quarta-feira, 5 de junho de 2019

Trump fazendo o seu melhor....


Reproduções Twitter

por O.V.Pochê 

Por algum motivo fisiológico, os protestos contra Donald Trump sempre incluem referências explícitas a vasos sanitários e ao ato correspondente. Agora, no Reino Unido, um Trump sentado no vaso em pleno exercício da sua política foi atração nas ruas. Bem distante de Londres, na China, um item muito vendido nas ruas é um limpador de privadas em homenagem ao oligarca americano, dando-lhe à sua cabeleira uma função bastante coerente com o repúdio às suas iniciativas imperiais. Na linha de produtos inspirados no americano estão ainda em fase de design papel higiênico, supositórios, fraldas descartáveis e utensílios para clister.

Sambódromo - Não vale o que está escrito - Com virada de mesa, o palco do samba se esvazia...

Foto Riotur/Divulgação

E o samba virou a mesa. Esqueça as papeletas do júri, delete o evento da Praça da Apoteose quando em rede nacional a Liesa e a Riotur anunciam os vencedores dos desfiles do Grupo Especial das Escola de Samba do Rio de Janeiro, releve os closes que a Globo dá em rostos emocionados nas mesas de cada escola no suspense da apuração. 

Não vale o que está escrito. É fake.

Reunidos na Liesa, dirigentes da São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Estácio, Grande Rio, União da Ilha, Salgueiro, Mocidade e Unidos da Tijuca jogam o regulamento para o alto e abrem alas para o favorecimento. Rebaixada no desfile, a Imperatriz Leopoldinense foi salva no tapetão. A decisão é tão incoerente que deixa de fora a outra escola rebaixada, a Império Serrano. Não que sua inclusão justificasse o absurdo.

Mangueira, Portela, Beija-Flor e Viradouro e Vila Isabel foram votos vencidos. E o presidente da Liga, Jorge Castanheira, entregou o cargo por não concordar com a mudança das regras.

Haverá outras reações à decisão. O Ministério Público cobrará um compromisso assumido pela Liesa, no qual se inclui o respeito às regras. Fala-se que até qualquer um da plateia poderá ir á justiça para pedir a devolução do valor do ingresso, já que pagou para assistir a uma competição que foi subvertida. A própria organização dos desfiles poderá sofrer mudanças.  Com o racha nas escolas, há quem levante a hipótese de criação de outra associação reunindo as escolas dissidentes. 

O Sambódromo continua atraindo uma multidão de apaixonados pelo samba  (nas arquibancadas, porque nos camarotes a música sertaneja e os Djs são dominantes) e milhares de turistas. Já o carnaval de rua, com o fenômeno dos blocos, é hoje um concorrente no quesito digamos "participativo", para quem quer ser folião e não apenas espectador. A qualidade dos sambas, com raras exceções, está comprometida pela "indústria" de produção de composições por encomenda. Os autores das escolas, a prata de casa, já não conseguem resistir a essa à "uberização". Não por acaso, o desfile não tem produzido os novos clássicos, aquele samba que o povo consagra.

Talvez a crise impulsione mudanças que o desfile das escolas de samba parece exigir. 


terça-feira, 4 de junho de 2019

Virou meme! O filme de terror da Família Trump


A viagem do oligarca americano Donald Trump ao Reino Unido rende memes nas redes sociais.
A foto acima viralizou. O genro Jared Kushner e Ivanka, a filha do magnata, foram estranhamente fotografados atrás de cortinas e janelas do Palácio de Buckingham.
A web achou que a cena lembra filmes de terror quando almas penadas espreitam os vivos.

A diferença...


Frère Jacques, o médico da Manchete • Por Roberto Muggiati


         
Dr. Haroldo Jacques, que dirigiu a conceituada revista Medicina de Hoje, lança nova edição do livro "A Linguagem da Saúde -  Entenda os Aspectos Físicos, Emocionais e Espirituais que Afetam a sua Vida" (Madras Editora), em coautoria com o psicanalista Luiz Alberto Py. Na Livraria da Travessa, no Leblon, no dia 10 de junho, às 19h.

          
          Por muitos anos – pelo menos vinte – o Dr. Haroldo Jacques foi, informalmente, o médico da Manchete. No período que cobriu os anos 70 e 80 ele dirigiu a revista mensal da Bloch Medicina de Hoje. A megaempresa de comunicação – até mesmo depois que cresceu com a aquisição da TV Manchete, a partir de 1983 – não dispunha de um plano de saúde para seus funcionários. Para Adolpho Bloch, seus empregados eram imunes à doença. Havia apenas um ambulatório, escondido nos desvãos do Teatro Adolpho Bloch, em que atendiam dois médicos: a Dra. Tamara Rubinstein Hazan e o dr. Salvador Hazan, respectivamente mulher e irmão do Chefe da Engenharia, Isaac Hazan. No nepotismo Adolpho acreditava: a Casa estava cheia de Blochs, Sigelmanns, Rubinsteins, Hazans. Melmanns e Dines ocupando os mais diversos postos.

          A certa altura, para amenizar a pressão das cobranças que lhe faziam, Adolpho contratou um plano barato, que inaugurou matando uma das figuras mais saudáveis da empresa, o chefe da portaria, Seu Álvaro, um daquela chusma de portugueses adotados pela Bloch depois da Revolução dos Cravos. De terno azul marinho na portaria, falando todas as línguas, Topo Giggio – foi o apelido que lhe pespegaram – nas horas de folga se metamorfoseava e exibia-se diante do prédio da Manchete montado numa supermoto, de quepe e blusão de couro, guapo membro da confraria Harley Davidson. O plano acabou logo em seguida, para sorte dos muitos funcionários que já haviam agendado consultas ou até cirurgias.

Em meados dos anos 80, Célio Lyra, dos Serviços Editoriais, se meteu a escolher sozinho uma amostra de fotógrafos da Manchete para a revista francesa Zoom e teve um colapso nervoso. Sua internação no Hospital Samaritano, um dos mais caros do Rio, custou uma nota preta à Bloch. Valendo-se do episódio, David Klajmic convenceu Oscar Sigelmann a fazer uma permuta com a Golden Cross, um dos melhores planos de saúde da época. Claro, o benefício durou poucos anos e era restrito aos diretores e altos executivos sem atingir a massa dos funcionários.

Final dos anos 70, redação da Manchete: o editor da revista, Roberto Muggiati (o Eremita, apelido da época), Haroldo Jacques, um visitante e o Dr. Raimundo Carneiro. Médico particular de Adolpho Bloch, Raimundo dirigia o Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro, um dos melhores do país. (Quando sofreu seu episódio cardíaco em 1980, o Presidente João Batista Figueiredo foi internado no HS). Foi Raimundo quem internou Justino Martins no Hospital dos Servidores em agosto de 1983. Diagnosticado o câncer terminal do diretor da Manchete, Raimundo insistiu com Adolpho par que o internasse num hospital da Zona Sul. Adolpho jamais perdoou ao Justino a conta dos últimos dez dias que ele passou na Clínica Sorocaba, em Botafogo. Concedeu-lhe a honraria do velório na portaria do prédio do Russell, mas isso era mais para ostentar o cerimonial blochiano sob a gigantesca escultura da árvore de Krajcberg. Foto: Acervo RM.

Isso faria do Doutor Haroldo Jacques uma das figuras mais requisitadas da Bloch. Como editor da Medicina de Hoje, ele acabou se tornando o consultor de plantão daqueles(as) que ousavam abordá-lo pelos corredores para lhe expor suas mazelas. Humano e solícito, Haroldo sempre atendeu a todos com a maior boa vontade. Como dirigia uma revista mensal tranquila e precisava atender os pacientes do seu consultório médico, Haroldo não frequentava a Bloch todo dia. Aparecia sempre para a feijoada das sextas, com um comentário bem humorado sobre o traje: “Fatiota inteiramente branca e sapato branco é uniforme de pai-de-santo, pipoqueiro e, eventualmente, médico.” Naqueles almoços divertidos, eu, Cony e Haroldo transformamos a melodia de Frère Jacques numa canção de escárnio, com uma letra sacana em bom português.

Além dessa incursão jornalística, Haroldo Jacques publicou vários livros levando a medicina para o leigo, como Receitas simpáticas para doenças antipáticas, que fez em parceria com a renomada chef Silvana Bianchi. Agora, ele lança (Travessa do Leblon, segunda-feira, 10 de junho), uma nova edição do livro que fez com o psicanalista Luiz Alberto Py, A linguagem da saúde/Entenda os aspectos físicos, emocionais e espirituais que afetam a sua vida. Com o carimbo da Manchete, é claro: duplo prefácio de Carlos Heitor Cony e deste que vos escreve.



domingo, 2 de junho de 2019

Bruna Marquezine na Vogue Portugal


Shakespeare e o Rei Lear: o drama e a farsa

No filme Rei Lear, de 2008, o protagonista interpretado pelo ator Ian McKellen
é vítima de traição por parte de duas das filhas.  Foto: Divulgação

por Ed Sá

Em sua tragédia de 1606, Shakespeare mostra o Rei Lear às turras com suas três filhas – Goneril, a 01; Regan, a 02; e Cordelia, a 03. Um conflito de poder na época seria mais verossímil entre um pai e três filhos homens, mas o Bardo já era feminista no século 17 e dava destaque à mulher em todas suas peças. Bravo!

Por aqui não temos tragédia, mas, até agora, uma “comédia de erros” e a baixaria corre por conta da macharia, como era de se esperar...

E o Liverpool levou o melhor futebol do mundo de volta pra casa...



por Niko Bolontrin

A final da Liga dos Campeões não foi o que se esperava. O gol de Salah no primeiro minuto, originado por um pênalti duvidoso, inibiu o Tottenham e aparentemente acomodou o Liverpool. A partida burocratizou-se. Poucas jogadas mostraram a marca que o treinador Jürgen Klopp imprimiu ao seu time ao longo da temporada: pressão, passes ofensivos e não o chatíssimo tic-tac que ele, aliás, abomina, e a busca obsessiva do gol. No segundo tempo, o Tottenham acordou e o jogo melhorou. Klopp, por sua vez, fez duas substituições para conter o despertar do adversário. Deu certo.  Origi fez o segundo gol e consolidou a vitória no Wanda Monumental, em Madri.
Alissson, o excepcional Van Dijk, Salah, Firmino, Mané e os demais comandados por Klopp fizeram uma temporada perfeita.
Merecidamente, são os campeões.
Parodiado um verso da música "Three Lions", da banda britânica the Lightning Seeda, composta para a Eurocopa 1996 que aconteceu na Inglaterra -   "Football's coming home" - o Liverpool levou a taça e o melhor futebol do mundo de volta para o berço do futebol.

Publimemória:em 1961, meninos e meninas de azul, sem patrulha do fanatismo religioso

Foto: Reprodução do blog Propaganda de Gibi
Veja como o Brasil entrou em uma espiral de atraso. Em 1961, o anúncio das fitas Scotch publicado em revistas mostra meninos e menina de azul. Quem imaginaria que um dia, em 2019, um regime fanático-fundamentalista no poder tentaria enquadrar pessoas em cores.

sábado, 1 de junho de 2019

Invadiu! Final da Champions virou pelada

Modelo invade o campo para promover o site pornô Vitaly. O estádio Metropolitano Wanda, em Madri, vibrou. Reprodução Twitter.

Deu no twitter - Jornalismo messiânico - Globo News traz seu amor de volta em três dias. Mas só se o confisco da Previdência for aprovado


Propaganda: quem lembra desse slogan levante a bengala...


Para comemorar seus 110 anos, as Casas Pernambucanas encomendaram da J. Walter Thompson Brasil um filme especial.

A geração baby boomer vai lembrar.

Segundo o site Meio & Mensagem, "o novo filme foi criado por Guilherme Alvernaz, filho de Ruy Perotti — um dos donos da Lynxfilm, produtora que fez o filme original da comunicação –, sob a autorização dos herdeiros de Heitor Carillo — criador do Friozinho e detentor dos direitos autorais da obra até seu falecimento, em 2003".

PARA VER O NOVO COMERCIAL, CLIQUE AQUI



PARA VER O FILME ORIGINAL, CLIQUE AQUI

Quer ver mapas de países como você nunca viu na escola? Conheça o site Far & Wide e saiba onde vivem as pessoas mais felizes, quem são os mais corruptos, quem bebe mais, quem é mais rico...

Mapa da birita. (Reprodução far & Wide, link abaixo)

Mapa dos abonados. Reprodução Far & Wide, link abaixo)

Mapa das gorjetas. Reproduçõa Far & Wide, link abaixo)


O site Farandwide.com chegou à conclusão de que a maioria das pessoas considera que mapas comuns são chatos.
Daí, em vez de só mostrar onde ficam os países, revela como se comportam.
Você vai localizar, por exemplo, quem não usa sistema métrico, quem consome mais álcool e que tipo de bebida, quantos são os bilionários por país, aplicativos de mensagens mais populares em cada região, onde ficam as pessoas mais felizes, o mapa da intolerância à lactose por nações e até o mapa das gorjetas (quem exige, quem fica agradece, quem nem espera um agrado).
Além das curiosidades, o Farandwide é um mapa dá dicas, sugestões e alertas para turistas.

VISITE O SITE FARANDWIDE, AQUI

Entrou água no óleo: Prêmio Petrobras de jornalismo é cancelado

A informação está na coluna de Guilherme Amado, da Época. O presidente da Petrobras, Roberto Castelo Branco, passou a tesoura no prêmio que a empresa promovia desde 2013.

Na capa da Piauí: o exterminador de florestas...


por Flávio Sépia 
O governo da terraplana também não acredita em mundo globalizado. Com a histeria administrativa típica dos regimes radicais, as facções da direita no poder investem contra as políticas do meio ambiente e, ao mesmo tempo, interpretam o comércio exterior sob a ótica do "bem" contra o "mal", de "Jesus" contra o "Diabo". Fazem chover no país uma tempestade de agrotóxicos e acham que isso será um segredo nosso. Implodem as políticas sociais e esperam ganhar elogios nos fóruns internacionais.
A matéria de capa da Piauí é sobre um desses pontos; as florestas brasileiras. As reações já são visíveis em vários países desenvolvidos e cresce o risco de barreiras e restrições às exportações. Pressionados pelas suas respectivas sociedades, alguns países podem restringir compras de alimentos de um parceiro irresponsável que destrói suas matas e envenena os produtos que  exporta. Talvez o Brasil se sinta seguro para ter a motosserras e o galão de agrotóxicos como "valores nacionais" porque dois do grandes compradores, os Estados Unidos e a China, não ligam para minúcias éticas. Mas a Europa, outro grande mercado, já sinaliza o incômodo.
Cresce a percepção de que o Brasil tornou-se o grande vilão: o Darth Vader do mundo civilizado.

sexta-feira, 31 de maio de 2019

O guarda-chuva bombou nas redes sociais. Finalmente o ministério da Educação começou a trabalhar...

A chuva em Curitiba durante a manifestação deu simbolismo extra ao protesto. Reprodução.


Tatiana Vasconcelos e o utensílio que bombou na web. Reprodução Twitter.

por O.V. Pochê 

E Gene Kelly, coitado, entrou na crise brasileira como farsa.

O ator de "Cantando na Chuva" morreu em 1996 e foi poupado do vexame de ver a ridícula imitação que Abraham Weintraub fez da sua mais famosa coreografia.


Fico imaginando como foi a produção do clipe. O ministro da Educação acordou com Singin' in the Rain na cabeça. Acontece. A caminho do chuveiro, como se fosse coreografado por um Busby Berkeley, ensaiou os primeiros passos. Saiu-se bem nos movimentos, mas sentiu falta do poste para dar aquela rodadinha no ar. No boxe, sob o jorro d'água e apesar do espaço restrito, sentiu-se no cenário do filme e pulou pocinhas. Ouviu aplausos imaginários.  Depois do café, quando o motorista da repartição veio buscá-lo para o batente, o ministro ainda estava inebriado pelo próprio desempenho.

Avisado pela assessoria de que era apontado como culpado pelos cortes de verbas para a reconstrução do Museu Nacional, decidiu fantasiar a réplica.

Sua primeira agenda deve ter sido uma reunião com sua equipe de rede social para criar um clipe destinado a marcar época na política brasileira. Ontem mesmo, o guarda-chuva, o coadjuvante da cena, saiu da coreografia do ministro dançarino e foi para as ruas, além de viralizar na internet em centenas de memes.

Em termo de marketing, o resultado foi considerado tão bom que quem sabe serão estudadas outras produções político-hollywoodianas. Estão na fila musicais clássicos: Mary Poppins, O Mágico de Oz, Funny Girl, Agora Seremos Felizes e Cabaret. Deverão ser usados de acordo com a conjuntura política e a inspiração do Gene Kelly do governo.

Finalmente o ministério da Educação começou a trabalhar.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Rio dá o recado: não sequestrem a Educação

 Av.Rio Branco. Foto Mídia Ninja

Já viu o trailer de "Rambo - Last Blood"? O personagem volta traumatizado pela violência. Não é piada.

Reprodução

por Ed Sá

Em "Rambo - Last Blood", o personagem criado por Sylvester Stallone sofre de PSTD (Post-traumatic stress disorder, na sigla em inglês para pessoas traumatizadas por eventos violentos).

Ninguém mais do que Rambo tem motivos para o stress. Mas não pense que Stallone ficou a cabeça avariada a ponto de entrar em uma trama "psicológica", ao estilo Ingmar Bergman. Last Blood é de muita ação e sangue como sempre. O filme, o quinto da série, marca a volta do personagem Rambo e estreia nos Estados Unidos em 20 de setembro. Ainda não tem data para chegar ao Brasil.
VEJA O TRAILER, CLIQUE AQUI

Marketing digital: Globo inova e personagem Vivi Guedes, de Paolla Oliveira, ganha perfil no Instagram

Paola Oliveira como Vive Guedes da novela A Dona do Pedaço. Reprodução Instagram


por Clara S. Britto 
Para a divulgação da novela "A Dona do Pedaço", a Globo criou um perfil no Instagram (Estilo Vivi Guedes) para a personagem de Paolla Oliveira, a influencer Vivi Guedes. Na rede, ela se coloca como uma personagem real e interage com internautas. Ao longo da novela a celebridade da das redes sociais vai lançar tendências e fotos ousadas ao estilo das Kim Kardashian da vida.

Hoje cedo, Vivi somava quase 200 mil seguidores. No seu perfil da vida real, Paolla Oliveira tem cerca de 17 milhões de fãs.

Por uma dessas consequências da web, o perfil fictício de Vivi Guedes não escapou de atrair vários perfis falsos. O verdadeiro está AQUI.