domingo, 15 de maio de 2022
Frase do Dia: bota mais uma...
“O FÍGADO FAZ MUITO MAL À BEBIDA.”
Aparício Torelly, Barão de Itararé (*)
sábado, 14 de maio de 2022
Carlinhos (de) Oliveira, na aparente simplicidade...

Carlinhos [de] Oliveira - Rio, 1978 - Foto: Guina Araújo Ramos
por Guina Araújo Ramos (do blog Bonecos da História)
Há algum tempo eu queria publicar esta foto nos Bonecos da História, não só porque a considero interessante, mesmo não sendo tão especial assim, mas principalmente porque retrata a transcendente e complexa simplicidade de quem, com tanta sutileza quanto acidez, observava a vida da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil em meados do século passado.
Trata-se da foto do capixaba José Carlos Oliveira. Sugerindo a tal simplicidade, ele era mais conhecido (embora também o registrassem, talvez para dar ao nome uma sonoridade que correspondesse a seus textos, como Carlinhos de Oliveira) por, simplesmente, Carlinhos Oliveira.
Quer posso dizer sobre Carlinhos [de] Oliveira?... Não sou, de maneira alguma, conhecedor, ao menos razoável, de obra, mas mero leitor antigo e ralo, apenas do final dos seus 22 anos como cronista do Jornal do Brasil (de 1961 a 1983).
É evidente que sua obra precisa (e merece) forte ressurgência, que até parece começar a acontecer em espaços da Internet (que não sei o quanto são lidos): no Portal da Crônica Brasileira (do IMS), na cobrança de Ricardo Soares, no incômodo de Álvaro Costa e Silva na Folha, a resenha existencialista da revista digital Rubem e também em textos acadêmicos, especialmente sobre o livro Diário da Patetocracia, que reúne crônicas do ano de 1968 publicadas no JB.
Ainda antes de ser meu “colega” no JB, fiz eu esta foto (à época, com o crédito Aguinaldo Ramos), que foi inserida dentro da entrevista, parte de uma muito sensível série da revista Fatos & Fotos assinada pelo jornalista Renato Sérgio, outro grande jornalista/cronista carioca.
A conversa aconteceu no apartamento de Carlinhos, no Leblon, em rua bem afastada da praia, em frente ao então quartel da PM. Os dois (e eu também) sentados na varanda apertada, em uma conversa tão descontraída (para mim, sentado no chão, algo desconfortável...) quanto a imagem que a ilustra.
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| Fatos & Fotos Nº 885, 07/08/1978 - Foto: Guina Araújo Ramos |
Por valorizar ainda mais a foto, louve-se o trabalho da redação, que a Fatos & Fotos produzia edições gráficas altamente criativas (por exemplo, outra de que gosto muito, o uso de três fotos de Chico Anysio, em show no Canecão, que dá movimento quase cinematográfico à página impressa).
Não por acaso, Fatos & Fotos foi dos lugares mais prazerosos em que trabalhei como fotojornalista.
O problema é que, estando “sumido” o arquivo fotográfico de Bloch Editores e ainda não digitalizada e disponível a coleção da revista (como já acontece com a revista Manchete na BN), a minha única fonte de recuperação da imagem foi o recorte da publicação original, guardada por mais de 40 anos, de onde “retirei” a imagem através do imprescindível Photoshop, coisa trabalhosa e de resultado certamente apenas razoável.
Seleção do Brasil ou da Islândia?
| Foto Getty Images\ Reprodução Placar |
“Por que diabos todo islandês tem o nome acabado em ‘son’” – perguntou a revista Placar em 2018, quando a seleção da Islândia se tornou o país menos populoso a disputar uma Copa do Mundo em toda a história. “A explicação é simples — e pitoresca. Nesse pequeno — e gelado — país de 334.000 habitantes, não há sobrenome de família e as pessoas são batizadas pela filiação. A fórmula é simples: pega-se o primeiro nome da mãe ou do pai e soma-se a ele o sufixo ‘son’, palavra islandesa que significa, como no inglês, “filho”, no caso dos meninos. Portanto, se Neymar fosse islandês, se chamaria Neymar Neymarsson, e não Neymar Jr.” (RM)
Alcaraz: o Dia da Vitória
A vitória na Espanha foi o segundo título consecutivo em casa na temporada de 2022 – venceu o ATP 500 de Barcelona em abril – e o quarto acumulado do ano. Alcaraz venceu o Rio Open em fevereiro e o Masters 1000 de Miami em abril. Com a campanha em Madri, o prodígio do tênis mundial sobe para a sexta posição no ranking da ATP. Com o tornozelo inchado e uma bolha inflamada, Alcaraz resolveu poupar-se, não disputando o torneio de Roma esta semana. Afia as garras para seu primeiro Grand Slam – Roland Garros, em Paris – que começa no dia 16 de maio. Nosso Guga tinha vinte anos quando venceu seu primeiro Roland Garros em 1997. Alcaraz pode bater essa marca. Faz sentido: Guga começou a jogar tênis aos seis anos de idade. Alcaraz? Aos quatro... (ROBERTO MUGGIATI)
quinta-feira, 12 de maio de 2022
Buraco Negro na Via Láctea pode devorar o planeta. Pode ser a solução para o Brasil
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| A "selfie" do fim do mundo. Foto EHT |
por O.V.Pochê
Cientistas de vários países conseguiram fotografar pela primeira vez um buraco negro na Via Láctea. A notícia divulgada hoje pode ser finalmente uma solução para o Brasil. Não por acaso semelhante a um conhecido órgão humano, o gigantesco orifício foi captado pelo Event Horizon Telescope, um consórcio que reúne 11 radiotelescópios espalhados pelo mundo. Buraco negro é um monstro cósmico que atrai para si e engole sem pena tudo o que está na frente.
Em termos astronômicos esse abismo é nosso vizinho, já que divide com a merreca conhecida pela alcunha de Terra uma vaga na mesma galáxia, a Via Láctea. Se o Brasil não deu certo em 522 anos e segue dando vexame, ser deglutido por um brioco pode ser um fim aceitável. Algo como desligar os aparelhos de um doente desesperançado. Claro que no caso dessa mega catástrofe, o Brasil não vai sozinho. Todo o planeta vai junto. Merecido. O mundo não aprendeu nem mesmo a viver sem guerras. Pode levar. Também não é o caso de dizer "pra quem fica, tchau". Se depender do buraco negro não fica ninguém. Aviso aos religiosos: não vão encontrar nenhum deus no fundo do poço. Relaxem, o abismo cósmico já traçou as divindades há muito tempo.
Frase do Dia: fundamentais
"As pernas das mulheres são compassos que percorrem o globo terrestre em todos os sentidos dando-lhe
Do filme O homem que amava as mulheres, de FRANÇOIS TRUFFAUT.
terça-feira, 10 de maio de 2022
Fotomemória da redação: Portugal em 1970 segundo Manchete (com o ditador Salazar "lelé da cuca", como se dizia na época)
segunda-feira, 9 de maio de 2022
Pedro Jack Kapeller (1938-2022): a última página
Do site Janela Publicitária, de Márcio Ehrlich
"Faleceu no sábado, 07/05, Pedro Jack Kapeller, conhecido como Jaquito por uns e Jackito por outros, sobrinho mais jovem de Adolpho Bloch e que, além de homem forte por muitos anos na Bloch Editores, comandou o grupo após a morte de seu fundador, em 1995. Ele tinha 83 anos — nascido em outubro de 1938, faria 84 este ano — e sofreu um ataque cardíaco em sua casa no Rio de Janeiro.
Quando a TV Manchete quebrou, em 1999, por dívidas com INSS e Embratel, entre outras, Jaquito tentou desesperadamente vender a emissora, chegando a fazer acordo com a Igreja Renascer em Cristo, de Estevan Hernandez e Sônia Hernandez, o que acabou não indo adiante, já que os religiosos não pagaram nem mesmo a primeira parcela do valor combinado. Depois, acabou fechando com Amílcare Dallevo, no que se transformou na RedeTV!
Segundo fontes da Internet, ele ainda estaria controlando a empresa Bloch Som e Imagem, responsável por manter preservadas as novelas produzidas após 1995, além de ser sócio da BCD Consultores e da Rádio Manchete, arrendada para outros grupos de comunicação.
Jaquito era casado com Doris Kapeller e teve como filhos Jacqueline, Carla, Boris, Rosana e Daniela".
(Da Janela Publicitária, com a colaboração da jornalista Renata Suter)
No complexo de revistas e gráfica.
Como executivo, Pedro Jack Kapeller esteve à frente da Editora Bloch e da Gráficos Bloch no período áureo das Revistas Manchete, Fatos&Fotos, Amiga, Desfile, Mulher de Hoje, Ele Ela, Geográfica, Pais&Filhos, Sétimo Céu e demais publicações do complexo jornalístico presidido por Adolpho Bloch e que encerrou suas atividades no ano 2000.
domingo, 8 de maio de 2022
Artistas gravam o novo clipe "Lula Lá"
Chico César, Maria Rita, Lenine, Pablo Vitar, Duda Beat, Paulo Miklos, Martinho da Vila, Zelia Duncan, Mart'nália, Otto, Tereza Cristina, Odair José, Gilson, Russo Passapusso, Mateo, Antonio Grassi, Francis Hime, Olívia Hime, Daniel Ganjamen, Dadi Carvalho, Luciana Worm, Rogério Holtz, Ju de Paulo e Flor Gil (a menina que aparece na abertura, filha de Bela Gil) estão no clipe com a nova versão do jingle "Lula Lá", a música "Sem medo de Ser Feliz", usado pelo PT na campanha de 1999. Ontem, no lançamento oficial da pré-campanha 2022 de Lula, em São Paulo, o novo clipe foi a surpresa reservada para o candidato por sua noiva, a socióloga Rosângela da Silva, a Janja. "Sem medo de Ser Feliz" viraliza nas redes sociais.
VEJA AQUI
Fotomemória da redação: como 'frila' da Manchete, Lacerda entrevistou Tom Jobim
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| Foto Manchete |
Em outubro de 1970, Carlos Lacerda já estava cancelado pela ditadura que ajudou a implantar, como um dos principais líderes civis do golpe de 1964, quando Adolpho Bloch convidou o ex-governador para colaborar com entrevistas para a Manchete. Assim como abrigou na redação vários jornalistas de esquerda perseguidos pelo regime militar, a revista recebeu figuras da direita golpista como Lacerda e David Nasser. Como free lancer, Lacerda dedicaava-se a fazer longas entrevistas. Geralmente os entrevistados, como Tom Jobim, o recebiam em casa. Nesse caso, o encontro se estendeu por dias.
sábado, 7 de maio de 2022
"Vão pra casa, Zelensky e Putin!
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| Olena Zelenska |
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| Alina Kabaeva |
Como diria Jô Soares: "Vai pra casa, Padilha!". Era o bordão que o personagem do programa "Planeta dos Homens" ouvia dos amigos indignados com Padilha por deixar seu mulherão em casa.
Talvez seja a hora de trocar os negociadores da paz. Sai a agressividade dos "falcões", entra a elegância das "garças". Melhor dizendo, chegou a hora de dar voz às duas personagens mais discretas entre as figuras em guerra: Alina Kabaeva, ex-ginasta olímpica, medalha de ouro nos Jogos de Atenas em 2004 (trocou o esporte pela política), é atual mulher de Putin; e Olena Zelenska, arquiteta e roteirista, primeira-dama da Ucrânia.
Quem sabe elas seriam capazes de dar uma chance à paz. Na pior das hipóteses, representariam melhor as mães que querem tirar os filhos das trincheiras.

















