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| Imagem exclusiva formulada por IA a partir de instruções do blog Panis cum ovum. |
por José Esmeraldo Gonçalves
A Globo e os principais veículos da mídia corporativa mantêm o que já se pode chamar de tradição maligna. A cada eleição trituram as reputações dos seus próprios jornalistas. Em 1989 a edição encomendada do debate entre Collor e Lula jogou no abismo, abraçados, diretores e editores do programa político.
Geralmente, enquanto acontece, a manipulação engana o país. Só depois do jogo sujo efetivar consequências danosas para a democracia os fatos são revelados.
Em 1982, o jornal O Globo foi parceiro de uma apuração paralela de votos em um esquema que se tornou conhecido como Caso Proconsult. Moreira Franco, então concorrente a governador, seria o beneficiado. O objetivo era impedir a eleição de Brizola. A Rádio JB desmoralizou o golpe e Brizola foi eleito.
Em 2018, a turma que surfava na Lava Jato e divulgava as pautas canalhas de Sergio Moro e seus assessores ganhou até prêmios de "reportagem". Um grupo de jornalistas chegou a posar sorridentes e orgulhosos como os arautos da mentira conveniente. O tempo mostrou que não eram reportagens. Eram simulacros que nasciam entre paredes dos banheiros não higienizados de Curitiba frequentados pela força tarefa e jornalistas de estimação da tropa de Sergio Moro.
Recentemente, a Globo News queimou a imagem de uma das suas jornalistas no grotesco episódio do powerpoint mentiroso. Ela ainda tenta se recuperar.
O modelo golpista parece reeditado, agora, às vésperas das eleições. Dessa vez, os banheiros estão em Brasília. O mau cheiro é o mesmo. Uma operação nebulosa que usou o Estadão como prancha atinge alvos selecionados e poupa outros.
Irregularidades e possíveis crimes precisam ser rigorosamente apurados, mas a apuração em si não deve ser criminosa como foi a Lava Jato. Moro interferiu nas eleições de 2018.
Mendonça é o novo Moro?
Alguns jornalistas eternizados como zumbis da Lava Jato não receberam estaca no peito nem banhos de alho e por isso revivem nas sombras da ofensiva midiática do novo golpe. Estão agitados e excitados.
Conexões estabelecidas com fontes estadunidenses de espionagem usadas na época da Lava Jato podem ter sido reativadas por uma tecla F5 agora reconfigurada por ordem de Donald Trump. O oligarca da Casa Branca não nega o quanto é estratégica para ele a vitória da extrema direita no Brasil.
Portanto, observem os movimentos dos jornalões, acompanhem editoriais e "vazamentos" . Vejam os passos trôpegos dos zumbis. Pode estar em cartaz a versão atualizada e remixada de um filme conhecido.
