Reprodução Twitter |
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Neuza Back: árbitra brasileira na Copa do Mundo. Foto FIFA
Pela primeira vez uma mulher vai apitar um jogo da
Copa do Mundo. Demorou, mas aconteceu: a Copa depois do Catar será a do
centenário, provavelmente no Uruguai, onde tudo começou em 1930. Aconteceu, mas
nem tanto: serão três juízas e três assistentes. As árbitras escolhidas são
Stéphanie Frappart (França), Salima Mukansanga (Ruanda) e Yoshimi Yamashita (Japão).
Stéphanie apitou a final da Copa do Mundo feminina, vencida pelos Estados Unidos
em 2019, e atua regularmente em jogos no campeonato francês masculino. (Foi ela
quem apitou este ano a final masculina da Copa da França vencida pelo Nantes no
Stade de Paris.)
Para o Brasil sobrou uma bandeiragem, a escolhida foi
a catarinense Neuza Back, que atua em São Paulo. Foi auxiliar na primeira
partida da final do Campeonato Paulista de 2020, entre Corinthians e Palmeiras;
participou também da Copa do Mundo feminina de 2019; do Mundial de Clubes da
Fifa de 2020, vencido pelo Bayern de Munique; e dos Jogos Olímpicos de Tóquio.
Neuza Inês Back, 37 anos, nasceu em Santa Catarina na região metropolitana de
Chapecó, numa cidade com o bonito nome de Saudades. Mas está longe de ficar na
saudade: com catorze anos de carreira, ainda tem muito gramado e glória pela
frente.
A mulher já ocupa o seu lugar na arbitragem do
futebol, mas a coisa ainda continua politicamente correta (e careta) e
paternalista. Quando deixarão uma mulher apitar uma final de Copa do Mundo
masculina? Com certeza não antes que comece a circular o Expresso 2222 de
Gilberto Gil, que “parte direto de Bonsucesso pra depois...”
O presidente do Comitê de Arbitragem da Fifa, o
italiano Pierluigi Collina afirmou que ele e sua equipe estão felizes por terem
conseguido incluir as mulheres no corpo
de arbitragem pela primeira vez na história das copas do mundo. E arrematou: “Espero
que, no futuro, a seleção de árbitras de elite para competições masculinas
importantes seja percebida como algo normal, e não mais como excepcional”.
Va tutto bene,
Collina. Mas logo no Catar? A pergunta que não quer calar: serão elas obrigadas
a usar burka? E outra: poderão atuar
com shortinhos apertados e as coxas à mostra?
| As instituições estão funcionando no modo hipócrita. Reprodução |
| A falsidade de Al Pacino (com John Cazale) em O Poderoso Chefão 2 |
O cumprimento lembra uma cena de O Poderoso Chefão 2. Pouco antes de mandar eliminar Fredo Corleone (John Cazale), que o traiu, Michael Corleone (Al Pacino) afaga o irmão.
No filme, o gesto é um típico recado para um dos guarda-costas cumprir a ordem fatal do chefe. Não estamos no campo da ficção e a contenda entre Bolsonaro e Moraes não terá o desfecho dramático que o diretor Francis Ford Copola impôs ao seu filme: a coincidência se dá apenas no campo da falsidade.
Nenhum dos dois gostou do "carinho" hipócrita. Devem ter tomado banho de sal grosso e mastigado galho de arruda após a encenação. Um pouco antes da cena Bolsonaro não seguiu os aplausos da plateia a Moraes; um pouco depois continuou a atacar o STF, o TSE e lançou mais ameaças sobre as eleições. Para usar a linguagem bolsonariana, diz a Bíblia: "Como dente estragado ou pé deslocado é a confiança no hipócrita na hora da dificuldade". Provérbios 25:19
"O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons."
Martin Luther King
Segundo a Escola Superior de Urologia, a procura por escrotoplastia (que reduz o tamanho do escroto caído) aumentou 20% nos últimos dois anos. A informação é do IG Saúde, hoje. Mas a matéria não esclarece se haverá necessidade de um posto cirúrgico exclusivo no Planalto
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| Em Cannes, filme Z muda de nome para Final Cut. Foto Divulgação. |
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| O Z nos equipamentos russos. Reprodução Twitter |
A letra Z pintada em tanques, carros de combate e veículos de transporte de tropas russas é o símbolo que provocou protestos até no atual festival de cinema de Cannes.
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| O Z de Costa Gavras, com Invés Montand. Reprodução Manchete |
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| O Z no filme A Marca de Zorro, com Tyrone Power |
Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.”
MACHADO DE ASSIS, frase final de Memórias póstumas de Bras Cubas, 1880
Estou enviando anexo uma foto de um casarão, acho que do século XIX, por achar a construção tão bonita e majestosa, símbolo da criatividade sofisticada do homem voltado para o belo e o seu conforto e para evidenciar aos olhos da cidade o que é uma residência.
Na verdade estou negando a falsa genialidade de um arquiteto brasileiro concebeu prédios enfaixados por metros e mais metros de vidros em forma de janelas que abertas só cediam um terço de ar para o seu interior. Avançando nas suas fantasias copiou o iglu - que é apenas um abrigo temporário dos esquimós quando saem para caçar nas planícies geladas - e o introduziu nas cidades, notoriamente, na cidade de concreto Brasíliane bizarramente na sede do Congresso, sendo um deles de cabeça para baixo lembrando uma bacia de se tomar banho. Em Niterói, concebeu um enorme iglu para ser um cinema. A Catedral de Brasília lembra em posição de descanso fuzis apoiados uns nos outros. Trabalhei em dois prédios concebidos por esse arquiteto. No primeiro, para trabalhar, precisamos instalar ventiladores gigantescos que rodavam o dia inteiro. No segundo, as janelas de vidro só abriam 1/3, o que obrigou a empresa a instalar ar refrigerado para todos os 12 andares do prédio.
Isso é modernidade? Ou tal apreço pela forma, que esquece que quem vai habitar essas formas é o ser humano.
| Reprodução do twitt de Suplicy |
Comentário do blog - A concessionária Allegra Pacaembu, que administra o estádio após privatização mas age como dona absoluta do pedaço, está metendo a picarenta em um local tombado. Provavelmente com base em um edital cheio das brechas usuais que acabam não protegendo os bens privatizados e suas funções. Projetado no final dos anos 1930, o Pacaembu adotou o estilo art déco predominante na época. Uma influência visível são as colunatas semelhantes às do Estádio Olímpico de Berlim, sede dos Jogos de 1936, que foram incorporados pelo arquiteto Domínio Pacheco em meio ao clima de grandiosidade das obras públicas do Estado Novo de Getúlio Vargas. No mundo, não são muitas as praças de esporte em art déco: além de Pacaembu e Berlim, o Estádio Olímpico de Los Angeles, erguido para os Jogos de 1932, é exemplo marcante. A Itália também preserva alguns estádios no estilo. Mas a concessionária deve ser ignorante quando a isso. Além de derrubar parte da arquibancada, instalou no antigo gramado agora devastado um enorme barracão para shows, cuja agenda estaria ocupada até o ano que vem. O Pacaembu era uma referência turística e esportiva de São Paulo. O futebol foi jogado para escanteio, assim como o atletismo que o estádio já recebeu. O Pacaembu tornou-se um point de eventos quaisquer. No lugar da antiga concha acústica, já demolida, e do tobogã, a assim chamada arquibancada atrás de um dos gols (cuja construção já foi uma agressão à arquitetura do estádio), será erguido um prédio para escritórios, hotel, shopping etc. A imagem divulgada por Suplicy é triste, é um retrato do desprezo demonstrado por governantes que aceleram a lucrativa indústria da privataria sem respeito pelo patrimônio público.