiza Brunet, no centro da foto. Bela como sempre, ele brilhou ontem, 27 anos depois, no desfile da Imperatriz no Sambódromo carioca.

Deu no Globo. Pesquisa do Data Rio: cariocas têm saudade das edições de Carnaval da revista Manchete


Capa da última Manchete Carnaval (2008)

Aconteceu, virou marca de um tempo. Está na coluna de Ancelmo Gois no Globo de hoje. Pesquisa mostra que cariocas têm saudade de alguns desfiles marcantes
e incluem entre as boas recordações as famosas e ágeis edições de Carnaval da revista Manchete.

por Gonça
O impacto daquelas edições que se transformaram em tradição e esgotavam rapidamente nas bancas era tão forte que o título resistiu e sobreviveu, por uns tempos, até mesmo à falência da Bloch, em 2000. Como conta o livro "Aconteceu na Manchete, as histórias que ninguém contou" (Desiderata), os próprios funcionários conseguiram da Massa Falida permissão para usar o título e conseguiram botar nas bancas, com muito esforço, edições especiais da Manchete. Em 2001 e 2002 mantiveram a tradição. Entre os responsáveis pela edição e cobertura, Roberto Barreira, José Rodolpho Câmara, Lincoln Martins. Jussara Razzé, José Carlos Jesus, J.A Barros, Wilson Pastor, Enilson Costa, Alberto Carvalho, David Júnior, Regina d'Almeida, Ana Gaio, Eliane Peixoto, Maria Alice Mariano, Alex Ferro, Fábio Abrunhosa, Orestes Locatel e Marcelo Horn. Em 2003, pela primeira vez em 50 anos (Manchete foi fundada em abril de 1952 e seu primeiro carnaval foi o de 1953), os leitores não encontraram na banca a sua tradicional edição de Carnaval. De 2004 até 2008, Manchete de Carnaval foi lançada por Marcos Dvoskin, que havia adquirido o título, em leilão. Essas últimas edições foram feitas também por uma equipe oriunda da revista, com muitos dos profissionais citados acima, sob a direção de Lincoln Martins. Sobre isso, Jussara Razzé escreveu em um dos capítulos do livro "Aconteceu na Manchete": "Nos últimos quatro anos, botamos o bloco da Manchete na avenida, tal como nos velhos tempos. Uma das compensações pelo árduo trabalho é descobrir que a revista permanece na memória afetiva de muita gente. E não são poucos os que nos cumprimentam e incentivam. E a edição especial é a primeira a chegar às bancas, sempre na Quarta-Feira de Cinzas. Um vez por ano, Manchete volta a brilhar, como uma alegoria do passado, em um campo onde já foi imbatível, sob o ritmo e as luzes do Sambódromo carioca".
Jussara antecipava, assim, a "memória afetiva" que a pesquisa do Data Rio agora enfatiza. De resto, não custa lembrar que o nome deste blog, como conta o ex-diretor da Manchete, Roberto Muggiati, em texto aí ao lado na barra direita desta página, é uma referência ao sanduíche de pão com ovo servido precisamente nos acelerados fechamentos daquelas quase épicas edições de Carnaval. 

Jennifer Lopez no camarote da Brahma

Pula, pula

Roda, roda

Gira, gira

Velha guarda

Aquarela

Samba em quadrinhos

A ginga é clássica

Mestre-sala e porta-bandeira da Renascer. Belo espetáculo e quesito que deveria ser mais valorizado.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Olha o retorno...

Novo Sambódromo, nova acústica e desafio para os responsáveis pelo som.

Os Carnavais de Tarlis Batista, segundo Carlos Heitor Cony

Cony, que editou cobertura de carnavais na Manchete e na Fatos & Fotos, escreve hoje na Folha de São Paulo sobre o repórter Tarlis Batista. Uma viagem nostálgica a tempos idos.
Leia o texto do Cony transcrito da Folha de São Paulo:
Os carnavais do Tarlis

Garantem que todos temos um Carnaval dentro de si. Por motivos que não vêm ao caso, sou uma exceção: não tenho nenhum Carnaval encravado na alma ou no corpo, sequer na caverna escabrosa da memória.
Mas todo santo Carnaval lembro -me do Tarlis, um colega de trabalho durante anos, do qual sinto falta sempre que há uma Copa do Mundo, um desastre coletivo, um crime sensacional, uma visita importante e, naturalmente, um Carnaval.
Repórter de texto regular, mas de fome exacerbada, era um faz-tudo em qualquer Redação ou tarefa investigativa. Conseguiu entrar no apartamento de Frank Sinatra, namorou Bo Derek, foi cicerone de Roman Polanski e até Rachel Welch quis levá-lo para si, tamanha foi a paixão que despertou na atriz.
Nos Carnavais, vivia a sua "finest hour". Arranjava centenas de crachás especiais, aliás, especialíssimos. Tinha direito a tudo, podia frequentar as entranhas das escolas de samba, os labirintos dos camarotes mais incrementados, andava pela pista com liberdade total, nada lhe era proibido. Impressionante o número e a qualidade das suas credenciais. Com elas, podia entrar no Salão Oval da Casa Branca, nos aposentos particulares do papa, nos porões do Pentágono.
Só não podia entrar na sala da edição que eu ocupava, nos muitos anos em que fiz o fechamento de uma das revistas do Grupo Bloch.
Sabia tudo sobre os desfiles, mas não era confiável. Tinha sempre alguém para promover e outro para pichar. Mantinha-o à distância, mas precisava dele.
Morreu ainda jovem, coisa de cinco ou seis anos atrás. Tenho absoluta certeza que um de seus crachás, pendurado sempre no pescoço, dava-lhe direito a entrar fulminantemente no reino dos céus. Deve estar se fartando com as 11 mil virgens.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

João X Tom, o grande duelo. De Roberto Muggiati para o Estadão

por Roberto Muggiati
Naquela noite, olhando as montanhas de Montreux, era quase possível ver o Corcovado. O ano começou com uma nostalgia incontrolável de bossa nova. Isso praticamente me obriga a lembrar um episódio- chave do qual fui testemunha privilegiada: a Noite Brasileira do Festival de Jazz de Montreux de 1985, que entrou para a história como uma das mais brilhantes e conturbadas.O evento juntava –na verdade,opunha– João Gilberto e Tom Jobim, o yin e o yang da bossa nova. João, 54 anos, sozinho, com banquinho e violão. Tom, 58 anos, com a Banda Nova, incluindo quatro Jobins (Tom, Paulo, Elizabeth e Ana Lontra), dois Caymmis (Danilo e Simone), dois Morelenbaums (JacquesePaula), mais Maúcha Adnet(vocais), Tião Neto (baixo) e Paulo Braga (bateria). Eu cobria o festival para a revista Manchete e não resisti a chamar a banda de “nepotista”. O Maestro não achou nenhuma graça: caí em desgraça e levei algum tempo para reconquistar suas boas graças.
O encontro daquela quinta-feira, 18 de julho, logo se desenhou como um grande choque de egos. João tinha tudo a seu favor. Estava em Montreux desde o dia anterior e teve todo o tempo do fazer a passagem de som, segundo um jornal local,assessorado por dois “personals” – advogado e terapeuta,uma psiquiatra portuguesa que era também sua namorada. Embora o ritual do sound check fosse vedado à imprensa,fiquei sabendo de tudo através de Patrick Ciocca, um jovem suíço da produção que tinha morado em Niterói. Patrick ficou impressionado com o perfeccionismo do cantor. As exigências de João nada tinham de charme ou frescura, eram de uma precisão de relojoeiro suíço. Ele testou 12 microfones até escolher um modelo que cortava a interferência dos refletores no sistema de som. Foi o único artista a conseguir esse milagre em Montreux, que tinha o palco montado mais para shows de jazz e rock do que para uma apresentação intimista de bossa nova. Para dar uma ideia de quem estava no elenco de 1985, vão aí alguns nomes: Miles Davis, Modern Jazz Quartet, Astor Piazzola, Shorty Rogers & His Giants, o saxofonista Johnny Griffin, Paolo Conte, a Vienna Jazz Orchestra e Stevie Ray Vaughan.
Leia o texto comppleto no blog Conteúdo Livre. Clique AQUI

Sambódromo, sábado de carnaval, pouco depois de meio-dia. Pronto não tá. Vai estourar o tempo?

Ainda há muito trabalho a ser feito

O bloco dos operários vai ter que correr...

O

Passarela do samba vista da nova arquibancada

Cada vez aumenta mais...

A RedeTV, da qual ex-funcionários da Rede Manchete cobram dívidas assumidas quando da compra das concessões que pertenciam à TV de Adolpho Bloch, teve o seu passivo bombado ainda mais com a saída do elenco e equipe técnica do Pânico.Enquanto a Band afirma em comunicado que passará a exibir o humorístico, a turma do Pânico diz que tem R$5 milhões a receber da RedeTV.
Leia Mais no site F-5, do grupo Folha de São Paulo. Clique AQUI

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Juristas?

debarros
Um grupo de juristas, que pretensamente se supõe dar apoio jurídico ao Senado, teve a ideia de criar uma compensação para aqueles condenados pela Justiça. Eles seriam beneficiados com uma redução de até 1/6 (um sexto) de suas penas sempre que fossem vítimas de excessos ou abusos por parte de algum órgão da mídia. Ou os juízes poderão abrandar as penas sempre que os réus venham a “sofrer violação dos direitos do nome e da imagem pelo abuso degradante dos meios de comunicação social”. Mais uma vez, a mídia é culpabilizada ou procuram culpabilizá-la por desvio de honestidade ou crimes do homem na sociedade em que vive. Não é na mídia que vamos encontrar erros de comportamento e conduta social. O que podemos dizer quando um júri popular condena um assassino que matou, covardemente, sua amante com dois tiros nas costas a 15 anos de cadeia e por 10 anos seguidos a Justiça o mantém livre como um passarinho, com nova namorada passeando e jantando em restaurantes famosos da cidade? Ou que um júri popular condene a 98 anos um rapaz que aprisiona e mata depois de dias sua jovem ex-namorada também covardemente? Qual a diferença do crime se os dois foram cometidos covardemente contra pessoas inocentes e indefesas? Por que um teve a pena abrandada e outro a pena acumulada? O dois crimes foram em sua essência bárbaros e cruéis. Esses dois crimes tiveram total cobertura jornalística 24 horas todos os dias com reportagens, fotos e comentários de colunistas e por isso teriam suas penas abrandadas de 1 sexto (1/6)? O que se passa na cabeça desses juristas encastelados no Senado para, de uma hora para outra, criarem ideias de “jerico” ? Sim, por ser tão estapafúrdia essa ideia, só podemos chamá-la de “jerico”. Esses juristas são regiamente pagos pelo povo brasileiro para terem essas ideias. Foi a mídia que criou essas mordomias?

A ONG do Galvão Bueno descola mais de 2 milhões da viúva federal...

Pode to be? Não entendeu? Leia na Folha de São Paulo. Clique AQUI

Nesse carnaval é hora de rasgar as máscaras

por Eli Halfoun
A aprovação da lei da Ficha Limpa é mais um bom motivo para se fazer um carnaval democraticamente alegre. É também uma clara demonstração de que enfim a voz do povo está sendo ouvida no país: fomos nós, o povo, que criamos através de milhares de assinatura, essa lei que agora precisa sair do papel e ser realmente cumprida como manda o figurino. Se assim for, a próxima eleição (prefeitos e vereadores) pode começar a barrar muita gente e a mudar a cara política do país. Carnaval é tempo de usar máscaras, mas com a lei da Ficha Limpa não serão poucos os candidatos que deixarão a máscara cair. Em pleno carnaval estamos fazendo um sensacional baile que começará a acabar com a corrupção. Acabar não acaba, mas a lei da Ficha Limpa é um grande começo. Vamos ficar atentos e cobrar que pelo menos essa lei seja cumprida.  O povo mostrou e precisa continuar mostrando que tem força para ser ouvido, mesmo por aqueles que insistem em se fazer de surdos.   (Eli Halfoun)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um carnaval de mordomias e amor para Jennifer Lopez

por Eli Halfoun
Convidada especial e muito bem paga do camarote da Brahma, o pioneiro na Sapucaí, a atriz e cantora Jennifer Lopes só desembarca no Brasil domingo. Ela viaja em jatinho fretado trazendo vários assistentes, entre os quais um cabeleireiro, um maquiador e um stylist. Também estará acompanhada do namorado o dançarino Gasper Iman, de 24 anos. Jennifer ficará hospedada na mesma suíte do Copacabana Palace que recebeu Madonna. Sacrifício para ver desfile de escola de samba é coisa de pobre, ou seja, justamente de quem garante a qualidade e a alegria da festa. (Eli Halfoun)

Serviço: Cuidados que podem fazer o seu Carnaval muito melhor

por Eli Halfoun
Está na hora de botar o bloco na rua e certamente você, folião, está muito animado e decidido a divertir-se o mais que puder e a também a “entornar todas”. Tudo bem, faz parte da festa, mas a folia pode ficar muito melhor para seu corpo se você observar alguns cuidados simples e que são os mais recomendados pelos médicos. Entre no bloco da folia com bem-estar. Anote aí:
1- Não beba sem comer
2 - Não misture bebidas. Se estiver na cerveja fique só com ela. Misturas provocam o fígado e podem estragar a festa
3 - Beba muita água para hidratar-se e evitar uma desagradável ressaca
4 - Cuidado na hora de comer: alimente-se com proteínas, carboidratos e frutas. Evite frituras e comida gordurosas que demoram a se digeridas e consomem muito da energia que você precisa para cair no samba
5 - Não tome medicamentos aconselhados por amigos. Remédios (mesmo os chamados caseiros) não receitados por médicos podem trazer graves efeitos colaterais e isso você não quer e não precisa
6 - Tome pelo menos dois litros de água durante o dia
7 - Evite café, achocolatados, refrigerantes e tudo o que contiver cafeína
8 - Jante ou faça um lanche antes de sair de casa
Com prevenção o folião terá mais animação. (Eli Halfoun)