segunda-feira, 30 de outubro de 2017
Já viu isso? o presidente da Fiesp, Paulo "Pato Infável" Skaff, do PMDB, leva uma trolada direto na sua folclórica cara de plástico...
Com o sorriso do tipo inflável, o presidente da Fiesp, Paulo "Pato" Skaff, levou uma invertida antológica. O empresário e político se aproxima de um rapaz, que ele pensava ser um "fã", certo de que vai fazer uma selfie-exaltação em nome das suas "realizações", uma delas o famoso pato inflável, um símbolo da "revolução ética" que levou ao poder a facção de Temer hoje investigada por corrupção. Skaff é do do PMDB e se diz novamente candidato ao governo do Estados de São Paulo, embora os eleitores já o tenham rejeitado duas vezes em eleições para o mesmo cargo.
Veja o que aconteceu. Leia a matéria e veja o video no Conexão Jornalismo, , clique AQUI
sábado, 28 de outubro de 2017
E o impresso desembarcou...
Katz recriou para a NYMag sua própria série de "desenhos dos subterrâneos" feita nos anos 1940, no mesmo ambiente.
Quando a revista foi lançada em 1967, tinha a pretensão de unir os personagens, as facetas e as variadas situações de uma "cidade dividida", identificar os pontos onde essas vidas se entrelaçavam e aproximá-los, talvez. Um ideal muito acima da influência de uma simples revista. O ilustrador, ele mesmo um voyeur da vida urbana, observa que "todo mundo constrói sua própria Nova York". E talvez haja alguma beleza nessas múltiplas cidades.
O metrô continua conduzindo multidões de desconhecidos, mas os novos desenhos de Alex Katz, às vésperas de completar 90 anos, apresentam uma sutil e nostálgica diferença entre as versões 1940 e 2017. Ler revistas ou jornais impressos - livros, poucos, até que ainda se vê, o que não deixa de ser um alento.- é hábito cada vez mais raro nos subterrâneos das grandes cidades.
Um novo e hipnótico personagem se impõs: o smartphone.
O plenário-octógono do STF
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| Reprodução Instagram |
O plenário do STF será redecorado. Com a alta frequência de embates entre ministros, geralmente com Gilmar Mendes no ringue, renomados designers projetam um octógono para o ambiente.
A ideia é que a cada barraco os contendores sejam conduzidos coercitivamente à arena, com Carmen Lúcia cuidando da arbitragem.
Voluntárias serão indicadas para ring girls e o Instituto Nacional de Pesos e Medidas realizará a pesagem dos lutadores.
Ministro que finalizar o adversário ganhará férias em Miami.
O cinturão de ouro será entregue por Aécio. Vale armlock, alavanca, baiana, base invertida. Se um dos lutadores quiser desistir durante um mata-leão é só bater com a Constituição no chão.
O perdedor ganhará uma bolsa de estudos no Instituto Brasileiro de Direito Público oferecida por Gilmar Mendes, um dos donos da instituição.
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Fotografia: revista People lança o livro The 100 Best Celebrity Photos
por Ed Sá
A revista People foi lançada em 1974. Em mais de 40 anos, acumulou um impressionante acervo de fotos produzidas para quase três mil edições, incluídos os números especiais.
O livro The 100 Best Celebrity Photos (disponível na Amazon) seleciona as melhores imagens, segundo os editores, e destaca o enredo dos bastidores de cada cena.
São registros de várias épocas, mesmo anteriores ao lançamento da publicação, que também recorreu para isso aos arquivos da Time-Life, à qual pertence.
Uma das fotos fala por si, não apenas pela simbologia do flagrante como ao resumir o espírito do livro. Em 1957, a atriz Sophia Loren desembarcava em Hollywood contratada pela Paramount. A estrela italiana brilhava pelo talento e pela beleza das suas acentuadas curvas. Houve uma recepção de gala e Jayne Mansfield, então uma aposta da produtora, foi escalada para a mesma mesa da diva italiana. Deu-se o choque dos planetas.
Sophia Loren focaliza o mega busto da rival. Nem precisava de legenda. E olha que La Loren não era exatamente uma tábua, muito longe disso. O fotógrafo Joe Shere registrou o olhar seca-pimenteira fatal.
Outra foto famosa, a do vestido de Marilyn Monroe flutuando sobre um bueiro de ventilação, também está no livro. Mas a People destaca um ângulo menos conhecido da situação: o dos fotógrafos e das equipes técnicas que tiveram o prazer de ver ao vivo as pernas da loura que reinava em Hollywood.
The 100 Best Celebrity Photos está à venda na Amazon.
A revista People foi lançada em 1974. Em mais de 40 anos, acumulou um impressionante acervo de fotos produzidas para quase três mil edições, incluídos os números especiais.
O livro The 100 Best Celebrity Photos (disponível na Amazon) seleciona as melhores imagens, segundo os editores, e destaca o enredo dos bastidores de cada cena.
São registros de várias épocas, mesmo anteriores ao lançamento da publicação, que também recorreu para isso aos arquivos da Time-Life, à qual pertence.
Uma das fotos fala por si, não apenas pela simbologia do flagrante como ao resumir o espírito do livro. Em 1957, a atriz Sophia Loren desembarcava em Hollywood contratada pela Paramount. A estrela italiana brilhava pelo talento e pela beleza das suas acentuadas curvas. Houve uma recepção de gala e Jayne Mansfield, então uma aposta da produtora, foi escalada para a mesma mesa da diva italiana. Deu-se o choque dos planetas.
Sophia Loren focaliza o mega busto da rival. Nem precisava de legenda. E olha que La Loren não era exatamente uma tábua, muito longe disso. O fotógrafo Joe Shere registrou o olhar seca-pimenteira fatal.
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| Em 1954, uma fila do gargarejo vê, ao vivo, as famosas pernas de Marilyn Monroe. Foto: Sam Shaw/Divulgação |
Outra foto famosa, a do vestido de Marilyn Monroe flutuando sobre um bueiro de ventilação, também está no livro. Mas a People destaca um ângulo menos conhecido da situação: o dos fotógrafos e das equipes técnicas que tiveram o prazer de ver ao vivo as pernas da loura que reinava em Hollywood.
The 100 Best Celebrity Photos está à venda na Amazon.
Do Comunique-se: 20 impactos da reforma trabalhista para jornalistas
por Anderson Scardoelli (para o Comunique-se)
A reforma trabalhista elaborada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer pode trazer malefícios aos profissionais da comunicação social. Quem garante isso são entidades ligadas a quem trabalha em órgãos da imprensa, como os sindicatos dos jornalistas do Distrito Federal e de São Paulo. As duas instituições chegam a endossar 20 pontos que impactam negativamente no setor.
A lista – elaborada pela jornalista Flaviana Serafim, publicada originalmente no site do sindicato de São Paulo e repercutida pela instituição da capital do país – traz o seguinte conteúdo:
1. Prevalência do negociado sobre o legislado
A mudança é que se podem reduzir direitos. Hoje, já é permitido que os sindicatos negociem com as empresas pontos previstos em lei, mas só para melhorar as condições de trabalho. Os direitos trabalhistas legais são o mínimo. O projeto permite que as empresas forcem negociações nocivas aos trabalhadores, sem a necessidade de qualquer contrapartida.
2. Fim da homologação no sindicato
Atualmente, quando o trabalhador é demitido (com mais de um ano no emprego), a empresa tem de homologar sua demissão no Sindicato dos trabalhadores. Isso permite que a entidade sindical confira as contas e alerte o trabalhador sobre os direitos que a empresa possa estar sonegando. Além do mais, também permite que o Sindicato tenha conhecimento das demissões que ocorrem na categoria. O projeto prevê que a homologação seja feita diretamente pela empresa, sem a participação do Sindicato.
3. Criação de uma nova modalidade de demissão sem justa causa…
Na qual o trabalhador recebe apenas metade da multa do FGTS e do aviso-prévio, além de só poder sacar apenas 80% do Fundo de Garantia e perder o direito ao seguro-desemprego – abre uma nova forma de pressão contra o trabalhador, forçando acordos de demissão com redução de direitos.
4. Criação de banco de horas por acordo individual, sem a intermediação do sindicato
Hoje, a lei garante o respeito à jornada de trabalho, com o pagamento de horas extras (se as empresas não cumprem, violam a lei). Mas é possível flexibilizar a jornada, se houver acordo com o Sindicato. Isso permite que os trabalhadores negociem coletivamente a questão com as empresas. O acordo individual acaba com isso: como a empresa é a parte forte das relações de trabalho, ela pode impor sua posição ao assalariado individualmente.
5. Jornada de 12 horas X 36 horas por acordo individual, ou seja, sem a participação do sindicato
É o mesmo problema do ponto anterior. Na relação de trabalho frente ao assalariado, a empresa tem posição de força e pode impor o que quiser.
6. Autorização para demissões coletivas, sem exigência de negociação prévia com o sindicato de trabalhadores
Hoje, há jurisprudência considerando que, em caso de demissões coletivas, as empresas têm de avisar previamente as categorias, por meio dos sindicatos, para que haja uma negociação. Com base nisso, o SJSP tem conseguido forçar negociações que estabeleceram contrapartidas, barraram demissões e até chegaram à reintegração de demitidos. Agora, a lei “libera” demissões em massa.
7. Retirada da natureza salarial de verbas pagas a título de “ajuda de custo”, diárias de viagens, abonos, vale-refeição (ainda que pagos em dinheiro) e prêmios pagos ao empregado
A medida “legaliza” o salário “por fora” (sem incidência de Fundo de Garantia, férias, 13º salário etc.), propiciando que as empresas fixem um salário baixo (como um piso salarial) sobre o qual incidem direitos, e determinem o restante do salário como verbas adicionais, sem direitos associados.
8. Limitação dos valores em caso de condenação por danos morais em no máximo 50 salários nominais
A determinação inclui até acidentes de trabalho, mesmo em casos de responsabilidade direta do empregador. Com isso, um trabalhador pode sofrer um dano que o impeça de ter uma vida produtiva, mas a empresa responsável não poderá ser condenada a arcar com as consequências de seu ato.
9. Em três pontos: dificulta a responsabilização solidária do grupo econômico em caso de não pagamento ao trabalhador, livra o ex-sócio de empresa da dívida trabalhista de seus antigos empregados e deixa os débitos à empresa sucessora, impedindo que o empregador originário seja acionado
Hoje, já são muitos os casos em que trabalhadores ganham ações trabalhistas, mas não conseguem ser pagos (pois a antiga empresa alega não ter patrimônio, bem como os seus donos, para honrar os compromissos). Os jornalistas sabem muito bem disso, como nos casos da Gazeta Mercantil, TV Manchete e Diários Associados. A lei introduz ainda mais obstáculos para que se responsabilize judicialmente empresas do grupo, seus donos ou seus compradores, facilitando aos empresários que “esvaziem” empresas em dificuldades e deixem os trabalhadores na mão.
10. Desestimula o ingresso de reclamações trabalhistas, pois limita a concessão de gratuidade da Justiça e impõe o pagamento ao trabalhador de honorários advocatícios e periciais (ainda que ele ganhe vários pontos do processo)
Hoje, o trabalhador entra com ação judicial para reclamar de questões legais não respeitadas pelas empresas. No caso de jornalistas, são correntes ações pelo não pagamento de horas extras (situação generalizada na categoria), não pagamento de adicional noturno, não cumprimento de intervalo intrajornada, acúmulo de função e equivalência salarial (decorrente do exercício de função de responsabilidade sem que a empresa formalize o cargo). Segundo o projeto, mesmo que o trabalhador ganhe em diversos pontos, terá de pagar honorários para os pontos que a Justiça não lhe der ganho de causa. A medida visa expressamente bloquear o ingresso de ações trabalhistas.
PARA LER MAIS 10 TÓPICOS DA REFORMA TRABALHISTA QUE PREJUDICAM JORNALISTAS, CLIQUE AQUI
Jornalistas sofrerão impactos negativos com a reforma trabalhista. As afirmações são dos sindicatos da classe em São Paulo e no Distrito Federal
A reforma trabalhista elaborada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Michel Temer pode trazer malefícios aos profissionais da comunicação social. Quem garante isso são entidades ligadas a quem trabalha em órgãos da imprensa, como os sindicatos dos jornalistas do Distrito Federal e de São Paulo. As duas instituições chegam a endossar 20 pontos que impactam negativamente no setor.
A lista – elaborada pela jornalista Flaviana Serafim, publicada originalmente no site do sindicato de São Paulo e repercutida pela instituição da capital do país – traz o seguinte conteúdo:
1. Prevalência do negociado sobre o legislado
A mudança é que se podem reduzir direitos. Hoje, já é permitido que os sindicatos negociem com as empresas pontos previstos em lei, mas só para melhorar as condições de trabalho. Os direitos trabalhistas legais são o mínimo. O projeto permite que as empresas forcem negociações nocivas aos trabalhadores, sem a necessidade de qualquer contrapartida.
2. Fim da homologação no sindicato
Atualmente, quando o trabalhador é demitido (com mais de um ano no emprego), a empresa tem de homologar sua demissão no Sindicato dos trabalhadores. Isso permite que a entidade sindical confira as contas e alerte o trabalhador sobre os direitos que a empresa possa estar sonegando. Além do mais, também permite que o Sindicato tenha conhecimento das demissões que ocorrem na categoria. O projeto prevê que a homologação seja feita diretamente pela empresa, sem a participação do Sindicato.
3. Criação de uma nova modalidade de demissão sem justa causa…
Na qual o trabalhador recebe apenas metade da multa do FGTS e do aviso-prévio, além de só poder sacar apenas 80% do Fundo de Garantia e perder o direito ao seguro-desemprego – abre uma nova forma de pressão contra o trabalhador, forçando acordos de demissão com redução de direitos.
4. Criação de banco de horas por acordo individual, sem a intermediação do sindicato
Hoje, a lei garante o respeito à jornada de trabalho, com o pagamento de horas extras (se as empresas não cumprem, violam a lei). Mas é possível flexibilizar a jornada, se houver acordo com o Sindicato. Isso permite que os trabalhadores negociem coletivamente a questão com as empresas. O acordo individual acaba com isso: como a empresa é a parte forte das relações de trabalho, ela pode impor sua posição ao assalariado individualmente.
5. Jornada de 12 horas X 36 horas por acordo individual, ou seja, sem a participação do sindicato
É o mesmo problema do ponto anterior. Na relação de trabalho frente ao assalariado, a empresa tem posição de força e pode impor o que quiser.
6. Autorização para demissões coletivas, sem exigência de negociação prévia com o sindicato de trabalhadores
Hoje, há jurisprudência considerando que, em caso de demissões coletivas, as empresas têm de avisar previamente as categorias, por meio dos sindicatos, para que haja uma negociação. Com base nisso, o SJSP tem conseguido forçar negociações que estabeleceram contrapartidas, barraram demissões e até chegaram à reintegração de demitidos. Agora, a lei “libera” demissões em massa.
7. Retirada da natureza salarial de verbas pagas a título de “ajuda de custo”, diárias de viagens, abonos, vale-refeição (ainda que pagos em dinheiro) e prêmios pagos ao empregado
A medida “legaliza” o salário “por fora” (sem incidência de Fundo de Garantia, férias, 13º salário etc.), propiciando que as empresas fixem um salário baixo (como um piso salarial) sobre o qual incidem direitos, e determinem o restante do salário como verbas adicionais, sem direitos associados.
8. Limitação dos valores em caso de condenação por danos morais em no máximo 50 salários nominais
A determinação inclui até acidentes de trabalho, mesmo em casos de responsabilidade direta do empregador. Com isso, um trabalhador pode sofrer um dano que o impeça de ter uma vida produtiva, mas a empresa responsável não poderá ser condenada a arcar com as consequências de seu ato.
9. Em três pontos: dificulta a responsabilização solidária do grupo econômico em caso de não pagamento ao trabalhador, livra o ex-sócio de empresa da dívida trabalhista de seus antigos empregados e deixa os débitos à empresa sucessora, impedindo que o empregador originário seja acionado
Hoje, já são muitos os casos em que trabalhadores ganham ações trabalhistas, mas não conseguem ser pagos (pois a antiga empresa alega não ter patrimônio, bem como os seus donos, para honrar os compromissos). Os jornalistas sabem muito bem disso, como nos casos da Gazeta Mercantil, TV Manchete e Diários Associados. A lei introduz ainda mais obstáculos para que se responsabilize judicialmente empresas do grupo, seus donos ou seus compradores, facilitando aos empresários que “esvaziem” empresas em dificuldades e deixem os trabalhadores na mão.
10. Desestimula o ingresso de reclamações trabalhistas, pois limita a concessão de gratuidade da Justiça e impõe o pagamento ao trabalhador de honorários advocatícios e periciais (ainda que ele ganhe vários pontos do processo)
Hoje, o trabalhador entra com ação judicial para reclamar de questões legais não respeitadas pelas empresas. No caso de jornalistas, são correntes ações pelo não pagamento de horas extras (situação generalizada na categoria), não pagamento de adicional noturno, não cumprimento de intervalo intrajornada, acúmulo de função e equivalência salarial (decorrente do exercício de função de responsabilidade sem que a empresa formalize o cargo). Segundo o projeto, mesmo que o trabalhador ganhe em diversos pontos, terá de pagar honorários para os pontos que a Justiça não lhe der ganho de causa. A medida visa expressamente bloquear o ingresso de ações trabalhistas.
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quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Piada intelectual de esquerda...
Em dia de Temer com obstrução urológica - uma espécie de registro fechado no encanamento - ao mesmo tempo em que a Câmara Federal desobstruía sua ficha em espetáculo burlesco, um leitor do blog resumiu o momento político: Penis et Circenses
Fotografia: a Costa Verde por Alex Ferro
O verão aponta na esquina e o caderno Boa Viagem, do Globo, publica hoje matéria de dez páginas sobre Angra dos Reis, Ilha Grande e Paraty, com fotos de Alex Ferro, ex-Manchete, e texto de Denis Kuck.
Ilhas, praias, referências históricas, tudo está lá relatado e registrado de frente para o mar aberto.
A região é exuberante e a matéria um exemplo idem. E com o DNA do jornalismo ilustrado.
Confira AQUI
Ilhas, praias, referências históricas, tudo está lá relatado e registrado de frente para o mar aberto.
A região é exuberante e a matéria um exemplo idem. E com o DNA do jornalismo ilustrado.
Confira AQUI
2ª FESTA LITERÁRIA DE NOVA FRIBURGO: AGITO CULTURAL NA SERRA FLUMINENSE COMEÇA HOJE
Uma reportagem recente publicada no Globo mostrou que Nova Friburgo - em maio do ano que vem a cidade vai comemorar seus 200 anos -, atravessa a crise econômica e se recupera melhor do que outras regiões do Estado do Rio de Janeiro. Polos produtivos em setores têxtil, de agricultura, floricultura, turismo, metal-mecânico e de microempreendedores, incluindo o de cerveja artesanal, impulsionam a retomada.
A área cultural acompanha esse dinamismo. Começa hoje em Nova Friburgo (vai até o dia 29/10), a 2ª FLINF - Festa Literária de Nova Friburgo - que esse ano homenageia os escritores Affonso Romano de Sant'Anna e Marina Colassanti.
Além dos homenageados, a Flinf contará com o jornalistas e escritores Zuenir Ventura, Arthur Dapieve, Sergio Rodrigues, Hugo Sukman, Álvaro Ottoni, Paulo César Araújo e Flávia Oliveira, o historiador Luiz Antonio Simas, os poetas Omar Salomão, Ana Blue, Botika e Iracema Macedo, entre outros convidados. A dica é da jornalista Dalva Ventura, ex-Pais & Filhos.
Festa Literária de Nova Friburgo
Data: 26 a 29 de outubro de 2017
Local: no Cadima Shopping (Rua Moisés Amélio, 17 centro), no corredor cultural da cidade (Oficina Escola e Fundação D João VI – Praça Getúlio Vargas, 71 e 89, centro) e no Teatro Municipal (Rua Salusse, 616, Praça do Suspiro) – Nova Friburgo
Todas as atividades são gratuitas e sujeitas à lotação, exceto as oficinas de mediação de leitura na OAB e Usina Cultural Energisa.
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA AQUI
"Querido, não esquece a listinha do supermercado"... Deputado confere relação de "demandas" durante votação que impede que Temer seja investigado por corrupção
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| Foto de Lula Marques/Twitter |
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| Foto de Lula Marques/Twitter |
por O.V.Pochê
Faça esse sacrifício. Finja por um minuto que você é um deputado da base governista. Ao sair de casa, gravata arrumada sob o colarinho branco, vossa excelência se despede da "patroa". Tem pressa para chegar ao plenário. Dá um beijinho no rosto da mulher ainda com restos de lama vulcânica para esticar as rugas e entra no carro com motorista que os contribuintes lhe deram. Mal sai da garagem vê a "patroa" correndo com um papel na mãos. "Amor, você esqueceu a listinha do supermercado". Ufa, vossa excelência respira aliviado. Aquela lista é a sua missão do dia.
As fotos acima são do fotógrafo Lula Marques, profissional que tem captado flagrantes reveladores do momento político no Congresso.
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), que conferia uma lista na hora da votação que impediu que Michel Temer fosse processado por corrupção, alega que o documento não era uma relação de "votos comprados" através da liberação de emendas para a bancada governista, mas uma excel de "demandas" de municípios do Rio Grande do Sul.
Então, tá.
Parece que foi ontem... Serviço de Meteorologia informa: chove dinheiro em Brasília
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| Charge de Mariano publicada na revista Fatos em 1985. |
Naquele ano, o Brasil teve eleições municipais. As primeiras realizadas sob o poder da fracassada "Nova República". Havia, claro, os escândalos da vez. Embora ainda pouco noticiados, ganhavam apelidos: "Escândalo das Jóias ou Caso Ibrahim Abi-Ackel", "Escândalo Coroa Brastel", "Escândalo do INAMPS", "Caso Brasilinvest etc.
Mas a charge acima ilustrava uma reportagem da Fatos sobre a não menos escandalosa compra de votos em todo o país durante as eleições municipais ocorridas naquele fim de ano ou fim de mundo.
A matéria dava conta de uma chuva torrencial de dinheiro, com empresários molhando a mão de muitos políticos e políticos fazendo um "carinho" em eleitores.
Nas últimas semanas, a tempestade foi mais forte ainda. Com duas diferenças: choveu apenas sobre os felizes eleitores de Michel Temer. E a contrapartida, para maior prejuízo da sociedade, também foi dada por caneta e assinatura, em forma de decretos que favorecem setores e beneficiam certos políticos e seus padrinhos empresários. A eterna dobradinha que rege os podres poderes.
A Lava Jato do futuro? Para eles, é passado. Não os assusta.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Anitta no Multishow: "tem que ter muito peito para chegar até aqui"
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| Reproduções You Tube |
VEJA UMA SELEÇÃO DE IMAGENS, CLIQUE AQUI
por Ed Sá
O prêmio Multishow, ontem, foi #chato.
O som era péssimo. A embalagem - cenário e efeito -, até que funcionou, pena que o conteúdo era medíocre e os desempenhos musicais idem, com algumas exceções, principalmente as do Nego do Borel e Anitta, esta com o seu balé da diversidade.
No mais, saudades da MTV.
Os apresentadores Tatá Werneck e Fábio Porchat deram a impressão de estar conduzindo um show de colégio em fim de ano. Perderam a graça em algum lugar antes de subirem ao palco da Jeunesse Arena, no Parque Olímpico. Não conseguiram envolver a plateia. Provocavam 'ahãs', 'ois' e silêncios constrangedores.
Anitta, a grande vencedora (Melhor Música, Melhor Cantora e Música Chiclete, Loka, com Simone e Simaria, onde fez participação) acabou salvando a noite, e não apenas pelo topless involuntário, que está bombando no You Tube.
O show de peitos, alás, ela levou no bom humor.
A cantora postou um textão no Instagram onde diz tudo e mais um pouco.
Mão boba: ex-presidente assediou atriz...
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| Reprodução Mail on Line |
por Ed Sá
George HW Bush, 93, tinha 89 anos quando posou em Houston, Texas, para a foto acima publicada no Mail.
Aparentemente, tudo normal, um ex-presidente, ao lado da sua mulher, Barbara Bush, recebe um equipe de televisão, entre as quais a atriz Heather Lind então com 30 anos.
O detalhe oculto na imagem só foi revelado agora. Sentado na cadeira de rodas, Bush pai tem a mão esquerda livre para explorar certas latitudes curvilíneas do corpo da atriz. Enquanto todos sorriem para a câmera, inclusive a atriz que naquele momento era bolinada, o anfitrião concede apenas um meio sorriso já que estava concentrado em atividade que lhe pareceu prioritária.
Em meio à atual onda de denúncias de assédio sexual envolvendo figuras famosas, Heather Lind revelou no Instagram - e achou melhor apagar depois - a apalpada presidencial.
Diante da repercussão, Bush pediu desculpas e disse que em sua "tentativa de humor" não quis ofender a atriz.
Esse tipo de investida do ex-presidente já seria conhecido do seu staff. Um dos seguranças percebeu as evoluções da mão boba do chefe e comentou que a atriz não deveria ter ficado ao lado do ex-presidente. Certamente ali não era uma zona de segurança.
A polêmica do papel higiênico preto
A campanha do papel higiênico preto gerou polêmica por que usou a frase "Black is beautiful" e internautas viram nisso um conotação racista. A frase é derivada de uma importante etapa do movimento nos anos 60 e 70.
A marca de desculpou, a protagonista da campanha, Marina Ruy Barbosa, idem, mas o assunto rendeu memes como essa na internet a partir de outras e criativas interpretações do novo papel.
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Censura em revistas masculinas inspira livro de arte
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| Reproduções do livro "Censored", da RVB Books. Divulgação |
por Jean-Paul Lagarride
Nos anos 1960 e 1970, havia países que toleravam revistas masculinas desde que fossem impressas com recursos gráficos que encobriam o essencial. Curiosamente, os tais adereços do tipo estrelinhas, flores e bolinhas e outros destinados a esconder seios, vaginas e bundas estão de volta nas redes sociais e selfies íntimas..
A pesquisa deu origem ao livro "Censored", recém-lançado pela RVB Books, com 280 páginas e mais de quatro mil fotos.
Certamente, os designers daquela época tinham muito mais tempo para criar o tapa-sexo gráfico que profanava curvas com alguma delicadeza.
O padrão censório adotado hoje nas redes sociais dificilmente resultará em livro. Diante de um selfie como essa abaixo, da notória Kim Kardashian, uma personagem das redes sociais, o estagiário nervoso colou apenas grosseiras tarjas pretas.
Se é pra não ferir a moral e os bons costumes, sou mais os rapazes das revistas tailandesas que faziam variações criativas sobre o mesmo tema.
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| Tarja preta na selfie de Kim Kardashian. Reprodução Instagram |
Exposição: Imagens Impressas no Museu Nacional de Belas Artes
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| Rembrandt Van Rijn: auto retrato em água-forte, 1642. Reprodução/Divulgação |
Entre os trabalhos expostos, estarão desde desde as xilogravuras do Século 15 a original de charge publicada no jornal satírico Le Charivari, do Século 19, além de obras de artistas mais celebrados como pintores, como Manet, Goya, Toulouse-Lautrec e Rembrandt Van Rijn.
A partir dessa sexta-feira, 'Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras da Coleção Itaú Cultural' poderá ser visitada de terça-feira a sexta-feira das 10h às 18h e, aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h. Museu Nacional de Belas Artes (MnBA) - Avenida Rio Branco, 199, Centro (Cinelândia).
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Hora errada, lugar errado, causa errada
As ruas de Gainesville, Flórida, receberam ao mesmo tempo manifestantes supremacistas brancos e grupos que protestavam contra os crescentes casos de violência ligados a racismo em várias cidades americanas.
Entre estes últimos, uma questão tem sido levantada: você deve bater em um neonazista ou abraçá-lo e tentar diálogo pacifista com o elemento?
"Provavelmente, nem uma coisa nem outra", sugere o site Mashable, que publicou a matéria.
Em Gainesville aconteceram as duas abordagens: um homem socou o neonazista e, pouco depois, um manifestante o abraçou e quis saber porque ele não gostava de negros. "Eu não sei", foi a resposta do supremacista branco.
VEJA O VÍDEO DA TENTATIVA DE ABORDAGEM PACIFISTA A UM NAZISTA, CLIQUE AQUI
Ano novo, nova direção: dança das cadeiras no Globo e na revista Época em janeiro de 2018
Após sucessivas levas de demissões nos veículos do grupo, geralmente justificadas por processos de integração das redações de todas as plataformas, a Infoglobo anunciou mudanças nas estruturas de O Globo, Época, Extra e Expresso, que passam a ter como Diretora Editorial Ruth de Aquino. Os diretores de redação desses veículos passam a responder à experiente jornalista, que passou por Manchete, Jornal do Brasil, O Dia, BBC, Editora Abril, além da revista Época, onde ultimamente era colunista.
Frederic Kachar, diretor-geral de Infoglobo, Editora Globo e Valor Econômico, distribuiu hoje comunicado sobre as mudanças que serão implementadas a partir de janeiro de 2018.
Abaixo, a nota oficial:
"No Globo, Ascânio Seleme, diretor de Redação, deixa a empresa no fim de novembro. Até lá, contribuirá na transição para a nova gestão. Depois, passará a atuar como colaborador do Globo, dedicando-se à função de colunista.
Ascânio entrou no Globo em 1988. Somando-se as suas duas passagens pela empresa, completou 27 anos na Infoglobo, tendo aqui construído uma carreira muito bem-sucedida. Iniciou em Brasília como repórter de Economia, sendo, depois, repórter de Nacional e coordenador de Assuntos Nacionais da sucursal. Trabalhou também como correspondente em Paris por três anos, de 1996 a 1998. Saiu do jornal por um ano, em 2000, e retornou em 2001, quando veio para o Rio de Janeiro como editor-executivo, respondendo pela produção de notícias e, depois, pelas edições de fim de semana. Ascânio ganhou três prêmios Esso, dois de Reportagem e um de Meio Ambiente, além de outros prêmios nacionais. Assumiu a Direção da Redação do Globo em 2011 e, desde então, liderou projetos imprescindíveis para a evolução do negócio no meio digital, como a mudança no fluxo de trabalho e na estrutura da redação. À frente do jornal, Ascânio sempre prezou pela excelência editorial, atuando com uma equipe de jornalistas e colunistas renomados, coberturas amplas e analíticas e furos de reportagem históricos, características que garantiram o posicionamento do Globo como um dos principais veículos de comunicação do País.Alan Gripp, editor de Integração, assumirá a direção da Redação do Globo com a principal missão de consolidar o avanço do negócio na atuação multiplataforma, potencializando o desenvolvimento de narrativas e abordagens adequadas às necessidades dos consumidores.
Alan é formado em Jornalismo pela UFF e pós-graduado em Políticas Públicas pelo Iuperj. Começou a sua carreira como repórter no Globo. Atuou por um período na Folha de S.Paulo, onde foi editor de Cotidiano e da Primeira Página, entre outras funções. Retornou ao Globo em 2014 como editor de Política. Alan recebeu dois prêmios Esso na categoria principal (Jornalismo) e o prêmio Rey de España, entre outros.
Maria Fernanda Delmas assumirá o cargo de editora de Integração, posição que até então era ocupada por Alan. O seu principal desafio será garantir o melhor funcionamento da Redação integrada, alinhando as práticas e os processos aos objetivos do negócio. Em breve, anunciaremos quem ocupará a posição anterior (editora executiva) de Delmas.
Na Época, a jornalista Daniela Pinheiro assume, a partir de janeiro, a Direção da Redação, que interinamente estava sob a gestão de Diego Escosteguy, editor-chefe de Época.
Daniela vem da revista piauí, onde atuou por dez anos. Lá, iniciou como repórter sênior e, mais recentemente, respondia pela operação digital e coordenação de novos projetos da revista. Começou a sua carreira na Folha de S.Paulo, de onde saiu para integrar a primeira equipe de jornalistas de Época. Teve passagens pelo Jornal do Brasil e trabalhou por dez anos na revista Veja, onde atuou como editora. Daniela já teve trabalhos mencionados por veículos como The New York Times, The Guardian, The Economist e The Financial Times. Venceu quatro vezes o Troféu Mulher Imprensa e três vezes o Prêmio Comunique-se como a melhor jornalista de mídia escrita do País.
Diego Escosteguy permanece no cargo atual até o fim do ano, colaborando no processo de integração das redações. No primeiro trimestre de 2018, ele assumirá um novo desafio na redação integrada.
Além dessas mudanças, em 2018, as redações da Infoglobo e a redação de Época passarão a atuar em uma nova configuração, com a estrutura integrada, sob a liderança de um diretor Editorial, que concentrará a gestão das marcas O Globo, Extra, Expresso e Época. Essa posição será ocupada, a partir de janeiro, pela jornalista Ruth de Aquino, que responderá diretamente a mim.
Com isso, Época muda sua sede para o Rio de Janeiro. São Paulo e Brasília passam a ser as sucursais, numa atuação também integrada das redações de Época, O Globo e Extra. As mudanças visam ao fortalecimento editorial das marcas, enriquecendo a produção do jornalismo de excelência com a união das equipes em um ambiente de colaboração constante.
Ruth é uma profissional com profundo conhecimento no mercado de mídia. Construiu uma carreira consistente, tendo atuado em grandes empresas de comunicação do País, como Jornal do Brasil e Manchete, além da BBC de Londres. No jornal O Dia, foi editora-chefe e diretora de Multimídia e, na Abril, respondeu pela área de Projetos Especiais, além de ter atuado como correspondente em Paris. Em sua passagem pela Editora Globo, ocupou o cargo de redatora-chefe e diretora da sucursal do Rio de Janeiro da revista Época, para onde ainda colabora como colunista. Fez mestrado em Ética versus necessidade de vender na London School of Economics e presidiu o Fórum Mundial de Editores, da WAN (Associação Mundial de Jornais), em Paris.
Os diretores de Redação Alan Gripp, Octavio Guedes e Daniela Pinheiro passam a se reportar a Ruth.
O apoio de todos será fundamental para o sucesso do time editorial na liderança de marcas prestigiadas e na contínua construção de uma empresa cada vez mais inovadora e indispensável neste novo contexto de mercado em que nos encontramos.
Agradeço ao Ascânio pela dedicação e pelas significativas contribuições dadas durante todo o tempo em que esteve na Infoglobo.
Em nome de toda a empresa, dou as boas-vindas a Ruth e a Daniela, desejando a elas muito sucesso nesta nova etapa profissional.
Da mesma forma, a Alan, Fernanda e Diego transmito os meus votos de muitas realizações nos
desafios profissionais que assumem agora.”
(Frederic Kachar Diretor-geral Infoglobo, Editora Globo e Valor Econômico)
Juca Kfouri lança livro no Rio. É amanhã
Juca Kfouri transforma em livro seus 50 anos de jornalismo esportivo. O título não podia ter melhor inspiração: remete a "Confesso que vivi", a autobiografia de Pablo Neruda, e à frase de Darcy Ribeiro sobre suas próprias lutas. "Fracassei em tudo o que tentei na vida. Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui. Tentei salvar os índios, não consegui. Tentei fazer uma universidade séria e fracassei. Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei. Mas os fracassos são minhas vitórias. Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu", sentenciou o antropólogo e político.
São referências que fazem sentido na trajetória de um dos mais combativos jornalistas esportivos das últimas décadas. Em nome da paixão pelo esporte, Juca desafiou poderosos.
"Grandes lutas da minha vida, por um país justo e um futebol bem gerido, claramente perdi", disse ele à Revista do Brasil.
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