segunda-feira, 9 de outubro de 2017
Vogue: a vez da diversidade etária
por Clara S. Britto
Aos 74 anos, a atriz e modelo Lauren Hutton é capa da Vogue italiana de outubro, número especial dedicado às mulheres acima dos 60 anos. "Edição atemporal", classificam os editores. Hutton torna-se a modelo mais idosa que já foi capa em todos os tempos e em todas as edições globais da Vogue. Para o editor Emanuelle Farneti, o verdadeiro desafio do jornalismo, hoje, é incluir a diversidade de gênero, etnia, religião e também as faixas etárias. "Ninguém deve se sentir excluído", diz ele.
"Leão" caça Ratinho que não botou 'café no bule' da Receita Federal
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, do Ministério da Fazenda, verifica as contas e penhora alguns bens do apresentador e empresário Ratinho.
O "leão" busca na Justiça receber 74 milhões de reais que o autor de bordões como "aqui tem café no bule" e "hoje a cobra vai fumar" está devendo.
A informação é da revista Época, que também informa que os advogado do apresentador do SBT estão contestando a cobrança.
Em 2006, o site Unafisco Sindical noticiou que Ratinho havia sido autuado pela Receita sob a acusação de falta de recolhimento de Imposto de Renda de pessoas contratadas irregularmente pela empresa Massa & Massa. A defesa do apresentador também contestou aquela acusação.
O "leão" busca na Justiça receber 74 milhões de reais que o autor de bordões como "aqui tem café no bule" e "hoje a cobra vai fumar" está devendo.
A informação é da revista Época, que também informa que os advogado do apresentador do SBT estão contestando a cobrança.
Em 2006, o site Unafisco Sindical noticiou que Ratinho havia sido autuado pela Receita sob a acusação de falta de recolhimento de Imposto de Renda de pessoas contratadas irregularmente pela empresa Massa & Massa. A defesa do apresentador também contestou aquela acusação.
Cancellier: a lei não é para todos...
A morte de Cancellier é um desencanto
As patrulhas da polícia e do Ministério Público devem pensar, pelo menos, uma vez antes de mandar prender um cidadão
(Elio Gaspari, O Globo)
Depois de ter afastado o professor Luís Carlos Cancellier da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, proibindo-o de entrar na instituição e de ter determinado sua prisão provisória (revogada por outra juíza), a doutora Janaína Cassol Machado, titular da 1ª Vara Federal de Florianópolis, atendeu a um requerimento da defesa e decidiu:
“Diante do parecer do Ministério Público, deve ser deferido o pedido, ressaltando-se que a última entrevista começa às 17h30, de modo que aautorização deve se estender para às 18h. No entanto, ressalta-se que o ingresso de Luís Carlos Cancellier de Olivo nas dependências da UFSC deve ser deferido única e exclusivamente para participar da sessão pública, na data e horário acima especificado.”
Tradução: o professor podia entrar na universidade no dia 5 de outubro, mas só das 15h às 18h. Terminado o serviço, devia ir embora.
Cancellier não usufruiu o benefício concedido pela juíza. Entrou na Federal de Santa Catarina três dias antes, no final da tarde de 2 de outubro, morto, para ser velado. Ele se suicidara, jogando-se no pátio interno de um shopping center de Florianópolis.
A morte do professor jogou nas costas dos cidadãos que o acusaram, investigaram e mandaram para a cadeia a obrigação de mostrar que fazia sentido submetê-lo ao constrangimento. Se a chamada Operação Ouvidos Moucos acabar em pizza, vai se estimular a impunidade das redes de malfeitorias encravadas em dezenas de programas de bolsas de estudo do país.
Chegou-se a dizer que a operação policial na qual o professor foi preso investigava o desvio de R$ 80 milhões de um programa de educação a distância. Mentira. R$ 80 milhões foi o valor total do programa. As maracutaias não aconteceram durante a gestão de Cancellier. Havia trapaças no pedaço, envolvendo servidores e empresários, mas o reitor nunca foi acusado de ter desviado um só tostão.
Cancellier foi denunciado pelo corregedor da UFSC, doutor Rodolfo Hickel do Prado, por tentar obstruir seu trabalho. Num artigo publicado depois de sua prisão, o reitor revelou que nunca foi ouvido pela auditoria interna.
A Polícia Federal investigou o caso, e a delegada Erika Marena, madrinha da marca Lava-Jato, (Flávia Alessandra no filme “A Lei é para todos”) pediu a prisão do reitor. Ela também não o ouviu. Depois de solto, Cancellier ficou proibido de pôr os pés na universidade.
LEIA O ARTIGO COMPLETO DE ELIO GASPARI NO GLOBO, CLIQUE AQUI
As patrulhas da polícia e do Ministério Público devem pensar, pelo menos, uma vez antes de mandar prender um cidadão
(Elio Gaspari, O Globo)
Depois de ter afastado o professor Luís Carlos Cancellier da reitoria da Universidade Federal de Santa Catarina, proibindo-o de entrar na instituição e de ter determinado sua prisão provisória (revogada por outra juíza), a doutora Janaína Cassol Machado, titular da 1ª Vara Federal de Florianópolis, atendeu a um requerimento da defesa e decidiu:
“Diante do parecer do Ministério Público, deve ser deferido o pedido, ressaltando-se que a última entrevista começa às 17h30, de modo que aautorização deve se estender para às 18h. No entanto, ressalta-se que o ingresso de Luís Carlos Cancellier de Olivo nas dependências da UFSC deve ser deferido única e exclusivamente para participar da sessão pública, na data e horário acima especificado.”
Tradução: o professor podia entrar na universidade no dia 5 de outubro, mas só das 15h às 18h. Terminado o serviço, devia ir embora.
Cancellier não usufruiu o benefício concedido pela juíza. Entrou na Federal de Santa Catarina três dias antes, no final da tarde de 2 de outubro, morto, para ser velado. Ele se suicidara, jogando-se no pátio interno de um shopping center de Florianópolis.
A morte do professor jogou nas costas dos cidadãos que o acusaram, investigaram e mandaram para a cadeia a obrigação de mostrar que fazia sentido submetê-lo ao constrangimento. Se a chamada Operação Ouvidos Moucos acabar em pizza, vai se estimular a impunidade das redes de malfeitorias encravadas em dezenas de programas de bolsas de estudo do país.
Chegou-se a dizer que a operação policial na qual o professor foi preso investigava o desvio de R$ 80 milhões de um programa de educação a distância. Mentira. R$ 80 milhões foi o valor total do programa. As maracutaias não aconteceram durante a gestão de Cancellier. Havia trapaças no pedaço, envolvendo servidores e empresários, mas o reitor nunca foi acusado de ter desviado um só tostão.
Cancellier foi denunciado pelo corregedor da UFSC, doutor Rodolfo Hickel do Prado, por tentar obstruir seu trabalho. Num artigo publicado depois de sua prisão, o reitor revelou que nunca foi ouvido pela auditoria interna.
A Polícia Federal investigou o caso, e a delegada Erika Marena, madrinha da marca Lava-Jato, (Flávia Alessandra no filme “A Lei é para todos”) pediu a prisão do reitor. Ela também não o ouviu. Depois de solto, Cancellier ficou proibido de pôr os pés na universidade.
LEIA O ARTIGO COMPLETO DE ELIO GASPARI NO GLOBO, CLIQUE AQUI
domingo, 8 de outubro de 2017
Os vencedores do Prêmio Estácio de Jornalismo 2017
Grande Prêmio Estácio de Jornalismo:
Autor(es): Flávia Yuri Oshima
Reportagem: Um mestre de 176 medalhas
Veículo: Época
Impresso Nacional:
Autor(es): Sabine Righetti
Reportagem: Ciência sem fronteiras põe só 3,7% dos alunos em instituições ‘top’
Veículo: Folha de S.Paulo
Impresso Regional:
Autor(es): José Luís Costa
Reportagem: O homem da faculdade de papel
Veículo: Zero Hora (Porto Alegre)
TV Nacional:
Autor(es): Nathalia Castro, Renato Augusto Portronieri e Virgílio Gruppi Rosa
Reportagem: Um mês na UERJ
Veículo: TV GLOBO
TV Regional:
Autor(es): Brenda Caramaschi, Alex Magosso, Talita Amaral, Silvio Rocha e Rubens Lima
Reportagem: Cianorte e o ensino superior – como a educação está transformando a capital do vestuário em capital da moda
Veículo: Rede Massa (Maringá – PR)
Rádio Nacional:
Autor(es): Rodrigo Resende
Reportagem: Série: na defesa – uma discussão sobre pós-graduação
Veículo: Rádio Senado (Brasília)
Rádio Regional:
Autor(es): Júlio Vieira, Mickael Barbieri, Dimara Oliveira, Maria Fernanda Cinini e Ike Iagelovick
Reportagem: Os desafios de travestis e transexuais no ensino superior
Veículo: Band News FM (Belo Horizonte)
Internet Nacional:
Autor(es): Alessandra Dantas
Reportagem: O professor de Anatomia que promete vida após a vida na busca por doação de corpos
Veículo: BBC (São Paulo)
Internet Regional:
Autor(es): Arivaldo Hermes, Aline Camargo, Cleisiane Soares e Patrick Rodrigues
Reportagem: Especial Alfabetização – À luz das palavras
Veículo: Jornal de Santa Catarina Online
Fonte: http://www.premioestaciodejornalismo.com.br/cms/noticias/estacio-anuncia-vencedores-premio-estacio-de-jornalismo-edicao-2017/
Autor(es): Flávia Yuri Oshima
Reportagem: Um mestre de 176 medalhas
Veículo: Época
Impresso Nacional:
Autor(es): Sabine Righetti
Reportagem: Ciência sem fronteiras põe só 3,7% dos alunos em instituições ‘top’
Veículo: Folha de S.Paulo
Impresso Regional:
Autor(es): José Luís Costa
Reportagem: O homem da faculdade de papel
Veículo: Zero Hora (Porto Alegre)
TV Nacional:
Autor(es): Nathalia Castro, Renato Augusto Portronieri e Virgílio Gruppi Rosa
Reportagem: Um mês na UERJ
Veículo: TV GLOBO
TV Regional:
Autor(es): Brenda Caramaschi, Alex Magosso, Talita Amaral, Silvio Rocha e Rubens Lima
Reportagem: Cianorte e o ensino superior – como a educação está transformando a capital do vestuário em capital da moda
Veículo: Rede Massa (Maringá – PR)
Rádio Nacional:
Autor(es): Rodrigo Resende
Reportagem: Série: na defesa – uma discussão sobre pós-graduação
Veículo: Rádio Senado (Brasília)
Rádio Regional:
Autor(es): Júlio Vieira, Mickael Barbieri, Dimara Oliveira, Maria Fernanda Cinini e Ike Iagelovick
Reportagem: Os desafios de travestis e transexuais no ensino superior
Veículo: Band News FM (Belo Horizonte)
Internet Nacional:
Autor(es): Alessandra Dantas
Reportagem: O professor de Anatomia que promete vida após a vida na busca por doação de corpos
Veículo: BBC (São Paulo)
Internet Regional:
Autor(es): Arivaldo Hermes, Aline Camargo, Cleisiane Soares e Patrick Rodrigues
Reportagem: Especial Alfabetização – À luz das palavras
Veículo: Jornal de Santa Catarina Online
Fonte: http://www.premioestaciodejornalismo.com.br/cms/noticias/estacio-anuncia-vencedores-premio-estacio-de-jornalismo-edicao-2017/
Mira Mobile Prize: concurso de fotografia que retrata o mundo em P&B anuncia vencedor
![]() |
| A foto vencedora do Mira Mobile Prize é de Mithail Afrige Chowdhury, do Bangladesh. O fotógrafo sintetizou o caos na rede ferroviária do país. |
Saiu o resultado do Mira Mobile Prize B&W 2017, Trata-se de um concurso mundial de fotografia exclusivo para fotos em preto e branco captadas e editadas por celulares ou tablets focalizando cultura urbana, cenas de ruas, arquitetura, viagens, street art, entre outros temas, fora dos limites meramente documental ou de fotojornalismo. O concurso é organizado pelo Espaço Mira e Mira Forum instalados em área antigamente degradada de armazéns, no Porto, Portugal, e quecse tornou um pólo cultural.
VEJA GALERIA DE FOTOS NO SITE DO MIRA MOBILE PRIZE B&W, CLIQUE AQUI
Futebol: no tempo das excursões internacionais, o dia em que o Vasco ganhou do time de Di Stéfano e a histórica turnê do Madureira em Cuba...
![]() |
| O Vasco na Europa. Reprodução Manchete Esportiva |
Até os anos 1960, era intensa a programação de excursões de times brasileiros de futebol à Europa.
A partir da década seguinte, essa prática tornou-se esporádica, até cair em desuso. A Manchete Esportiva costumava acompanhar essas turnês.
Aí está parte de uma matéria sobre a excursão do Vasco. Em campo, em Paris, os jogadores saúdam a torcida antes do jogo contra o Racing a quem o Vasco derrotou por 4X1. Na partida seguinte, outra vitória. Em um disputado 3X2, o Vasco venceu o Espanyol, em Barcelona.
Com um detalhe: os dois gols do adversário foram marcados por ninguém menos do que Di Stéfano.
Mas o time brasileiro que fez a turnê mais épica da história do futebol foi o Madureira.
Em 1963, sem que as madames da direita mandassem, o Madureira foi pra Cuba.
![]() |
| Che e o Madureira. Foto do arquivo pessoal do ex-jogador Farah. |
Foram cinco partidas, sendo duas contra a seleção de Cuba. O Madura ganhou todas. De Cuba, os cariocas seguiram para a Europa, Ásia e Estados Unidos. Deram a volta ao mundo e jogaram mais de 36 partidas no que foi a maior excursão de um time brasileiro ao exterior. Não fez feio: voltou com 23 vitórias, três empates e 10 derrotas.
Em 2013, um então vice-presidente de marketing do clube, Carlos Gandola, recordou o encontro do Madureira com Che Guevara, 50 anos antes, e lançou uma camisa comemorativa que virou cult e é sucesso de vendas.
Se o Madureira fez história, o Vasco, segundo levantamento do site oficial, é um dos clubes brasileiros que mais jogou no exterior. Desde 1931, foram 72 viagens para 54 países. Algumas dessas excursões duravam mais de 60 dias. Foram 396 jogos, com 204 vitórias. O levantamento não incluiu competições oficiais como a Libertadores.
A bola rolou, o mercado mudou. Hoje, com os principais jogadores brasileiros atuando em clubes de todo o mundo, e principalmente na Europa, as jovens promessas carimbando passaportes aos 16 anos e o calendário apertado, sumiu o interesse em ver de perto os times brasileiros.
E as excursões nunca mais foram convocadas.
Marcadores:
Che Guevara,
excursões de times brasileiros à ERuropa,
Futebol,
José Esmeraldo Gonçalves,
Madureira em Cuba,
Manchete Esportiva,
memória,
no tempo das turnês,
Vasco da Gama
sábado, 7 de outubro de 2017
Censura e judicialização da Cultura: o Brasil sob a "sharia" tropical do Leitão...
Os mais novos não vão lembrar, mas é preciso não esquecer. Em uma galáxia distante, uma figura chamada Ipojuca Pontes foi secretário Nacional da Cultura de Collor de Mello, governo que atropelou como um Fiat Elba em alta velocidade - e fugiu sem socorrer a vítima - órgãos como Funarte, Pró-Memória, Fundacen, Pró-Leitura, Embrafilme etc.
Como a poupança então sequestrada, a Cultura foi jogada, na época, em um escuro cativeiro. O cinema brasileiro, por exemplo, levou anos para ser resgatado como indústria e arte.
Ipojuca era jornalista. Em uma ponte para o passado, outro jornalista foi parar no ministério da Cultura. Não é nada, não é nada, é só uma coincidência de mau gosto a manchar a categoria
Não que seja uma surpresa, mas com o simples fato de aceitar integrar a briosa equipe de Michel Temer, Sérgio Sá Leitão já disse a que veio. OK, dá pra entender, o desemprego está alto no Brasil e todo mundo precisa de uma fonte honesta de renda. Leitão agarrou com entusiasmo a oportunidade de atuar em um governo conservador, obscurantista e que tem o melhor apoio do pior que o Congresso brasileiro oferece.
No rastro das polêmicas de censura a exposições e do avanço das práticas neonazistas - com "brigadas" da direita radical agredindo, filmando e intimidando espectadores de mostras, performances e peças teatrais e vetando livros em bibliotecas públicas - o ministro se manifestou. Para defender a liberdade de expressão? Não. Para incluir na lei federal que incentiva a literatura, o teatro, cinema, shows, exposições, a música, o folclore, a dança, a Cultura em geral, um artigo do Código Penal que veta propostas que "vilipendiem a fé religiosa, promovam a sexualização precoce de crianças e adolescentes ou façam apologia a crimes ou atividades criminosas". Obviamente, sob o foco de visões fundamentalistas e intolerantes, tudo poderá se enquadrar na "sharia" do Leitão. Um musical sobre candomblé certamente pode ofender certos corações e mentes que depredam terreiros; o lobo e chapeuzinho vermelho poderão ser vistos sob a ótica da pedofilia ou do bestialismo; fazer um filme sobre roubo de banco sem que o vilão seja punido no final será "apologia a crime".
Vão chover "interpretações". Libidos problemáticas, por exemplo, enxergam sexo até no obelisco da Rio Branco.
Como a poupança então sequestrada, a Cultura foi jogada, na época, em um escuro cativeiro. O cinema brasileiro, por exemplo, levou anos para ser resgatado como indústria e arte.
Ipojuca era jornalista. Em uma ponte para o passado, outro jornalista foi parar no ministério da Cultura. Não é nada, não é nada, é só uma coincidência de mau gosto a manchar a categoria
Não que seja uma surpresa, mas com o simples fato de aceitar integrar a briosa equipe de Michel Temer, Sérgio Sá Leitão já disse a que veio. OK, dá pra entender, o desemprego está alto no Brasil e todo mundo precisa de uma fonte honesta de renda. Leitão agarrou com entusiasmo a oportunidade de atuar em um governo conservador, obscurantista e que tem o melhor apoio do pior que o Congresso brasileiro oferece.
No rastro das polêmicas de censura a exposições e do avanço das práticas neonazistas - com "brigadas" da direita radical agredindo, filmando e intimidando espectadores de mostras, performances e peças teatrais e vetando livros em bibliotecas públicas - o ministro se manifestou. Para defender a liberdade de expressão? Não. Para incluir na lei federal que incentiva a literatura, o teatro, cinema, shows, exposições, a música, o folclore, a dança, a Cultura em geral, um artigo do Código Penal que veta propostas que "vilipendiem a fé religiosa, promovam a sexualização precoce de crianças e adolescentes ou façam apologia a crimes ou atividades criminosas". Obviamente, sob o foco de visões fundamentalistas e intolerantes, tudo poderá se enquadrar na "sharia" do Leitão. Um musical sobre candomblé certamente pode ofender certos corações e mentes que depredam terreiros; o lobo e chapeuzinho vermelho poderão ser vistos sob a ótica da pedofilia ou do bestialismo; fazer um filme sobre roubo de banco sem que o vilão seja punido no final será "apologia a crime".
Vão chover "interpretações". Libidos problemáticas, por exemplo, enxergam sexo até no obelisco da Rio Branco.
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Eliminatórias: Argentina neurótica, Messi nervoso... Jornal Olé desabafa: "estamos jodidos"
por Niko Bolontrin
Ontem, logo após o dramático empate em zero a zero da Argentina contra o Peru em plena Bombonera, o editor de redes sociais do jornal esportivo Olé teve um ataque de sinceridade:
- "Estamos fudidos!".
Desculpe Academia Brasileira de Letras, guardiã do vernáculo, me recuso a escrever "fodidos".
Na verdade, o time de Messi ainda depende das suas próprias pernas. Se vencer o Equador garantirá no mínimo a repescagem contra a "galinha morta" Nova Zelândia e irá à Copa do Mundo. Outras combinações de resultados podem até classificar a Argentina diretamente. Mas não adianta especular, só o apito final vai carimbar ou não o passaporte para a Rússia 2018.
Grande parte da torcida brasileira está gostando desse freio na arrogância dos hermanos. Mas, convenhamos, uma Copa sem Messi e sem a habilidade dos conterrâneos do Papa Francisco não é completa.
A seleção portenha foi treinar hoje. O presidente da AFA, a CBF deles, Claudio Tapia, foi lá ter uma conversinha com o técnico Sampaoli. A coisa tá feia.
Além do baixo rendimento da equipe, os hermanos estão agora preocupados com Tite. Como o resultado do jogo Brasil e Chile é de interesse da Argentina - pode até ser caso de vida ou morte dependendo das combinações de placares na última rodada das Eliminatórias -, eles temem que o Brasil já folgadamente classificado não entre em campo, na Arena do Palmeiras, em São Paulo, com força total. Acham que Tite pode usar a oportunidade para testar reservas.
Modelo e surda, Ariana Martins é a capa da Playboy que vence o preconceito
por Ed Sá
A catarinense Ariana Martins, 31, é capa da edição para colecionadores da Playboy, número especial que não será vendido em bancas.
Segundo a divulgação da revista, ele é a primeira modelo com deficiência auditiva a estampar um ensaio da Playboy.
Ariana, que tem 1.79m, já fez trabalhos no exterior e conta que já foi recusada por um agência que apontou sua surdez como um obstáculo para desfilar.
Um aplicativo com recurso para abrir olhos fechados em fotos
Você faz foto de um grupo em noite de comemoração e um ou mais convivas saem de olhos fechados. Seus problemas acabaram. Segundo o site Gizmodo, a versão 2018 do Photoshop virá com um recurso de edição chamado "Abrindo Olhos Fechados" ("Open Closed Eyes").
LEIA NO GIZMODO, CLIQUE AQUI
LEIA NO GIZMODO, CLIQUE AQUI
Mundo em Manchete - Legado olímpico patrocinado...
por Niko Bolontrin
A campeã mundial de esqui freestyle, Lisa Zimmermann, uma alemã de 21, postou no Instagram uma foto que está quebrando a internet. Milhares de seguidores ficaram maravilhados com o corpo da atleta. Mas nada é de graça. Junto com a foto , a bela Lisa postou: "Obrigada à Swox por me manter protegida do sol". Como quase tudo nas redes sociais das celebridades,, de sapatos a bolsas, de perfumes a dicas de turismo, vestidos e joias, o post é patrocinado por uma marca de protetor solar. O que não o invalida. Essas e outras ações explicam por que a internet está absorvendo as verbas de publicidade que antes eram dirigidas aos impressos. Uma foto dessas "fala" com milhões de consumidores. Como Lisa Zimmermann, a nova mídia é irresistível. A rede social é o Uber da publicidade.
Deputados cassam liberdade de expressão na Internet e criam "justiça" pirata para censurar sites e redes sociais.
A onda de censura à liberdade de expressão é acelerada no Brasil em desafio ao que garante a Constituição de 1988.
Agindo como uma facção noturna à margem da sociedade e acima da lei, deputados incluíram no texto da reforma política um contrabando preocupante.
O artigo infiltrado cria uma espécie de "tribunal" virtual, acima da Justiça. Qualquer candidato que, por julgamento próprio, se sentir incomodado pela internet pode determinar em 24 horas a retirada de conteúdo em sites e redes sociais, sem que seja necessário sequer um recurso judicial.
Na prática, deputados inventaram uma "corte" paralela para censurar a internet.
A "lei da mordaça" vai a sanção presidencial. Caso Temer - que não está em momento de desafiar o Congresso e precisa de apoio para para se livrar de acusações de corrupção -, não vete o dispositivo restará à sociedade recorrer ao STF para fazer com que a Constituição seja respeitada.
Agindo como uma facção noturna à margem da sociedade e acima da lei, deputados incluíram no texto da reforma política um contrabando preocupante.
O artigo infiltrado cria uma espécie de "tribunal" virtual, acima da Justiça. Qualquer candidato que, por julgamento próprio, se sentir incomodado pela internet pode determinar em 24 horas a retirada de conteúdo em sites e redes sociais, sem que seja necessário sequer um recurso judicial.
Na prática, deputados inventaram uma "corte" paralela para censurar a internet.
A "lei da mordaça" vai a sanção presidencial. Caso Temer - que não está em momento de desafiar o Congresso e precisa de apoio para para se livrar de acusações de corrupção -, não vete o dispositivo restará à sociedade recorrer ao STF para fazer com que a Constituição seja respeitada.
Justiça investiga morte de jornalista japonesa por excesso de horas extras
Uma jornalista japonesa trabalhou em apenas um mês 159 horas extras. Nesse período, tirou só dois dias de folga. Miwa Sado, 31 anos, é o nome da repórter de política de uma das maiores emissoras do país, a NHK. Ela sofreu problemas cardíacos.
O caso aconteceu em 2014 e um ano depois um inquérito sigiloso deu como causa da morte o excesso de horas extras. O incidente só agora foi revelado por pressão de movimentos sociais do Japão. Essas organizações fazem campanha contra o "karoshi", termo que rotula a prática de sobrecarga de trabalho forçada por muitas empresas locais.
A própria NHK chegou a denunciar em seus telejornais mortes trágicas em empresas, incluindo o suicídio de uma jovem funcionária de uma agência de publicidade, a Dentsu, que trabalhou 100 horas a mais em um mês. A informação é do Japan Times, reproduzida pelo Daily News.
O caso aconteceu em 2014 e um ano depois um inquérito sigiloso deu como causa da morte o excesso de horas extras. O incidente só agora foi revelado por pressão de movimentos sociais do Japão. Essas organizações fazem campanha contra o "karoshi", termo que rotula a prática de sobrecarga de trabalho forçada por muitas empresas locais.
A própria NHK chegou a denunciar em seus telejornais mortes trágicas em empresas, incluindo o suicídio de uma jovem funcionária de uma agência de publicidade, a Dentsu, que trabalhou 100 horas a mais em um mês. A informação é do Japan Times, reproduzida pelo Daily News.
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
Investigação que começou na França leva Carlos Nuzman à prisão sob acusação de compra de voto de delegado do COI para garantir a Rio 2016. Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 também estão sob suspeita
Repercute na França a prisão, hoje, no Rio, do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Nuzman, suspeito de participar de um suposto esquema de compra de votos para favorecer o Rio de Janeiro na escolha da sede para os Jogos Olímpicos de 2016.
O Le Monde digital noticia o caso. A investigação começou na França a partir da denúncia de um ex-presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo, Eric Maleson, um desafeto de Nuzman que foi demitido das funções em 2012 sob acusação de gestão temerária, falsificação de documentos e desvio de verbas. Na época, a Justiça brasileira afastou o dirigente, que mora nos Estados Unidos. Maleson nega ter cometido irregularidades
A suposta manobra para compra de votos para a Rio 2016 teria a participação de Laminine Diack, filho do um ex-dirigente senegalês do COI Massata Diack e envolveria a articulação do ex-governador Sergio Cabral e do empresário Arthur Soares Filho, que teria subornado Lamine Diack e conquistado o voto de Massata Dick.
O caso deve ter outros desdobramentos já que o Rio ganhou o direito de sediar os Jogos por 66 a 32, uma ampla vantagem de 34 votos, superando Madri, Chicago e Tóquio. Entre os quatro finalistas, o Brasil era o único que representava um continente, a América do Sul, que jamais havia recebido os Jogos. Espanha já foi sede com Barcelona, Tóquio também recebeu uma Olimpíada e Los Angeles foi premiada duas vezes.
Os advogados de Nuzman, Sergio Mazzillo e Nélio Seidl Machado, afirmaram em nota que a escolha do Rio como sede olímpica foi feita "dentro da lei".
O COI faz sindicância interna e aguarda as provas que as autoridades brasileiras dizem ter. Embora admita que deva tomar medidas preventivas - Nuzman é membro do comitê de organização dos Jogos de Tóquio - a entidade internacional divulgou nota em que afirma ter pedido às autoridades brasileiras acesso a todas as informações para que possa agilizar sua investigação. O COI diz, ainda, que respeitará a presunção de inocência e o direito de Nuzman de apresentar sua defesa.
A mídia brasileira destaca no escândalo apenas a Rio 2016, mas, segundo o Le Monde, a investigação que começou na França em 2015, também apura suspeitas sobre a candidatura de Tóquio, que voltou a se apresentar após perder para o Rio e conquistou o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2020. Em 2013, Tóquio derrotou Istambul e, novamente, Madri.
Em julho de 2017, em Lima, depois de acordo entre os delegados e voto aberto, Paris foi escolhida a sede dos Jogos de 2024. Na mesma ocasião, o COI anunciou Los Angeles como anfitriã, pela terceira vez na história, das Olimpíadas de 2018.
ATUALIZAÇÃO EM 6/10/2017 - O Comitê Olímpico Internacional (COI) acaba de anunciar que afastou Carlos Nuzman das suas funções na entidade. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) também está suspenso. O COI acrescenta que os atletas brasileiros não serão prejudicados e poderão participar normalmente de competições internacionais.
quarta-feira, 4 de outubro de 2017
Revista francesa destaca ataques à liberdade de expressão no Brasil
por Jean-Paul Lagarride
No mesmo momento em que os museus d’Orsay e o da Orangerie, em Paris, relançam uma campanha que fez sucesso em 2015 para atrair pais e filhos às suas exposições, o Brasil é notícia na Paris Match em sentido oposto: o da censura às artes, da perseguição a artistas e das agressões físicas promovidas por grupos conservadores e de fundamentalistas religiosos a quem ousa frequentar determinadas mostras e performances em museus.
Paris Match publica hoje matéria sobre o cancelamento de eventos culturais após intervenções violentas de milicias organizadas de orientação conservadora e fundamentalista.
A revista cita quatro casos recentes: a censura à peça "O Evangelho Segundo Jesus, a Rainha dos Céus", em Jundiai (SP); a performance de um artista nu no MAM, também em Sâo Paulo; o caso da exposição "Queemuseu", em Porto Alegre (RS); e a proibição por parte do prefeito do Rio, o pastor Marcelo Crivella, da exibição da mesma mostra no MAR, Museu de Arte do Rio de Janeiro.
Paris Match lembra que o Brasil, na ditadura, foi marcado pela censura de Estado, mas o que se vê agora é a censura praticada por movimentos conservadores e da direita radical, igualmente agressivos.
No mesmo momento em que os museus d’Orsay e o da Orangerie, em Paris, relançam uma campanha que fez sucesso em 2015 para atrair pais e filhos às suas exposições, o Brasil é notícia na Paris Match em sentido oposto: o da censura às artes, da perseguição a artistas e das agressões físicas promovidas por grupos conservadores e de fundamentalistas religiosos a quem ousa frequentar determinadas mostras e performances em museus.
Paris Match publica hoje matéria sobre o cancelamento de eventos culturais após intervenções violentas de milicias organizadas de orientação conservadora e fundamentalista.
A revista cita quatro casos recentes: a censura à peça "O Evangelho Segundo Jesus, a Rainha dos Céus", em Jundiai (SP); a performance de um artista nu no MAM, também em Sâo Paulo; o caso da exposição "Queemuseu", em Porto Alegre (RS); e a proibição por parte do prefeito do Rio, o pastor Marcelo Crivella, da exibição da mesma mostra no MAR, Museu de Arte do Rio de Janeiro.
Paris Match lembra que o Brasil, na ditadura, foi marcado pela censura de Estado, mas o que se vê agora é a censura praticada por movimentos conservadores e da direita radical, igualmente agressivos.
Rio deprê: por essa nem Vinicius esperava, a melô do prefeito Crivella é a "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas". "Acabou nosso carnaval"...
Atitudes sempre revelam bem mais do que discursos. O prefeito do Rio deve sofrer de suores noturnos e alucinações fanáticas ao ouvir a palavra Carnaval. Só isso explica porque ele e sua equipe aparentam estar trabalhando intensamente para fazer do carnaval do Rio um desastre administrativo com data marcada.
Recentemente, a prefeitura anunciou com pompa e circunstância um calendário de eventos para 2018. Segundo a claque oficial, serão 104 realizações, entre shows, luau, festival de gastronomia, torneios esportivos etc. A maioria já existia. Alguns, como um espetáculo de fogos na Lagoa, serão novidades, isso se realmente acontecerem. Por enquanto, o cenário é duvidoso.
Notícias sobre a indefinição do tradicional Réveillon, por exemplo, há muito circulam na mídia. Um turista que pretende vir para Copacabana na virada no ano pode pensar duas vezes ao ler que a prefeitura, em outubro, ainda não tem patrocínio para a festa e não faz ideia do que organizará.
Os ensaios da escolas de samba, que atraiam milhares pessoas ao sambódromo durante todo o mês de janeiro, incluindo, é claro, muitos turistas, já foram cancelados. Para os desfiles propriamente ditos, em fevereiro, Crivella cortou verbas e mesmo o valor reduzido e acertado com as escolas ele ainda não pagou.
Os blocos, que se tornaram um atrativo a mais no verão carioca, também atraindo milhões de pessoas, nada sabem, por enquanto, sobre a infraestrutura essencial de segurança, banheiros etc, que terão para fazer seus desfiles. Essas notícias sobre a possível precariedade do carnaval de rua também há muito circulam.
Desde o primeiro carnaval, logo após a posse, Crivella já mostrou que não é o prefeito de todos os cariocas e acintosamente desprestigiou qualquer evento ligado a carnaval. Caso o prefeito, apesar da ojeriza, se colocasse no lugar de um turista que pretendesse passar o carnaval no Rio, ele poria fé numa festa que, nesse momento, parece um fiasco anunciado?
Se a prefeitura do Rio não consegue viabilizar manifestações cariocas tradicionais, como esperar que seu "calendário de eventos" não passe de uma fantasia do tipo banho-de-loja? E se o seu histórico, ao longo desse ano, foi o de cancelar eventos, o que é bem mais fácil e cômodo do que tentar viabilizá-los, qual a sua credibilidade no assunto ?
Dizem que no "calendário de eventos" de Crivella, cada acontecimento terá um "selo de qualidade".
Resta torcer para que não seja um selo de amadorismo qualificado.
Carlos Lyra compôs a "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas", em 1963. Vinicius de Moraes fez a bela letra. Poucos anos depois, a canção se encaixou no clima pesado do país e virou um hino de protesto contra a ditadura. O que Vinicius jamais imaginou foi que o carnaval do Rio de Janeiro teria pela frente um pesadelo chamado Crivella jogando contra os cariocas e que sua letra ganharia outro sentido, também de protesto contra o obscurantismo.
"Acabou nosso carnaval / Ninguém ouve cantar canções / Ninguém passa mais / Brincando feliz / E nos corações / Saudades e cinzas / Foi o que restou"...
OUÇA VINICIUS E TOQUINHO CANTANDO "MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS"
Recentemente, a prefeitura anunciou com pompa e circunstância um calendário de eventos para 2018. Segundo a claque oficial, serão 104 realizações, entre shows, luau, festival de gastronomia, torneios esportivos etc. A maioria já existia. Alguns, como um espetáculo de fogos na Lagoa, serão novidades, isso se realmente acontecerem. Por enquanto, o cenário é duvidoso.
Notícias sobre a indefinição do tradicional Réveillon, por exemplo, há muito circulam na mídia. Um turista que pretende vir para Copacabana na virada no ano pode pensar duas vezes ao ler que a prefeitura, em outubro, ainda não tem patrocínio para a festa e não faz ideia do que organizará.
Os ensaios da escolas de samba, que atraiam milhares pessoas ao sambódromo durante todo o mês de janeiro, incluindo, é claro, muitos turistas, já foram cancelados. Para os desfiles propriamente ditos, em fevereiro, Crivella cortou verbas e mesmo o valor reduzido e acertado com as escolas ele ainda não pagou.
Os blocos, que se tornaram um atrativo a mais no verão carioca, também atraindo milhões de pessoas, nada sabem, por enquanto, sobre a infraestrutura essencial de segurança, banheiros etc, que terão para fazer seus desfiles. Essas notícias sobre a possível precariedade do carnaval de rua também há muito circulam.
Desde o primeiro carnaval, logo após a posse, Crivella já mostrou que não é o prefeito de todos os cariocas e acintosamente desprestigiou qualquer evento ligado a carnaval. Caso o prefeito, apesar da ojeriza, se colocasse no lugar de um turista que pretendesse passar o carnaval no Rio, ele poria fé numa festa que, nesse momento, parece um fiasco anunciado?
Se a prefeitura do Rio não consegue viabilizar manifestações cariocas tradicionais, como esperar que seu "calendário de eventos" não passe de uma fantasia do tipo banho-de-loja? E se o seu histórico, ao longo desse ano, foi o de cancelar eventos, o que é bem mais fácil e cômodo do que tentar viabilizá-los, qual a sua credibilidade no assunto ?
Dizem que no "calendário de eventos" de Crivella, cada acontecimento terá um "selo de qualidade".
Resta torcer para que não seja um selo de amadorismo qualificado.
Carlos Lyra compôs a "Marcha da Quarta-Feira de Cinzas", em 1963. Vinicius de Moraes fez a bela letra. Poucos anos depois, a canção se encaixou no clima pesado do país e virou um hino de protesto contra a ditadura. O que Vinicius jamais imaginou foi que o carnaval do Rio de Janeiro teria pela frente um pesadelo chamado Crivella jogando contra os cariocas e que sua letra ganharia outro sentido, também de protesto contra o obscurantismo.
"Acabou nosso carnaval / Ninguém ouve cantar canções / Ninguém passa mais / Brincando feliz / E nos corações / Saudades e cinzas / Foi o que restou"...
OUÇA VINICIUS E TOQUINHO CANTANDO "MARCHA DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS"
CLIQUE AQUI
Tiroteio em Las Vegas: a cobertura da mídia americana, perguntas ainda sem respostas e vídeos impressionantes
Na mídia americana, o tom da cobertura da tragédia do Mandalay Bay é de perplexidade. Algumas características da chacina em Las Vegas não batem. Comum no país, esse tipo de crime é, geralmente, cometido por jovens psicologicamente perturbados, por vingança, frustração, intolerância, raiva, surtos.
Stephen Paddock, o atirador de Las Vegas não tinha antecedentes nem qualquer ligação conhecida até agora com grupos terroristas ou de supremacia branca, neonazistas, algo do tipo. A família não sabia do seu interesse por amas. Era um aposentado, bem de vida, que apenas gostava de gastar dinheiro em cassinos.
A mídia tenta aprofundar um perfil do atirador ouvindo ex-colegas, vizinhos, funcionários de cassinos que ele frequentava. Foram localizadas duas ex-mulheres de Paddock, mas ainda não deram entrevistas.
A cobertura do crime faz mais perguntas do que as responde. O mistério só aumenta. Veja algumas das questões levantadas:
1) A polícia quase que imediatamente, antes da perícia, concluiu que o atirador se suicidou. Foram levantadas provas disso? Houve testemunha visual, provas técnicas?
2) Havia duas janelas quebradas e armas sobre tripés. A hipótese de um segundo atirador está sendo investigada, foi tecnicamente descartada ou nem foi considerada? A polícia não informou se foram colhidas impressões digitais ou outros indícios que garantam que Paddock esteve sempre sozinho no quarto de hotel. Também não foram reveladas imagens das câmeras do hotel, saguão, recepção etc que mostrem movimentação do atirador desde que se hospedou no Mandalay Bay.
3) O irmão do atirador confirmou que ele nunca teve experiência militar e não sabia da sua habilidade em manejar armas. No entanto, o atirador, segundo a polícia conhecia o equipamento e teria sido até capaz de transformar armas semi-automáticas em automáticas. Não apenas é livre a venda de armas nos Estados Unidos, dispositivos que transformam rifles em armas capazes de dar rajadas, como uma metralhadora, são legais no país.
4) Paddock transferiu 100 mil dólares para uma conta nas Filipinas uma semana antes do tiroteio. A polícia ainda não informou sobre destinatário e outros detalhes da transação.
5) Mesmo antes de ouvir a namorada de Paddock, Mariolu Danley, que estava nas Filipinas, a polícia concluiu que "provavelmente" ela não tinha nada a ver com o crime. Ela chegou ontem aos Estados Unidos e seu depoimento ainda não foi revelado. Não deu entrevistas, por enquanto. Mesmo que não tenha nada a ver com o massacre, a polícia espera que ela trace um perfil do atirador e dê alguma pista dos seus interesses, ideias ou do que se passava na cabeça do sujeito.
6) O número de armas e a presença de explosivos indicaria que Paddock estava preparado para um confronto ou planejava outros ataques.
7) As câmeras instaladas por ele na suite e no corredor tinham dispositivos de gravação local ou na nuvem ou eram apenas para observação e vigilância on line?
8) Qual a motivação de Stephen Paddock, de 64 anos? Ele, segundo o irmão, não tinha problemas mentais. De fato, o crime foi planejado com antecedência de semanas. O atirador não teve um surto e saiu disparando. A polícia ainda não encontrou mensagens, cartas ou posts em redes sociais que forneçam pistas.
9) Donald Trump já deu seu veredito antes mesmo dos peritos. Disse que Paddock é "demente". Mas do que uma explicação leiga é mal-intencionada. Trump quer assim defender a poderosa indústria de armas, grande financiadora da sua campanha e de centenas de deputados e senadores republicanos e, em número menor mas expressivo, também democratas.
10) Paddock entrou no hotel com dez malas com armas, instalou uma câmera sobre a porta do seu apartamento e outra em um carrinho de serviço no corredor. Passou três dias com um aviso de "não perturbe" pendurado na maçaneta. Nada disso chamou a atenção dos funcionários do hotel.
![]() |
| COMPILAÇÃO DE NOVOS VÍDEOS DA TRAGÉDIA DO MANDALAY BAY. CLIQUE AQUI |
Assinar:
Comentários (Atom)






















