quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Papo de Segunda: João Vicente de Castro manda Marcelo Tas enfiar o profissionalismo no c...



por Ed Sá 

Há quem diga que foi armação para promover o programa "Papo de Segunda", no GNT.

Em um intervalo de gravação, Marcelo Tas e João Vicente de Castro discutem aos gritos. Se é fake ou não, é simbólico: são duas figuras opostas,Tas apoiou o golpe, é coxinha até a medula e aecista apaixonado. João Vicente, que ganhou destaque no Porta dos Fundos, está longe do viés conservador e da poeira nas ideias.

O vídeo do barraco vazou, mas o motivo da briga não ficou muito claro. Pelo falatório, é, aparentemente, uma disputa por espaço. A certa altura do vídeo, Tas joga seu "profissionalismo" na cara do oponente. João Vicente recomenda que ele enfie o profissionalismo no cu.

Se foi armação, é a primeira vez que a palavra cu é admitida no marketing da TV como monossílabo promocional.

Os outros dois integrantes do "Papo de Segunda", Xico Sá e Léo Jaime apenas assistem, ao fundo, à performance dos colegas.

A recomendação de João Vicente para que Tas, cujo nome verdadeiro Marcelo Tristão, introduza no aparelho excretor seus 34 anos de profissão, pode ser ouvida no vídeo aos 28 segundos.

VEJA O VÍDEO, CLIQUE AQUI

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

XÔ, OSHO! Estranhas interferências do guru indiano no universo manchetiano

Por Roberto Muggiati

Nada melhor para promover um livro do que o expor à mídia. A carreira de best seller de Paulo Coelho começou no dia em que o Presidente Bill Clinton foi flagrado nos jardins da Casa Branca com um exemplar de The Alchemist na mão.

Reprodução TV

Agora, no episódio da compra de votos para eleger o Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas, uma das implicadas, Eliane Pereira Cavalcante, ao ser levada presa pela Polícia Federal, tentou esconder o rosto das câmaras com um livro do guru indiano Osho.

Bhagwan Shree Rajneesh, o Osho
Reprodução Instagram
Bhagwan Shree Rajneesh (1931-90) celebrizou-se no Ocidente na década de 1970, atraindo legiões de seguidores ao ashram de Poona, nos arredores de Bombaim (hoje Mumbai.) Os leitores brasileiros da época eram chegados a informação sobre as novas seitas que então brotavam como cogumelos depois da chuva. Compramos uma reportagem da revista alemã Stern, com imagens impressionantes dos cultos. A foto de abertura, em página dupla, mostrava cerca de uma dezena de homens e mulheres totalmente nus, abraçados no que parecia um orgasmo coletivo.

Por uma terrível coincidência, a matéria foi publicada numa edição importante da Manchete, que trazia na capa o Príncipe Charles, in full regalia, como dizem os britânicos.

A revista antecipava a primeira visita do primogênito da Rainha Elizabeth ao Brasil. Mas o impacto provocado pela foto “todo mundo nu” da Stern levou um Juiz de Menores, já no primeiro dia de banca da edição, a exigir a sua imediata apreensão. Quem trabalhava na Manchete naqueles tempos – o ano foi 1978 – ainda não esqueceu os dias de tensão que vivemos durante toda a semana em que os exemplares ficariam nas bancas. Com uma provável apreensão, a Bloch não perderia dinheiro apenas na venda avulsa da Manchete, mas – uma catástrofe impensável –teria de devolver toda a receita da publicidade aos anunciantes. Oscar Bloch Sigelmann, um brilhante negociador de causas “quase perdidas”, foi à luta, com todos os contatos que tinha no governo, particularmente na área econômico-financeira, e conseguimos empurrar com a barriga a crise, até a venda do último exemplar. Aquela edição esgotou, não só por causa do conteúdo polêmico, mas porque ganhou força quando o simpático príncipe, então com 30 anos, pisou em terras brasileiras, celebrizando-se, num elegante smoking, ao trocar uns passos de samba com a rainha da bateria da Beija-Flor Pinah.

Nesse mesmo ano me separei da primeira mulher, que levou o apartamento da Gávea. Precisei levantar o Fundo de Garantia com o Adolpho  e comprar um apartamento menor, para ter ao menos um teto debaixo do qual iniciar o segundo casamento. Comprei um apartamento na Rua das Laranjeiras, de uma escritora também recém-separada, chamada Martha. Pois bem, com o dinheiro da venda do apartamento, a Martha viajou para Poona: era uma adepta fervorosa do Rajneesh, depois Osho. Ao mesmo tempo, nosso chefe de reportagem de São Paulo, Júlio Bartolo, também se separou da primeira mulher, pagando um vultoso pedágio conjugal. A história se repetiu: a mulher do Bartolo pegou as duas filhas e investiu o dinheiro todo numa visita – não à Disney ou a Orlando, mas a Poona o destino de viagem favorito dos crentes da época. Pelo jeito, separações favoreciam os negócios do guru. . .

Outros desdobramentos: o juiz de menores que quase apreendeu a Manchete foi flagrado depois como pedófilo. O sacro Rajneesh foi tratar a saúde nos Estados Unidos e ficou por lá. Seus seguidores (os sannyasins) compraram um rancho para ele e criaram um ashram numa remota comunidade do Oregon. Depois uma série de problemas com os moradores locais, o guru e um pequeno número de fieis foram presos em 1985 a bordo de um Learjet alugado a caminho de Bermuda para fugir de processos. Numa cena digna de Lava-Jato, foram apanhados com 60 mil dólares em dinheiro, além de 35 relógios e pulseiras no valor de um milhão de dólares.

Voltando à Operação Unfair Play (Jogo Sujo), aparentemente a vassala do “Rei Arthur”, Eliana Cavalcante, não chegou ao fim do livro e deixou de ler as recomendações do guru Osho sobre os perigos da ambição desmesurada: “A felicidade suprema é nosso direito de nascença. Mas os seres humanos são tão tolos que não reivindicam sequer esse direito de nascença. Preferem cobiçar a riqueza do próximo e se perdem correndo atrás de bens materiais.”


Na reta do Furacão Irma: casas de ricos e famosos podem sair voando...

Reprodução/The Sun

por Omelete
Os furacões têm sido acusados de discriminação por devastar preferencialmente áreas áreas mais pobres, mesmo quando atingem os Estados Unidos. O Katrina, há alguns anos, fez a maioria das vítimas entre os pobres que, geralmente, residiam em casas mais precárias, sem qualquer proteção. O paupérrimo Haiti é outra vítima frequente. Já o furacão Irma, que cruza o Caribe e deverá atingir a Flórida, aparenta ser socialmente mais justo. No caminho, Irma vai dar uma passadinha nas Bahamas e República Dominicana, em região onde se concentram mansões de ricos e famosos. Os editores do The Sun fizeram um infográfico para ilustrar a ameaça. Uma das mansões de Donald Trump, em St. Martin, pode sair voando. Até agora não há indícios de que o furacão é obra de Kim Jong Un.

Árvores da vida...


por Ed Sá 

A badalada socialite Kim Kardashian postou hoje no Instagram uma foto que está bombando na internet. Ele aparece nua em cima de uma árvore sabe-se lá fazendo o que. Ou melhor, sabe-se: a mulher de Kanye West posava para a capa de um livro sobre os 20 anos de carreira dos fotógrafos Mert Alas e Marcus Piggott. 

Nada original. Copiou o Gabeira.

Quando voltou o exílio, Fernando Gabeira dedicou-se à causa ecológica. A Manchete o procurou para uma matéria sobre o ex-guerrilheiro que virou verde. A foto era pra ontem e o fotógrafo Gil Pinheiro resolveu da maneira mais rápida. Levou Gabeira para o Aterro do Flamengo onde ele subiu em uma árvore. 

Uma cena lembra a outra. Ressalvando que, no caso, Gabeira estava primaveril, mas vestido. 



Considerações sobre o Janotgate e os malabarismos de uma primeira página que tira coelhos da cartola...


As posições do Globo são bem conhecidas. Mas o jornal sempre surpreende ao defender seus interesses políticos e corporativos.

Sabe-se que o procurador-geral Rodrigo Janot dá sinais de colapso na placa-mãe que comanda suas decisões. Diante de novos trechos de gravações de Joesley Batista, Janot teria caído no choro. A revelação não detalha se foi convulsivo ou não.

Segundo as últimas declarações, o homem entrou em modo DR (de discutir a relação), elogiou a própria coragem, depois falou que não é coragem, é medo, o "medo de errar" é o gatilho das suas decisões. Confuso, no mínimo. Uma das frases preferidas de Janot, mineiro de BH, é "Nu d'ês é bão, no meu não", segundo artigo de Eugênio Aragão, ex-procurador do MP.  Janot, a julgar pelos últimos movimentos, vai incorporar em breve outra frase em mineirês: "pronostamoindu".

Dois lances do jogo político, ontem, além do Janotgate, compõem a capa do Globo de hoje. Depois do vexame da nova gravação de Joesley, até então supostamente desconhecida e que ameaça anular a delação negociada por ele, o procurador usou a única flecha capaz de tirar o foco do breakdown público: tirou da gaveta uma denúncia contra Lula, Dilma e outros petistas. No mesmo dia, malas de dinheiro com mais de 50 milhões de reais foram encontradas em um apartamento em Salvador que, segundo a PF, era usado por Geddel Vieira Lima, até recentemente ministro de Temer, para guardar pertences do falecido pai. Por fim, a constatação de que após os novos áudios de Joesley, Michel Temer "ganha fôlego".

Tudo isso está na capa do Globo.

A edição da capa - teor dos títulos, disposição gráfica das fotos e dos textos - é que revela mais do que os conteúdos. Nada é por acaso em uma primeira página. Vamos lá: o titulo principal é "Janot denuncia Lula, Dilma e PT por organização criminosa". Logo abaixo, em três colunas e meia, a foto das malas de dinheiro apreendidas no que seria um bunker de Geddel.  A cena impressionante dos volumes abertos e de uma montanha de notas de 50 e 100 reais leva um título que não faz referência a Geddel; "A caverna de Ali Babá". Tudo isso compõe a metade superior da primeira página que, dizem editores e diagramadores, é a de maior importância e visibilidade de um jornal, a área mais nobre. Mas a solução visual do Globo não teve nada de nobre e induz uma leitura política: a foto, que acompanha em importância o título principal e "dialoga" com este, "retrata' os R&1,48 bi que Janot diz que foram entregues a Lula e Dilma e turma. Apenas na página dez, a da matéria das malas, está o título que tem ligação lógica com a foto da dinheirama: "PF apreende R$ 51 milhões ligado a Geddel".  Mas aí, já era, a capa cumpriu seu papel.

Por fim, o 'fôlego de Temer". Até recentemente, o Globo pedia em editorial a saída do ilegítimo. Visto por que está do lado de cá da página de hoje, essa inusitada rebelião parece vir perdendo impulso na medida em que Temer sai da UTI política em que se meteu. Alguns ministros do STF já defendem a anulação das provas existentes em toda a denúncia de Joesley Batista. Ponto para o governo. Está rolando uma reaproximação com o Temer que tudo indica vai cumprir o mandato até o fim?

A única notícia que não tem segundas intenções nessa capa está lá embaixo, no cantinho à direita: o Brasil empatou ontem com a Colômbia.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Sputnik Brasil entrevista com exclusividade o americano roubado pelo falso fotógrafo de guerra brasileiro



(do Sputnik Brasil) 

O americano Daniel C. Britt já teve trabalhos estampados na Playboy, TIME, The Washington Post e The New York Times. Cobriu a passagem do furacão Katrina, conflitos no Iraque, Síria, Afeganistão. O trabalho no campo só não lhe preparou para um detalhe: ter seu material roubado por Eduardo Martins, o fotógrafo de guerra brasileiro que nunca existiu.
Atualmente morando em Istambul, na Turquia, Daniel não poderia prever que seria personagem e uma trama que de tão absurda parece cinematográfica. Como mostrou a Sputnik Brasil há dois dias, o trabalho do americano foi plagiado por um perfil falso no Instagram que se apresentava como "Eduardo Martins" e dizia cobrir a batalha contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria enquanto se revezava em um trabalho como voluntário em um campo de refugiados na Faixa de Gaza.




A história de Eduardo ruiu quando ele já ostentava mais de 120 mil seguidores no Instagram e estrelava perfis em publicações famosas, como a BBC e Vice. Seu perfil, bem como todas as formas de contato que possuía, desapareceram logo depois. Os questionamentos, porém, ficaram. Quem era o loiro das fotos que "Eduardo" usava nas redes sociais? Como as fotos plagiadas foram parar em bancos famosos de imagem? E os fotógrafos originalmente autores dos trabalhos roubados, não perceberam a farsa?
Daniel só tem resposta para a última pergunta. Após contato da Sputnik Brasil na sexta-feira (1), ele concedeu por e-mail uma entrevista detalhando a sua reação ao caso.

Sputnik Brasil: Os fotógrafos profissionais acompanham frequentemente as repercussões do seu trabalho on-line, incluindo casos de plágio ou uso indevido. Você não viu nenhuma dessas fotos tiradas por você na web pelo nome de Eduardo?

Daniel C. Britt: Eu não faço isso nunca. Do momento em que começo a trabalhar em uma reportagem até a sua conclusão, mantenho as pessoas à minha volta, é meu trabalho. Quando termino, estou partindo para outra. Não sou de rastrear nada nas redes sociais. Eu tenho tentado fazer esse tipo de coisa parte do meu fluxo de trabalho, mas odeio sentar na frente de uma tela de computador tanto quanto eu odeio ler pessoas chatas publicarem lixo online. Mas isso foi um alerta. A partir de agora, eu tenho que abraçar o SEO [método de posicionamento de conteúdo em serviços de busca], mídias sociais e começar a monitorar meu conteúdo ou algum outro idiota estará vendendo meu trabalho.

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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Há 25 anos, Collor caía em desgraça e a grande mídia ficava orfã do presidente que ajudou a eleger. Dos "tempos de glória" restou uma foto...

Embora seja um "número redondo", desses que dão "gancho" para matérias, a data passou em branco.

No dia 1° de setembro de 1992, há 25 anos, os presidentes da Associação Brasileira de Imprensa, Barbosa Lima Sobrinho, e da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcello Laveniére, apresentaram à Câmara o pedido de impeachment de Collor.

Outras datas virão redondas para revalidar a pauta "comemorativa": no dia 29 setembro do mesmo ano, a Câmara dos Deputados votou a favor da instauração do processo de impeachment de Collor; no dia 1° outubro começou a tramitar no Senado;  no dia seguinte "elle" foi afastado da Presidência. Para evitar o impeachment, Collor renunciou no dia 29 de dezembro. E no dia 30, perdeu o mandato. fechando a ação política.

Quanto à ação penal, bom lembrar que em 1994, apesar de todo aquele barulho, os PC Farias da vida, Fiat Elba. contas fantasmas etc,  o STF, isso aí, o Supremo, ele mesmo, absolveu Collor. Naquela época, não se invocou o "domínio do fato". O STF considerou que algumas provas foram obtidas "ilegalmente" e anulou todas. A figura jurídica que permitiu isso? A doutrina dos "frutos da árvore envenenada".

De qualquer forma, o processo de impeachment e a renúncia encerraram a Era Collor até então muito reverenciada pela grande mídia.


Ficou uma foto histórica dos "bons tempos" de "amizade collorida" e parceria desde a campanha eleitoral entre grandes corporações jornalísticas e o morador da Casa da Dinda.  A intimidade era tão intensa que apenas um ano antes da queda de Collor, uma foto repercutiu na mídia. A imagem era a de Collor boiando no mar de Angra dos Reis. Com um detalhe interessante: o então presidente foi fotografado pelo seu próprio anfitrião, Roberto Marinho, que assinou a foto. O Globo chamou de "crédito prosaico".

Um texto no Globo contava o feito do patrão e romanceava, em modo quase épico, os bastidores da foto:

"O azul opulento do Atlântico que banha Angra dos Reis dava cor de verão àquele sábado em pleno inverno, 20 de julho de 1991. No fim da manhã, um helicóptero pousou no jardim de uma casa à beira-mar, com um visitante ilustre: ninguém menos do que o então presidente da República, Fernando Collor. A visita, ao jornalista Roberto Marinho, teve cobertura da imprensa, e representantes de vários jornais, rádios e TVs foram até a propriedade de barco. Justamente a equipe do GLOBO não estava - por um equívoco logístico, repórter e fotógrafo ficaram para trás.

Por coincidência, dias antes, Roberto Marinho havia recebido, por empréstimo, uma máquina fotográfica de última geração, e decidiu usá-la para registrar o evento. Dedicou um filme inteiro (lembre-se: no ínicio da última década do século XX, a tecnologia digital aparecia, no máximo, em inverossímeis obras de ficção científica) às muitas cenas protagonizadas pelo visitante.

— Estou assumindo a reportagem — brincou com os jornalistas.

Na principal imagem, Collor posa boiando no mar de sonho do litoral sul fluminense, sorrindo para a câmera. Numa outra, aparece sem camisa, colar pendurado no pescoço, durante um passeio de barco, bem no tom despojado da visita de cortesia, sem qualquer caráter oficial. Com ele e o anfitrião, estavam dona Lily de Carvalho Marinho e dona Rosane Collor (então primeira-dama). O presidente deu vários mergulhos na praia em frente à casa de Roberto Marinho, onde o jornalista mantinha uma criação de mexilhões."

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Ministério da (in) Cultura apresenta mais uma conta do golpe...


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Deu no New York Post: turbulência a bordo



por Ed Sá 

Segundo o New York Post, um voo da Southwest Airlines de Atlanta para Las Vegas, no sábado passado, sofreu um tipo muito especial de turbulência. Uma jovem não aguentou esperar até se instalar em uma suite do hotel e antecipou procedimentos de aterrissagem no colo do parceiro. A tripulação avisou à polícia que esperou o casal no aeroporto. "Aparentemente" - disse um porta-voz -"eles não conseguiram se controlar". Aparentemente, cara pálida? Mas a policia não prendeu a dupla nem abriu qualquer investigação. Segundo o New York Post, isso comprova a conhecida frase sobre a "capital do jogo": "o que acontece em Vegas fica em Vegas". Os passageiros não reclamaram. Alguns acharam a cena até mais divertida do que as outras opções de entretenimento a bordo. O incidente não é inédito.

Recentemente viralizou na internet um vídeo de cena semelhante em um voo da Ryanair de Manchester para Ibiza. O casal de Las Vegas não foi filmado e o jornal ilustrou a matéria com o clipe do voo da Ryanair onde um noivo viajava para participar da sua "despedida de solteiro", os amigos o acharam muito triste e convenceram uma passageira a fazer uma "lap dance" (dança de colo) no rapaz. Veja o vídeo AQUI 

O fator Trump cria o personagem "Dondolf Tritler". Principais revistas do mundo gostaram da ideia. Mas o Daily News encontrou a trilha sonora perfeita para o inquilino da Casa Branca



por Jean-Paul Lagarride

Donald Trump dá motivos e as capas que remetem sua imagem ao nazismo já viraram lugar-comum. Agora foi a alemã Stern que que entra na onda das principais revistas do mundo e fez a ligação inevitável entre ideias e atitudes do empresário, o avanço do ódio e a direita radical. A chamada de capa é uma adaptação do título do livro de Hitler, "Mein Kampf"/"Minha Luta", no caso Sein Kampf/Sua Luta. Tudo indica que "Dondolf Tritler" ainda vai render muitas capas.


Já o Daily News preferiu buscar nos Rolling Stones uma inspiração mais criativa ao noticiar a evidente simpatia de Donald Trump pelos bolsões e grotões da direita radical no Estados Unidos. De fato, a letra da música "Sympathy for the Devil" parece ter sido criada para se encaixar no figurino sombrio do milionário. Não há dúvida: é a música que mais toca no Salão Oval.

Confira nessa tradução feita pelo site "Letras":

Por favor, permita que eu me apresente
Sou um homem de riquezas e bom gosto
Estive por aí por muitos, muitos anos
Roubei a alma e a fé de muitos homens

E eu estava por lá quando Jesus cristo
Teve seu momento de dúvida e dor
Certifiquei-me de que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Mas o que está te intrigando
É a natureza de meu jogo

Eu estava por perto de São Petersburgo
Quando vi que era a hora de uma mudança
Matei o czar e seu ministros
Anastásia gritou em vão

Montei em um tanque
Mantive a posição de general
Quando a Blitzkrieg estourou
E os corpos federam

Prazer em conhecê-lo
Espero que adivinhe meu nome
Mas o que está te intrigando
É a natureza de meu jogo

Assisti com alegria
Enquanto seus reis e rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos deuses que criaram

Gritei alto
"Quem matou os Kennedys?"
Quando, no final das contas
Fui eu e você

Deixe-me, por favor, apresentar-me
Sou um homem de posses e bom gosto
Deixei armadilhas para os trovadores
Que acabaram mortos antes de alcançar Bombay

Prazer em conhecê-lo
Espero que tenha adivinhado meu nome
Mas o que está o intrigando
É a natureza de meu jogo, isso

Divirta-se, meu bem

Prazer em conhecê-lo
Espero que tenha adivinhado meu nome
Mas o que o está confundindo
É somente a natureza de meu jogo

Assim como todo policial é um criminoso
E todos os pecadores são santos
E cara é coroa
Simplesmente me chame de Lúcifer
Porque preciso de alguma amarra

Então se encontrar-me
Tenha alguma cortesia
Tenha empatia e tenha bom gosto
Use toda sua educação bem-aprendida
Ou eu vou jogar sua alma no lixo

Prazer em conhecê-lo
Espero que tenha adivinhado meu nome
Mas o que está o intrigando
É a natureza de meu jogo, de verdade

Divirta-se

Diga-me amor, qual é o meu nome
Diga-me querida, pode adivinhar meu nome
Diga-me amor, qual é o meu nome
Eu direi uma vez, você é a culpada

Qual é o meu nome
Diga-me amor, qual é o meu nome
Diga-me docinho, qual é o meu nome

domingo, 3 de setembro de 2017

Manchete Documento - "Fotografia e Memória: estudo sobre a influência do fotojornalismo da Bloch Editores na construção e manutenção da memória brasileira"


por Daniela Arbex e Gleissieli Souza 
(Graduadas em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP).

"Esta pesquisa é a respeito da fotografia como registro histórico, especificamente as fotos pertencentes ao acervo da Bloch Editores.
Por esse motivo, foram entrevistados profissionais que trabalharam na empresa, para compreender como se dá a relação entre fotografia, memória e registro histórico levando-se em consideração o ponto de vista de quem estava imerso na produção.

O objetivo do trabalho é suscitar a discussão sobre a fotografia como registro histórico. Partimos da análise de que a fotografia é o produto final da relação entre fotógrafo, o assunto e a tecnologia empregada, em determinado tempo e espaço.

Essa pesquisa possibilitou a produção do livro “Memória Leiloada: bastidores da Bloch Editores”, no qual editores, laboratorista, arquivista, repórter e fotógrafos, que fizeram parte da editora, contam como eram produzidas as revistas e suas fotografias".

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..Tá tranquilo, tá favorável: Justiça dá um perdido em provas de corrupção.



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Anitta lançou novo clipe hoje: o pastor vai pirar...


PARA VER O NOVO CLIPE DE ANITA - "WIIL I SEE YOU" - CLIQUE AQUI

Na capa da Der Spiegel, "o jogo da morte"... Difícil é saber onde começa Kim Jong Un e acaba Donald Trump: a "diplomacia" dos dois usa fraldas







A Coréia do Norte testou uma bomba de hidrogênio. Trump e suas frotas mostram dentes e em conjunto com a Coréia do Sul fazem "exercícios" nas fronteiras.

A corda esticou e os dois se equivalem no índice de insanidade.

Na Primeira Guerra Fria, havia, pelo menos, um diálogo pelo "telefone vermelho" entre dirigentes das URSS e dos EUA com um mínimo de cautela.

Nessa Segunda Guerra Fria, os "estadistas" usam fraldas, não controlam os movimentos peristálticos nem as ideias equivalentes.

Charlie Hebdo: "Deus existe! Ele afogou todos os neonazistas do Texas!


sábado, 2 de setembro de 2017

Anitta responde a ofensa de vereador em Facebook

Patrulha fundamentalista é algo perigoso.

Captada por mentes conturbadas, tal pregação pode incitar à violência como, de resto, alguns graves episódios de intolerância religiosa e de gênero, agressões e atentados contra pessoas e instituições já registram no Brasil.

Um vereador do Rio de Janeiro, Otoni de Paula (PSC-RJ) se sentiu no direito de levar a cantora Anitta a julgamento público, no Facebook, questionando se a artista, que vive de trabalho e rendimentos privados, sem benesses, é "cantora ou garota de programa".

Anitta, com justa indignação, rebateu o religioso:



E mais adiante:

"Sou cantora, empresária, compositora, coreógrafa e outros negócios (que não são da indústria pornográfica)". 

"Sei como é importante e estratégico usar um nome de notoriedade na mídia para ganhar e espaço e assim começar a divulgar seu trabalho próximo ao ano eleitoral', escreveu Anitta

"Também não seria burra de processar por calúnia um vereador. Qualquer ser humano que entenda de justiça brasileira sabe que eu não sairia vitoriosa desta questão nem com macumba (aproveitando o trocadilho, já que o senhor é evangélico)."

"Mas aproveito a notoriedade que seu post tomou pra responder sua pergunta. 'A que nossas crianças estão sendo submetidas?' A uma triste falta de oportunidade e educação pra quem não tem dinheiro. Uma aprovação automática que desestimula professores a formarem pessoas educadas neste país. Nossas crianças estão submetidas a terem que ralar e se esforçar 24h por dia pra tentar ter algum tipo de instrução e oportunidade na vida que não seja o crime ou trabalhos informais como a prostituição, por exemplo. 

"Isso bem a realidade da pessoa que eu fui anos atrás quando mal tinha dinheiro pra pagar um ônibus pra sair do meu bairro. Uma pessoa que sempre morou no Rio de Janeiro e achava que a zona Sul era inalcançável, por exemplo".'

"O que tento fazer com a porta que se abriu pra mim (que foi a do entretenimento) é mostrar aos demais que nasceram na mesma situação que eu que existe uma saída. Ok, você terá que batalhar 50 vezes mais que uma pessoa que tem recursos e oportunidades e ainda assim vai esbarrar com posts preconceituosos e desinformados como o seu? Sim. Mas com força, foco e determinação é possível chegar la. Uma criança não faz a menor ideia do que uma garota de programa está fazendo na calçada da praia de roupa curta. Para a criança é só mais um passante da rua. A maldade está nos adultos. Que ao invés de focarem no real problema e na raiz da questão estão ocupados atacando situações que incomodam o próprio interior".

Falso fotógrafo sumiu

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O incrível caso do "fotógrafo" 171



(da BBC Brasil) 

Em 7 de julho de 2017, a BBC Brasil publicou um texto apresentando fotos e vídeos que seriam de autoria de um brasileiro que se apresentava para seus mais de 100 mil seguidores no Instagram como Eduardo Martins, fotógrafo da ONU. Após a publicação do conteúdo, surgiram suspeitas não apenas sobre a autoria das imagens enviadas como também sobre a verdadeira identidade de Martins. A BBC Brasil começou a investigar o caso há um mês e, pouco a pouco, os elementos de uma história construída por dois anos começaram a ruir. Diante das suspeitas e do risco de violação de direitos autorais, o conteúdo original foi retirado do ar. Pedimos desculpas a nossos leitores pelo engano. O caso servirá para reforçar nossos procedimentos de verificação. Conheça a história:
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A fotofraude do surfista brasileiro



(do Sputnik Brasil) 

Um jovem surfista brasileiro supera o câncer aos 25 anos e encontra novo significado para a vida: vai servir como voluntário a missões humanitárias da ONU enquanto aproveita para registrar o sofrimento no Iraque e na Síria. A história de Eduardo Martins seria motivo de inspiração para muitos, não fosse um pequeno detalhe: ele nunca existiu.
Mais de 120 mil seguidores no Instagram, incluindo o perfil oficial das Nações Unidas e portais reconhecidos de imprensa como a Vice e a Al Jazeera. Uma leucemia que paralisou sua vida durante sete anos e, quando foi embora, deixou uma forma totalmente nova de ver o mundo. Era assim que o paulistano Eduardo Martins se apresentava às dezenas de canais, rádios e revistas que ao longo de 2016 e 2017, o entrevistaram.

Supostamente morando em Beit Hanoun, uma cidade ao noroeste da Faixa de Gaza, o brasileiro se embrenhava em missões para nenhum fotógrafo de guerra botar defeito. Acompanhou a batalha por Mossul, no Iraque. Registrou o conflito na Síria ao lado do Exército Livre sírio.

Eduardo é destaque na página da BBC Brasil. O artigo foi deletado hoje a tarde, depois da denúncia de fraude.

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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Assédio moral: goleiro Muralha acusa Extra de humilhá-lo em editorial irresponsável


por Niko Bolontrin 

Parece o tio que em uma reunião de aniversário se mete a contar piada e esquece do final. A platéia faz "hã?", disfarça e vai pegar mais um brigadeiro para quebrar o constrangimento.
O Extra deu uma de tio-humorista mal sucedido.

Alex Muralha recebeu apoio nas redes sociais. O jornal também foi criticado em programas esportivos. Internautas prometem que a partir de agora também não vão chamar o Extra de "jornal". Leia a reação do goleiro, abaixo:

"Ao tomar conhecimento do que o Jornal Extra, veículo de imprensa de tanta credibilidade e força, escreveu hoje a meu respeito, eu só posso me sentir indignado. Uma coisa são as críticas que recebemos, e não sou contra, nos fazem crescer. Falhas fazem parte, em qualquer segmento. Estamos todos sujeitos a isso e buscamos corrigi-las. Brincadeiras da torcida também são normais, o futebol mexe mesmo com todos os brasileiros.

Mas outra coisa é mexer com o ser humano. Isso está longe de ser uma brincadeira. A palavra é humilhação, é execração pública. Seguiram linha semelhante a que usam ao se referirem a bandidos que cometem crimes. Sinceramente, eu me senti sendo 'fichado' como tal na capa do jornal. É muito sério. Foi um posicionamento de mau gosto e até irresponsável. 

O termo ‘vulgo’, que citam no texto a meu respeito, é normalmente usado para designar bandido, e isso causa constrangimento. É um fato que pode até incitar a violência. Numa época tão difícil, em que a gente vê tanta barbaridade por aí, uma atitude como essa não contribui em nada, nem para o jornalismo esportivo nem para o futebol. A notícia não pode perder para as piadas sem graça, que só quem teve a ideia deve estar rindo.

Pelo menos, estou me sentindo abraçado, e aproveito para agradecer ao apoio que recebi da diretoria, da comissão técnica e de todos os meus companheiros, que ficaram tão revoltados quanto eu. E de vários torcedores nas redes sociais, que entendem a situação e percebem que somos humanos e sujeito a falhas. Por este motivo, me sinto fortalecido, mas não poderia deixar de expressar meu descontentamento".