segunda-feira, 2 de março de 2026

E as fichas voltaram a cair...


Na Avenida Paulista orelhão virou objeto de brincadeira. Foto de Tineke Beerepoot Vasques 


Ta bom Embora a expressão “a ficha caiu” ainda continue em uso, é bom explicar sua origem às novas gerações. Quando ainda não existiam celulares – sim, os seres humanos conseguiram sobreviver zilhões de anos sem eles – os homens se comunicavam através de aparelhos fixos. Para aumentar o acesso do cidadão à telefonia, e aumentar seu faturamento, as companhias espalharam pelas ruas aparelhos fixos, dentro de uma proteção em forma de concha, que logo ganhou o apelido de “orelhão”. O pagamento era feito enfiando uma ficha numa fenda do aparelho. A ficha ficava engasgada no aparelho e só caía quando a ligação era completada com sucesso. A produção de O agente secreto demonstrou um afã obsessivo de imprimir ao filme uma semelhança rigorosa com o cenário do ano em que transcorre a história, 1976. Voltaram à cena carros, roupas, móveis e utensílios da época, entre eles os onipresentes orelhões que, exibindo as cores do filme, também foram plantados nas ruas das grandes cidades como peça de propaganda. Só faltaram guimbas com marcas de cigarro daquele tempo – ou será que até detalhes como esse foram cuidados? R.M.


3 comentários:

  1. Excelente texto, como todos os textos do Muggiati, mas estranhei meu nome , Thereza Cavalcanti Vasques, não aparecer, pois sou a fotografada.

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  2. Escorreguei na legenda, mil perdões. Thereza de Jesus Cavalcanti Vasques é não só quem afirma ser, mas minha mulher querida. Naquele momento, justamente, ela tentava ligar para mim, aqui no Rio. Não importa que o orelhão fosse de mentirinha. O amor faz milagres...

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  3. Verdade! O amor faz milagres……

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