terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

80 anos depois do começo da Segunda Guerra, Rússia lança o filme "T-34". O tanque que foi o pesadelo dos nazistas é o protagonista...

Cena do filme "T-34", nova superprodução russa sobre a Segunda guerra Mundial. Foto Mars Media/Divulgação

A Segunda Guerra Mundial é chamada na Rússia de Grande Guerra Patriótica. A União Soviética perdeu então 27 milhões de cidadãos, quase 15% da sua população. Para demonstrar a grandeza desse número, a Alemanha perdeu menos de 9% da sua população, Estados Unidos 0,32%, Reino Unido 0,94%, França 1,44% e Japão menos de 6%.

A devastação material e humana que o país sofreu permanece uma ferida aberta 80 anos após o início da Segunda Guerra (no caso da Rússia, 78 anos desde a invasão das tropas alemãs em 1941).  Hitler se desesperou quando os soviéticos empurrarem de volta para casa o que restou de suas tropas porque viu ali o prenúncio da derrota final.

O tanque soviético T-34, o pesadelo de Hitler, entra em Berlim
em abril de 1945 e decreta a derrota final da Alemanha. 
O mensageiro dessa etapa decisiva na aniquilação dos nazistas foi uma extraordinária máquina de guerra: o tanque T-34. Depois de virar lenda ao vencer as poderosas Divisões Panzer alemãs, o T-34 vira filme e atrai multidões aos cinemas da Rússia.

A superprodução da Mars Media, que estreou há poucas semanas, já foi vista, desde por mais de 10 milhões de pessoas.

O lançamento coincide com o aumento das tensões com o Ocidente e com a Rússia alertando sobre a nova corrida armamentista empreendida por Donald Trump. Pesquisas recentes de um instituto local, o Levada, indicam que mais de 50% dos russos acreditam que o país enfrenta nova ameaça militar.

Geopolítica à parte, o "T-34" é apenas um filme que conta a história de um grupo de soldados soviéticos que escapam de um campo de concentração nazista utilizando um tanque T-34 que os alemães haviam apreendido.

O tema Segunda Guerra é ainda sensível aos russos. Para alguns críticos, o filme "T-34" peca por "romantizar" um episódio baseado em fato real. O diretor Alexei Sidorov explicou porque não optou por uma narrativa sombria. "Sim, é guerra. Sim, é a morte. Toda família perdeu alguém. Mas vencemos essa guerra e isso é importante", disse ele.

Ainda não há previsão para a exibição do "T-34" no Brasil.

ATUALIZAÇÃO EM 9/2/2019 -

Janeiro de 2019 - T-34 voltam para a Rússia. Desmobilizados pelo Exército do Laos,
tanques ainda em boas condições são embarcados de volta para Moscou..
Serão usados em paradas militares, museus, monumentos e filmes..

Há poucos dias, a Federação Russa repatriou 30 tanques T-34, que foram desmobilizados pelo Exército da República do Laos. Os blindados estão em boas condições condições e são da série T-34/85, o mesmo modelo que participou da Batalha de Kursk. A Rússia pretende usar os tanques em paradas militares, museus e monumentos, além de disponibilizar os blindados para filmes históricos. O T-34 ainda foi usado durante a Guerra Fria por forças da Europa Oriental, onde ainda existem raros modelos. Museus da Coréia do Norte têm o blindado, que foi usado durante a guerra, em 1950. No Vietnã, o Museu da História Militar, em Hanói, exibe o veículo que também integrou divisões do Vietnã do Norte. No atual conflito do Iémen, há tanques T-34 ainda em combate. 

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Encaretou! - No intervalo comercial do Superbowl 2019 nada é como antes. Marcas e criadores temem acusações de exploração da mulher e só produzem anúncios "vitorianos"

Nos intervalos comerciais do Superbowl em passado recente, a sensualidade... 
... era ingrediente da festa e impulsionava a audiência e o compartilhamento nas redes sociais. 

No Super Bowl 2019, marcas e diretores temem acusações de sexismo e produzem peças tão comportadas que poderiam ser exibidas até na TV dos países islâmicos e nas comunidades amish. A viralização nas redes já não é tão significativa. 

por Ed Sá 

Hoje tem Super Bowl. Tradicionalmente, há o espetáculo no campo - o jogo e o show no intervalo - e uma competição à parte que é quase o "Oscar" da propaganda. Não existe premiação formal, mas revistas e sites especializados costumam fazer um ranking dos melhores anúncios exibidos pela TV no intervalo que cobra o preço mais caro do mundo por segundo de exibição.

A revista Time fez a sua lista. Nunca o Super Bowl foi tão pudico. Empoderamento feminino, as inúmeras denúncias de assédio e os alertas de algumas atrizes e modelos que teriam sido constrangidas um dia a fazer cenas de maior exposição ou seminudez inibem diretores e roteiristas, que preferem não arriscar. Assim, os comerciais do Super Bowl 2019 assumiram um certo clima moralista e vitoriano. Nos link abaixo, você mesmo pode comparar.

Para ver os anúncios mais ousados dos Super Bowls do passado que incendiavam as redes sociais, clique AQUI 
e AQUI 

Para ver o ranking dos melhores comerciais do Super Bowl 2019, que poderiam ser exibidos até na Arábia Saudita, clique AQUI 

Joan Baez faz turnê mundial de despedida dos palcos. A cantora voltará a Woodstock para comemorar em agosto os 50 anos do festival

Joan Baez. Reprodução/http://www.joanbaez.com/photos/
por Ed Sá 

No ano em que o Festival de Woodstock comemorará 50 anos, entre os dias 15 de 18 de agosto, Joan Baez faz sua última turnê mundial. A cantora, que há poucos dias completou 78 anos, iniciou seus shows de despedida no ano passado percorrendo cidades dos Estados Unidos e da Europa, onde divulga seu novo disco, Whistle Down The Wind. Ela deu à turnê mundial o nome de Fare Thee Well Tour, que terá agendas em vários países até 2020. Depois disso, não mais palcos, mas não dará adeus aos discos.

Com mais de 60 anos de carreira desde as primeiras apresentações em bares de folk music, Joan Baez tem seu nome ligado, para sempre, à canção de protesto, à antológica performance em Woodstock, onde cantou "Drug Store Truck Drivin Man" e "Joe Hill" (em homenagem ao sindicalista condenado à morte no começo do século passado), e ao ativismo político. Ela cantou no Vietnã, esteve na famosa marcha que ocupou as avenidas de Washington, em 1963, foi presa por participar de um ato de protesto em uma instalação militar, engajou-se em campanhas contra armas, em defesa dos direitos humanos e combateu a violência contra a mulher.

Joan Baez estará nos shows comemorativos de Woodstock 2019, ao lado de cantores e bandas de várias gerações, como Pearl Jam, Foo Fighters, Logic, Chance The Rapper, Pink, Lorde, The Weeknd, Coldplay, Kesha, Mumford and Sons, Lumineers, Demi Lovato, Ariana Grande, Eminem, Graham Nash, Neil Young, Santana, The Who, Phish, Bon Jovi, Elton John, The Doobie Brothers, Zac Brown Band, Florida Georgia Line, Jason Aldean, Daft Punk, Swedish House Mafia, Deadmau5, Skrillex, Steve Aoki, and Chainsmokers.

Joan Baez veio ao Brasil em 1981. Em pleno governo militar, a Polícia Federal da ditadura proibiu as apresentações em São Paulo, onde ela subiu ao palco apenas para dizer que estava impedida de cantar, e no Rio. Dessa época, restou um documentário da sua turnê pela América do Sul, exibido na TV americana, Baez aparece tomando cerveja com Lula em um boteco paulistano. Só em 2014,  voltou ao Brasil e pode, enfim, cantar no Rio, em São Paulo e Porto Alegre.

No site oficial da cantora há um link para tour schedule até julho de 2019.

O Brasil não está lá.

Infelizmente.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Escola sem partido - "Eu sou você amanhã"...

Reprodução Pinterest

por Flávio Sépia 

Houve um país que implantou a "escola sem partido". O governo determinou que o ensino deveria ser nacionalista e, acima de tudo, deveria valorizar os princípios morais, nacionalistas e religiosos.

Dizia-se que a "nova escola" daquela "nova era" combateria a ideologia que contaminava as cabeças dos alunos. Em nome dessa eugenia educativa, Iniciou-se uma caça aos professores nas escolas e nas universidades. Muitos foram parar na cadeia.

A "escola sem partido" do regime, a pretexto de acabar com a "ideologia", nunca foi tão ideológica.

Como consequência, professores foram desvalorizados, reduziu-se o nível de competência exigida aos regentes. Foi intensificada a doutrinação religiosa e política. Para o governo, o importante é que professores fossem moralistas, crentes quase fanáticos e nacionalistas quase enlouquecidos, que acreditassem em "terra plana", que tivessem certeza de que jornalistas eram formados pela KGB,que colocassem o país acima de tudo, Deus acima de todos.

Tudo isso aconteceu em Portugal, a partir do anos 1930, quando começou a longa ditadura de Salazar.

A charge acima foi publicada no começo da "nova era" de Salazar, pouco antes da censura rigorosa tornar impossível qualquer crítica. Como ditador implacável, Salazar se inspirou no fascismo e governou o país entre 1933 e 1968.

Salazar não tinha twitter. Mas fazia um discurso por mês que funcionava como uma espécie de recado fatal aos apoiadores e aos opositores. Ele era a lei. Em um desses discursos, determinou que democracia, liberdade, direitos humanos, auto-determinação dos povos, nada disso eram "direitos". Direito, para o ditador, era baseado na relação de forças do momento.  Manda quem pode, ora pois.

Salazar afirmava que essa coisa aí de direitos eram ideias aí que se espalharam depois da Segunda Guerra Mundial. Tudo viés ideológico, tá ok?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Patrimônio fotográfico extraviado - Exposição que homenageou Gervásio Baptista conseguiu reunir apenas dez fotos históricas. A maior parte da obra do grande fotojornalista permanece sumida junto com o acervo de fotos que pertenceu à extinta Bloch Editores

Gervásio Baptista observa uma das suas mais famosas fotos: JK saudando a inauguração de Brasília. Esta imagem foi capa da Manchete e inspirou a estátua do ex-presidente fixada no alto do Memorial JK.

Gervásio no Vietnã, no começo dos anos 1970, e na Galeria Olhos de Águia, que expôs suas fotos históricas. 

Uma exposição de fotos que se encerrou no último dia 30 de janeiro, na Galeria Olhos de Águia, em Taguatinga, DF,  homenageou a trajetória de Gervásio Baptista, uma das grandes lendas da equipe da Revista Manchete.

Aos 96 anos, o repórter fotográfico teve uma pequena parte da sua obra exibida às novas gerações.

Gervásio cobriu incontáveis eventos e registrou personalidades de todas as áreas, de presidentes a atletas, de misses a líderes mundiais, de atores a atrizes, de tragédias, guerras, revoluções a crises políticas e crimes de repercussão.

São apenas dez fotos históricas entre as milhares que sua câmera captou desde 1954, quando foi para a Manchete após uma passagem pela revista O Cruzeiro.

Certamente, o fotojornalismo brasileiro merecerá um dia um livro que reúna uma ampla seleção da obra de Gervásio Baptista.

Infelizmente, a maior parte de sua produção permanece em lugar incerto e não sabido, assim como não se conhece as condições de conservação do material, desde que um advogado do Rio de Janeiro arrematou em leilão promovido pela Massa Falida da Bloch todo o acervo fotográfico reunido pelas revistas da editora em mais de meio século de existência.

O arquivo desaparecido, assim como a impossibilidade de contato com o detentor dos direitos patrimoniais do acervo (os direitos autorais pertencem aos fotógrafos, que também não têm acesso ao material) imobilizam um patrimônio histórico, com grave prejuízo à Cultura.

Pouco antes do leilão, ex-funcionários da Manchete tentaram mobilizar o Ministério da Cultura, o Arquivo Nacional e até instituições privadas para que se habilitassem a adquirir o acervo de milhões de imagens que acabaram vendidas por pouco mais de 300 mil reais.

Desde então, sumiram.

Um alento, para quem valoriza a memória jornalística, foi a iniciativa da Biblioteca Nacional que digitalizou a coleção da Revista Manchete e disponibilizou para consulta pública, a seção Periódicos do site oficial, milhares de exemplares.

Não resolve os problemas dos pesquisadores, escritores e documentaristas, que não sabem a quem se dirigir para obter licenças legais para uso de fotos (os direitos sobre textos não foram objeto de qualquer leilão), mas torna possível conhecer o trabalho de gerações de jornalistas, cronistas e fotojornalistas que atuaram na revista Manchete, entre estes, Gervásio Baptista, cuja exposição, louvável por revisitar seu talento, só conseguiu reunir 10 fotos entre milhares virtualmente perdidas.

* As fotos acima foram enviadas ao blog por José Carlos Jesus, presidente da Comissão dos Ex-Empregados da Bloch Editores (CEEBE), que as recebeu de Dalva Tosta e Gilberto Costa

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Jornalista italiano faz o ranking histórico das melhores canções do Festival de San Remo e esquece Roberto Carlos

por Ed Sá 

A revista italiana Panorama publica na última edição a lista das 25 canções "extraordinárias", "as mais belas de todos os tempos", apresentadas no Festival de San Remo, na cidade à beira do Mar de Ligúria.

O jornalista e crítico Gianni Poglio não incluiu no ranking "Canzone per te", de Sergio Endrigo, que o brasileiro Roberto Carlos defendeu no palco do Teatro Ariston e conquistou o primeiro lugar em 1968.

A maioria dos festivais de música deixou de existir ou perdeu relevância. O de San Remo está nessa última categoria, apenas resiste e ajuda a animar o inverno no balneário. Nos anos 1980. a Rede Manchete transmitia o evento que não mais atraiu brasileiros.

Não? Correção: no ano passado Ana Carolina e Daniel Jobim fizeram uma participação na apresentação do cantor italiano Mario Biondi. Eles interpretaram a canção "Rivederti". Na época, o Corriere della Sera elogiou o trio, mas considerou que a canção estava mais para uma jam session do que para o palco de San Remo.

Veja abaixo a lista da Panorama com as melhores canções de San Remo, em todos os tempos.

1) Luce (tramonti a Est) - Elisa

2) Vita spericolata - Vasco Rossi

3) Nel blu dipinto di blu - Domenico Modugno

4) Lucio Battisti - Un'avventura

5) La terra dei cachi - Elio e le Storie Tese

6) Chi non lavora non fa l'amore - Adriano Celentano e Claudia Mori

7) Spalle al muro - Renato Zero

8) Per Elisa  - Alice

9) Ricomincio da qui - Malika Ayane 

10) Gli uomini non cambiano - Mia Martini

11) Il cuore è uno zingaro - Nada e Nicola Di Bari

12) 4.3.1943 - Lucio Dalla

13) Gianna - Rino Gaetano

14) Un'emozione da poco - Anna Oxa

15) Mina - Le mille bolle blu

16) Controvento - Arisa

17) Jesahel - Delirium

18) Lontano dagli occhi - Sergio Endrigo

19) Una lacrima sul viso - Bobby Solo

20) Salirò - Daniele Silvestri

21) Una storia importante - Eros Ramazzotti

21) Chiamami ancora amore - Roberto Vecchioni

22) Il solito sesso Max Gazzè

23) Come saprei - Giorgia

24) E dimmi che non vuoi morire - Patty Pravo

25) Ti regalerò una rosa - Simone Cristicchi

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Jabazeiros da internet são condenados por fazer publicidade velada. É falta de ética e engana consumidores

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) enquadra influenciadores digitais,  celebridades, blogueiros, atrizes, youtubers e geradores de conteúdo que fazem publicidade velada, o popular jabá.

A maioria dos influenciadores faz divulgação de produtos sem caracterizar que aquilo é propaganda.

O Conar adverte tanto os responsáveis pela ações disfarçadas quanto as marcas que utilizam essa forma de divulgação dos seus produtos.

Entre as marcas citadas pelo Conar e que utilizaram os influenciadores de forma dissimulada estão Bic, Cartoon Network, Foroni, Pampili, Ri Happy, Tilibra, Bag-Online, Portal do Brasil, Superflex, DS Distribuidora Haskell, McDonald´s, Mattel, Copra Indústria Alimentícia, Lupus,  Sestini Mercantil, Kinder, Ferrero, Puket, Desinchá, Óticas Diniz, Jeans Sawary, Volkswagen, Unilever, L´Oréal, e Bauducco.

Fotografia: a tragédia social do trabalho escravo é tema de exposição

Exposição "Sobre o peso das correntes em teus ombros"., com fotos de Sérgio Carvalho. Divulgação

Jornal A Tarde/Reprodução

Hoje, 28 de janeiro, é o Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo e o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho. Não por acaso, as datas se completam. O Shopping da Bahia exibe desde a última sexta-feira a exposição "Sobre o peso das correntes em teus ombros".

O jornal A Tarde dedica uma página ao assunto.

A mostra já percorreu várias capitais brasileiras. Integrante das equipes que realizam ações contra a exploração de mão de obra em condições degradantes, o auditor fiscal Sérgio Carvalho, que é fotógrafo, registrou cenas impressionantes ao longo do seu trabalho.

Embora reconheça desde 1995, junto à ONU, a existência dessa modalidade vil de "emprego", o Brasil ainda não conseguiu eliminar o trabalho escravo. Empresários exploradores não deixam. Ao longo de vários governos, a fiscalização sofreu pressão política para "aliviar" a vigilância. No governo ilegítimo de Michel Temer, o quadro se agravou. O presidente investigado por corrupção emitiu portaria suspeita em que são reduzidas as situações que caracterizam o crime. As bancadas ruralistas, da construção civil, setores de confecções, entre outros, aplaudiram a medida desumana.

Além disso, segundo os auditores denunciaram na mídia, o presidente investigado por corrupção cortou em cerca de 70% a verba destinada ao combate ao trabalho escravo que explora, inclusive, crianças.

A exposição é oportuna no momento em que as mesmas forças atendidas por Temer prevalecem no atual governo que, publicamente, já debochou do trabalho escravo, a cujo combate atribui "viés ideológico", trata o assunto como piada e como instrumento que prejudica os empresários e investidores.

Repórter não gosta de ser flagrado na intimidade profissional...


Durante coletiva-relâmpago de Bolsonaro sobre Brumadinho, o repórter Nilson Klava, da Globo News foi flagrado em um "momento íntimo" profissional. Foi enquadrado na tela enquanto anotava frases no celular. Ele tenta obstruir a câmera com um gesto e tira os fones do ouvido. Não gostou, teve um pequeno surto.
A cena foi observada nas redes sociais e reproduzida no site TV e Famosos, do UOL. AQUI. 

Algumas reações da rede social que tudo vê:


domingo, 27 de janeiro de 2019

Alô, marajás. Chegou o Porsche 911 2019... Só cabe no bolso de vossas excelências...


por O.V.Pochê

Atenção srs. deputados, senadores, ministros, juízes, procuradores, funcionários laranjas de parlamentares, amigos, cunhados, mães e filhos de autoridades, milicianos com conexões políticas, empresários sonegadores, diretores de empresas que faturam subsídios, gurus, vereadores, prefeitos, donos de OSs, CEOs da indústria religiosa:  a Porsche acaba de lançar o modelo 911 para 2019. Matéria no Telegraph dá detalhes sobre o possante. Dependendo dos acessórios customizados, custa entre R$ 515.000 a R$ 1.304.000. Reservem os seus. Só os ilustríssimos estão podendo...

Relatório da FENAJ mostra que agressões a jornalistas estão em alta


Relatório da FENAJ (Federação Nacional dos Jornalistas) revela que os casos de agressões a jornalistas cresceram 36,36%, em relação ao ano de 2017. Foram 135 ocorrências de violência, entre elas um assassinato, que vitimaram 227 profissionais. E os números mostram que esse incremento esteve diretamente relacionado à eleição presidencial e episódios associados a ela, como a condenação e prisão do ex-presidente Lula.

Eleitores/manifestantes foram os principais agressores, sendo responsáveis por 30 casos de violência contra os jornalistas, o que representa 22,22% do total. Entre esse grupo, os partidários do presidente eleito Jair Bolsonaro foram os que mais agrediram a categoria, somando 23 casos. Já os partidários do ex-presidente Lula, que não chegou a ser candidato, estiveram envolvidos em sete episódios.

A greve dos caminhoneiros (movimento com características de locaute) também contribuiu para alterar o perfil dos agressores. Com 23 casos (17,04% do total), os caminhoneiros ficaram sem segundo lugar na lista dos que cometeram atos de violência contra os jornalistas.

Caminhoneiros e eleitores/manifestantes foram os responsáveis pelo crescimento significativo do número de agressões físicas, agressões verbais, ameaças/intimidações e impedimentos ao exercício profissional.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA AQUI

Jean Wyllys: a justa opção pela vida

Reprodução Lebération

Reprodução da mensagem de despedida de Jean Wyllys no twitter. 

O deputado federal Jean Wyllys tem todo o direito e fortes razões para deixar o Brasil. Em um país onde sicários já mostraram que têm notórias ligações com políticos, e até o aval de alguns, sua vida e as vidas da sua família correm risco.

A renúncia forçada de Wyllys ao seu posto na Câmara é um golpe na democracia e um retrato do ódio implantado na política. Seu gesto tem a força de uma denúncia que ecoa na mídia internacional e exibe os riscos da "nova era". Há outros políticos de oposição ameaçados, além de líderes ambientalistas, membros do MST e de movimentos sociais, especialmente em regiões do interior do país. A chamada imagem do Brasil lá fora já não é lá essas coisas. E o fato de um brasileiro ser  obrigado a deixar sua terra para não morrer não ajuda em nada.

A caça a Neymar...

Reprodução L'Equipe 
por Niko Bolontrin 

A habilidade de Neymar parece incomodar parte da mídia esportiva europeia.

A mesma crítica às vezes ecoa em mesas-redondas da TV brasileira.

O jogador já sofreu graves contusões, como a gravíssima joelhada na coluna que o tirou da Copa de 2014, a fratura no pé direito que comprometeu seu rendimento na Copa de 2018, faltas violentas por trás e o pisão no tornozelo em jogos do mesmo mundial. Quase sempre, ele não é considerado vítima, mas culpado por um suposto cai-cai e acusado de "prender demais a bola".

Na última quarta-feira, no jogo do PSG contra o Strasbourg, Neymar foi caçado em campo e sofreu mais uma contusão, no mesmo pé direito fraturado há um ano. Os médicos vão aguardar alguns dias antes de avaliar a gravidade e se será necessária nova cirurgia. Se for esse o caso, Neymar deverá ficar afastado dos gramados por três meses. O jornalista Leo Escudeiro postou no twitter cenas que mostram Neymar levando três chutes em um mesmo lance. O brasileiro se irrita e logo depois dá sua resposta ao agressor: uma carretilha genial que deixa o adversário pereba humilhado no chão.

A técnica e a criatividade de Neymar encantam estádios, mas diante da omissão dos árbitros têm lhe custado caro. Não há dúvida de que as críticas ao alegado cai-cai são um incentivo aos adversários que batem contando com a complacência provocada pela difusão do "Neymar está fingindo".

Se for operado, o brasileiro não participará dos próximos jogos da Liga dos Campeões e poderá ficar de fora da Copa América ou, no mínimo, entrar em campo fora das suas condições ideais. 

sábado, 26 de janeiro de 2019

Brumadinho: o crime anunciado...

Não é acidente. É crime anunciado.

O rompimento da barragem de Mariana, onde a lama virou impunidade e vice-versa, não serviu de alerta.

Os poderes públicos e corporativos se completam e deixam à sociedade apenas a prerrogativa de contar seus mortos.

Repete-se a tragédia tendo como protagonista a mesma e poderosa empresa, a Vale. E não há sinais de que essas irresponsabilidades serão contidas. Ao contrário. Aparentemente, a engenharia da Vale não sabe construir barragens e, muito menos, sabe mantê-las. Se soubessem, as represas ficariam em pé.

Apesar dos crimes e dos protestos e alertas das organizações ambientais, a empresa recebeu licenças para ampliar indiscriminadamente, contra pareceres técnicos, seus campos de mineração. Brumadinho foi uma das regiões onde a Vale obteve essa "vitória".

Hoje, uma comitiva do governo federal sobrevoa a região de  Brumadin, o triste cenário do novo crime. É comum o marketing governamental nessas ocasiões. Mas, desse atual governo, já se sabe - as autoridades tornam público isso a cada instante - que tem um lado na questão ambiental: o engajamento predatório ao lado das empresas, gananciosas,  poluidoras e desmatadoras, que já se sentem estimuladas com o aval federal e a extraordinária força das suas bancadas parlamentares.

Existe uma clara ofensiva da "nova era", e já com atos administrativos, contra o licenciamento ambiental como etapa que "atrapalha o desenvolvimento". Está em curso uma virtual criminalização das instituições de defesa do meio ambiente. Passado o choque e o marketing, Marianas e Brumadinhos, nesse quadro, tendem a se repetir.

A tragédia de Brumadinho é hoje o assunto dominante na mídia brasileira e nos veículos internacionais.

O Brasil é cada vez mais o país que desmata, que oprime os índios e populações ribeirinhas, que polui, que envenena o meio ambiente e a produção agrícola  com agrotóxicos liberados, que explora o trabalho escravo. que persegue e ameaça a diversidade, que exibe índices crescentes de homicídios, que tem poderosas quadrilhas de traficantes, que tem milícias paramilitares com fortes ligações políticas, que tem sicários que fuzilam políticos ou os expulsam do país.

Caminha para se tornar - como Davos já mostrou ao praticamente isolar o Brasil - um pária entre as nações.

Revista Veja: na capa da semana, o escândalo do primeiro mês


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Site Poder 360 também noticia digitalização da coleção da Revista Manchete


Continua repercutindo na mídia a iniciativa da Biblioteca Nacional, que acaba de disponibilizar para o público a coleção digitalizada da Revista Manchete.

O site Poder 360 destaca o projeto da BN que contou como  o apoio da FINEP, dos Ministérios da Cultura e da Ciências, Tecnologia e Inovação, com produção da DocPro Bibliotecas Virtuais.

Para pesquisadores, escritores, jornalistas, cineastas e leitores em geral, a Manchete é inestimável forte de informações. A bem-vinda digitalização torna-se um agregador de fatos, de fotojornalismo, de personagens, acontecimentos culturais, políticos, esportivos e de comportamento.

Um olhar para cinco décadas de linha do tempo no Brasil e no mundo.  AQUI 

Já lavou seu dinheiro hoje? Marcelo Adnet oferece os serviços do "Qualquer Bank"


Agitando as redes sociais a nova paródia de Marcelo Adnet, no "Tá no Ar" de ontem. Trata-se do  "Caixa Laranja 24 horas", que faz até 48 depósitos de 2 mil reais, próprio para quem tem pressa em depositar grana viva, usuários de lavagem de dinheiro ou políticos que precisam dar uma volta na fiscalização do Coaf. Você pode ver o anúncio do Qualquer Bank, uma prestigiada instituição da "nova era",  no Globo Play, AQUI

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Memória da propaganda: em 1960, João Doria Junior era "modelo" em anúncio na Manchete



O anúncio acima foi publicado na Manchete em 1960, edição especial retrospectiva de 1959. Nele, a Doria Associados, agência do então deputado e empresário baiano João de A. Costa Doria, saudava o maior acontecimento do ano anterior: a inauguração de Brasília.

Doria pai homenageou Doria Junior, o menino da foto, atual governador de São Paulo. "Dois amigos de infância", diz o título, referindo-se a Brasília e ao filho nascido em 1957. A mensagem do Doria pai tem trechos que o neoliberal e conservador Doria Junior poderia reler: "um Brasil de igual oportunidade para todos, com a subnutrição e o sub-desenvolvimento relegados ao passado. Brasil onde o pão e o leite, o abrigo e a escola, a saúde e o bem-estar, o trabalho e o recreio, a terra e o berço, o Direito e a Justiça sejam patrimônio de todos e não privilégio de alguns".

Papai falou, Doria.

Pouco mais de quatro anos após a mensagem otimista, o deputado João de A. Costa Doria, que fazia parte da bancada parlamentar que apoiou João Goulart, foi cassado pela ditadura militar e partiu para o exílio em Paris.

Uma notícia para Davos: agronegócio brasileiro ganha licença para envenenar o mundo

Já tomou seu veneninho hoje? O Diário Oficial da União já oficializou há poucos dias: governo "nova era" liberou quarenta novos agrotóxicos. São 28 tipos de veneno, alguns vetados em vários países e outros em estudos ainda polêmicos. A agroindústria brasileira, que já é uma das mais contaminadas do mundo, vai ganhar um up grade. Em 2018, o Brasil "comemorou" seu décimo ano na liderança mundial entre os países que mais envenenam suas culturas, de acordo com dados cruzados de vários institutos de pesquisas nacionais e internacionais.