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| Foto Acervo J.C.Jesus |
sábado, 16 de dezembro de 2017
Fotomemória da redação: Wally esteve na Rua do Russell
Assédio nos bastidores: em "Frida", a cena que Selma Hayek não queria fazer...
por Ed Sá
Entre as histórias sobre assédios sexuais nos bastidores de Hollywood, poucas são tão impressionantes quanto o caso que Selma Hayek relatou ao site Vulture.
Quem a viu em Frida, não podia imaginar o quanto lhe custou aquele papel: durante as filmagens, ela assediada pelo compulsivo Harvey Weinstein. Segundo o depoimento da protagonista, o poderoso produtor lhe pedia com insistência que tomasse banho com ele, que tirasse a roupa na sua frente, que o visse nu, que o massageasse, e batia na porta do seu quarto do hotel pedindo que transasse com ele. Diante das negativas, Weinstein insultava a atriz. Chegou a ameaçar cancelar o longa ou veiculá-lo apenas na TV.
Havia uma cena no filme sobre o relacionamento entre a Frida Kahlo de Selma Hayek e Tina Modotti, interpretada por Ashley Judd. Era uma sequência delicada, um número de dança de tango que terminava com um beijo. Wienstein quis ir muito além disso, queria sexo ardente e trepidante. Hayek e o elenco relutaram e argumentaram que a cena ficaria gratuita, ele insistiu. A atriz revela que com medo de comprometer todo o trabalho do elenco, concordou. Pouco antes de gravar, teve uma crise nervosa e caiu no choro. Ela contou ao site Vulture que chorou não porque ficaria nua com outra mulher, mas porque ficaria nua para Harvey Weinstein.
Anos depois, Weinstein se aproximou dela durante uma festa e lhe disse cinicamente: "Você esteve ótima como Frida. Nós, fizemos um lindo filme".
Um assessor de Harvey Weinstein divulgou uma nota negando que o produtor tenha obrigado a atriz a fazer a cena de lesbianismo em Frida. O comunicado alega que ele nem assistiu àquela filmagem e desmente as acusações de assédio sexual.
Ao New York Times, Selma Hayek confirmou o relato:
- Durante anos, Harvey Weinsatein foi o meu monstro".
Entre as histórias sobre assédios sexuais nos bastidores de Hollywood, poucas são tão impressionantes quanto o caso que Selma Hayek relatou ao site Vulture.
Quem a viu em Frida, não podia imaginar o quanto lhe custou aquele papel: durante as filmagens, ela assediada pelo compulsivo Harvey Weinstein. Segundo o depoimento da protagonista, o poderoso produtor lhe pedia com insistência que tomasse banho com ele, que tirasse a roupa na sua frente, que o visse nu, que o massageasse, e batia na porta do seu quarto do hotel pedindo que transasse com ele. Diante das negativas, Weinstein insultava a atriz. Chegou a ameaçar cancelar o longa ou veiculá-lo apenas na TV.
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| Selma Hayek e Ashley Judd; contra a opinião do elenco de Frida, Harvey Weinstein insistiu que essa cena fosse feita enquanto, nos bastidores, assediava a atriz. |
Havia uma cena no filme sobre o relacionamento entre a Frida Kahlo de Selma Hayek e Tina Modotti, interpretada por Ashley Judd. Era uma sequência delicada, um número de dança de tango que terminava com um beijo. Wienstein quis ir muito além disso, queria sexo ardente e trepidante. Hayek e o elenco relutaram e argumentaram que a cena ficaria gratuita, ele insistiu. A atriz revela que com medo de comprometer todo o trabalho do elenco, concordou. Pouco antes de gravar, teve uma crise nervosa e caiu no choro. Ela contou ao site Vulture que chorou não porque ficaria nua com outra mulher, mas porque ficaria nua para Harvey Weinstein.
Anos depois, Weinstein se aproximou dela durante uma festa e lhe disse cinicamente: "Você esteve ótima como Frida. Nós, fizemos um lindo filme".
Um assessor de Harvey Weinstein divulgou uma nota negando que o produtor tenha obrigado a atriz a fazer a cena de lesbianismo em Frida. O comunicado alega que ele nem assistiu àquela filmagem e desmente as acusações de assédio sexual.
Ao New York Times, Selma Hayek confirmou o relato:
- Durante anos, Harvey Weinsatein foi o meu monstro".
O presidente Temerário e o ministro da hora
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| Revoltado com o horário de verão, Gilmar Mendes ataca um relógio. O ministro só se acalmou depois que Temer concordou em adiar a medida no ano que vem. |
Por motivo eleitoreiro, o horário de verão foi afanado.
Temer assinou ontem decreto que corta em 15 dias a duração do horário de verão de 2018. O presidente atendeu a um pedido de Gilmar Mendes. O ministro do STF, que é também presidente do TSE, quer que o horário de verão do ano que vem comece no dia 4 de novembro, uma semana depois do segundo turno das eleições, em vez da data tradicional em outubro.
Há suspeitas de que o horário especial foi vendido para a gelada Lapônia em troca de passagens para um tour boca-livre de autoridades da República à terra de Papai Noel.
Revista Caros Amigos encerra edição impressa. Na versão digital, a luta continua.
A edição impressa da revista Caros Amigos põe um ponto final na sua bela trajetória quando o jornalismo mais precisa de publicações que façam um contraponto à mídia dominante. Fará falta seu sopro de liberdade em um ambiente onde predominam os interesses corporativos e políticos acima da honestidade. O site Caros Amigos será mantido.
O jornalista Fábio Lau publicou no Conexão Jornalismo o texto abaixo, seguido de um depoimento de Camilo Vanucchi e do editorial do último número.
(por Fábio Lau, para o Conexão Jornalismo)
O fim da Revista Caros Amigos é sinal definitivo de que o jornalismo que se aventura a fazer o diferente, especialmente como impresso, terá dificuldades. A sobrevivência da mídia se dá via publicidade oficial - nos três níveis da administração pública. No campo privado ocorre porque o empresário que se vê forçado, de maneira sutil, a patrocinar alguns.
O modelo mata algumas empresas, as menores e que vivem de um só negócio, enquanto os mais fortes (que atuam em vários seguimentos) seguem superavitários - é a tal da publicidade casada. Patrocina um e ganha três ou quatro veículos com desconto. Irresistível.
O mercado de jornalistas encolhe e se precariza. Talentos são deixados pelo caminho e quem sobrevive acende uma vela e segue a vida esperando que seu momento lhe seja pelo menos indolor. Não há solidariedade quando falta comida ou há risco de faltar.
E a gente vai levando!.
"Foram 20 anos na trincheira com "a primeira à esquerda", conforme o slogan da publicação.
Acompanhei com alegria seu lançamento.
Li com brilho nos olhos a primeira edição, com Juca Kfouri na capa, e as que se seguiram. Adorava as longas entrevistas, fantásticas, ao estilo "Pasquim". Nessa época, comprava todo mês. Achei incrível quando a direção decidiu fotografar a mesma criança para as capas das edições comemorativas de 1 ano, 2 anos e 3 anos. Caros Amigos foi também a primeira revista que eu assinei, com meu dinheiro, acho que aos 18 anos, no finalzinho de 1997. Por muito tempo, guardei a coleção completa das 36 primeiras edições. Também tive a oportunidade, como estudante de jornalismo, de participar de uma das entrevistas intermináveis, com o ator Pedro Cardoso, que acabava de interpretar Fernando Gabeira no filme "O que é isso, companheiro?", num período anterior a Agostinho Carrara, e que coincidentemente voltou ao noticiário no mês passado, manifestando-se contra o desmonte da EBC. Jovem, conheci muitos gigantes da imprensa brasileira por meio de suas páginas, colunistas e repórteres. O fundador Sérgio de Souza, Roberto Freire (o escritor e psicoterapeuta, não o político), seu filho Paulo Freire, Alberto Dines, José Arbex Jr., Frei Betto (esse eu já conhecia!), Marina Amaral, Guto Lacaz, Myltainho, João Pedro Stédile e tantos outros.
Acompanhei com agonia seu crepúsculo.
Reconheço com tristeza que já não lia a revista com assiduidade nem com o mesmo interesse. Nos últimos anos, me parecia faltar ali o tesão, a irreverência e a genialidade dos gigantes que encontrei nos primeiros tempos. Mas não era raro me deparar em suas páginas com análises maduras e críticas bem embasadas, sobretudo ao golpe. De vez em quando, encontrava o Wagner ou a Ciça, que invariavelmente traziam informações tristes, sobre dificuldades financeiras, quebra iminente, tentativas de renegociação. A equipe que a tocava nos últimos anos fazia dela sua militância e sua profissão de fé. O modelo de negócios ruiu, não sei dizer exatamente quando, mas tenho certeza de que o fim da Caros Amigos - e de outros jornais, revistas e sites que ainda se debatem pela democracia neste país - atende com carinho aos desejos mais íntimos do fascismo agora aquartelado no Jaburu, nos MBLs, no Escola Sem Partido, na Cidade Linda, na Justiça de Curitiba, no tribunal regional de Porto Alegre.
Caros Amigos sobreviveu a 2016, mas não suportou 2017. Sucumbiu por falência múltipla de órgãos. Sua última edição chega às bancas com esta capa (foto) e com um editorial de despedida que pode ser lido aqui: https://www.carosamigos.com.br/index.php/edicao-atual/11555-edicao-248-editorial-e-sumario
Muito obrigado aos que fizeram a revista ao longo dessas duas décadas e, por extensão, contribuíram para minha formação como jornalista e como cidadão".
Fim de Caros Amigos
É o pior editorial que um jornalista pode escrever: anunciar o fim de um projeto acalentado por 20 anos. A revista Caros Amigos resistiu o quanto pôde, mas não resistiu ao golpe, ao cerco ideológico do governo ilegítimo, ao aprofundamento da crise deste ultraneoliberalismo que pune a nação com vingança, ódio e descaramento institucional contra os avanços e conquistas sociais. Circula esta, sua última edição, também diante de um mercado editorial em profunda transformação, com queda nas vendas em todos os nichos, e o avanço das mídias digitais, dominadas por grandes corporações e assoladas por fake news e ações de rapina ideológica. Mas também é da necessidade de bom jornalismo nesses tempos de “mídias da confusão” e ambiente digital bruto que a editora vai manter o site de Caros Amigos e continuar oferecendo nas bancas republicações de suas edições temáticas, produzidas ao longo dessa jornada.
A última edição de Caros Amigos aproveita para olhar para este contexto da era digital e suas “novidades”. A guerrilha virtual das fake news, robôs e novos hábitos de busca e consumo de informação, como os da plataforma de vídeos YouTube, que cria celebridades de conversas banais e por vezes racistas e discriminatórias e é contudo, sonho de fama das novas gerações. Como questiona o teórico da contemporaneidade Massimo Canevacci, em uma das reportagens, não era pra ser assim — para ele, a era digital cria a “personalidade digital autoritária” de um “fascismo sem controle”.
Esta edição tem ainda a história dos jornais da resistência, publicações que desafiaram ditadores, governos, censura e mesmo o mercado, para manter acesa a chama por um mundo mais justo e plural. E, ainda, artigos sobre a democratização da mídia e análise dos governos petistas e seus laços com projetos neoliberais, seus impactos na geopolítica na América Latina. Além das colunas dos colaboradores, que também se despedem de Caros Amigos, alguns deles, sem falhar em nenhuma das 248 edições. Fique aqui registrada uma profunda admiração e nosso agradecimento. A todos que passaram pelas páginas e redação de Caros Amigos, jornalistas, articulistas, são tantos; aos anunciantes que acreditaram na marca e ajudaram na sobrevivência, FNAE, CNTE, entre outros. Também aos caríssimos e fiéis leitores. Valeu a caminhada!
A revista se vai nesse vendaval de mudanças tecnológicas e seus impactos nas relações sociais, na comunicação de massa, na reorganização das sociedades e mercado. O site vai manter a chama dessa batalha no ciberespaço selvagem e sempre manipulável das novas plataformas e atores da informação. Embora de outra forma, o sonho continua.
O jornalista Fábio Lau publicou no Conexão Jornalismo o texto abaixo, seguido de um depoimento de Camilo Vanucchi e do editorial do último número.
(por Fábio Lau, para o Conexão Jornalismo)
O fim da Revista Caros Amigos é sinal definitivo de que o jornalismo que se aventura a fazer o diferente, especialmente como impresso, terá dificuldades. A sobrevivência da mídia se dá via publicidade oficial - nos três níveis da administração pública. No campo privado ocorre porque o empresário que se vê forçado, de maneira sutil, a patrocinar alguns.
O modelo mata algumas empresas, as menores e que vivem de um só negócio, enquanto os mais fortes (que atuam em vários seguimentos) seguem superavitários - é a tal da publicidade casada. Patrocina um e ganha três ou quatro veículos com desconto. Irresistível.
O mercado de jornalistas encolhe e se precariza. Talentos são deixados pelo caminho e quem sobrevive acende uma vela e segue a vida esperando que seu momento lhe seja pelo menos indolor. Não há solidariedade quando falta comida ou há risco de faltar.
E a gente vai levando!.
Em um texto emocionado, o jornalista e escritor
Camilo Vannuchi se despede dos leitores:
"Foram 20 anos na trincheira com "a primeira à esquerda", conforme o slogan da publicação.
Acompanhei com alegria seu lançamento.
Li com brilho nos olhos a primeira edição, com Juca Kfouri na capa, e as que se seguiram. Adorava as longas entrevistas, fantásticas, ao estilo "Pasquim". Nessa época, comprava todo mês. Achei incrível quando a direção decidiu fotografar a mesma criança para as capas das edições comemorativas de 1 ano, 2 anos e 3 anos. Caros Amigos foi também a primeira revista que eu assinei, com meu dinheiro, acho que aos 18 anos, no finalzinho de 1997. Por muito tempo, guardei a coleção completa das 36 primeiras edições. Também tive a oportunidade, como estudante de jornalismo, de participar de uma das entrevistas intermináveis, com o ator Pedro Cardoso, que acabava de interpretar Fernando Gabeira no filme "O que é isso, companheiro?", num período anterior a Agostinho Carrara, e que coincidentemente voltou ao noticiário no mês passado, manifestando-se contra o desmonte da EBC. Jovem, conheci muitos gigantes da imprensa brasileira por meio de suas páginas, colunistas e repórteres. O fundador Sérgio de Souza, Roberto Freire (o escritor e psicoterapeuta, não o político), seu filho Paulo Freire, Alberto Dines, José Arbex Jr., Frei Betto (esse eu já conhecia!), Marina Amaral, Guto Lacaz, Myltainho, João Pedro Stédile e tantos outros.
Acompanhei com agonia seu crepúsculo.
Reconheço com tristeza que já não lia a revista com assiduidade nem com o mesmo interesse. Nos últimos anos, me parecia faltar ali o tesão, a irreverência e a genialidade dos gigantes que encontrei nos primeiros tempos. Mas não era raro me deparar em suas páginas com análises maduras e críticas bem embasadas, sobretudo ao golpe. De vez em quando, encontrava o Wagner ou a Ciça, que invariavelmente traziam informações tristes, sobre dificuldades financeiras, quebra iminente, tentativas de renegociação. A equipe que a tocava nos últimos anos fazia dela sua militância e sua profissão de fé. O modelo de negócios ruiu, não sei dizer exatamente quando, mas tenho certeza de que o fim da Caros Amigos - e de outros jornais, revistas e sites que ainda se debatem pela democracia neste país - atende com carinho aos desejos mais íntimos do fascismo agora aquartelado no Jaburu, nos MBLs, no Escola Sem Partido, na Cidade Linda, na Justiça de Curitiba, no tribunal regional de Porto Alegre.
Caros Amigos sobreviveu a 2016, mas não suportou 2017. Sucumbiu por falência múltipla de órgãos. Sua última edição chega às bancas com esta capa (foto) e com um editorial de despedida que pode ser lido aqui: https://www.carosamigos.com.br/index.php/edicao-atual/11555-edicao-248-editorial-e-sumario
Muito obrigado aos que fizeram a revista ao longo dessas duas décadas e, por extensão, contribuíram para minha formação como jornalista e como cidadão".
LEIA O EDITORIAL DO EDITOR ARAY NABUCO NA ÚLTIMA
CAROS AMIGOS EM VERSÃO IMPRESSA
CAROS AMIGOS EM VERSÃO IMPRESSA
Fim de Caros Amigos
É o pior editorial que um jornalista pode escrever: anunciar o fim de um projeto acalentado por 20 anos. A revista Caros Amigos resistiu o quanto pôde, mas não resistiu ao golpe, ao cerco ideológico do governo ilegítimo, ao aprofundamento da crise deste ultraneoliberalismo que pune a nação com vingança, ódio e descaramento institucional contra os avanços e conquistas sociais. Circula esta, sua última edição, também diante de um mercado editorial em profunda transformação, com queda nas vendas em todos os nichos, e o avanço das mídias digitais, dominadas por grandes corporações e assoladas por fake news e ações de rapina ideológica. Mas também é da necessidade de bom jornalismo nesses tempos de “mídias da confusão” e ambiente digital bruto que a editora vai manter o site de Caros Amigos e continuar oferecendo nas bancas republicações de suas edições temáticas, produzidas ao longo dessa jornada.
A última edição de Caros Amigos aproveita para olhar para este contexto da era digital e suas “novidades”. A guerrilha virtual das fake news, robôs e novos hábitos de busca e consumo de informação, como os da plataforma de vídeos YouTube, que cria celebridades de conversas banais e por vezes racistas e discriminatórias e é contudo, sonho de fama das novas gerações. Como questiona o teórico da contemporaneidade Massimo Canevacci, em uma das reportagens, não era pra ser assim — para ele, a era digital cria a “personalidade digital autoritária” de um “fascismo sem controle”.
Esta edição tem ainda a história dos jornais da resistência, publicações que desafiaram ditadores, governos, censura e mesmo o mercado, para manter acesa a chama por um mundo mais justo e plural. E, ainda, artigos sobre a democratização da mídia e análise dos governos petistas e seus laços com projetos neoliberais, seus impactos na geopolítica na América Latina. Além das colunas dos colaboradores, que também se despedem de Caros Amigos, alguns deles, sem falhar em nenhuma das 248 edições. Fique aqui registrada uma profunda admiração e nosso agradecimento. A todos que passaram pelas páginas e redação de Caros Amigos, jornalistas, articulistas, são tantos; aos anunciantes que acreditaram na marca e ajudaram na sobrevivência, FNAE, CNTE, entre outros. Também aos caríssimos e fiéis leitores. Valeu a caminhada!
A revista se vai nesse vendaval de mudanças tecnológicas e seus impactos nas relações sociais, na comunicação de massa, na reorganização das sociedades e mercado. O site vai manter a chama dessa batalha no ciberespaço selvagem e sempre manipulável das novas plataformas e atores da informação. Embora de outra forma, o sonho continua.
sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
Passaralhos e perus natalinos...
* Tão pontual quanto as aves migratórias, a Abril promove sua tradicional revoada de passaralhos do Natal. Já estão sendo demitidas entre 110 e 170 pessoas das áreas jornalística e administrativa. A informação está no Valor Econômico de hoje. A matéria questiona o atual presidente da Abril, Arnaldo Tybiriçá, sobre um suposto pedido de "recuperação judicial" no horizonte da editora. Ele nega. "Recuperação judicial", aliás, parece expressão típica da New-speak do Big Brother de 1984. É pura Novilíngua e um dos eufemismos notáveis de nossa época, capaz de "gourmetizar" o que antigamente era "bancarrota", ou simples "falência".
Novilíngua ou novafala é um idioma fictício criado pelo governo hiperautoritário na obra literária 1984, de George Orwell. A novilíngua era desenvolvida não pela criação de novas palavras, mas pela "condensação" e "remoção" delas ou de alguns de seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento. Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a algo, isso passa a não existir. Assim, por meio do controle sobre a linguagem, o governo seria capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que ideias indesejáveis viessem a surgir.
Novilíngua ou novafala é um idioma fictício criado pelo governo hiperautoritário na obra literária 1984, de George Orwell. A novilíngua era desenvolvida não pela criação de novas palavras, mas pela "condensação" e "remoção" delas ou de alguns de seus sentidos, com o objetivo de restringir o escopo do pensamento. Uma vez que as pessoas não pudessem se referir a algo, isso passa a não existir. Assim, por meio do controle sobre a linguagem, o governo seria capaz de controlar o pensamento das pessoas, impedindo que ideias indesejáveis viessem a surgir.
* Um colaborador do blog lembra que o Brasil está hoje às voltas com perus natalinos. Temos um governante portando uma sonda no pingolim presidencial e, em Goiás, um polêmica em torno de bonecas distribuídas por uma organização que todo ano presenteia crianças carentes. Acontece que a boneca e o boneco têm discretas indicações dos respectivos órgãos sexuais. Isso irritou os moralistas patológicos que só pensam naquilo. Um sinal do quanto o Brasil está doente: bonecas do mesmo tipo foram distribuídas no ano passado e não causaram histeria.
ATUALIZAÇÃO EM 18/12/2017 - Além das demissões em massa, a Abril ameaça parcelar as verbas indenizatória em até 10 vezes. É uma espécie de "carnê do baú" da esperteza e um total desrespeito aos funcionários que, além de perderem os empregos, terão que indiretamente financiar o caixa da empresa por quase um ano.
ATUALIZAÇÃO EM 18/12/2017 - Além das demissões em massa, a Abril ameaça parcelar as verbas indenizatória em até 10 vezes. É uma espécie de "carnê do baú" da esperteza e um total desrespeito aos funcionários que, além de perderem os empregos, terão que indiretamente financiar o caixa da empresa por quase um ano.
Viu isso? Apê à venda em Miami por $33. Veja antes a forma de pagamento, se estiver interessado...
Apartamento à venda em Miami, de um quarto. Mas o vendedor só aceita pagamento em bitcoins (veja na última linha do post).
Preço no alto do anúncio? $33 em moeda digital, o que dá uns 560 mil dólares na cotação do bitcoin, que ainda está subindo vertiginosamente.
Preço no alto do anúncio? $33 em moeda digital, o que dá uns 560 mil dólares na cotação do bitcoin, que ainda está subindo vertiginosamente.
Concorrente ameaça lugar do Brasil no ranking da corrupção
Assim não dá, a revista The Economist está sempre querendo prejudicar o Brasil.
Os corruptos brasileiros têm que vestir a camisa amarela e dar mais gás na roubalheira, a África do Sul está ameaçando o primeiro lugar.
Mas a associação dos carregadores de malas de dinheiro não está preocupada.
O ano que vem é de eleição e o que não vai faltar é pedido para transportar numerário de um lado pra outro. Entregadores delivery de propina prometem cantar "o campeão voltou".
Os corruptos brasileiros têm que vestir a camisa amarela e dar mais gás na roubalheira, a África do Sul está ameaçando o primeiro lugar.
Mas a associação dos carregadores de malas de dinheiro não está preocupada.
O ano que vem é de eleição e o que não vai faltar é pedido para transportar numerário de um lado pra outro. Entregadores delivery de propina prometem cantar "o campeão voltou".
O drama de João Gilberto e o barquinho de Gilmar Mendes em águas agitadas
Aos 86 anos, João Gilberto vive uma crise familiar e financeira. É a capa da Veja.
Mas o que vai dar o que falar é aquela chamadinha lá em cima: "o juiz e o empresário".
O barquinho de Gilmar Mendes está navegando rumo a um iceberg...
Mas o que vai dar o que falar é aquela chamadinha lá em cima: "o juiz e o empresário".
O barquinho de Gilmar Mendes está navegando rumo a um iceberg...
Violência nos estádios: a quem interessa
O tumulto que torcedores do Flamengo promoveram na véspera do jogo no Maracanã, na frente do hotel onde tentavam dormir os jogadores do Independiente, e antes, durante e depois do jogo que deu aos argentinos o título da Copa Sul Americana é mais do que previsível. É padrão.
Esses falsos torcedores não têm o menor interesse em futebol. Faturamento com venda de ingressos a cambistas, as brigas combinadas, roubos, espancamentos e até assassinatos fazem parte das suas prioridades.
O inquérito em andamento que apura o fornecimento de ingressos a esses bandos por diretores de grandes clubes pode, finalmente, revelar o que está por trás dos poderes dessas facções.
Por que diretores de grandes clubes entregam volumosas cargas de ingressos a tais grupos se com isso estão afastando milhares de torcedores autênticos que deixam de ir aos estádios por temer a violência das torcidas?
Sabe-se que as brigas combinadas horas antes dos jogos, até entre torcedores do mesmo time, são fruto das ligações destes com facções de traficantes de favelas rivais. Essa mesma prática do quebra-quebra é adotada em "manifestações" que queimam ônibus, saqueiam cargas, depredam transporte público e fecham rodovias. O modelo apenas foi agregado ao futebol. No tumulto, como se viu na Maracanã, é criado o cenário ideal para assaltos e arrastões.
O Vasco foi punido com a interdição de São Januário após brigas de torcida fora do estádio. Pelo mesmo critério, o Flamengo deverá ser punido. Botafogo e Fluminense também já sofreram sanções.
Os clubes são vítimas mas não inteiramente inocentes. O que explica tanto poder de chefes de torcida junto a alguns cartolas se está mais do que claro que causam enormes prejuízos aos clubes?
Não faz sentido.
Ou vai ver faz muito sentido e cabe à polícia aprofundar a investigação sobre essa estranha aliança.
Esses falsos torcedores não têm o menor interesse em futebol. Faturamento com venda de ingressos a cambistas, as brigas combinadas, roubos, espancamentos e até assassinatos fazem parte das suas prioridades.
O inquérito em andamento que apura o fornecimento de ingressos a esses bandos por diretores de grandes clubes pode, finalmente, revelar o que está por trás dos poderes dessas facções.
Por que diretores de grandes clubes entregam volumosas cargas de ingressos a tais grupos se com isso estão afastando milhares de torcedores autênticos que deixam de ir aos estádios por temer a violência das torcidas?
Sabe-se que as brigas combinadas horas antes dos jogos, até entre torcedores do mesmo time, são fruto das ligações destes com facções de traficantes de favelas rivais. Essa mesma prática do quebra-quebra é adotada em "manifestações" que queimam ônibus, saqueiam cargas, depredam transporte público e fecham rodovias. O modelo apenas foi agregado ao futebol. No tumulto, como se viu na Maracanã, é criado o cenário ideal para assaltos e arrastões.
O Vasco foi punido com a interdição de São Januário após brigas de torcida fora do estádio. Pelo mesmo critério, o Flamengo deverá ser punido. Botafogo e Fluminense também já sofreram sanções.
Os clubes são vítimas mas não inteiramente inocentes. O que explica tanto poder de chefes de torcida junto a alguns cartolas se está mais do que claro que causam enormes prejuízos aos clubes?
Não faz sentido.
Ou vai ver faz muito sentido e cabe à polícia aprofundar a investigação sobre essa estranha aliança.
Patrícia Poeta: vida nova, outras capas...
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| Patricia Poeta na capa da Corpo a Corpo deste mês, fotografada por Chico Cerchiaro. |
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| Em abril deste ano, Patricia Poeta foi fotografada por Bruno Castanheira para a revista Boa Forma. Foto: Divilgação. |
Para Patrícia Poeta, apesar de toda a importância do telejornal, a bancada do Jornal Nacional devia ser uma pesada âncora. Existe todo um código que que enquadra o comportamento dos apresentadores de telejornais mesmo - e principalmente - fora do estúdio. Da participação em campanhas publicitárias a limites em redes sociais pessoais, do comportamento em público à manifestações de opinião, há marcos que não podem ser ultrapassados.
Assim como Fátima Bernardes, que ficou mais leve ao trocar o Jornal Nacional pelo entretenimento do "Encontro", Patrícia Poeta livrou-se do peso do telejornal ao se transferir para o "É de casa". E as revistas também foram beneficiadas por essa descontração.
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| Na Claudia, uma... |
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| produção mais sóbria, assim como... |
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| ...na extinta edição impressa da Contigo. |
Coincidentemente, também são passado os maridos das duas ex-âncoras do Jornal Nacional. Mas essa é outra história.
Fotografia: faça check in, aperte o cinto e veja exposição de fotos a 11 mil pés de altura...
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| Foto de Cássio Vasconcellos-Divulgação |
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| As fotos poderão sr vistas na parte dianteira da cabine dos aviões da Gol, Foto Divulgação |
A Gol Linhas Aéreas promoverá uma exposição fotográfica inédita: a bordo, a 11 mil pés de altura.
"Gol mostra Brasil" estará em cada um dos 116 jatos da companhia e reunirá fotos de profissionais brasileiros e estrangeiros, sobre aspectos positivos do Brasil relacionados a paisagens naturais, povo, cultura regional etc.
As fotos ficarão expostas na parte frontal da cabine de passageiros. A série já começou e foi aberta pelo fotógrafo Cássio Vasconcelos, que também é piloto e, por isso, especialista em imagens aéreas.
Cirque de Soleil faz acrobacia com dinheiro público
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| Reprodução Projeto Colabora |
Se há uma coisa que o Cirque de Soleil gosta de fazer quando vem ao Brasil é acrobacia com dinheiro público.
Em 2006, a empresa descolou mais de 20 milhões via Lei Rouanet. Foi considerada uma bizarrice, no mínimo.
Segundo o jornalista Fernando Molica, em matéria no site Projeto Colabora, a troupe reincide no caixa público. Dessa vez, apesar do rombo fiscal, dos atrasos de salários e da PM caindo aos pedaços, do caos na saúde, o governo do Estado do Rio de Janeiro abre mão de R$ 1,6 milhão abatidos do ICMS, na prática, um presentão, para financiar as piruetas dos canadenses cujo ingresso é, aliás, bem caro.
A dinheirama foi autorizada pelo famoso Bertoldo Brecha, o ex-secretário de Cultura André Lazzaroni.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
A "bitcoin" do Padim Ciço...
por José Esmeraldo Gonçalves
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, faz alerta no Globo, hoje, para os riscos da bitcoin. Há várias moedas digitais, mas essa é a mais conhecida e, nas últimas semanas, a que registra uma valorização espetacular.
Moedas digitais têm o mesmo DNA do Uber, do Airbnb e de tantos aplicativos que inauguram novos e dinâmicos formatos nas relações tradicionais entre clientes e setores de serviços.
Uma moeda como a bitcoin dispensa, por exemplo, o emprego de um presidente de um banco que cuida da burocracia monetária oficial. Autoridades alegam que moedas digitais não têm lastro, estão inflando bolhas que uma hora dessas explodem. Equivaleriam às "pirâmides" financeiras. Não é possível dizer o que vai acontecer com essa moeda virtual. Pode entrar em crise eventualmente, pode mudar, governos tentarão regulamentá-la, corretoras se incomodarão com o "invasor", mas o sistema paralelo de investimento veio para ficar.
Ao ler sobre a corrida de investidores à bitcoin, recordo uma matéria que fiz em 1988, para a Geográfica Universal. A pauta era o Padre Cícero e o mundo de misticismo e do consumo desembestado que se formou à sua sombra em Juazeiro do Norte, no Cariri, extremo Sul do Ceará.
Além dos depoimentos de dezenas de romeiros que veneravam o Padim como alvo de devoção, tentei focalizar o chefe político que ele foi. Favorecido pelo fato de ter nascido na região - no Crato, a poucos quilômetros de Juazeiro do Norte -, ouvi relatos de famílias sobre um tipo de salvo-conduto com a assinatura do padre vendido a fazendeiros como uma espécie de permissão para conduzir gado em estradas, aqui sem o risco de serem roubados por Lampião e seu bando. Vi antigos recortes de jornais colecionados pelo padre que narravam a trajetória de Augusto Sandino, o guerrilheiro nicaraguense que morreu em combate. Aparentemente, o Padim o admirava. E vi vendedores empurrando um "diploma de romeiro" aos passageiros de um pau-de-arara sob o argumento de que era um "documento obrigatório" na volta do devotos para casa. A maioria comprava o "passaporte" alardeado como compulsório e "assinado pelo prefeito".
Mas a história mais curiosa descrevia a 'bitcoin" do Padim Ciço. Emissários do "coronel de batina", como alguns dos seus críticos o rotulavam, percorriam o sertão lá pelos anos 1910 oferecendo um "investimento" que consistia em aplicar dinheiro em Juazeiro do Norte. O sujeito entregava ao emissário cinco contos de réis e três meses depois recebia o dobro. Se reinvestisse, triplicaria o capital em mais 90 dias. Era o melhor negócio do sertão. A notícia se espalhou, a "pirâmide" cresceu, ganhou mais investidores e, um dia, como toda "pirâmide", desabou. A história oral do Cariri conta que ficou por isso mesmo. Nenhum investidor prejudicado, especialmente aqueles que escalaram a "pirâmide" no fim das vacas gordas, às vésperas da implosão, teve coragem de ir a Juazeiro cobrar a dívida. A "guarda pretoriana" do Padim, formada por jagunços fiéis e dotados do bom argumento de um rifle Winchester 44, desestimulava qualquer tentativa de resgate da poupança.
As vítimas da bolha financeira de Juazeiro do Norte preferiam entregar o prejuízo a Deus.
Em tempo: o povo apelidou a "bitcoin" do Padim Ciço, muito a propósito, de "ingulidêra"
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, faz alerta no Globo, hoje, para os riscos da bitcoin. Há várias moedas digitais, mas essa é a mais conhecida e, nas últimas semanas, a que registra uma valorização espetacular.
Moedas digitais têm o mesmo DNA do Uber, do Airbnb e de tantos aplicativos que inauguram novos e dinâmicos formatos nas relações tradicionais entre clientes e setores de serviços.
Uma moeda como a bitcoin dispensa, por exemplo, o emprego de um presidente de um banco que cuida da burocracia monetária oficial. Autoridades alegam que moedas digitais não têm lastro, estão inflando bolhas que uma hora dessas explodem. Equivaleriam às "pirâmides" financeiras. Não é possível dizer o que vai acontecer com essa moeda virtual. Pode entrar em crise eventualmente, pode mudar, governos tentarão regulamentá-la, corretoras se incomodarão com o "invasor", mas o sistema paralelo de investimento veio para ficar.
Ao ler sobre a corrida de investidores à bitcoin, recordo uma matéria que fiz em 1988, para a Geográfica Universal. A pauta era o Padre Cícero e o mundo de misticismo e do consumo desembestado que se formou à sua sombra em Juazeiro do Norte, no Cariri, extremo Sul do Ceará.
Além dos depoimentos de dezenas de romeiros que veneravam o Padim como alvo de devoção, tentei focalizar o chefe político que ele foi. Favorecido pelo fato de ter nascido na região - no Crato, a poucos quilômetros de Juazeiro do Norte -, ouvi relatos de famílias sobre um tipo de salvo-conduto com a assinatura do padre vendido a fazendeiros como uma espécie de permissão para conduzir gado em estradas, aqui sem o risco de serem roubados por Lampião e seu bando. Vi antigos recortes de jornais colecionados pelo padre que narravam a trajetória de Augusto Sandino, o guerrilheiro nicaraguense que morreu em combate. Aparentemente, o Padim o admirava. E vi vendedores empurrando um "diploma de romeiro" aos passageiros de um pau-de-arara sob o argumento de que era um "documento obrigatório" na volta do devotos para casa. A maioria comprava o "passaporte" alardeado como compulsório e "assinado pelo prefeito".
Mas a história mais curiosa descrevia a 'bitcoin" do Padim Ciço. Emissários do "coronel de batina", como alguns dos seus críticos o rotulavam, percorriam o sertão lá pelos anos 1910 oferecendo um "investimento" que consistia em aplicar dinheiro em Juazeiro do Norte. O sujeito entregava ao emissário cinco contos de réis e três meses depois recebia o dobro. Se reinvestisse, triplicaria o capital em mais 90 dias. Era o melhor negócio do sertão. A notícia se espalhou, a "pirâmide" cresceu, ganhou mais investidores e, um dia, como toda "pirâmide", desabou. A história oral do Cariri conta que ficou por isso mesmo. Nenhum investidor prejudicado, especialmente aqueles que escalaram a "pirâmide" no fim das vacas gordas, às vésperas da implosão, teve coragem de ir a Juazeiro cobrar a dívida. A "guarda pretoriana" do Padim, formada por jagunços fiéis e dotados do bom argumento de um rifle Winchester 44, desestimulava qualquer tentativa de resgate da poupança.
As vítimas da bolha financeira de Juazeiro do Norte preferiam entregar o prejuízo a Deus.
Em tempo: o povo apelidou a "bitcoin" do Padim Ciço, muito a propósito, de "ingulidêra"
Do Portal dos Jornalistas: vai e vem na Infoglobo...
(do Portal dos Jornalistas)
Antes mesmo da virada do ano, a Infoglobo anunciou a nova configuração de suas editorias para 2018. Na sexta-feira (8/12) a Diretoria Geral emitiu um comunicado com as modificações que completam o quadro anunciado no final de outubro.
A chamada Mesa Central – que responde pela produção e publicação de notícias e onde então os editores executivos – passará a contar com Alexandre Freeland, que vem da InPress Porter Novelli para assumir como editor executivo de Produção.
Há cerca de 15 anos, Freeland trabalhou em O Dia com Ruth Aquino, a nova diretora Editorial da redação integrada de O Globo, Extra, Expresso e Época. Ele era editor de multimídia, respondendo pela então pioneira integração entre o impresso, o online e dois canais de tevê que tinham parceria com o jornal.
Ao deixar o jornal, há cerca de cinco anos, era diretor de Redação, à frente também dos jornais Meia Hora e os esportivos Marca RJ e SP. Levava na bagagem dois prêmios Esso de Primeira Página e quatro SND (Society ofr News Design). Em seguida, foi para a In Press a convite de Kiki Moretti, quando da criação da área de Branded Content na agência. Lá, trabalhou na Comunicação Pública e, no último ano e meio, dirigiu o escritório do Rio. Ao anunciar a saída de Freeland, em e-mail informal e emocionado, Kiki Moretti realçou “sua inteligência bem-humorada, sua obsessão pela informação precisa, as análises profundas e sempre brilhantes”. A agência ainda não anunciou quem o substituirá.
Leticia Sorg virá de São Paulo para assumir a editoria executiva de Produtos Digitais. Formada em Jornalismo pela USP, com especialização em Oxford, já foi editora e repórter especial de Época, além de editora da Agência Estado. Estava ultimamente no Estadão, trabalhando com novos produtos e processos para o site.
Os editores executivos Paulo Motta, Silvia Fonseca, Denise Ribeiro e Alexandre Maron deixam a empresa. Até a integração das redações, Motta era editor executivo do Globo, cargo que passou a ocupar depois de premiada carreira como editor de Rio. Silvia também era do Globo. Denise tinha o mesmo cargo no Extra, com longa trajetória no jornal. Maron veio de Época, em São Paulo, para participar da integração das redações. Na Editora Globo, foi diretor de Projetos Online e de Inovação Digital.
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Dois anos de prisão a preço de banana
Entre os países onde as leis islâmicas estão acima das constituições, o Egito é considerado até moderado em termos de liberdades individuais. Imagine se não o fosse. A cantora egípcia Shaimaa Ahmed, a Shyma, foi condenada a dois anos de prisão por “incitar a depravação e a libertinagem”,
O motivo? Um videoclipe da música "I have issues" onde ela aparece degustando uma banana e lambendo uma maçã indignou as bancadas religiosas locais. Um videoclipe de Anitta no Cairo renderia prisão perpétua os apedrejamento.
VEJA O VÍDEO DE SHYMA, CLIQUE EM
https://www.youtube.com/watch?v=toAy1iClD9I
O motivo? Um videoclipe da música "I have issues" onde ela aparece degustando uma banana e lambendo uma maçã indignou as bancadas religiosas locais. Um videoclipe de Anitta no Cairo renderia prisão perpétua os apedrejamento.
VEJA O VÍDEO DE SHYMA, CLIQUE EM
https://www.youtube.com/watch?v=toAy1iClD9I
Previsões de Allan Richard Way para 2018. Depois não digam que o vidente não avisou
por Allan Richard Way II
Temendo intercepção por alguma força-tarefa, o vidente A.R Way II enviou suas previsões para 2018 através de um imediato de um navio de carga britânico. O documento foi deixado no pequeno canteiro que fica em frente ao antigo prédio da Manchete, na Rua do Russell e recolhido após aviso por what's app. O local escolhido é mais uma ironia do guru, que assim faz referência a um bilhete deixado no mesmo local pelos guerrilheiros que sequestraram o embaixador americano Charles Elbrick em 1969.
Vamos aos fatos antecipados pelo vidente.
* Os advogados Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, que assinaram os pedidos de impeachment de Dilma Rousseff e denunciaram Nicolas Maduro, da Venezuela, ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, estarão mais ativos do que nunca. Em 2018, encaminharão outras denúncias aos tribunais internacionais. Na mira dos superherois Pinguim e Mulher Maravilha, como são chamados no meio jurídico, estarão a Netflix (por veicular filmes sobre Che Guevara), o Big Brother Brasil (eles acusam o reality de envergonhar a família brasileira e querem que os BBBs sejam "edificantes" e reflitam o "momento brasileiro": um juiz da Lava Jato, um delator, Dilma, Silvio Santos, Rogério 157, um agente da PF, um "patriota" do MBL, o general Mourão e os próprios Bicudo e Janaína).
* Michel Temer tentará se lançar candidato a presidente. Antes, enviará projeto de lei restabelecendo a eleição indireta. O projeto prevê que só votarão senadores e deputados que fornecerem ao comitê eleitoral os números das suas contas bancárias no Panamá.
* Senadores democratas descobrirão que Kim Jong-un e Donald Trump são "amigos" no site de relacionamento Tinder e já se encontraram secretamente várias vezes desde que o empresário era candidato e deu match no líder norte-coreano. Em mensagens vazadas, eles trocaram ideias sobre penteados e se divertiram com pegadinhas sobre guerra nuclear que viralizam na mídia.
* Com a aposentadoria de Usain Bolt, o TRF-4 baterá recorde de velocidade em todas as modalidades em 2018.
* A próxima caravana de Lula passará por Bangu 1, Papuda, Benfica, Presidente Prudente
* Um helicóptero lotado de cocaína pousará em fazenda de Minas Gerais. O nome do dono da fazenda não será revelado. As autoridades apresentarão uma escritura dos tempos de capitania hereditária e arquivarão o caso por falecimento do titular.
* Uma mala de dinheiro será encontrada no avião presidencial. Autoridades dirão que mala de dinheiro em avião presidencial não prova nada.
* Malas de dinheiro, joias, quadros de Romero Britto, privadas com água quente, lavagem de propina em igrejas, contas na Suíça, direitos de transmissão de futebol e cavalos de raça se tornarão "investimentos' nostálgicas em 2018. HDs com bitcoins serão o must da temporada.
* Em 2018, Temer continuará com as "reformas". Reformas tributária, industrial, esportiva, religiosa, ambiental, rodoviária, marítima, carnavalesca, urinária, do axé e da música sertaneja. No segundo semestre, reformará o banheiro da sua casa em São Paulo, o guarda-roupa de Marcela, a cela de Geddel e a coleção de malas Louis Vuitton.
* Haverá incêndios na Califórnia, como em todo ano. A diferença é que o governo americano acusará imigrantes mexicanos de botarem fogo no mato.
* Dois atores e um político brasileiros serão acusados em rumoroso caso de assédio sexual. As acusações virão a público depois de um desentendimento durante um encontro do trio em apartamento funcional.
* Marcelo Crivela cancelará o Carnaval de 2019. Ele alegará que teve um pesadelo onde desfilava no Sambódromo usando apenas uma folha de parreira. Considerará ter recebido um aviso divino sobre a Sodoma e Gomorra carioca.
* O Brasil não ganhará a Copa. O treinador abrirá a concentração para famílias dos jogadores, a convivência não dará certo e o clima ficará tenso. Será um tal de parente interromper o treino para pedir pra trocar rublos, reservar voos, reclamar que o banheiro do hotel entupiu, pra saber como é camisinha em russo, onde tem pagode... Tite também reclamará que os jogadores não ouvem as instruções nos vestiários porque não largam os smartphones e as redes sociais. O Brasil voltará para casa nas oitavas de final após ser goleado pela Alemanha. Placar: 8 x1. Na final do mundial, jogarão França e Alemanha. Mas o Brasil trará um título para casa: seleção campeão de likes no Facebook.
* Maio de 1968 completará 50 anos em 2018. A partir de abril, o assunto estará na midia. Mas não só na mídia: exposições, livros, filmes, debates, passeatas vintages e shows entrarão na programação. Ana Maria Braga fará um programa especial sobre o cardápio dos estudantes antes das manifestações; Luciano Huck perguntará o que foi isso; Bolsonaro fará o enterro simbólico de discos e livros alusivos ao tema e dirá que estudante bom é estudante morto; a Globo chamará de baderna; Silvio Santos vai perguntar ao auditório se aquilo foi briga das torcidas do Flamengo e Corinthians na final do Torneio Rio-São Paulo; Magno Malta vai dizer que tinha pedófilo no meio das passeatas; Luciana Gimenez fará um desfile das lingeries usadas nos protestos; Gilberto Gil não lembrará mais do que rolou; Gabeira dirá na Globo News que se arrependeu de tudo e pedirá perdão ao vivo; e, por fim, Demétrio Magnoli escreverá no Globo que foi mentira dizer que a polícia matou Edson Luís, que não morreu, está vivo, é reitor de uma universidade corrupta e em breve será conduzido coercitivamente pela Polícia Federal.
* Depois da Eletrobras, o governo do PMDB privatizará a Petrobras, a Caixa, o Banco do Brasil. Em compensação, vai estatizar o Senado e a Câmara. Já o povo irá às ruas no segundo semestre pedindo a privatização de Moreira Franco, Rodrigo Maia, ACM Neto, Eliseu Padilha, Aloísio Nunes, Eunício Oliveira, Aécio Neves e a terceirização de Gilmar Mendes.
* O Brasil lamentará mais uma vez a perda de um cantor sertanejo vítima de acidente automobilístico.
* Político evangélico apresentará projeto para banir religiões afro-brasileiras. Deputados da mesma bancada farão emendas com outros dispositivos como proibir mulher andar de bicicleta, criminalizar as abaixadinhas em baile funk, tatuagem que não seja a cara do Edir Macedo, marquinha de biquini, piercing, nudez em casa e nas ruas, Branca de Neve e, principalmente, os sete anões, Chapeuzinho e, principalmente, o lobo mau e curtir Anitta no Facebook.
* Sem pilotos brasileiros na Fórmula-1, Galvão Bueno, Reginaldo Leme e Mariana Becker vão abrir uma loja de empadas com logotipos da Ferrari, Renault, Red Bull e Mercedes.
* Justiça Eleitoral encontrará no comitê de um candidato a presidente o livro Mein Kampf, o filme Triunfo da Vontade, um poster de Eva Braun, um pedaço do pijama de Goering, uma pistola Lugger, restos de um prato com Eisbein mit Sauerkraut e um cartão postal da Berghof, em Berchtesgaden. Autoridades dirão que nada disso prova crime.
* O programa de governo de Bolsonaro informará aos eleitores que "até 2020 o Brasil entrará para esse tal de Brexit".
* Depois dos gêmeos de Ivete, Cláudia Leitte providenciará trigêmeos para o fim de 2018.
* Dois procedimentos jurídicos que se consolidaram em 2017 estarão com força total em 2018: delação premiada e condução coercitiva. Empresas, colégios, igrejas e clubes de futebol tenderão a adotar ambos os procedimentos para resolver conflitos internos.
* "Delação Premiada e Condução Coercitiva" também será o nome de longa-metragem que estreará no ano que vem.
* Pesquisas recentes informaram que o Brasil tem a segunda maior população carcerária do mundo. Mas isso vai mudar em 2018. Com a popularização da delação premiada, cadeias vão se esvaziar. Em compensação, os Supermercados Guanabara venderão tornozeleiras eletrônicas com desconto no seu próximo aniversário. Haverá mais brasileiros com tornozeleiras do que cidadãos livres do adereço. Também será criada a Bolsa da Delação Premiada, onde investidores poderão comprar ações de suspeitos e assim participar da alta rentabilidade da caguetagem.
* A hastag mais popular em 2018 será #eutambemperdidinheironobitcoin
* Em virtude do afastamento temporário de Rogério 157, o RH de renomada facção criminosa convoca os Rogérios portadores das senhas 158, 159, 160, 161 e 162 para se apresentarem no local de trabalho na Rocinha, no Rio. Serão entrevistados para emprego intermitente, segundo a Reforma Trabalhista, para começar na função logo após o carnaval.
* Depois de El Niño e La Niña, um novo fenômeno meteorológico atacará o Oceano Pacífico com graves reflexos em igrejas: El Pedofilo.
* Por achar que auxílio paletó e auxílio moradia não são suficientes, autoridades criarão o auxílio Netflix, auxílio balada, o auxílio copa do mundo (para ir a Rússia), auxílio iPhone última geração, auxílio tv 60 polegadas, auxílio Rolex e auxílio Porsche Carrera.
* Liminar de Gilmar Mendes vai impedir que a PF espere Temer ao pé da rampa do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019, caso o presidente tenha perdido fórum especial por não haver sido sido reeleito para o cargo ou para deputado federal.
* Finalmente, no início do ano, será dada solução aos casos de William Waack (racismo) e José Mayer (assédio). Waack será designado para correspondente na Nigéria e Mayer participará de seriados na TV da Arábia Saudita, onde mulheres não trabalham junto com homens.
* Vazamento indicará que Lula é o verdadeiro dono do estádio do Corinthians.
* Garotinho denunciará que foi atacado à noite por um cara de roupa de couro preta, com facas que saiam das mãos e cabeleira quadrada. Em depoimento, ele dirá que só tem certeza de que não era o Wolverine.
* O Rio vai precisar de mais dinheiro emprestado. Vai buscar na China e entregar como garantia tudo que o carioca não aguenta mais: o Piranhão, o Palácio Guanabara, a Assembleia, Rogério 157, Picciani, o sírio da esfiha, Muralha, o carro dos ovos, Naldo Benny, Tiago Leifert, Crivella, Rodrigo Maia, as UPPs, todos os vídeos que mostram Sérgio Cabral depondo, Kéfera, Padre Fábio, Ruelda, Eduardo Bandeira de Mello, Eurico Miranda...
* Liminar impetrada pelas fãs, com base do Estatuto dos Idosos, impede a Globo de cancelar o Especial de Roberto Carlos em 2018.
Temendo intercepção por alguma força-tarefa, o vidente A.R Way II enviou suas previsões para 2018 através de um imediato de um navio de carga britânico. O documento foi deixado no pequeno canteiro que fica em frente ao antigo prédio da Manchete, na Rua do Russell e recolhido após aviso por what's app. O local escolhido é mais uma ironia do guru, que assim faz referência a um bilhete deixado no mesmo local pelos guerrilheiros que sequestraram o embaixador americano Charles Elbrick em 1969.
Vamos aos fatos antecipados pelo vidente.
* Os advogados Hélio Bicudo e Janaína Paschoal, que assinaram os pedidos de impeachment de Dilma Rousseff e denunciaram Nicolas Maduro, da Venezuela, ao Tribunal Penal Internacional, em Haia, estarão mais ativos do que nunca. Em 2018, encaminharão outras denúncias aos tribunais internacionais. Na mira dos superherois Pinguim e Mulher Maravilha, como são chamados no meio jurídico, estarão a Netflix (por veicular filmes sobre Che Guevara), o Big Brother Brasil (eles acusam o reality de envergonhar a família brasileira e querem que os BBBs sejam "edificantes" e reflitam o "momento brasileiro": um juiz da Lava Jato, um delator, Dilma, Silvio Santos, Rogério 157, um agente da PF, um "patriota" do MBL, o general Mourão e os próprios Bicudo e Janaína).
* Michel Temer tentará se lançar candidato a presidente. Antes, enviará projeto de lei restabelecendo a eleição indireta. O projeto prevê que só votarão senadores e deputados que fornecerem ao comitê eleitoral os números das suas contas bancárias no Panamá.
* Senadores democratas descobrirão que Kim Jong-un e Donald Trump são "amigos" no site de relacionamento Tinder e já se encontraram secretamente várias vezes desde que o empresário era candidato e deu match no líder norte-coreano. Em mensagens vazadas, eles trocaram ideias sobre penteados e se divertiram com pegadinhas sobre guerra nuclear que viralizam na mídia.
* Com a aposentadoria de Usain Bolt, o TRF-4 baterá recorde de velocidade em todas as modalidades em 2018.
* A próxima caravana de Lula passará por Bangu 1, Papuda, Benfica, Presidente Prudente
* Um helicóptero lotado de cocaína pousará em fazenda de Minas Gerais. O nome do dono da fazenda não será revelado. As autoridades apresentarão uma escritura dos tempos de capitania hereditária e arquivarão o caso por falecimento do titular.
* Uma mala de dinheiro será encontrada no avião presidencial. Autoridades dirão que mala de dinheiro em avião presidencial não prova nada.
* Malas de dinheiro, joias, quadros de Romero Britto, privadas com água quente, lavagem de propina em igrejas, contas na Suíça, direitos de transmissão de futebol e cavalos de raça se tornarão "investimentos' nostálgicas em 2018. HDs com bitcoins serão o must da temporada.
* Em 2018, Temer continuará com as "reformas". Reformas tributária, industrial, esportiva, religiosa, ambiental, rodoviária, marítima, carnavalesca, urinária, do axé e da música sertaneja. No segundo semestre, reformará o banheiro da sua casa em São Paulo, o guarda-roupa de Marcela, a cela de Geddel e a coleção de malas Louis Vuitton.
* Haverá incêndios na Califórnia, como em todo ano. A diferença é que o governo americano acusará imigrantes mexicanos de botarem fogo no mato.
* Dois atores e um político brasileiros serão acusados em rumoroso caso de assédio sexual. As acusações virão a público depois de um desentendimento durante um encontro do trio em apartamento funcional.
* Marcelo Crivela cancelará o Carnaval de 2019. Ele alegará que teve um pesadelo onde desfilava no Sambódromo usando apenas uma folha de parreira. Considerará ter recebido um aviso divino sobre a Sodoma e Gomorra carioca.
* O Brasil não ganhará a Copa. O treinador abrirá a concentração para famílias dos jogadores, a convivência não dará certo e o clima ficará tenso. Será um tal de parente interromper o treino para pedir pra trocar rublos, reservar voos, reclamar que o banheiro do hotel entupiu, pra saber como é camisinha em russo, onde tem pagode... Tite também reclamará que os jogadores não ouvem as instruções nos vestiários porque não largam os smartphones e as redes sociais. O Brasil voltará para casa nas oitavas de final após ser goleado pela Alemanha. Placar: 8 x1. Na final do mundial, jogarão França e Alemanha. Mas o Brasil trará um título para casa: seleção campeão de likes no Facebook.
* Maio de 1968 completará 50 anos em 2018. A partir de abril, o assunto estará na midia. Mas não só na mídia: exposições, livros, filmes, debates, passeatas vintages e shows entrarão na programação. Ana Maria Braga fará um programa especial sobre o cardápio dos estudantes antes das manifestações; Luciano Huck perguntará o que foi isso; Bolsonaro fará o enterro simbólico de discos e livros alusivos ao tema e dirá que estudante bom é estudante morto; a Globo chamará de baderna; Silvio Santos vai perguntar ao auditório se aquilo foi briga das torcidas do Flamengo e Corinthians na final do Torneio Rio-São Paulo; Magno Malta vai dizer que tinha pedófilo no meio das passeatas; Luciana Gimenez fará um desfile das lingeries usadas nos protestos; Gilberto Gil não lembrará mais do que rolou; Gabeira dirá na Globo News que se arrependeu de tudo e pedirá perdão ao vivo; e, por fim, Demétrio Magnoli escreverá no Globo que foi mentira dizer que a polícia matou Edson Luís, que não morreu, está vivo, é reitor de uma universidade corrupta e em breve será conduzido coercitivamente pela Polícia Federal.
* Depois da Eletrobras, o governo do PMDB privatizará a Petrobras, a Caixa, o Banco do Brasil. Em compensação, vai estatizar o Senado e a Câmara. Já o povo irá às ruas no segundo semestre pedindo a privatização de Moreira Franco, Rodrigo Maia, ACM Neto, Eliseu Padilha, Aloísio Nunes, Eunício Oliveira, Aécio Neves e a terceirização de Gilmar Mendes.
* O Brasil lamentará mais uma vez a perda de um cantor sertanejo vítima de acidente automobilístico.
* Político evangélico apresentará projeto para banir religiões afro-brasileiras. Deputados da mesma bancada farão emendas com outros dispositivos como proibir mulher andar de bicicleta, criminalizar as abaixadinhas em baile funk, tatuagem que não seja a cara do Edir Macedo, marquinha de biquini, piercing, nudez em casa e nas ruas, Branca de Neve e, principalmente, os sete anões, Chapeuzinho e, principalmente, o lobo mau e curtir Anitta no Facebook.
* Sem pilotos brasileiros na Fórmula-1, Galvão Bueno, Reginaldo Leme e Mariana Becker vão abrir uma loja de empadas com logotipos da Ferrari, Renault, Red Bull e Mercedes.
* Justiça Eleitoral encontrará no comitê de um candidato a presidente o livro Mein Kampf, o filme Triunfo da Vontade, um poster de Eva Braun, um pedaço do pijama de Goering, uma pistola Lugger, restos de um prato com Eisbein mit Sauerkraut e um cartão postal da Berghof, em Berchtesgaden. Autoridades dirão que nada disso prova crime.
* O programa de governo de Bolsonaro informará aos eleitores que "até 2020 o Brasil entrará para esse tal de Brexit".
* Depois dos gêmeos de Ivete, Cláudia Leitte providenciará trigêmeos para o fim de 2018.
* Dois procedimentos jurídicos que se consolidaram em 2017 estarão com força total em 2018: delação premiada e condução coercitiva. Empresas, colégios, igrejas e clubes de futebol tenderão a adotar ambos os procedimentos para resolver conflitos internos.
* "Delação Premiada e Condução Coercitiva" também será o nome de longa-metragem que estreará no ano que vem.
* Pesquisas recentes informaram que o Brasil tem a segunda maior população carcerária do mundo. Mas isso vai mudar em 2018. Com a popularização da delação premiada, cadeias vão se esvaziar. Em compensação, os Supermercados Guanabara venderão tornozeleiras eletrônicas com desconto no seu próximo aniversário. Haverá mais brasileiros com tornozeleiras do que cidadãos livres do adereço. Também será criada a Bolsa da Delação Premiada, onde investidores poderão comprar ações de suspeitos e assim participar da alta rentabilidade da caguetagem.
* A hastag mais popular em 2018 será #eutambemperdidinheironobitcoin
* Em virtude do afastamento temporário de Rogério 157, o RH de renomada facção criminosa convoca os Rogérios portadores das senhas 158, 159, 160, 161 e 162 para se apresentarem no local de trabalho na Rocinha, no Rio. Serão entrevistados para emprego intermitente, segundo a Reforma Trabalhista, para começar na função logo após o carnaval.
* Depois de El Niño e La Niña, um novo fenômeno meteorológico atacará o Oceano Pacífico com graves reflexos em igrejas: El Pedofilo.
* Por achar que auxílio paletó e auxílio moradia não são suficientes, autoridades criarão o auxílio Netflix, auxílio balada, o auxílio copa do mundo (para ir a Rússia), auxílio iPhone última geração, auxílio tv 60 polegadas, auxílio Rolex e auxílio Porsche Carrera.
* Liminar de Gilmar Mendes vai impedir que a PF espere Temer ao pé da rampa do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019, caso o presidente tenha perdido fórum especial por não haver sido sido reeleito para o cargo ou para deputado federal.
* Finalmente, no início do ano, será dada solução aos casos de William Waack (racismo) e José Mayer (assédio). Waack será designado para correspondente na Nigéria e Mayer participará de seriados na TV da Arábia Saudita, onde mulheres não trabalham junto com homens.
* Vazamento indicará que Lula é o verdadeiro dono do estádio do Corinthians.
* Garotinho denunciará que foi atacado à noite por um cara de roupa de couro preta, com facas que saiam das mãos e cabeleira quadrada. Em depoimento, ele dirá que só tem certeza de que não era o Wolverine.
* O Rio vai precisar de mais dinheiro emprestado. Vai buscar na China e entregar como garantia tudo que o carioca não aguenta mais: o Piranhão, o Palácio Guanabara, a Assembleia, Rogério 157, Picciani, o sírio da esfiha, Muralha, o carro dos ovos, Naldo Benny, Tiago Leifert, Crivella, Rodrigo Maia, as UPPs, todos os vídeos que mostram Sérgio Cabral depondo, Kéfera, Padre Fábio, Ruelda, Eduardo Bandeira de Mello, Eurico Miranda...
* Liminar impetrada pelas fãs, com base do Estatuto dos Idosos, impede a Globo de cancelar o Especial de Roberto Carlos em 2018.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
Melhor do que bitcoin? Jogador brasileiro investe em time da quarta divisão do "soccer" na Flórida. E não é por castigo...
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| Reprodução O Globo |
Tanto que eles já tentaram convencer a Fifa a mudar regras, acabar com o empate e o impedimento, por exemplo, por não captar o sentido de uma coisa nem de outra..
O Cosmos, nos anos 70, foi um grande investimento que levou Pelé, Carlos Alberto e Beckenbauer a Nova York. Ganhou divulgação, ameaçou pegar, mas não decolou. Los Angeles também tentou ser um polo de futebol. David Beckham em fase final de carreira foi parar lá. Mesmo com alto índice de hispânicos, Los Angeles não virou a meca do futebol. Nos últimos anos, o foco dos investidores se voltou para Miami. Ronaldo Fenômeno e Adriano Imperador já compraram participações em times locais, sem maiores resultados, apesar de canais hispânicos da TV por assinatura darem alguma visibilidade ao soccer. Kaká em reta final foi bater o que restou da sua bola em campos da Flórida.
A coluna Ancelmo, do Globo, hoje, noticia que Felipe Melo - jogador inesquecível da Copa de 2010, quando pisou em Roben e foi expulso, deixando a Holanda à vontade para vencer o Brasil (sem esquecer a colaboração do goleiro Júlio Cesar) -, vai investir em um time da divisão D, em Palm Beach..
Consegue imaginar o que é um time da Divisão D dos Estados Unidos? Deve levar de 7X1 até do Ibis, de Pernambuco, que há muitos anos se orgulha de ser "o pior time do mundo".
Bom, vai ver que Felipe Melo pressente alguma coisa que ninguém sabe em matéria de futuro do soccer no país da bola oval, é bom de palpite ou o time dele vai valorizar mais do que bitcoins.
Vale lembrar que o jogador também faz uma aposta declarada para as eleições de 2018. Ele é bolsominion militante e quer muito ver seu líder subindo a rampa do Planalto.
Memória da publicidade: afinal, quem descobriu a preferência nacional ?
Preferência nacional você sabe o que é. A expressão frequentou muitas chamadas de capa das revistas Playboy, EleEla, Status, Sexy. Foi até nome de uma revista erótica especializada em... preferências nacionais.
Em 1964, uma campanha do Crush veiculada na Manchete usou pela primeira vez esse título para badalar a nova embalagem do refrigerante de vidro claro e curvas destacadas que substituia a anterior e clássica, de vidro marrom e linhas horizontais empilhadas.
Nos anos 1970, a marca de cigarros Continental também deu ao seu produto a alcunha de preferência nacional.
Mas se você digitar "preferência nacional " no Google dificilmente vai encontrar a expressão associada a refrigerantes e cigarros.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2017
Relatório da UNESCO aponta as duas maiores ameaças ao jornalismo: fake news e polarização política
"Fake news" e polarização política ameaçam a credibilidade da indústria da mídia mundial. É o que conclui relatório lançado há poucos dias pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) sobre, pluralismo, liberdade de imprensa, independência e segurança de jornalistas.
Em meio às mudanças que afetam a comunicação, o documento destaca como positivas iniciativas da sociedade civil para democratizar o acesso à informação, a atuação e a independência de jornalistas cidadãos e a cooperação de veículos de mídia na checagem de notícias e dados.
leis de liberdade de informação. O relatório completo está disponível, em inglês, AQUI
Em meio às mudanças que afetam a comunicação, o documento destaca como positivas iniciativas da sociedade civil para democratizar o acesso à informação, a atuação e a independência de jornalistas cidadãos e a cooperação de veículos de mídia na checagem de notícias e dados.
leis de liberdade de informação. O relatório completo está disponível, em inglês, AQUI
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