terça-feira, 29 de março de 2022

Frase do Dia: sobre apalpar a vida

 “Se a vida lhe der as costas, passe a mão na bunda dela.”

(Do livro “Flor de obsessão: as 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues - Companhia das Letras)

Quem você mandaria a Hollywood para fazer piada com a mulher de Will Smith?

por O.V.Pochê

Está aberta a campanha para enviar a Beverly Hills brasileiros selecionados para ficar em frente à casa de Will Smith fazendo graça com a alopecia da Sra. Jada Smith e cantando que Chris Rock é um bom companheiro. Talvez seja necessário fretar um Airbus 380. Veja os candidatos ao tour do Will.

* Bolsonaro "da Val do Açaí"

* Milton Ribeiro "Quilo de Ouro"

* Os pastores corruptos

* Damares "Goiabeira"

* Paulo Guedes  "Palestrante"

* Regina Duarte "Cinemateca"

* Arthur "Bolsonaro" Lira

* Rodrigo "Bolsonaro" Pacheco

* O mímico de libras da Presidência 

* A ruiva "photoshopada" do comercial do Safra 

*  "Ciroliro" Gomes

 * Arthur "Mamãe Falei" do Val

* Autores de podcasts sobre como fazer podcasts

* O ônibus lotado de candidatos da terceira via

* A SAF do Cruzeiro

* A JP "Heil" News

* Raul "Lollapalooza do TSE" Araújo"

As caras de quem reagiu ao tapa de Will Smith em Chris Rock

Oscar 2022: prêmio de melhor tapa. Reprodução TNT.

O tapa na cara que ofuscou na mídia a guerra da Ucrânia. Reprodução

segunda-feira, 28 de março de 2022

Frase do dia: Anitta, oferecendo-se para pagar a multa do TSE aos artistas do Lollapalooza dispostos a desafiar censura autoritária e inconstitucional a manifestações políticas (*)


Anitta no clipe Envolver/Divulgação


“50 mil? Poxa… menos que uma bolsa”. 

(*) Liminar do ministro Raul Araújo, do TSE, proibiu atos políticos no festival em apoio a Lula e manifestações do tipo "Fora Bolsonaro". A decisão foi ignorada no pálco e na plateia"



domingo, 27 de março de 2022

"Muito prazer, Silva, Thiago Silva"; "Jesus, Gabriel Jesus"; "Coutinho, Philippe Coutinho"...

Ruy Castro na Folha de São Paulo, hoje: futebol com nome e sobrenome

por José Esmeraldo Gonçalves

Ruy Castro sacou o que estava na cara e ninguém via. Jogadores de futebol agora se identificam pelo nome e sobrenome. Até para diferenciar: são tantos os Diegos, Matheus, os Gabriel. Mas não só por isso. É preferência agora. Neymar, que não tem homônimos conhecidos, adotou a marca dobrada Neymar JR. 

E quanto aos jogadores de nome e sobrenome na seleção brasileira? Em 1958 e 1962, o time bicampeão entrou em campo com apenas dois craques com nombre e apelido como dizem os hispânicos: Nilton Santos e Djalma Santos. No tri, em 1970, só Carlos Alberto esteve na final. Na final da Copa de 1994, apenas o duplo Márcio Santos entrou em campo. Em 2002, jogaram a decisiva os duplos Roque Júnior, Roberto Carlos, Juninho Paulista e Gilberto Silva. 

Nas últimas quatro copas. a geração de nome e sobrenome não deu muita sorte. Desde 2006, foram convocados muitos duplos do tipo "Bond, James Bond": Silva, Thiago Silva; Jesus, Gabriel Jesus; Alves, Daniel Alves; Coutinho, Philippe Coutinho; Firmino, Roberto Firmino, Luiz, David Luiz etc. 

O problema é que apreceram diante da seleção brasileiras uns sujeitos que atendiam pelos nomes simples de Zidane, Henry, Sneijder, Müller, Klose, Kroos, Khedira, Schürrle e a exceção, De Bruyne. Craques, respectivamente, da França (2006), Holanda (2010), Alemanha (2014) e Bélgica (2018), eles fizeram os gols que eliminaram o Brasil nas últimas quatro Copas do Mundo. 

Cuidado no Catar: a seleção francesa vem aí com Benzema, Mbappé, Griezmann, Pogbá, Kanté... 


sábado, 26 de março de 2022

Aposta furada

 

Veja a nota acima publicada hoje na coluna de Ascânio Seleme no Globo. Não faz muito tempo Rodrigo Pacheco, que Bolsonaro escalou para presidir o Senado, tornou-se queridinho de comentaristas políticos de plantão em Brasília. Ele tanto acreditou nos elogios que se apresentou como presidenciável. Não deu. O povo foi mais sábio e lhe cravou nas pesquisas em torno de 1% das intenções de votos. Com margem de erro para o nada. Desde que elegeu Collor de Mello, a mídia neoliberal busca o "Collor de Mello" perdido. Um coleguinha mais empolgado sonhou que o mineiro que também seria o JK reencarnado. Não rolou, o homem era um peixe vivo fora da bacia. Fica na história por frases como essa aí destacada. Na roubalheira pastoral  montada por Bolsonaro, flagrada no Ministério da Educação e audível em gravações, o maleável Pacheco viu apenas "frase infeliz".  Então, tá.

Frase do Dia: poeminha do contra

 "Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho,

Eles passarão...

Eu passarinho!"

Mário Quintana 

( 1906-1994)



quinta-feira, 24 de março de 2022

O Rosa e o Reaça • Por Roberto Muggiati

Nélson Rodrigues na Manchete. Reprodução Foto de Paulo Scheuensthul

Um desfilava seu perfume pelos salões refrigerados da diplomacia. O outro derramava seu suor pelas redações fedorentas dos jornais. Ambos exímios artesãos das palavras, construíram com sua elaborada bricolagem verbal suas mitologias pessoais: o Sertão e o Subúrbio. Estou falando dos dois grandes escritores que marcaram o século 20 brasileiro: o cerebral João Guimarães Rosa (1908-67) e o visceral 

Nélson Falcão Rodrigues (1912-1980) – o yin e o yang de nossa literatura.

Por que trago Nelson à cena nesta altura do campeonato? Porque, com a reedição dos seus romances pela HarperCollins, ele se tornou um de nossos ficcionistas mais publicados. Depois, porque encontrei no camelô da esquina por dez reais uma edição nova em folha de A cabra vadia/Novas confissões, 470 páginas de um Nelson-por-ele-mesmo. Vou dar só uma amostra, que é a primeira das 85 confissões, intitulada “O ex-covarde”, onde ele desfia o rosário de tragédias da família Rodrigues:

“Sofri muito na carne e na alma. Primeiro foi em 1929, no dia seguinte ao Natal. Às duas horas da tarde, ou menos um pouco, vi meu irmão Roberto ser assassinado. Era um pintor de gênio, espécie de Rimbaud plástico, e de uma qualidade humana sem igual. Morreu errado ou, por outra, morreu porque era ‘filho de Mário Rodrigues’. E, no velório, sempre que alguém vinha abraçar meu pai, meu pai soluçava: – ‘Essa bala era para mim.’ Um mês depois meu pai morria de pura paixão. Mais alguns anos e meu irmão Joffre morre. Éramos unidos como dois gêmeos. Durante 15 dias, no Sanatório de Corrêas, ouvi a sua dispneia. E  minha irmã Dorinha. Sua agonia foi leve como a euforia de um anjo. E, depois, foi meu irmão Mário Filho. Eu dizia sempre: – ‘Ninguém no Brasil escreve como meu irmão Mário.’ Teve um enfarte fulminante. Bem sei que, hoje, o morto começa a ser esquecido no velório. Por desgraça minha, não sou assim. E, por fim, houve o desabamento de Laranjeiras. Morreu meu irmão Paulinho e, com ele, sua esposa Maria Natália, seus dois filhos, Ana Maria e Paulo Roberto, e sua sogra, D. Marina. Todos morreram, todos, até o último vestígio. Falei do meu pai, dos meus irmãos e vou falar também de mim. Aos 51 anos, tive uma filhinha que, por vontade materna, chama-se Daniela. Nasceu linda. Dois meses depois, a avó teve uma intuição. Chamou o Dr. Sílvio Abreu Fialho. Este veio, fez todos os exames. Depois, desceu comigo. Conversamos na calçada do meu edifício. Ele foi muito delicado, teve muito tato, mas disse tudo. Minha filha era cega.”

Nelson não menciona outro drama imenso. Ele, que gostava, de se proclamar o Reacionário e cutucar as esquerdas, teve o filho Nelsinho, militante opositor da ditadura militar, preso e torturado e, só então, depois de obter a soltura do rapaz junto aos generais de plantão, reviu suas posições e passou a defender a “anistia ampla, geral e irrestrita”. 

Guimarães Rosa. Reprodução
Guimarães Rosa anda meio esquecido nestes dias de modorra intelectual em nosso país tropical. Merecia – e muito – voltar à atenção dos leitores o homem que escreveu “Viver é muito perigoso: sempre acaba em morte”. O curioso é que a morte de Rosa teve um forte toque rodriguiano. Eleito para a Academia Brasileira de Letras em agosto de 1963, protelou por mais de quatro anos a posse, receando não resistir à emoção da cerimônia. Finalmente, foi recebido por seus pares na quinta-feira, 16 de novembro de 1967. Em seu discurso chegou a afirmar premonitoriamente: “A gente morre é para provar que viveu”. Ao entardecer de domingo, 19 de novembro, morreu de infarto agudo em seu apartamento de Copacabana. Rosa era um dos indicados para o Prêmio Nobel de Literatura daquele ano, que coube a um latino-americano de menor brilho, o guatemalteco Miguel Ángel Asturias.

Nélson Rodrigues também morreu num domingo, três dias antes do Natal de 1980, de complicações cardiorrespiratórias, e foi enterrado também no cemitério de São João Batista – onde sepultaram Guimarães Rosa no mausoléu da Academia. Detalhe: no fim da tarde daquele domingo, o falecido Nélson fazia treze pontos na Loteria Esportiva, num "bolão" com seu irmão Augusto e colegas de O Globo.

Tive o privilégio de conhecer Nélson Rodrigues em carne e osso. Quando adentrava a redação da Manchete, bradava no seu vozeirão abaritonado:

“Salve, Adolpho Bloch, o Cêcil B. de Maille (sic) do jornalismo!” 

Era generoso nos apelidos. Um de nossos colegas, o bronzeado e atlético Cláudio Mello e Souza, foi contemplado com dois: O Remador do Ben Hur e O Havaiano de Ipanema. Numa de suas últimas matérias para a revista Manchete, sobre sua peça A serpente, em 1978, um Nélson já adoentado submeteu-se pacientemente a posar para uma foto com uma ridícula cobra de pano enrolada no pescoço.

Estadão copia e cola matérias do site Grande Prêmio. Foram 47 "chupadas" sem chiclete durante dois meses e meio

 


A MATÉRIA ESTÁ NO PORTAL DOS JORNALISTAS, QUE VOCÊ
 PODE ACESSAR NESTE LINK
 https://www.portaldosjornalistas.com.br/grande-premio-acusa-estadao-de-plagio-de-47-textos/

A Frase do Dia conta como Jesus expulsou os vendilhões do Ministério da Educação, digo, do templo

 

Na obra clássica de  Doménikos Theotokópoulos, El Greco, Jesus enquadra os corruptos do templo


(Mateus 21:12)

"Tendo Jesus entrado no pátio do templo, expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo; também tombou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos comerciantes de pombas. 13 E repreendeu-os: “Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; vós, ao contrário, estais fazendo dela um ‘covil de salteadores’”.


Orando por um jabaculê

 

Do Globo de hoje

Ministério da Educação é o maior garimpo do Brasil

 


quarta-feira, 23 de março de 2022

Neste outono carioca você pode flanar com Monet à beira d'água





Que tal uma pequena caminhada diante das cores e traços de Claude Monet? Não é preciso ir a Giverny. Basta pegar o VLT e desembarcar no escurinho de uma instalação hi tech na Av.Venezuela , 194. O espaço é amplo, você pode optar por ficar sentado ou flanar pelas projeções sincronizadas que dão sutis movimentos às obras de Monet. Vale muito a experiência. A temporada de Monet à Beira d'Água vai até 12 de junho. (Fotos Panis cum Ovum)

O "171" oficial...

Pensou que o desconto chegaria até você. O Globo alerta

por Flávio Sépia

O governo Bolsonasro anuncia cortes de impostos e redução de alíquotas em combustíveis e alimentos. A mídia noticia e os brasileiros sufocados por inflação, desemprego, informalidade e achatamento salarial sonham com alguma alívio no bolso. No começo tudo é festa. De olho na reeleição, o presidente, o Centrão, ministros etc faturam no jogo eleitoral. Passados alguns dias, como cita o Globo em matéria hoje, a verdade começa a aparecer. Empresários e a cadeia do mercado absorvem a maior porção ou tudo na redução ou no fim dos impostos. É o que sempre acontece. Foi assim com os combustíveis em iniciativas anteriores do tipo. Isso já aconteceu com reduções de ICMS e IPI. Há alguns anos, o governo reduziu o IPI dos carros. O consumidos foi beneficiado? Necas. As montadoras alegavam que a maior demanda por determinados modelos neutralizava o desconto. No fim de fevereiro, o governo anunciou o corte do IPI em carros (alguns modelos tiveram desconto de cerca de 18%). Em março, sites especializados no mercado, apontaram que, para o consumiror, nada tinha mudado. Ninguém fiscaliza se o desconto chega ou não chega ao consumidor.

A Associação Comercial de São Paulo mantém o Impostômetro, um totalizador do pagamentos de tributos. Beleza. Mas deviam inaugurar o Sonegômetro. Quando muitos deixam de pagar, os impostos logicamente ficar mais altos para quem cimpre suas obrigações fiscais. Seria educativo o Sonegômetro. 

Quer ver outra forma de enganar o contribuinte-consumidor-usuário? Em função da estiagem recente que afetou as hidrelétricas, a geração de energia ficou mais cara pelo uso de termelétricas movidas a gás, diesel e carvão. O governo vai ajudar as distribuidoras com dineiro público e já avisa que o consumidor pagará na conta de luz o montante bilionário. Estranhamente, mídia e economistas chamam a ajuda de "empréstimo". Para o cidadão comum, emprestimo é algo que o tomador se compromete a pagar. No caso desse "empréstimo", a mídia não esclarece. E fica a pergunta: se o governo vai "emprestar" os bilhões às distribuidoras e deixa claro que recolherá depois o valor na conta dos consumidores, quando as distribuidoras pagarem o "empréstimo" os consumidores receberao de volta o que "emprestaram" ao govero? 

Se isso não acontecer, a bufunfa não é "empréstimo" e sim doação. Certo?

Pastor pediu ouro para liberar verba. "Especialistas" afirmam que commodities antigas podem subir de cotação no mercado do gabinete dos atravessadores. Incenso, mirra, sárdio, crisólito e açafrão estão em alta no pregão

por Ed Sá

O Estadão, ao revelar mais um escândalo do governo Bolsonaro - dessa vez em um gabinete paralelo informalíssimo formado por certos pastores que fazem política e que mandava na grana no Ministério da Educação - e a Folha, em seguida, divulgando uma estarrecedora gravação da jogada, praticaram jornalismo do bom essa semana. Reportagem e investigação. 

Em alguns dos demais veículos, onde esses dois pilares do jornalismo andam escassos, o de sempre: comentaristas, âncoras e "especialistas" pegando carona nos furos dos outros e "repercutindo" o assunto junto com repórteres escalados para colher monótonos desmentidos já previstos e o twist carpado do governo para tentar contornar o incontornável: o uso de pessoas alheias à Educação como atravessadores de verbas públicas para prefeituras. Segundo um prefeito, um dos pastores pediu um quilo de ouro para facilitar o encaminhamento da bufunfa para um município. 

Esse aspecto interessante que não me escapa: o pastor recorre ao valioso ouro. Podemos esperar outras transações usando valores consagrados em tempos antigos? A mirra, por exemplo, era muito apreciada pelos efeitos terapêuticos. O incenso era bem cotado. Nos vilarejos mais imundos e onde mortos jaziam ao ar livre, essa resina aromática - acreditava-se que a fumaça subia aos céus -  chegava a valer mais do que o ouro. Entende-se. O mau cheiro devia ser um grande problema na época. Tanto que o olíbano, outra resina perfumada, também era commoditie. Era chamado de "suor dos deuses" e concorria em valor com o ouro. Podia ser usado como analgésico. Era produto de exportação e também servia para pagamento de dívidas e para limpar o nome nos "serasa" da Galiléia. A canela e o açafrão eram coisa fina. Supondo que um religioso influente da época pretendesse obter, digamos, a exclusividade de uma rota para transporte de especiarias, o "homem de bem" poderia prometer a autoridade um mimo em forma de carregamento de canela. Obteria a concessão, certamente. 

As pedras preciosas, claro, mandavam bem no mercado da corrupção. Além do valor em si, carregavam poderes místicos que lhes davam ainda maior importância. Se quisesse ter a mulher de um potentado com aliada, uma joia de jasper era tiro certo, simbolizava a paixão; sárdio, crisólito e calcedônia eram apreciados como reforço nos lobbies empreendidos por negociantes. 

Fica a ideia aos corruptos atuais. Em vez de carregar volumosas malas de dinheiro e entupir apartamentos com sacos de notas de 100 e 200 reais, poderão transportar com discrição pedras valiosos, incenso e mirra. As duas últimas também facilitariam a lavagem de dinheiro e evitariam problemas legais. Duvido que o Banco Central fiscalize o mercado de especiarias é e improvável que a justiça eleitoral exiga dos políticos candidatos declaração de bens em olíbano e açafrão.

Antes que eu me esqueça: não me venham falar em intolerância religiosa. Pastores que fazem politica são políticos e devem ser tratados como tal sempre que estiverem nessa atividade. Intolerância religiosa é outra coisa. É, por exemplo, atacar e incendiar terreiros de religiões afro-brasileiras e destruir imagens de santos católicos.


terça-feira, 22 de março de 2022

Frase do dia

“Existem somente dois tipos de homem: os íntegros que se consideram pecadores, e os pecadores que se consideram íntegros.”

PASCAL (1662)



segunda-feira, 21 de março de 2022

Do Twitter: o Congresso virou puxadinho do Planalto

 


Fotomemória da redação: cena do exótico Hotel Novo Mundo

 

A foto acima, que foi enviada ao blog por J.A.Barros, ex-diretor de Arte da revista Manchete. Registra um grupo de jornalistas que trabalharam na Bloch após um almoço no Hotel Novo Mundo durante a divulgação do livro "Aconteceu na Manchete, as história que ninguém contou". A imagem é, provavelmente, de 2008. A Manchete já não existia, faliu em 2000. O Novo Mundo resistiu por mais alguns anos. Hoje é um residencial. No térreo ainda funciona um bar, que era um concorrido point etílico das redações das revistas das Bloch. Atualmente abriga-se no térreo do antigo hotel o Bar do Zeca Pagodinho. Na foto: Beatriz Lajta, Alberto Carvalho, Carlos Heitor Cony, Daysi Prétola, Roberto Muggiati, Maria Alice Mariano, J.A.Barros, Lenira Alcure, Jussara Razzé e José Esmeraldo. O Novo Mundo era histórico e com histórias. Dignas de um filme. Afinal, o cinema gosta de tramas em hoteis. Quem não viu "O Grande Hotel Budapeste", "Grande Hotel", "Encontros e Desencontros", "O Exótico Hotel Marigold" e - que não se ouse duvidar das lendas no Novo Mundo - até mesmo um Hotel Overlock de  "O Iluminado".