Milton, Mariana, Alex, Karine e Pretinho da Serrinha. Foto de Cadu Pilotto. Divulgação Rede Globo |
por José Esmeraldo Gonçalves
Ao fim do carnaval, patrocinadores teriam reclamado da cobertura fora dos padrões. Com razão.
Já a performance da equipe do estúdio montado na Sapucaí no ano passado, aliás formação repetida em 2025, foi esforçada mas não conseguiu salvar aquele "Titanic". As intervenções dos repórteres, especialmente dois deles que tinham mais espaço, derrubavam o clima e a espontaneidade. Os amadores contagiaram a cobertura e acabaram afetando o desempenho do restante da equipe. Vale uma metáfora futebolística: a tal dupla de 2024 recebia a bola redondinha passada pelos profissas e devolvia uma melancia.
Neste ano, a Globo voltou a valorizar a experiência e o profissionalismo. A troca de passes entre o grupo do estúdio (Milton Cunha, Alex Escobar, Karine Alves e Pretinho da Serrinha) com Mariana Gross, que atuou como uma âncora de pista, foi dinâmica e criativa e, principalmente, informativa. O trabalho dos repórteres Pedro Bassan, Lilia Teles, Hélter Duarte, Mônica Teixeira, Mariana Bispo e Alexandre Henderson foi perfeito.
Se Mariana Gross fez toda a diferença solta na passarela, demonstrando o conhecimento e a informalidade de quem conhece o ambiente das escolas e seus personagens. Milton Cunha brilhou na dispersão. Enquanto registrava a comemoração dos componentes que acabavam de atravessar o terrível portão da cronometragem, ele se jogava no meio da euforia dos componentes, era literalmente carregado por eles, sem deixar de pontuar as imagens um segundo sequer. Se houvesse um estandarte de ouro para jornalistas, Mariana e Milton levariam o troféu. E, o mais importante, segundo institutos de aferição de audiências, a cobertura da equipe premium, além da inovação dos desfiles em três noites que tornaram menos cansativa a maratona, rendeu bons resultados.
Mariana Gross é tudo
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