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quinta-feira, 5 de março de 2020

A "saia justa" da mídia neoliberal diante do "pibinho" do queridinho Guedes...

Pra quem tem saco, é divertido acompanhar os delírios da cobertura de economia da mídia neoliberal.

Bolsonaro vive atirando na imprensa. Mas as reações agressivas do Bozo miram muito mais as críticas que os veículos fazem às políticas setoriais do governo na educação, cultura, meio ambiente, política externa, às denúncias de corrupção que envolvem o clã, como no caso das rachadinhas, e as chamadas questões de costumes. Quanto à política econômica, Bolsonaro está tranquilo, tem o forte apoio da mídia, que idolatra Paulo Guedes e o considera o único brasileiro essencial hoje em dia, o resto até o coronavírus pode pegar.

Por isso, os veículos engajam suas equipes de jornalistas de mercado e se esforçam para bater bumbo quando números supostamente positivos são divulgados. Não raro, a turma exagera o alcance e o real impacto das estatísticas ou previsões cor de rosa, que quase sempre se revelam frágeis. Poucos dias depois, são vexaminosamente desmentidas pelos fatos. Seria até covardia agrupar notícias dos jornais ao longo de 2019 sobre a cenografia do "crescimento" anunciado, festejado e, em seguida, frustrado.

Façamos esse passeio por títulos e chamadas apenas do dia de hoje, pontuando com uns poucos recortes publicados ontem. O clima nas redações, vale o escrito, é dramático. Paulo Guedes é poupado. As matérias parecem atribuir o "pibinho" de 2019 a um agente não determinado, um paranormal, talvez, não à política do Guedes, uma espécie de ministro-corretor voltado para o marcado financeiro e que parece não saber conjugar os verbos fazer, construir, desenvolver, criar (empregos, por exemplo).


Guedes renova promessa de crescimento. Será? No seu primeiro ano, a economia cresceu apenas 1,1
e voltou ao patamar de 2013. Mas o ministro vende ao Globo nova pirotecnia artística
e diz que o Brasil crescerá 2% em 2020.






O Globo, ontem, festejou pesquisa do Banco Central, apontando crescimento em 12 estados no ano passado, o mesmo período do "pibinho" agora revelado pelo IBGE. O BC fez essa pesquisa entre um bloco e outro do carnaval? Ao pé da mesma matéria, o Globo diz que o crescimento dos estados não resultou em criação de empregos. Que crescimento é esse que não precisa de mão de obra? Eu, hein?


A mídia também avisa, só hoje, que o consumo das famílias cresceu menos do que em 2016. Ué? E no ano passado não alardearam que o consumo das famílias crescia por três meses seguidos. Então nem a liberação do FGTS ajudou? A razão para isso, segundo os especialistas, é o mercado de trabalho fraco. Não digam! Descobriram agora que o desemprego afeta o consumo? Onde passaram os últimos anos, em Marte? 



Nesse campo, o do consumo, um jornal fora do eixo Rio-SP, o Diário Gaúcho, pode ter matado a cobra e mostrado a manipulação dos números. Lá, a cesta básica subiu quase 14% (a inflação oficial está em 4,3%. É mentira, Terta?  Aliás, a comparação entre a inflação oficial e os preços reais praticamente sumiu da mídia neoliberal.



E Guedes diz sem ficar ruborizado que o crescimento pífio está dentro do previsto. Quer dizer então que o "pibinho" dele foi meticulosamente planejado ao longo de 2019? Então tá, chegou lá, tem motivos para comemorar. Está no Globo digital.

Já o jornal Zero Hora preferiu deixar claro que o "pibinho" do Guedes é o pior em três anos. Os demais evitaram a comparação explícita.


O Estadão apenas lamenta. Está triste. É um título choroso. "Coitado do Guedes", parece dizer.


Para o Globo, Guedes já tem álibis para novo fracasso em 2020. O coronavírus pode contaminar o bi do  "pibinho". Equivale a dizer que o ministro não tem culpa, é apenas um tremendo azarado.



O presidente da Câmara defende que o Estado invista. Parece admitir que o capital privado não vai aparecer, como quase sempre. Difícil é o o "Estado mínimo", como defende o neoliberalismo selvagem, que o desmontou, se tornar o máximo para voltar a fazer o país crescer.


E a Folha mostra que tudo acaba em piada... Ou pode não ser piada. A ironia vai pro gabinete do Guedes?