sábado, 27 de novembro de 2021
O Globo, hoje, com matéria do repórter Eduardo Gonçalves, revela o narcogarimpo na Amazônia
Joseph Pulitzer bem que falou...
por José Esmeraldo Gonçalves
O jornalismo deve muito a Joseph Pulitzer. O imigrante húngaro que chegou aos Estados Unidos com apenas 17 anos, combateu os confederados na Guerra Civil, trabalhou como carregador de bagagens e garçom antes de conseguir um emprego de repórter em um jornal dirigido à comunidade alemã.
Foi o começo de uma carreira que o levou a editor e proprietário de um rede de jornais. As primeiras matérias investigativas da imprensa estadunidense foram pautadas pelos seus veículos. Pulitzer e seus repórteres denunciaram a exploração ilegal de trabalhadores, atuação de cartéis em vários ramos de negocios, combateram a corrupção e defenderam como poucos a liberdade de imprensa.
O editor criou uma fundação exclusivamente para oferecer bolsas de estudos para jovens jornalistas. Seu nome é mais conhecido hoje por dar nome a um importante prêmio de imprensa, mas Joseph Pulitzer deixou muitas lições. E nos legou uma frase que mais parece uma visão premonitória.
"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica
e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".
Ele morreu em 1911, há exatos 110 anos, sem conhecer TV, rádios e sites bolsonaristas.
Mercúrio do Madeira é mortal: lembrem Minamata • Por Roberto Muggiati
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| A Pietá de Minamata: trágico símbolo do envenenamento por mercúrio. Foto de W. Eugene Smith |
O envenenamento por mercúrio – ingerido pelas populações das áreas poluídas ao consumirem peixe, seu único sustento, causa várias deformidades e, em muitos casos, a morte. Uma das fotos emblemáticas do século 20 – uma mãe japonesa dando banho em sua filha lesada, numa composição que lembra as Pietàs do Renascimento – deu muitos prêmios ao fotógrafo W. Eugene Smith, mas lhe custou um olho, ao ser brutalmente espancado por seguranças da indústria química transgressora na pequena cidade pesqueira japonesa de Minamata. A agressão tóxica foi tão grave que, já em 1954, gerou a denominação do mal: a Doença de Minamata, uma síndrome neurológica causada por severos sintomas de envenenamento por mercúrio. Os sintomas incluem distúrbios sensoriais nas mãos e nos pés, danos à visão e audição, fraqueza e, em casos extremos, paralisia e morte.
W. Eugene Smith (1918-78), um dos maiores foto-ensaistas dos anos dourados do jornalismo ilustrado, passou três anos em Minamata (1971-73) com sua mulher, a nipo-americana Aileen Mioko Smith, documentando a doença. Seu registro Tomoko Uemura tomando banho é considerado uma das obras-primas da arte fotográfica. Antes não o fosse e a pequena Tomoko pudesse crescer com saúde.
Quantas Tomokos resultarão do garimpo ilegal do rio Madeira? Um crime, como sempre, acobertado pela conivência corrupta das autoridades brasileiras...
sexta-feira, 26 de novembro de 2021
Dia da Consciência Negra é todo dia!
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| Clementina de Jesus, 1978. Foto Guina Araújo Ramos |
Todo dia... Em todo dia é necessário que os brasileiros reforcem (ou adquiram) consciência da história e das condições de vida da população negra, a maior do país.
Todo dia é dia de luta contra o racismo, contra a segregação social, contra o preconceito de classe, de cor etc, e ainda contra as várias versões de escravidão de que é vítima a população negra, enfim, todas estas violências que atingem os grupos sociais subalternizados e explorados historicamente pela “elite” colonialista brasileira.
E todo dia é dia de celebrar as grandes figuras negras do Brasil. Hoje, por exemplo, uma das nossas maiores vozes: Clementina de Jesus!
É evidente que, dada a desproporção da presença das pessoas negras nos espaços de prestígio e poder da sociedade brasileira, até que não me surpreendi ao perceber que, na minha carreira de fotojornalista, fotografei muito menos negros...
E isto pode ser demonstrado em rápido balanço dos Bonecos da História que publiquei até agora: a presença de pessoas negras não chega a 25%... Pouco, não por escolha minha, mas por indicação profissional alheia, uma evidência do racismo estrutural vigente, porém todos da maior qualidade!
São eles (nas respectivas postagens): Carmen Costa, Lula, D. Ivone Lara, Marielle Franco, Beto Sem Braço e Aluísio Machado, Jorge Ben Jor, Aracy de Almeida, Júnior, Zezé Mota, Caetano Veloso (com Betânia e Gal), Luisinho do America, Jackson do Pandeiro, "Boca de Anjo", Carlinhos Pandeiro de Ouro, Tia Doca da Portela, Cartola, Apoena Meirelles (e Zé Bel), Milton Nascimento, Alcione, Conceição Evaristo, Baden Powell, Paulinho da Viola, Agnaldo Timóteo, Gilberto Gil e Monarco, se deixei de citar alguém...
E, não por acaso, são também negros os protagonistas da série "Foto Monumento": Trabalhador Desvalorizado, Trabalhador Semiescravizado e Torcedor Desanimado.
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| Clementina de Jesus, 1978. Foto Guina Araújo Ramos |
Creio que só fotografei Clementina de Jesus uma única vez, e é uma pena, para a revista Manchete (ou Amiga?), em um show, e já não sei mais qual... E daí são apenas duas as imagens de Clementina de Jesus as que tenho para apresentar n’[Os] Bonecos da [minha] História [no Fotojornalismo]. Outras fotos, aí só mesmo se alguém conseguir descobrir o paradeiro do sumido arquivo fotográfico da Bloch Editores...
Pena que eu não tenha mais do que estas duas fotos, dois “slides” (diapositivos, transparências...), um deles, aliás, muito ruim de foco...
Lamento, mas as fotografias, além da perda de detalhes do próprio escaneamento, pela ação do tempo (as fotos são de 1978), estão cobertas de manchas, com tendência ao lilás.Uma escassez que me obrigou a considerável esforço de recuperação digital da imagem principal, o que, infelizmente, nunca dá resultado perfeito... Para que se tenha noção, deixei a foto sem foco na condição atual.É pena, mas, no que nos traz Clementina, vale a pena!
https://bonecosepretinhas.blogspot.com.br/
quinta-feira, 25 de novembro de 2021
Shipou! GloMoro já está no ar
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| Reprodução Twitter |

quarta-feira, 24 de novembro de 2021
A volta do cipó de aroeira do neofascismo bolsonarista
terça-feira, 23 de novembro de 2021
sábado, 20 de novembro de 2021
Empresário carcará de olho na carniça
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| A ilustração acima é Reprodução/Estadão. |
Da Folha de São Paulo: memória da fotografia tá "on". Na nuvem
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| Reprodução Folha de São Paulo. Clique na imagem para ampliar. Veja o vídeo https://youtu.be/0q0hYKSeG3U |
"Mora corno aí"
sexta-feira, 19 de novembro de 2021
Livro retrata a música brasileira em 100 fotografias
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| Reprodução O Globo. Clique na imagem para ampliar |
Série "Pam e Tommy" conta a história secreta de uma sex tape pioneira
| Lily James em cenas de "Pam and Tommy" |
por Ed Sá
| Pamela Anderson em Baywatch |
A plataforma Hulu acaba de lançar o trailer da série "Pam and Tommy" que contará toda a história do vazamento das cenas. A bela Lily James interpreta Pamela Anderson. A transformação da atriz é impressionante. Sebastian Stan é Tommy Lee. Seth Roger ´vive Rand, o homem que roubou a fita. O ator Nick Offerman faz o papel do empresário pornô Tio Miltie, que comercializou a fita. Ainda sem data de lançamento no Brasil, a série será exibida aqui no canal de streaming Star+ .
VEJA O TRAILER DE "PAM AND TOMMY" AQUI
O Brasil precisa conhecer a verdade sobre a Escravidão
por J.A.Barros
“Existem muitas Áfricas escondidas no Brasil”.
Com essa frase, o jornalista e escritor Laurentino Gomes começa a decrever para o Brasil de hoje o que foi o Brasil de ontem. Nos seus livros - Escravidão volumes I e II - ele revela o Brasil que ainda não é contado e nem ensinado nas escolas.
Todos nós, brasileiros, precisamos tomar conhecimento da história da escravidão que nos é ocultada em seus pormenores. Tanto vai surpreeder que nos perguntaremos depois:
- Por que o racismo?
O fato é que, após a leitura desses livros, entendi mais do que nunca que devemos aos negros brasileiros gratidão e respeito pelo que fizeram, pelo que trabalharam, pelo que trouxeram nas suas mãos acorrentadas, por todo o conhecimento de como lidar com a terra, com o ferro, como descobrir o ouro que se escondia nos fundos dos riachos e como garimpar as pedras preciosas que rolavam nos leitos dos rios, de como plantar os pés de café e a cana que nas usinas produziram o açúcar. Na sua tragédia, explorado e torturado, vivendo em condições terríveis o negro mostrou conhecimento. Os escravagistas que pouco ou nada sabiam de como trabalhar nessas generosas terras, encontraram no homem negro, caçado na imensa África, os braços fortes para explorar as riquezas que enchiam os bolsos dos colonizadores. O que aqueles crueis senhores não sabiam é que por trás do drama e das correntes os negros lançavam ali, com a sua cultura, as bases da nação em que, a cada dia, estão mais presentes. E agora que a nação se construiu como são vistos aqueles que foram espancados, torturados, chicoteados, desprezados e humilhados? Sim, aqui fica a pergunta que pede resposta. O homem branco se nega a reconhecer no homem negro a sua importância. Daí o racismo que nos divide e que em tempos absurdos parece aflorar ainda mais.
Por que o racismo se devemos tanto ao homem negro pelo mundo em que vivemos hoje?


















