sexta-feira, 19 de julho de 2019

Muita mutreta pra levar a situação...

Reprodução/Época/22/07/2019. Clique na imagem para ampliar
Articulista da Época, Conrado Hübner Mendes, professor da USP, analisa "a fronteira entre a corrupção criminosa e a corrupção normalizada". Comenta como "a Lava Jato turbinou a blindagem da magistratura. Tornou-se símbolo incorruptível da moralidade e gozou da presunção absoluta da legalidade. Não se testa sua legalidade, presume-se".
O artigo vem a propósito do escândalo da Vaza Jato, os truques que dominavam seus protocolos e ausência de resposta das instituições. É um bom contraponto no momento que figuras da Justiça considerarem normal a malandragem e o jogo de interesses particulares como instrumento autorizado desde que seja no combate à corrupção. Pois é, essa estratégia tem sido defendida até em editoriais da grande mídia. O atropelo da lei pela lei já se configurou em muitos episódios, mas as revelações do Intercept Brasil demonstram que nesse pântano institucional sempre será possível encontrar justificativa para dar um passo a mais.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

O Sr. Embaixador em Washington DC: Eduardo Bolsonaro vai morar no cafofo que já recebeu Roberto Campos, Walter Moreira Salles, Vasco Leitão da Cunha. Mário Gibson Barbosa e Paulo de Tarso Flecha de Lima

A residência oficial do embaixador brasileiro em Washington (Reprodução MRE)

E o prédio da Chancelaria, o local de trabalho vizinho à residência. (Reprodução/MRE)

A Embaixada do Brasil em Washington já foi bem frequentada.

Se assumir o cargo de representante brasileiro nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro circulará nos corredores da residência e nos gabinetes da Chancelaria
adjacente, na 3006 Massachusetts Avenue NW, onde já passaram figuras como
Walter Moreira Salles, Ernani do Amaral Peixoto, Roberto Campos, Vasco Leitão da Cunha, Mário Gibson Barbosa. Antonio Azeredo da Silveira, Marcílio Marques Moreira, Sergio Correa da Costa, Rubens Ricúpero e Paulo Tarso Flecha de Lima.

Ele pode não ter a mais remota ideia da função que os diplomatas citados já exerceram, mas vai morar igualmente bem. A residência do embaixador do Brasil, a Villa McCormick, como é conhecida, é uma referência arquitetônica em estilo neoclássico na capital norte-americana. É obra do arquiteto John Russell, que assinou outros prédios públicos em Washington DC. O prédio da Chancelaria, construído no terreno da residência, também tem planta ilustre. Em estilo moderno, foi projetado por Olavo Redig de Campos.

Se realmente for morar lá, é melhor Eduardo não desfazer as malas. O ministro
Paulo Guedes já declarou que pretende vender, quem sabe na black friday, os prédios das
embaixadas brasileiras em vários países.

A anunciada indicação do Bolsonaro júnior como embaixador tem provocado
polêmicas e gerado memes nas redes sociais. O alvo principal é o inglês do
sujeito. Há vídeos e áudios mostrando que o futuro embaixador fala o idioma de
Shakespeare com adaptações tropicais muito peculiares. Um desses vídeos,
gravado durante uma entrevista à Fox News registra momento de pânico do atual deputado ao não conseguir completar uma frase e obrigado-se a retornar à língua máter para admitir candidamente: "Caralho, deu branco". Sejamos justos: o inglês do Eduardo não chega ser o do treinador Joel Santana, que virou sua marca registrada intransferível. Certo que a pronúncia lembra um pouco a do indiano Hrundi V. Bakshi, personagem que o ator Peter Sellers viveu em "Um Convidado Bem Trapalhão". Uma diferença, talvez, é que no filme o inglês era intencionalmente caricatural sem espancar a sintaxe.

Uma das qualificações do indicado, além de ter admitido que já fritou hambúrger - isso também virou piada -  nos Estados Unidos, seria, segundo afirma o governo, o fato de ser amigo do Donald Trump e dos seus filhos. São assim, ó,  capazes de diálogos íntimos do tipo "how do you do, Dudu" e "how do you 'tru', Trump".
 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Quer ganhar até 20 mil dólares? A chinesa Huawei lança Concurso de Fotografia no Brasil.


A Huawei, que está entrando no Brasil, abre o Concurso de Fotografia  Huawei Next-Image 2019. São para fotos nas categorias #EmotionTag, Olá, vida!, Rostos, Explorando distâncias, A vida agora e Storyboard.

Regulamento e descrição de características exigidas para cada categoria estão no site da Huawei (link abaixo)

Haverá um premiação de US$ 20 mil para o vencedor do “Grande Prêmio”, US$ 6 mil por categoria e a chance de participar da Paris Photo 2019. Além disso, os 50 trabalhos que se destacarem levarão um smartphone Huawei P30 Pro.

Detalhe importante: só podem concorrer fotos feitas por smartphones da Huawei, de qualquer modelo. As inscrições vão até o dia 31 de julho e os vencedores serão conhecidos no dia 9 de setembro, durante a Paris Photo 2019.

Instruções e detalhes do concurso estão AQUI


Parabéns a todos os envolvidos: a barbárie social que o Brasil pediu nas urnas já se instalou...

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

A capacidade de Jair Bolsonaro desmontar a civilização e implantar a barbárie social no Brasil é espantosa e veloz. Ontem, o jornalista Arnaldo Bloch, do Globo, listou os itens da cartilha neofascista com que o governo ataca todas as áreas. As medidas oficiais tomam as quatro colunas do texto. Enquanto a gráfica rodava o jornal, o inquilino do Planalto divulgava mais duas decisões inacreditáveis.
A primeira, suspende contratos para a produção de 19 medicamentos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O corte atinge laboratórios públicos que fabricam remédios que custam ao governo 30% mais baratos do que os equivalentes dos laboratórios privados para pacientes que sofrem de câncer e diabete ou que passaram por transplantes. Mais de 30 milhões de brasileiros dependem desses medicamentos.
A segunda, em nome da desburocratização e para atender a pedidos de entidades empresariais, Bolsonaro quer reduzir a cota de menores aprendizes e de pessoas com deficiências que as empresas são obrigadas por lei a contratar.
As medidas a serem implantadas mereceram pouco repercussão na mídia oligárquica. Por um simples motivo: editorialistas, editores e colunistas de política e economia parecem considerar que se este desmonte é o preço a pagar pela reforma da Previdência, reforma tributária e aos dogmas em geral da economia neoliberal, que assim seja. Os 13 milhões de desempregados, os mais de 20 milhões de subempregados, o fim das políticas sociais, o desprezo ao meio ambiente, agrotóxicos para todos, a demonização da Cultura, o fundamentalismo religioso contaminando o Estado laico, o neofascismo que dirige comportamentos, as ameaças estilo tropas de choque hitleristas a jornalistas independentes ampliam as desigualdades e cobram alto custo da democracia e da liberdade. Mas o que importa tudo isso se o confisco da Previdência se realiza? 


terça-feira, 16 de julho de 2019

Neil Armstrong foi à Lua e, na volta, pousou na Manchete onde ouviu de Hebe Camargo: "O senhor é uma gracinha".

Hebe Camargo e Neil Armstrong no hall da Manchete, na rua do Russell, 1969. Reprodução




por José Esmeraldo Gonçalves 

Na data de hoje, 16 de julho de 1969, há 50 anos, foi lançada do Cabo Canaveral a Apollo 11, que levou à Lua os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins. O pouso ocorreu no dia 20 de julho. Os dois primeiros passaram pouco mais de duas horas na superfície lunar. Aldrin permaneceu a bordo do módulo de comando orbitando em torno da Lua.

A chegada do homem à Lua foi primeiro grande acontecimento transmitido pela TV a se beneficiar das redes de micro-ondas recém-instaladas em muitos países, inclusive no Brasil, o que multiplicou a audiência global.



A mídia se mobilizou. Aqui, a Bloch lançou rapidamente várias edições especiais de Manchete e Fatos & Fotos levando aos leitores imagens coloridas, com absoluta nitidez, e acrescentando mais informação ao fato visto inicialmente pela TV e em radiofotos publicadas em jornais, com resolução precária.

Um edição da Fatos & Fotos se destacou especialmente. Era uma revista multimídia, termo que não existia na época, integrando texto, fotos e ilustrações a um CD com o áudio dos diálogos entre os astronautas e o centro de comando da missão em terra.

O pouso dos primeiros astronautas na Lua assombrou o mundo, mas não demorou a se banalizar, como quase tudo que é alvo de intensa exploração da mídia. Até 1972, doze astronautas caminharam na Lua. Conta-se que já na segunda missão tripulada, a da Apollo 12, em novembro de 1969, os alto-falantes do Maracanã, ainda na época da "Adeg informa", anunciaram o pouso aos torcedores durante um lance de jogo crucial e o locutor foi vaiado, tal o desinteresse.

Outra curiosidade: o presidente americano, Richard Nixon, em uma jogada de marketing, distribuiu rochas lunares a todos os países. O Brasil recebeu uma dessas, mas como a Taça Jules Rimet, o pedregulho nacional sumiu.

Desde novembro de 1972, nenhum homem pisou mais na Lua.

China e Índia estão com programas espaciais adiantados e planejam missões lunares tripuladas na próxima década. Os Estados Unidos pretendem voltar até 2024 através de parcerias da NASA com empresas privadas.

Um recadinho para os nerds: o computador da Apollo 11 era praticamente uma reles calculadora. Os sistemas da nave tinham 64 KB de memória RAM e uma CPU de 0,043 MHz, sua capacidade de cálculo estava na casa dos milhares. Um iPhone 5, por exemplo,  usa processador de 1,3 GHz, uma memória RAM de 1 GB e faz milhões de cálculos por segundo. E o computador IBM central da NASA, embora um pouco mais potente, na faixa dos megas, era centenas de vezes mais rudimentar do que um Playstation 4 que trabalha com 500 gigabytes.

Neil Armstrong confessou que mais difícil do que ir à Lua foi cumprir a agenda de celebridade que lhe foi imposta e o levou a uma turnê mundial.

O astronauta pioneiro acabou, quem diria, na Manchete. Em viagem ao Brasil, ele almoçou no prédio do Russell, visitou a redação no 8º andar e deu  saída entrevistas. Já no hall, foi acoplado a Hebe Camargo e respondeu a algumas perguntas da diva da TV brasileira. "O senhor é uma gracinha", revelaria ela em suas impressões sobre Armstrong.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

A polêmica do VAR: os nerds têm mesmo que decidir jogos?

No atual Brasileirão o VAR tem se afirmado como mais uma instância de erro. Tornou-se uma espécie de muleta para árbitros inseguros. Na dúvida, eles dividem a responsabilidade com os nerds que operam o sistema.

Na prática, o VAR virou o Google dos árbitros

O Vasco, na última rodada, foi a nova vítima. A bela arrancada de Pikachu rumo ao segundo gol foi inutilizada pelos "sábios do mouse" ao alegar erradamente que em lance anterior outro jogador do Vasco, Rossi, teria feito falta em Matheus Henrique, do Grêmio. Àquela altura, o segundo gol do Vasco poderia ser decisivo. Perdendo do 2X0, o Grêmio, no mínimo, teria que avançar e se expor.

O Vasco pedirá punição do árbitro, mas, é aí, os três pontos já eram. Há quem diga que o cruzmaltino, enfraquecido, perdeu força para se defender e virou saco de pancadas do apito. A conferir. Mas o fato é que o Brasil se esforça para desmoralizar o VAR.

O que os árbitros tanto conversam com o técnico via rádio? Até para confirmar lateral, eles dialogam.

Se os árbitros não eram infalíveis e o VAR também não é, a redundância tem potencial de causar muita confusão. Até aqui, não veio para explicar, mas para confundir, como dizia o Chacrinha.

O VAR é um elemento válido no jogo, mas o protocolo deve ser aperfeiçoado. Por que não adotar o sistema do vôlei, que está em vigor há anos e não provoca tanta polêmica? Cabe o árbitro marcar e a cada treinador um número determinado de pedidos de revisão eletrônica. Só em caso relevante, quando os dois treinadores já esgotaram seus pedidos, o árbitro tem direito a recorrer à eletrônica.

Outra medida que ajudaria a baixar o nível de desconfiança: transmitir no sistema de som do estádio o diálogo do árbitro com os nerds do VAR. É assim no futebol americano: o juiz anuncia suas decisões para todo o estádio ouvir. Não seria problema já que, teoricamente, VAR e juiz não teriam nada a esconder. Torcedor paga ingresso para saber de todos os detalhes do jogo. E, agora, que um diálogo via rádio pode decidir uma partida tanto quanto uma jogada de um craque a galera quer saber o que as autoridade do jogo tanto conversam.

A transparência agradece.

domingo, 14 de julho de 2019

Memória da redação: a asa delta havia recém-chegado ao Rio quando o craque Doval, do Flamengo, tentou voar...



Foto: Hugo de Góes

por José Esmeraldo Gonçalves 

Em julho de 1974, há 45 anos, o francês Stephan Segonzac decolou da Pedra Bonita para o primeiro voo de asa delta no Brasil. Dias depois, assombrou a cidade ao pular do Corcovado e pousar no Jockey Club.

Antes do verão 74-75 despontar, o carioca Luís Cláudio já fazia os primeiros voos e se tornava instrutor para dezenas de interessados no novo esporte.

Na época, o atacante Doval era ídolo no Flamengo e o argentino mais carioca que os hermanos já mandaram para o Rio. Fora do campo, ele praticava surfe, fazia aulas de pilotagem no autódromo e treinava tiro no stand do clube. Não demorou a se interessar pelas asas que via aterrissar na Praia do Pepino.

Em agosto de 1975, a Fatos & Fotos me mandou cobrir as primeiras aulas do gringo com o instrutor pioneiro, o Luís Cláudio. As lições iniciais aconteciam em Jacarepaguá, aproveitando o declive de um pequeno morro. Doval logo provou que era muito melhor em fazer a bola voar do que ele mesmo sair do chão.

Depois de algumas tentativas, o instrutor assinalou a dedicação do aluno, mas não deixou de ironizar: "Ele já conseguiu passar quase três minutos sem encostar o pé no chão".

Doval foi três vezes campeão carioca, duas pelo Flamengo e uma pelo Fluminense. Morreu em 1991, aos 47 anos, vítima de infarto. Três dias antes, ele viu o Fla jogar pela última vez, em Buenos Aires, contra o Estudiantes de La Plata pela Supercopa Libertadores. O rubro-negro perdeu (2X0). Ele chegou a visitar a delegação do Flamengo no hotel que hospedava os brasileiros.

Folha de São Paulo: o CEO da Lava Jato


Lava Jato Ltda: mensagens do Telegram revelam o plano de negócios milionários por baixo do tapete da força tarefa...




Em parceria com Intercept Brasil, a Folha de São Paulo divulga novas mensagens do escândalo que revela a face secreta da Lava Jato. Dessa vez, o tema é dinheiro e de como faturar com a operação. O vazamento mostra que sob a aparência de legalidade, a Lava Jato é um iceberg cuja porção submersa  escondia negócios. Eventos, palestras e aulas patrocinados, a partir do conteúdo jurídico da Lava Jato, eram a base da "indústria" detalhada no grupo de procuradores no Telegram. O Procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, imaginou um plano de negócios para lucrar na esteira da fama e dos contatos conseguidos durante a operação. Empresas com sócios secretos e em nome de "esposas laranjas",  criação de instituto "sem fins lucrativos" e parcerias com promotores de eventos são elementos do plano dignos de um power point de faturamento que o C.E.O do esquema planejou. O material, que é espantoso, poderia render vários capítulos da série "promocional" da Lava Jato, "O Mecanismo", exibida pela Netflix. É o que mostram as mensagens obtidas pelo Intercept e analisadas em conjunto com a equipe da Folha de S.Paulo.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA EM THE INTERCEPT BRASIL
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sábado, 13 de julho de 2019

Festival de Veneza 2019 vai exibir "Extase", com Hedy Lamarr, o filme que mostrou primeiro nu frontal da história do cinema.






Hedy Lamarr em cenas e no cartaz de Êxtase. 

por Jean-Paul Lagarride 

O Festival de Veneza 2019 exibirá na abertura oficial, no dia 27 de agosto, o que teria sido primeiro nu frontal da história do cinema. A cena é do filme "Êxtase, de 1934, dirigido por Gustav Machatý, e que foi agora restaurado em modo digital 4K.

A protagonista é Hedy Lamarr, que também interpreta o primeiro ato sexual da tela.

"Extase" foi censurado, na época, há 85 anos, em vários países e ainda sofreu um inesperado percalço: o marido da atriz,  Firtz Mandi, tentou desesperadamente comprar todas as cópias disponíveis.

A reestreia do filme de Hedy Lamarr em Veneza tem um significado especial.  "Extâse" foi premiado em 1934, na mostra da cidade italiana, onde ganhou o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro. Na trama, Eva (Hedy Lamarr) se casa com um homem mais velho, rigoroso e adepto da ordem acima de tudo - o que no Brasil de hoje costuma se chamar de "homem de bem" -, que não demonstra muito entusiasmo na cama, o que a leva aos braços de um jovem.

No mais, você pode ver a trama completa e a histórica cena AQUI 

Por trás do glamour de estrela, a inteligência: Hedy Lamarr inventou 
a telefonia o celular e o Wi-Fi. 

A atriz austríaca foi muito além das telas. Em 1940 ela desenvolveu um sistema  cujos parâmetros levaram aos atuais telefones celulares e à transmissão de dados por Wi-Fi. Inicialmente, seria um aparelho para confundir radares nazistas. 
Por incrível que pareça, a inspiração veio através da música. O compositor George Antheil tocava piano e Lamarr se divertia repetindo as notas em escala diferente. A partir do diálogo musical, a atriz percebeu que duas pessoas poderiam conversar entre si em frequências diferentes desde que o fizessem ao mesmo tempo. Eles se dedicaram a por em prática um sistema de rádio experimental e, dois anos depois, obtiveram a patente do invento. Só no começo dos anos 1960, o Departamento de Estado mandou construir os primeiros dispositivos. O trabalho de Lamarr foi reconhecido apenas em 1997 (Anthiel não viveu para ver o sucesso do invento), quando ela foi premiada e homenageada pelo governo americano.
Apesar disso, Hedy Lammar teve problemas financeiros e chegou a ser presa duas vezes por roubar pão e remédios. Só não morreu na mais total miséria porque ganhou de uma empresa americana um processo por uso indevido de imagem. 
Hedy Lamar faleceu em 2000, aos 85 anos, quando celulares e Wi-Fi se espalhavam pelo mundo. 

Na capa da Piauí: Flip, a festa do livro...


Deu no Globo: velhinhos brasileiros com mais de 80 anos estão cheios da grana. A culpa da crise é deles...


No embalo do confisco da Previdência, a mídia oligárquica tem se esforçado para demonizar os idosos.

Os de cabelos brancos vão acabar sendo perseguidos nas ruas como as bruxas de Salém.

No Globo de hoje, coluna do Ancelmo Góes, há uma nota típica dessa campanha neoliberal.

Sabe-se que a Matemática é ciência exata e uma ferramenta da Estatística. Mas esta, a Estatística pode ser direcionada para provar qualquer coisa.

Analise a renda de dois idosos moradores de uma ilha. Um ganha 5 mil reais, o outro recebe um auxílio de 600 reais. O estatístico vai concluir, cheio de autoridade, que a renda média dos habitantes da ilha é de 2 mil e oitocentos reais, acima da média dos demais ilhéus.

Algo parecido ocorre com o levantamento de Marcelo Nery, da FGV Social. Saiba, a julgar pela nota, que o idoso que você vê sob a marquise ao lado da sua casa e tem mais de 80 anos está ali por gosto. Na verdade, a julgar pelo que afirma o jornal, é um bon vivant privilegiado. A estatística ignora que os idosos pobres têm, digamos, um certa dificuldade para viver até os 80 anos. Sem abrir exceção - os 49% obviamente incluem desembargadores abonados, juízes por cima da carne seca, políticos endinheirados, altos funcionários públicos, banqueiros de pijama, militares e, talvez, ex-funcionários da FGV - o argumento estatístico coloca todos os idosos, pobres e ricos, no mesmo saco pecuniário.  Ao se basear em dados concretos dos declarantes do imposto de renda (que pega os de renda alta, já que o velhinho da marquise nem sabe o que é IR), o número de idosos cheios da grana sobe para 63%.

Então é isso: se você ficar negativado no Serasa, a culpa é do velhinho da marquise que dá pinta de pobre mas, segundo as estatísticas, é um abastado.

Mas o velhinho no sereno não perde por esperar. O confisco da Previdência vai acabar com a alegria dele.

Já a casta citada que embolsa aposentadorias plus size ou personalité  vai continuar com o boi na sombra.

Na capa da Carta Capital: o país que virou hospício...

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Fifa avança no combate ao racismo no futebol. A partir de 15 de julho, o árbitro poderá encerrar a partida em caso de ofensas...

A Fifa anunciou ontem mudanças no código que disciplina o futebol profissional em todo o mundo. A novidade que era mais esperada é um artigo que inova no combate ao racismo. A partir deste  15 de julho, o árbitro poderá encerrar uma partida e punir com derrota o time responsável por incidentes racistas.

Antes da medida extrema, haverá um anúncio no estádio solicitando que os torcedores parem com ofensas racistas. Se persistirem, a partida será suspensa temporariamente. Caso continuem, vem o encerramento e a perda de pontos para o clube cuja torcida profere os xingamentos. Serão punidas discriminação por motivo de raça, cor da pele, origem étnica, nacional ou social, gênero, deficiência, orientação sexual, religião, opinião política ou qualquer outra condição e razão". O novo Código Disciplinar da Fifa entrará em vigor a partir do dia 15 de julho deste ano.

É um passo, mas falta muito ainda. Por exemplo, exigir que o clube responsável por atos de racismo implante meios (câmeras de vigilância e seguranças) para identificar os agressores no estádio e chame a polícia. Outra questão em pauta é o fim da impunidade. Raramente torcedores racistas são presos em flagrante ou processados pelos seus atos. É preciso que esses casos sejam levados às delegacias de polícia e se transformem realmente em processos judiciais com as penas previstas em lei e principalmente que os agressores sejam penalizados também com indenização ao jogador vítima das ofensas..

"Me Eduardo, you Trump": um embaixador à altura do Ministério das Relações Inferiores...

Não é apenas a imagem do Brasil que a cada dia se suja mais lá fora. Ações práticas, por parte do governo, elevam o nível de rejeição ao país em vários setores. O Globo de hoje publica uma matéria sobre as últimas votações dos representantes brasileiros, agora alinhados com ultradireita, no Conselho dos Direitos Humanos da ONU. Para aferir o nível de vexame, veja abaixo um resumo:

* O Brasil se absteve de votar uma resolução que determinou a abertura de uma investigação sobre milhares de execuções extrajudiciais por parte da polícia das Filipinas. O atual e bizarro presidente do país é um dos queridinhos do governo Bolsonaro.

* Em votação de uma resolução contra o casamento infantil forçado, o Brasil preferiu ficar a favor de ditaduras islâmicas, como a do Egito, para excluir do texto  "o direito à saúde sexual e reprodutora".

* A embaixadora brasileira Maria Nazareth Farani Azevedo votou a favor de uma proposta de ditaduras islâmicas, no caso Arábia Saudita e Bahrein, contra recomendação de educação sexual de crianças e adolescentes. E também apoiou proposta do Paquistão sobre o mesmo tema excluindo direito de acesso universal à educação sexual.

Felizmente, por se aliar à opressão e ao atraso, o Brasil perdeu todas essas votações. Mas a percepção no exterior é que o país é um antro de fanáticos.

Ainda no campo diplomático não há sinais de menos fundamentalismo político e religioso. Bolsonaro anuncia que pretende nomear seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, como embaixador do Estados Unidos.

Um dia após o anúncio, Eduardo foi ao Itamaraty pedir apoio à indicação, que deverá ser submetida a aprovação no Senado. Ao tentar mostrar competência para o cargo, ele citou que fala inglês, fez intercâmbio e até fritou hambúrguer nos Estados Unidos. Em consequência da nomeação do filho de  Bolsonaro para Washington, Trump retribuiria enviando para Brasília, como embaixador dos Estados Unidos, o filho Eric Trump.

A notícia de que Eduardo Bolsonaro vai virar embaixador circula na internet desde ontem. Memes, críticas e até quem não acredite e ache que é piada predominam na rede. Um dos conteúdos mais acessados é um vídeo que comenta o inglês do futuro embaixador a partir de uma entrevista que ele deu para a Fox News. Embora aparente ler as respostas em um teleprompter, ele tropeça no idioma da Trump. O inglês básico serve para quem vai fazer compras em Miami, atender a um pedido de hambúrguer ou mandar likes para a ultradireita americana, mas não ajuda a um embaixador que discutirá propostas e complexos acordos diplomáticos.
Veja o vídeo AQUI

Homem na Lua: como o cinema chegou lá antes da Nasa






por Ed Sá

No dia 16 de julho de 1969, o foguete Saturno V decolou do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando a Apollo 11 e os primeiros astronautas que iriam pisar na Lua em 20 de julho. A bordo, Neil Armstrong, Michael Collin e Edwiin Aldrin.

Foi há 50 anos. Mas o cinema chegou antes, em 1902, há 117 anos.

"Viagem à Lua", o clássico do francês Georges Méliès, não apenas é um dos pioneiros do cinema como o primeiro filme de ficção científica a utilizar técnicas de efeitos especiais. Marcou também a estréia do cinema como forma de entretenimento.

Enquanto a Apollo 11 levou. três astronautas, a nave de Méliès conduzia seis passageiros. Inspirado por livros de Julio Verne e H.G.Wells, o filme era obviamente mudo. Na versão que você pode acessar no link abaixo foi inserida uma trilha sonora: a Abertura 1812 de Tchaikovsky.


VEJA "VIAGEM À LUA", CLIQUE AQUI


quinta-feira, 11 de julho de 2019

GQ contra o abuso...


Essa capa da GQ Portugal, de maio, foi um dos destaques do Coverjunkie, site especializado em selecionar as melhores capas de revista em todo o mundo.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

Future Brand informa: Brasil como marca está descendo a ladeira...

A 8ª edição do ‘FutureBrand Country Index 2019‘, divulgada pela Future Brand, pesquisou a importância de 75 países como marcas. Sistema de Valores, Qualidade de Vida, Potencial de Negócios, Patrimônio e Cultura, Turismo, Produtos e Serviços foram os itens avaliados.
Japão ficou com a melhor reputação, Noruega e Suíça vêm em seguida.
E o Brasil? Neste esquisito 2019, Acaba de cair quatro posições no ranking mundial de marcas. Vai mal mesmo entre os sul-americanos. Argentina, Peru, Chile e Panamá estão na frente. O Brasil é o 5º da América Latina e o 47º na lista geral.
LEIA A MATÉRIA COMPLETA NO BLUE BUS, AQUI

Na capa da Harper's Bazaar: Rihanna na boca do tubarão


Fotos Chenman. Reprodução Instagram

por Clara S. Britto
Rhianna posou para capa ensaio da Harper's Bazaar chinesa,edição de agosto de 2019. No Instagram, seguidores não gostaram da interferência do photoshop. Alegam que a cantora aparece bem mais magra, com a silhueta e o conjunto da obra devidamente corrigidos por aplicativos. As fotos são de Chenman.

Paulo Henrique Amorim: uma voz que se cala...

Paulo Henrique Amorim morreu nesta madrugada de quarta-feira, aos 77 anos, no Rio de Janeiro. O jornalista, que sofreu um infarto, trabalhava na TV Record, mas estava afastado há mais de um mês por ingerência política.
Em 1990, O jornalista Paulo Henrique Amorim foi
entrevistado para a Manchete pelos repórteres Claudio Accioly
e Malu Lopes.  Foto de J.L. Bulcão
Amorim era um forte crítico do atual governo e da mídia conservadora.

Os arquivos da Manchete registram uma matéria feita pelo repórter Paulo Henrique em 1965, aos 23 anos. Ele cobriu o Festival de Cinema daquele ano. Antes, em 1961, trabalhou no jornal A Noite, seu primeiro emprego, inicio de uma trajetória que o levou aos principais veículos brasileiros, entre os quais Realidade, Veja, Jornal do Brasil, Redes Manchete, Globo, e Bandeirantes e TV Cultura.

PHA, como também era conhecido, mantinha atualmente o combativo blog Conversa Afiada, com intensa atuação política na defesa da democracia e na denúncia do retrocesso que assola o Brasil. Seu estilo crítico fará falta ao jornalismo nessa difícil etapa que o Brasil atravessa.