![]() |
| Reprodução Twitter |
| Reprodução Manchete Esportiva |
| O reencontro na inauguração da estátua de Roberto Dinamite em São Januário.Foto de Daniel Ramalho/Vasco |
,
![]() |
| Roberto eternizado na Colina. Foto de Daniel Ramalho/Vasco |
![]() |
| Foto de Thomas Billhardt |
| O autor da foto, hoje. |
Veja mais fotos de Thomas Billhardt AQUI
![]() |
| Reprodução G1 (link abaixo) |
Veja a matéria no G1. Clique em
por J.A. Barros
Estamos acompanhando neste blog a extraordinária autobiografia de Roberto Muggiati, o mais duradouro editor da revista Manchete. Na verdade, é a história de um paranaense que nasceu jornalista e que hoje, embora ainda atuante como tradutor e colaborador de alguns veículos, poderia estar gozando sua aposentadoria em Nice, na França. O conjunto de textos já publicados aqui mostra a trajetória de um verdadeiro profissional. Tão criterioso que, como tradutor de livros em inglês, montou uma ampla biblioteca de obras de consultas. Imagina, sei que na sua estante há até um livro, ilustrado, com nomes de tipos de selas de montaria. Como conhecedor da história do jazz, do rock e do fenômeno dos Beatles, Muggiati é autor de livros sobre esses assuntos.
Por trabalhar com Roberto Muggiasti durante alguns anos, descobri que a sua cultura não tem fim. Conhecedor da língua portuguesa, ele também domina os idiomas inglês, francês e italiano.
O jornalista trablahou em Londres, na histórica Albion - como jornalista, claro - e em Paris. Nesta, já contou que visitou o "Père-Lachaise" onde viu de perto os túmulos de grandes figuras do passado como Oscar Wilde, Edith Piaff, além do mausoléu de Napoleão, (este no Panteão), e tantos outros famosos. A sua febre de saber, conhecer e entender não cessou e até hoje, isso desde as vilas da São Clemente aos ares da Glicério. Sua velha Olliveti, há muito trocada por um computador, é testemunha do seu conhecimento da natureza humana. Roberto Muggiati, um homem, uma história de vida, de cultura, de conhecimento, de saber, talvez o único conhecedor na história do cinema norte-americano da existência de Sidney Guilaroff. Ele, grande cinéfilo saberá que me refiro a uma saborosa história já contada neste blog.
Os crimes de racismo estão em alta no Brasil. No futebol, por exemplo, houve uma explosão de casos nos últimos três anos. Racismo é crime inafiançável. Mas, na prática, isso é de mentirinha. O cidadão é vítima de racismo e resolve fazer um B.O. Sai de lá geralmente com um papel que fala em "injúria racial", Essa foi a brecha que os legisladores brasileiros bolaram para... não punir o racismo.
Segundo a lei quase em efeito, o crime de racismo é configurado quando a ofensa é contra um grupo ou coletividade. Injúria é quando o agressor usa palavras depreciativas referentes a raça e cor. Ora, é imensa a zona de sombra nessas tipificações. A autoridade policial em quase 100% dos casos opta por "injúria". O racista paga uma fiança e sai pra outra. Quando condenado, se o for e se o processo andar, pega moleza de "prestãção de serviços" que ninguém fiscaliza.
Um torcedor argentino imitou um macaco durante o jogo Corinthians x Boca Juniors, na Itaquerão, na última terça-feira. Torcedores filmaram a cena e chamaram a polícia. O "hermano" racista foi preso. Levado à delegacia, foi logo solto após pagar fiança. Nem ele desembolsou a grana, o consulado argentino providenciou a "plata". O torcedor virou heroi entre os "barra brava". A vítima de racismo acaba sofrendo humilhação tripla: no ato da agressão, ao se encaminhar à delegacia e ver que sua denúncia vira vento e, depois, se o caso for à justiça, quando o racisma recebe "penas" para divertidas como passar no mercado e levar um cesta básica para uma instituição qualquer. Fica barato.
Leis como essa, no Brasil, perdem a capacidade de punir. Aparentemente, não são levadas a sério. Em Brasília, um rapaz foi vítima de racismo, ontem, nas redes sociais. Denunciou, as agressoras foram identificadas e mídia já noticiou o caso como "injúria" antes mesmo da autoridade policial classificar o crime. A mídia, sei lá porque, costuma adotar eufemismos que mininizam crimes. Quer um exemplo? Casos de trabalho escravo também explodem no Brasil. Não para a mídia nepliberal, onde são chamados de "trabalho análogo à escravidão". Devem achar que se não tiver corrente nos pés e flagrante no tronco não é escravidão. Em outros casos, o de menores assassinos, a mídia copia e cola a expressão que a lei determina. Se um menor bandido comete um homicídio durante um assalto, não é homicídio, é "ato infracional análogo ao homicídio". O assassinado, coitado, jaz estendido no chão sem saber que foi morto, apenas estão em estado análogo à morte.
O empresários sonegou? Não, diz o advogado, ele praticou "elisão fiscal". O deputado ofendeu a deputada? Nada disso, a suposta ofensa foi "tirada do contexto".
O Bassil não precisa de George Orwell: já tem o eufemismo como novilíngua.
“Não devemos servir de exemplo a ninguém. Mas podemos servir de lição.”
MÁRIO DE ANDRADE
Bolsonaro usa as Forças Armadas como se fossem o seu partido político. Um "centrão" fardado e privê. A IstoÉ é otimista. Acredita que os ataques à Constituição ainda estão "no limite". Bolsonaro e suas facões já ultrapassaram esses parâmetros várias vezes. Até riem e fazem piadas sobre a desenvoltura com que sapateiam sobre leis e instituições. Para a democracia brasileira esse assédio autoritário não é piada. Surpreende que parte da população, segundo pesquisas, junto com setores da mídia dominante, do mercado, do agronegócio etc, aleguem "falta de opção" e se disponham a reeleger o sociopata. Pensando bem, não é surpresa. Essas forças estiveram na raiz da ditadura, reagruparam-se no golpe contra Dilma Rousseff, manobraram (como atesta a ONU) para impedir a canditaduta de Lula em 2018. Fazem ordem unida agora para atacar o STF e o TSE. Em suma rasgam a Constituição.
"A televisão é como as torradeiras: aperta-se o botão e sai sempre a mesma coisa.”
ALFRED HITCHCOCK
“Somos um restaurante que por acaso também imprime revistas.”
ADOLPHO BLOCH DEFININDO SUA EDITORA
![]() |
| Chef Severino Dias, do restaurante da Manchete |
Embora tivesse morado dois anos em Paris e três em Londres (o restaurante da BBC, na temporada de caça, servia aves dignas dos Windsor, como a famosa grouse, um delicioso faisanídeo), vim a conhecer no restaurante do Adolpho sofisticados pratos da culinária internacional. Seu Gulash Húngaro era impecável, o Cassoulet à Francesa também. A pièce de resistance das sextas-feiras alternava numa semana a Feijoada à Brasileira (Sartre e Simone provaram na gráfica de Parada de Lucas) com o portentoso Cozido à Portuguesa na outra. Havia o Arroz de Braga, que provocou em 1969 uma crise com dois redatores de Fatos&Fotos, da qual eu era o editor. “Xiiii, é o Arroz de Praga, porra!”, bradou o Sérgio Augusto para o Paulo Perdigão, ou vice-versa, e deram meia-volta e foram almoçar fora. O Oscar Bloch, de tocaia atrás de uma coluna, assistiu ao acinte e foi aguardar na redação a volta dos culpados, que foram sumariamente demitidos. Acontece que o Perdigão tinha um tio general que era presidente do Supremo Tribunal Militar e foi prontamente readmitido. Sérgio Augusto, sorte dele, foi fazer uma bela carreira no Pasquim. Devo consignar que a implicância da dupla com o Arroz de Braga era mais ideológica do que gastronômica.
Como editor, eu participava também dos jantares de Pessach (Páscoa), rigorosamente alinhados com a tradição judaica, com a sopa de Matso Balls ou Kneidl, em iídiche ( bolinhos de pão ázimo, ovos e gordura), o Gefilde Fische e o Pato Kasher.
INGREDIENTES
• 3/4 de xícara de margarina
• 1 colher (sopa) de salsinha picada
• 1 colher (sopa) de cebolinha verde picada
• Sal e pimentadoreino a gosto
• 6 filés médios de frango
• 1/4 de xícara de farinha de trigo
• 1 ovo
• 1 colher (sopa) de água
• Cerca de 3/4 de xícara de farinha de rosca
• Óleo para fritar
MODO DE PREPARO
1. Misture a manteiga, a salsa, a cebolinha, o sal e pimenta e forme um retângulo; embrulhe-o em papel-manteiga e leve à geladeira.
2. Bata os filés de frango com o batedor de carne até que fiquem com 1/2 cm de espessura.
3. Corte o tablete de manteiga em 6 partes iguais e coloque um no centro de cada filé.
4. Enrole os filés, dobrando também as extremidades para cobrir completamente a manteiga.
5. Prenda com palitos e repita com os filés restantes.
6. Passe-os numa mistura de farinha de trigo e sal a gosto.
7. Bata o ovo com a água num prato fundo e coloque a farinha de rosca sobre uma folha de papel.
8. Passe os filés na mistura de ovo e por último na farinha de rosca.
9. Arrume os filés numa assadeira, numa só camada, cubra-os com uma folha de papel e leve à geladeira por 1 ou 2 horas, para permitir que a farinha de rosca seque na superfície.
10. Numa panela grande, esquente uma boa quantidade de óleo e frite 2 filés de cada vez.
11. Frite-os até que estejam dourados e firmes quando pressionados com um garfo.
12. Não os fure.
13. Retire os palitos e mantenha os rolinhos quentes, enquanto frita os restantes.
P.S • Rápido no gatilho, Sérgio Augusto me corrige: “O tio do Perdigão era almirante: alm. Armando Perdigão. A birra com o arroz não era ideológica; afinal sou português. Ele era ruim, daí porque o apelidei de ‘Arroz de Praga’”.
"Creio no riso e nas lágrimas como antídotos contra o ódio e o terror.”
Charles Chaplin
O Mail on the Sun, versão digital no Sun, deu destaque a uma matéria misógina impulsionada por um deputado conservador e apoiador de Boris Jonhson. O sujeito acusou a deputada Angela Rayner, da oposição, que costuma debater com frequência com o primeiro- ministro, de ficar cruzando e descruzando as pernas para distrair Jonhson. O jornal comparou a cena à sequência famosa de Sharon Stone no filme Instinto Selvagem. Nos meios políticos de Londres foi grande a reação contra a matéria, a atitude do deputado conservador e contra a misoginia do próprio jornal sensacionalista.
"Quando os ricos estão em guerra, são os pobres que morrem."
Jean-Paul Sartre
"Todos os cafajestes que conheci na minha vida eram uns anjos de pessoas."
Leila Diniz