terça-feira, 30 de julho de 2019

Governo sinaliza trevas na relação com jornalistas

A relação do governo com jornalistas vem emitindo seguidos sinais de trevas e autoritarismo. Demissões de profissionais por ingerência política, agressões e ameaças se sucedem. Dois exemplos atuais, apenas.

Na recente coletiva do porta-voz da Presidência, general Rego Barros, um episódio mostrou ao mesmo tempo a relação tensa entre repórteres que tentam exercer sua função dignamente - e não festejar o governo como certos comentaristas de TV preferem - e a estrutura oficial de comunicação do Planalto, o próprio Bolsonaro e seus ministros.

O repórter do portal UOL, Leonardo Vieira deu uma lição de integridade profissional ao questionar o porta-voz quando ele acusa o jornalista Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, de "crime", que ele não consegue tipificar, por divulgar conteúdo basicamente jornalístico de mensagens trocadas por Sergio Moro e sua facção de procuradores.

Nesta mesma semana, o apresentador do Roda Viva, Ricardo Lessa, acusa a TV Cultura de censurar veladamente uma entrevista com o general Santos Cruz, ex-chefe da Secretaria de Governo há pouco tempo demitido por Bolsonaro.

Segundo Lessa, ao convidar o general para ir ao programa foi "aconselhado" a não fazer a entrevista. Como pediu que enviassem por escrito o veto, recebeu  autorização para gravar. Em represália, a TV Cultura fez algo inédito: pautou duas entrevistas para o mesmo dia do Roda Viva, sendo que o programa com Santos Cruz passou para meia noite. Às 10, horário habitual, foi pautada uma entrevista com o economista Bernard Appy sobre a reforma tributária, tema que ainda não começou a ser discutido no Congresso.

Lessa acusou a TV Cultura de atitude "indigna e vil". Antes, segundo o apresentador, os "aiatolás" da emissora do governo João Dória, vetaram pelo menos mais dois entrevistado: Gustavo Bebianno, ex-secretário geral da Presidência, e Marcos Truirro, secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério de Economia.

A Cultura divulgou nota explicando que exibiu dois programas na mesma noite porque planejou uma "maratona". E não respondeu à grave acusação de Lessa sobre a pressão para vetar Santos Cruz, nem comentou o impedimento de entrevistas com Bebbiano e Truirro.

VEJA AQUI TRECHO DO VÍDEO ONDE O REPÓRTER DO UOL FAZ A PERGUNTA QUE ENCURRALA O PORTA-VOZ DA PRESIDÊNCIA. AQUI

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Publimemória: Acredite, isso já foi moda...


por Ed Sá

Em 1972, o movimento hippie decaía. Mesmo tardiamente, marcas populares brasileiras pegavam carona na contracultura fashion. O anúncio da extinta Ducal foi publicado no JB e na Fatos & Fotos. Os garotos-propaganda eram os Fevers, mas os estranhíssimos figurinos que eles mostram na foto não eram roupa de cena ou palco. Estavam à venda a preços módicos e por um sistema pioneiro de crediário. Os bichos-grilos não salvaram a Ducal. Pouco depois dessa campanha, a rede entrou em crise e começou a fechar lojas. A última apagou as luzes no começo dos anos 1980. 

domingo, 28 de julho de 2019

Ruth de Souza (1921-2019): o adeus da dama negra


Aos 98 anos, Ruth de Souza sai de cena. Ao longo da sua brilhante trajetória, ela acumulou pioneirismos: foi a primeira atriz negra a atuar no teatro, cinema e TV brasileiros; foi a primeira brasileira indicada a um prêmio internacional de Melhor Atriz (Festival de Veneza, 1954, filme "Sinhá Moça"); foi a primeira atriz brasileira a conquistar bolsa de estudos da Fundação Rockfeller para temporada nos Estados Unidos, onde passou um ano e atuou na peça "Dark of the Moon", de Howard Richardson e William Berney. Ela foi também a primeira negra a se apresentar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

E, por último, a primeira negra a sair na capa de uma revista brasileira. No caso, Manchete, em 1953. Dona Ruth foi fotografada por Zigmund Haar. Salomão Scliar fez o ensaio das páginas internas  e Neli Dutra entrevistou a atriz.

Em defesa da liberdade de expressão

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Jogos Pan Americanos: acorda mídia, Lima é escala para Tóquio...

por Niko Bolontrin
Já com algumas competições em andamento acontece, hoje, às 20h30, a cerimônia de abertura dos Jogos Pan Americanos, em Lima, Peru.
Os direitos de transmissão para TV aberta são da Record. A emissora adquiriu o pacote há alguns anos mas, na verdade, nunca soube bem o que fazer com o evento esportivo. Esporte, aliás, não é o forte da rede do 'bispo".
A abertura não será transmitida ao vivo pela emissora dona dos direitos: só entrará no ar quatro horas depois e em versão editada.
Sorte que para aliviar o caixa, a Record cedeu para o Sportv 2 a transmissão em canal por assinatura (também estará disponível no a cabo Record News), o que dá uma opção ao vivo a um universo menor de telespectadores, mas evita que a abertura passe em branco, assim como favorece a cobertura de boa parte das modalidades para as quais a Record aberta não terá tempo.
A mídia em geral falou pouco do Pan até hoje. Provavelmente com o avanço das competições dará mais visibilidade aos Jogos. Embora um tanto esvaziado pelo calendário por coincidir com o Mundial de Esportes Aquáticos na Coréia do Sul e com a preparatório do Mundial de Atletismo em setembro, no Catar, o Pan de Lima tem grande importância para o Brasil por valer como classificação para as Olimpíadas de Tóquio no ano quem vem em pelo menos 22 modalidades. O caminho para Tóquio passa por Lima.

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Cinema brasileiro sob ataque: Ancine vai para Brasília sob condução coercitiva e revista Variety noticia a volta da censura


A ideia não é nova. O ministro da Propaganda nazista, Joseph Goebbels, conduziu um amplo projeto de submissão do cinema à política de governo. A ordem era instrumentalizar a tela para difundir os valores da família, da religião, o nacionalismo, os heróis da pátria, a xenofobia, a posição inferior das mulheres e a qualificação do "inimigo" sempre presente.

A revista Variety comenta a decisão de Bolsonaro de levar a Ancine, a agência que cuida do Fundo Setorial do Audiovisual, principal instrumento para fomento da indústria, para o Palácio do Planalto diretamente sob o controle do executivo. O objetivo da ultradireita é policiar o cinema brasileiro, impor um "filtro", como o governo chama, e na prática controlar ideologicamente o que pode ser filmado.

LEIA A MATÉRIA DA VARIETY, AQUI

Viu isso? Paramount HD acha engraçado o preconceito


O Brasil vive dias em que o politicamente incorreto tem sido exaltado pelos donos do poder político. Mas o canal por assinatura Paramout HD não precisava exagerar. O filme "Tommy Boy" ganhou um título supostamente engraçadinho em português: "Mong & Loide". Uma claríssima alusão ao pejorativo "mongolóide", termo usado para classificar pessoas portadoras da Síndrome de Down. O significado original da palavra remete à raça mongol. Já o "monoglóide", esse que a Paramount incorpora, é xingamento mesmo. Lamentável.

Memória da redação: quando Manchete perdeu a noção da realidade...


Essa edição da Manchete é de 1969. Uma das chamadas de capa é um primor de alheamento editorial. O que levou a revista a perguntar em plena ditadura, pouco depois da decretação do AI-5, "qual a posição do Exército?". Àquela altura, só a Manchete não sabia.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Rio: esse visual Crivella não consegue destruir...

Foto J.E

Não é fácil escapar da incompetência aguda do prefeito Marcelo Crivella e sua equipe de apadrinhados. O Rio está um caos. Apesar de tudo, o visual escapa. Que assim seja, como mostra essa foto, feita a partir das imediações do Quadrado da Urca, há poucos minutos. A foto não é perfeita, o dia de inverno à carioca, sim.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Gisele Bündchen: a defesa da Amazônia


Gisele Bündchen é capa da Elle americana de julho. Ela cada vez mais usa seuprestígio para denunciar a ameaça que paira sobre a Floresta Amazônica.

Do Twitter: políticos nordestinos que apoiam Bolsonaro terão vergonha na cara?

Reprodução do Twitter do jornalista Reinaldo Azevedo

Serenou na capa da Sports Illustrated

 A tenista Serena Williams postou no Instragram a capa que fez para a Sports Illustrated, ensaio assinado por Jeffery Salter, fotógrafo de Miami que é o preferido das celebridades do esporte.

domingo, 21 de julho de 2019

"Easy Rider": o filme que nasceu pra ser selvagem agora é cinquentão...


por José Esmeraldo Gonçalves 

As duas motocicletas que levaram Hollywood de carona direto para a contracultura estão de volta aos cinemas americanos em 400 salas e versão restaurada 4K.

Quando "Easy Rider" ("Sem Destino", no Brasil) foi lançado em 14 de julho de 1969, há 50 anos, as salas americanas exibiam "Hello Dolly", "Airport" e "Patton". O filme custou menos de meio milhão e arrecadaria mais de 250 milhões de dólares, apenas nos Estados Unidos. Na vida real, o que estava em cartaz era a guerra do Vietnã, Charles Manson e o rescaldo tardio das cinzas da era Kennedy. Por aí pode-se imaginar o impacto que a trama causou nas plateias americanas. Talvez duas produções anteriores tenham dado pinta de que Hollywood estava mudando: "Bonnie and Clyde" e  "The Graduate", de 1967, deixaram algumas escoriações no mundo perfeito de "Hello Dolly", mas ainda não eram aquele filme-marginal que faria o público largar a pipoca.

O ronco inconfundível das motocicletas Harley de "Easy Rider" ecoou no conservadorismo ao mesmo tempo em que levou uma geração de jovens americanos desiludidos, que já não acreditavam nos "valores wasp" (branco, anglo-americano e protestante, na sigla em inglês), a se identificar com Wyatt( Peter Fonda) e Billy (Denis Hooper). O envolvimento dos dois atores, aliás, foi muito além de apenas interpretar os personagens principais. Fonda co-escreveu o roteiro, ao lado de Terry Spouthern, e Hopper dirigiu o filme. "Easy Rider" não marcava a estréia de Jack Nicholson, mas foi o papel do advogado pinguço George que lhe deu o status de estrela. Ainda no elenco, Karen Black, Luana Anders, Luke Askew, Toni Basil, Warren Finnerty, Sabrina Scharf e Robert Walker.

Não é exagero dizer que as duas motos também se tornaram superstars. Na verdade, a produção usou quatro Harley-Davidson Hydra-Glides personalizadas. Eram máquinas construídas entre 1949 e 1950 que pertenceram a esquadrões policiais. O filme acabou consagrando a estilo Chopper, caracterzado, entre outras adaptações, pelo garfo alongado e amortecedores dianteiros compridos. A bordo dessas motos desenrola-se a trama. Wyatt e Billy (os nomes eram uma referência a Wyatt Earp e Billy the Kid) vendem uma partida de cocaína e, com o dinheiro, aceleram as motos desde a Califórnia até New Orleans, onde pretendiam curtir a Mardi Gras. Na estrada, cavalgam a metáfora da liberdade, que não deixa de lhes cobrar o alto preço das tensões da América.



As cenas inesquecíveis de Easy Rider se associaram à memória musical. A trilha sonoro é tão explosiva quanto o filme. As motos roncam ao som de "Born to Be Wild", o rock do Steppenwolf, "If 6 was 9", de Jimi Hendrix, "If you want to be a bird", do Santo Modal Rounders, "Don't Bogart Me", do Fraternity of Man ou "Kyrie Eleison", com The Electric Prunes, música religiosa transformada em "viagem" psicodélica, e a única escrita para o filme, "Ballad of Easy Rider", de Roger McGuinn.

"Sem Destino" chegou ao Brasil em janeiro 1970, em plena ditadura. A coisa aqui estava preta, mas o filme não foi vetado. o que não quer dizer que teve vida mansa nas telas. Foi censurado para menores de 18 anos e, na maioria das capitais, ficou em cartaz por apenas uma semana.

Para as gerações que chegaram atrasadas, vem aí a chance de ver "Easy Rider" em 4K, o que significa resolução até melhor do que a original.

VEJA UM TRECHO DO FILME E OUÇA "BORN TO BE WILD", DO STEPPENWOLF, AQUI

sábado, 20 de julho de 2019

Mistério: imagens originais da chegada do homem à Lua desapareceram...



por Flávio Sépia

O Brasil tem fama merecida de não preservar imagens da sua memória. Museus se incendeiam, negativos de filmes se deterioram e arquivos de fotográficos desaparecem. O que existe é graças a abnegados que se dedicam conservar acervos preciosos. Até as pedras lunares que o país recebeu de Richard Nixon sumiram.

Os Estados Unidos, ao contrário, preservam seus arquivos. Mas não todos. Nos últimos dias, você deve ter visto como parte das celebrações dos 50 anos da chegada do homem à Lua a célebre cena de Neil Armstrong descendo a escada do módulo lugar Eagle. É uma reprodução. A site Mashable publica hoje uma matéria sobre o sumiço do tape original. A Nasa designou uma equipe para vasculhar arquivos em busca do material. Não o localizou e concluiu que pode ter se perdido definitivamente ou se deteriorou por ter sido guardado de forma inadequada.

Outra revelação do vídeo do Mashable: as imagens vistas nas televisões do mundo inteiro naquele dia 20 de julho de 1969 não eram, pelo menos diretamente, aquelas captadas pela câmera do módulo Eagle. Por problemas de resolução e codificação na transmissão, a Nasa teve que filmar com uma câmera comum a tela de um dos monitores da sala de comando que recebiam as imagens e assim repassá-la para as televisões.

Acrescento algo que não está no Mashable: as duas Hasselblad que registraram a chegada do homem à Lua, há 50 anos, estão lá até hoje. Logo após Armstrong e Aldrin pisarem no solo lunar, eles retiraram as câmeras do suporte para as filmagens da caminhada. Uma dessas tinha um rolo de filme Kodak fotográfico. Concluído o tour na Lula, os astronautas retiraram filmes e tape e jogaram fora os equipamentos para diminuir o peso da Eagle.

As sete missões da Apollo que foram à Lua largaram 10 Hasselblad na poeira lunar. Se nenhum ET as recolheu, estarão lá à disposição das futuras missões.

É de quem chegar primeiro. 

VEJA O VÍDEO DO MASHABLE SOBRE O DESAPARECIMENTO DAS IMAGENS ORIGINAIS DA CHEGADA DO HOMEM À LUA,
CLIQUE AQUI

A ofensa racista de Jair Bolsonaro

Reprodução/Bandnews

Bolsonaro acumula episódios de racismo e intolerância. Índios, mulheres, negros e homossexuais são frequentemente agredidos pelo sujeito. É crime, mas as leis não o alcançam. Vários desses rompantes já foram gravados. Como esse, que o próprio serviço de TV oficial gravou. Os governadores do Nordeste lançaram uma nota de protesto. Mas há deputados federais da região que apoiam Bolsonaro. Bom que as suas bases vejam isso. Na mesma cena, ele manda "não dá nada", referindo-se a verbas, para o governador do Maranhão, Flávio Dino, deixando claro que não é o presidente de todos e age como um 'gauleiter' ensandecido que pune que não o apoia. Acima, a reprodução do que foi ao ar pela Band, Veja o vídeo AQUI

Na capa da Carta Capital: "la garantia soy yo"

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Essa edição da Veja está sinistra, acredita? :"Anhangá", da "Sociedade Secreta Silvestre", ameaça tocar o terror no Brasil

Que a Veja tem um longo histórico de apostas inacreditáveis, basta consultar a coleção da revista. A capa da edição desta semana está agitando as redes sociais.

Aparentemente, na busca de uma exclusiva, os editores fizeram uma jogada de risco. Foram buscar na internet profunda, a chamada Deep Web, o "Anhangá", um sujeito que se apresenta como membro de uma organização terrorista que se intitula "ecoextremista" e atende pelo bucólico nome de "Sociedade Secreta Silvestre". Das profundezas digitais, ele denuncia um suposto plano da SSS para matar Jair Bolsonaro, Ricardo Salles e Damares Alves.

Um jornalista da revista alega ter feito contato com o terrorista através do ambiente da Deep Web que é irrastreável, o que também torna difícil, quase impossível, confirmar a fonte da informação. O "Deep Troath" da Veja diz que tem contato com uma organização terrorista internacional, a "Individualistas que Tendem ao Selvagem (ITS), que fornece know how ao braço brasileiro da multinacional do terror. "Anhangá" se diz preparado e vai botar pra quebrar. Queria, por exemplo, segundo a revista, atacar Bolsonaro logo na posse, mas adiou a ação por causa do forte esquema de segurança. Em vez disso, os "Silvestres"teriam  colocado uma bomba em uma igreja católica a quilômetros de distância do Planalto. Apesar da assessoria técnica do ITS, a artefato não explodiu, supostamente por falha no detonador. O que a igreja tinha a ver com as calças, o terrorista e a revista não explicam. Depois, apesar de "ecologista", a "Sociedade Secreta Silvestre" teria incendiado carros do Ibama,  precisamente a instituição que tenta defender o que resta da Amazônia e que, por isso, tem sofrido fortes pressões do atual governo. O terrorista e a revista nem tentam  explicar a contradição.

A Veja diz que a Polícia Federal está investigando os terroristas silvestres. Esperar que as autoridades botem a mão no Anhangá talvez seja a única chance de provar mais essa inacreditável e especulativa reportagem de capa da revista que agora pertence a executivos do mercado financeiro.

Até aqui, o fato faz lembrar dois momentos tão surpreendentes quanto ridículos do bravo jornalismo brasileiro. Um, tendo a própria Veja como protagonista, foi o famoso caso do "Boimate". Os editores da revista leram na britânica New Scientist uma piada publicada no Dia da Mentira, brincadeira comum adotada tradicionalmente pelos veículos locais. Só que Veja acreditou e reproduziu a matéria que dava conta de um fantástico feito científico: a fusão de células bovinas com tomates que resultaram em uma nova espécie, a Boimate. A vantagem, dizia a Veja, seria poder colher um dia um filé ao molho de tomate diretamente da horta. Depois de sofrerem merecida gozação, os editores pediram desculpas aos leitores.
O outro momento deep foi do programa do Gugu. Talvez por achar complicado entrevistar bandidos do PCC, a produção resolveu... produzir. Arrumaram dois mascarados que, entrevistados, deram uma lista de autoridades e jornalistas ameaçados de morte. A farsa foi desmascarada e o SBT multado.

Sem propostas concretas, Neymar se oferece a vários clubes e sofre bullying midiático

ESPN/Reproduçõa twitterAdicionar legenda

A ESPN lançou no Twitter a questão acima. Aproveitando o gancho de La Casa de Papel, cuja terceira temporada a Netflix disponibiliza a partir de hoje, o canal especula sobre o complicado destino de Neymar, que pretende sair do PSG, mas não recebeu proposta concreta.

O jornal espanhol Mundo Desportivo também publicou uma "lista de Ney", citando clubes para os quais Neymar pai já teria oferecido o filho que está no desvio e acrescentando o Bayern às supostas possibilidades.

Enquanto espera, o PSG fez dois amistosos preparatórios, sem Neymar, que finaliza recuperação. O jogador acompanhará a delegação do clube à China, ainda como parte da pré-temporada. O PSG não confirma se ele entrará em campo. Neymar tem contrato com o time francês até junho de 2022 e corre contra o tempo - as janelas europeias de transferências começam a se fechar nas próximas semanas - para encontrar uma saída.

Há pouco tempo tido como um dos jogadores mais valorizados do mundo Neymar vive fase de baixíssimo astral: responde a processos nos fiscos da Espanha e do Brasil; é alvo de investigação sobre acusação de estupro e soma uma incômodas sequência de contusões.

Caso não apareça um proposta que atenda aos interesses do PSG - o clube não abre mão de recuperar o alto investimento - Neymar terá que cumprir o contrato. O seu ambiente no clube vai ser testado na turnê chinesa. Ao final da Copa da França, quando o PSG foi derrotado pelo Rennes, ele criticou companheiros e provocou mal estar interno.

Nessa época do ano, enquanto aguarda o início da temporada 20019-2020, a mídia esportiva europeia tem menos notícias. As especulações sobre o mercado do futebol são o tema principal e algumas transferências milionárias já se efetivaram. Com isso, o impasse sobre o destino do Neymar ganha ainda mais espaço.

Alex Morgan, campeã do mundo pela seleção americana de futebol, vai montar uma empresa de mídia. Ela é a favor de ocupar todos os espaços, posa para revistas, faz filmes e escreve livros....

A jogadora Alex Morgan, campeã do mundo pelos Estados Unidos, posou para a Sports Illustrated. Reprodução


Ela atuou no filme Alex & Me" lançado no ano passado e...


...é autora de uma coleção de livros infantis. Para ela, as jogadores de futebol
feminino precisam ocupar espaços na mídia. 

por Niko Bolontrin

Campeã pelos Estados Unidos e um das artilheiras do Mundial Feminino recentemente disputado na França, a jogadora de futebol Alex Morgan está formando uma empresa de mídia. Ela não pretende se associar a nenhuma grande empresas jornalística e visa focalizar público feminino, atletas, especialmente meninas. Morgan revelou seus planos em entrevista à Bloomberg, ontem, mas não deu maiores detalhes da empresa.

Morgan sempre defendeu maior divulgação para o futebol feminino e tem incentivado as colegas a ocuparem mais espaço na mídia. "Quero compartilhar as histórias que eu acho que muitas pessoas querem ouvir, e as meninas precisam ter acesso a elas". A jogadora já escreveu livros infantis sobre futebol, atuou no filme "Alex & Me", lançado no ano passado e não vê problemas em fazer fotos sensuais. Ela já posou duas vezes para a Sports Illustrated, sendo que o último ensaio fotográfico foi publicado dias antes da última Copa do Mundo.